Será Amor?

38 Capítulo 38 - Um ato de burrice


Notas iniciais
Bom, eu não lá que demorei, o problema é que comecei a escrever ontem mas tive que sair e só cheguei em casa a meia noite e quarenta... Não pensem coisa feia viu, eu fui para um encontro juvenil cristão ^_^ Boa leitura

Pov. Ally

–Eles são tão fofos. –Austin falou pegando no colo Ada, eita que aquela daria trabalho para ele.

–Mor, uma pesquisa fala que pais que paparicam muito as filhas na infância, quando ela chega a adolescência eles se afastam. –Comentei com um sorriso debochado.

–Não tem graça, sabe que não serei um pai presente. –E ele tinha que comentar isso logo agora? Santo Deus!!!

–Desculpe.

–Não tem porque se desculpar. –Andamos mais um pouco pelo shopping. –E então, já comprou tudo?

–Sim. –Andamos até a saída do shopping onde uma limusine nos esperava. –Me ajuda a desmontar o carrinho?

–Deixa que o motorista desmonta, pega o Alec. –Ele se virou para o motorista e continuou. –Pode desmontar o carrinho para por na mala? Com os bebês no colo isso fica difícil para nós.

Eu via como Austin era educado e bagunceiro ao mesmo tempo, ele pediu algo para alguém que ele poderia ordenar, e enquanto ele fez isso, Ada ria em seus braços.

–Sim senhor.

–.-.-

–Quando vai pegar o avião? –Austin perguntou brincando com Alec desta vez.

–Segunda. E você? –Ele olhou para mim meio de recanto.

–Na véspera do natal.

–Isso não é justo. –Peguei uma apostila e comecei a ler.

–Oque não é justo Alls? –Folheei o objeto.

–Eu já sei disso, são coisas simples. Eu pensei que estivesse morta de estudos, mas aparentemente o que eu não tenho conhecimento esta bem no fundo da apostila. –Sorri animada.

–Que ótimo, assim temos mais tempo. –Revirei os olhos e sentei-me ao seu lado.

–Você está muito animado ultimamente. Oque está acontecendo de especial? –Sorri brincalhona.

–É segredo. –Ele sussurrou entrando no meu jogo.

–E eu não posso saber de seus segredos? –Ele negou com a cabeça.

–É que esse não é meu.

–.-.-

–COMO ELES SÃO LINDOS ALLY. –Trish gritou no aeroporto assim que nos avistou.

–Oi Trish, tudo bom? Quanto tempo né? –Sorri revirando os olhos.

–Desculpe, é que não me segurei ao ver seus bebezinhos lindos.

Andamos até o estacionamento que era onde Rosa nos esperava novamente, desta vez ela estava com duas cadeirinhas nos bancos.

–Boa noite Rosa. –Falei a abraçando.

–Ally, quanto tempo. Como está?

–Muito bem, principalmente porque meus filhinhos sobreviveram e seguraram a barra legal.

–E a faculdade?

–Bom, está muito fácil por enquanto. Peguei um atestado de longos quatro meses e agora estamos em uma pequena folga, só essa semana de natal e virada de ano, para ser mais especifica, dez dias de folga...

Pov. Paloma

Sabe aquele friozinho que dá na barriga ao rever a pessoa destinada a ser sua? Aquele friozinho que é de ansiedade, felicidade, realmente alegria extrema. Foi o que eu senti após ficar quase um mês longe de Riker. Eu estava tremendo, emocionada, morrendo de saudade, e eu como namorada ciumenta, estava com os nervos na flor da pele.

Mas após ele voltar, recebi a notícia que Ally viria passar o natal na “casinha” de Rosa, a mesma ia trazer os filhinhos, obvio. Mas eu e Riker fomos os únicos que avistamos os bebês, não chegamos a segura-los mas eles deviam estar bem maiores, quando os vi, eles cabiam e sobrava espeço dentro de uma caixa de sapato.

–Por que está assim Pam? –Riker arrumou minha franja atrás da orelha.

–Estou ansiosa, sabe, não vejo a hora de estar em uma posição como a Ally. Digo, ela tem dois filhos, está muito perto do casamento dela, faz faculdade na maior boa. É uma vida perfeita, sem contar que seu irmão é muito famoso. -Deitei a cabeça em seu peito.

–Está com inveja? –Ele riu divertido.

–Não é inveja. É um conto de fadas.

–Não concordo. –Arqueei as sobrancelhas e me afastei para poder ver seu rosto. –Pense bem, você é muito ciumenta, para mim tudo bem, mas se eu fosse tão famoso quanto meu irmão, você iria ter muita dor de cabeça. Se fosse ter gêmeos, poderia correr o risco que a Ally correu, mas poderia acontecer de forma mais bruta que eu não gosto de imaginar. Poderia eu perder vocês três, então a ideia está fora de cogitação, e a faculdade bem sucedida você já faz.

Fiquei triste com a forma que ele disse sobre não cogitar a ideia de engravidar, eu sempre quis ser mãe. Tanto que eu estou fazendo pediatria, para cuidar de crianças.

–Talvez. –Me encostei novamente nele.

–SE ESTIVEREM FAZENDO ALGO, PODEM SE SEPARAR QUE A TURMA CHEGOU. –Ouvi Trish gritar do lado de fora da casa e um segundo depois a porta sendo aberta.

–Trish... –Ally a repreendeu rindo. –Oi Riker, oi Pam.

Levantei-me aos pulos para abraçá-la. Lembrei de uma conversa anterior e ri comigo mesma.

–Acho que temos um assunto para tratar né? –Perguntei sussurrando em seu ouvido.

–Eii, eu quero saber também. –Trish disse pondo as mãos na cintura.

–Você já sabe Trish, mas pode vir também.

–Uii, que recepção calorosa. –Ally disse meio irônica e divertida. –Rosa, tenho um assunto a resolver, prometo que não irei demorar, mas pode cuidar de Ada e Alec?

–Claro Ally, será muito bom ficar com eles. –Ela respondei já indo paparicar os dois.

Subimos as escadas e eu estava quase tremendo de ansiedade, estava em uma situação engraçada onde eu havia prometido para a Ally oque aconteceu em uma tal noite especial com meu lindo, perfeito, engraçado, determinado, perfeito e lindo namorado. Pera aí, eu já disse lindo e perfeito?

–Me conte tudo. –Começamos a rir.

–.-.-

Pov. Riker

Não tenho certeza, mas acho que Paloma se decepcionou um pouco com minhas palavras. Ah, como eu sou burro, sei perfeitamente que o sonho dela é ter um filho mas eu tinha tanto medo. Realmente muito difícil de apenas imaginar perde-la, muito mais se acontecer mesmo, acho que eu não suportaria ter uma vida sem ela.

–Ela parecia triste assim que entramos ou foi impressão minha? –Rosa disse puxando o carrinho para perto do sofá e se sentando ao meu lado.

–Sim, ela estava. –E agora eu teria que me torturar por fazê-la triste, uma tortura interior que só o ato de ela estar triste, já acontecia.

–Algo que é pessoal? –Neguei com a cabeça e para tentar descontrair minha mente, toquei com o dedinho indicador não minúscula mão de Alec.

–Eu disse para ela não cogitar a ideia de ter um filho, mas sei que esse é o sonho dela. Eu fui muito burro mesmo. –Alec segurou meu dedo e isso fez que meu coração pulsasse mais forte, pois me fez pensar quando eu fosse um real pai, como eu me sentiria com um menino ou uma menininha ao nosso lado, Pam com um sorriso exposto na cara.

–Se te conheço bem Riker, vai desfazer oque fez mais rápido do que posso imaginar, e de forma que não é dita, é feita. A vai presentear né?

–Sim, mas não agora Rosa. E a senhora está muito espertinha em... –Eu disse brincalhão rindo junto a ela.