Será Amor?
35 Capítulo 35 - Aquele era o Alec?
Notas iniciais
–Você era Nerd, meus amigos começaram a caçoar de mim por andar com você. Me arrependo até hoje por ter te tradado daquela forma. –Mas que menino interesseiro.
–Não importa Gabriel, já era. O passado tem que ficar para trás, concorda? –Ele olhou decepcionado para baixo. Era ele, foi ele o primeiro menino que fez meu coração palpitar fortemente, mas depois, envenenou minhas palpitações, tive nojo, copo ele podia ser tão cara-de-pau?
–Me dê uma chance Ally! –Seus olhos me imploravam. Sorri travessa, meu Deus, o que estava acontecendo comigo?
–Eu estou noiva Gabriel.
–Eu sei, todos sabem. Respeito sua escolha. Mas quero apenas sua amizade, não quero te tirar do Austin. –Isso me veio como uma tapa no meio da testa.
–Desculpe. Eu não consigo te perdoar. Não ainda...
–O horário da visita acabou. –A enfermeira disse adentrando pela porta e ne trazendo felicidade.
–Obrigada, pode chamar Pam por favor? –Disse para a enfermeira enquanto acenava para Gabriel.
Pam entrou quase pulando dentro do quarto e sua fissura era de curiosidade insaciável.
–E ai? Como foi? –Ela se sentou e arrumou os óculos.
–Pam. –Revirei os olhos e começamos a rir. –Ele sempre foi o mesmo. Mas ele está tão... Diferente. Ele me parecia dizer a verdade...
Pov. Austin
Queria fazer uma surpresa para Ally. Iria chegar no fim daquela tarde e estava muito feliz por estar cada vez mais perto. “Só mais alguns passos.” Isso martelava em minha mente enquanto andava pela maternidade.
–“ Ele sempre foi o mesmo. Mas ele está tão... Diferente. Ele me parecia dizer a verdade...”. –De quem será que ela está falando? Cheguei mais perto para ouvir melhor.
–E ai? Vai me contar ou não se é verdade aquele papo de ontem? Não pense que esqueci não viu moça. –Pam falou.
–Sim Pam, eu gostava dele...
–Dele que? –Entrei inconformado, ela poderia estar falando de mim. –Quem está diferente Ally?
Eu falava em um tom normal, porém feroz.
–Austin? O que faz aqui? –Paloma se encolheu na cadeira dela.
–Eu vim te fazer uma surpresa, mas parece que eu que fui surpreendido. Só me fala uma coisa Ally. –Me aproximei dela enquanto respirava fundo para tentar pensar melhor. –Foi a mim? Digo, que você disse que estava diferente e que gostava, no passado?
–Não Austin. Não meu loirinho, foi a outra pessoa. –Assenti lentamente. Sentei no chão e pus minha cabeça entre as mãos enquanto fechava os olhos. Senti uma mão leve acariciando meus cabelos e me arrepiei de leve. –Quer que eu conte?
Demorei um tempo para responder, estava pensando se era melhor saber ou deixar para lá.
–A história toda. –Ally me contou do esbarrão, da amizade, da revira volta no humor, como foi humilhada por Gabriel. Contou sobre um sonho, um sonho muito estranho, e sobre tê-lo visto aqui no Tennessee. –Tem certeza que era ele?
–Sim, ham, ele veio aqui, saiu um pouco antes de você entrar. –Meu coração pulou. Era a raiva? Minhas mãos ferveram, nunca tinha sentido isso. Comecei a respirar fundo novamente com medo do que poderia acontecer.
–Acho que nunca senti tanta vontade de socar alguém dessa forma. –Disse entredentes. Segurei a mão de Ally, a mesma se levantou. –Não morena, não levante, tem que repousar.
–Que se dane meu repouso. –Ela agarrou meu pescoço e me tacou um beijo. Foi como se meu corpo inteiro tivesse relaxado ao tocar em seus lábios. Ouvi um “vi que estou sobrando aqui, até mais Ally, Austin.” mas nós não paramos, quando estava perdendo o fôlego, a puxei mais para perto e escondi meu rosto em seu cabelo. –Desculpe por não ter contado, eu tinha esquecido que o conhecia.
Ri com ironia e divertido.
–Eu te amo morena. –A fiz sentar em meu colo e fiquei abraçado com ela.
–Também te amo loirinho. –Ela sorriu e se agarrou a minha camisa. –Como foi os shows?
–Cansativo.
Escutamos três batidas tímidas e olhamos para a porta, havia uma enfermeira encostada, observando sorridente. Sorri para ela e a convidei para entrar.
–Tenho um procedimento a fazer. –Ela disse se aproximando do berço. –Poça licença por favor.
Com Ally no colo, a levei para o corredor. Tinha umas cadeiras acachoadas para espera. Sentei e me agarrei a minha morena, aquela história de Gabriel não tinha acabado.
–Se quiser posso sentar normalmente, estou mais pesada que antes. –Sorri de canto e ajeitei seu cabelo para trás da orelha.
–Não, você não está.
Depois de pouco tempo, a enfermeira abriu a porta.
–Senhor Moon, peço que deixe a Senhorita Dawson sentada e venha aqui rapidinho. –Ally ficou preocupada, vi isso em seu rosto quando a passei para a cadeira a meu lado.
–Está tudo bem pequena. –Disse sussurrando em seu ouvido.
Andei até o quarto com o coração batendo a mais de mil. Passei pela porta e a fechei. Olhei para o lado, pisquei algumas vezes.
–É tão bom vê-los respirando sozinhos. –Disse baixinho para não deixar escapar a surpresa. –Cheguei bem no dia em.
–Sim senhor. Posso levar um e você outro se quiser. –Assenti feliz, meu sorriso batia de orelha a orelha. Peguei Alec e ele era tão levezinho. Quase não fazia peso e eu poderia segurá-lo uma semana completa que não ficaria cansado.
–Oi guerreiro do papai. –Foi muito fofo vê-lo dormindo tranquilamente. Sua roupa era folgada mas era a menor que tínhamos achado, menos que aquilo seria roupa de boneca. Ada já era maior, tinha o cabelinho preto igual do Alac. Mas Ada parecia ser maior mesmo, digo, em tamanho. Mas meu rapagão, era mais cheinho. Eita que esses dois vão dar trabalho. –Podemos ir?
A enfermeira assentiu a abriu a porta. Vi Ally olhar para cima e parecer assustada, aos poucos um sorriso foi brotando em seu rosto e o brilho em seu olho era intenso, ela deveria estar tão feliz quanto eu.
–Você... Ele... Meus... –Alls não falou coisa-com-coisa, vi os olhos dela encherem de lágrimas e sem querer, aconteceu o mesmo comigo. Andei lentamente até ela e sorri.
Pov. Ally
Aquela espera já estava me matando, oque aconteceu com meus filhos? Limpei uma lágrima que descia pela minha bochecha e respirei fundo, passou-se alguns minutos e ouvi a porta sendo destrancada, olhei para Austin assustada, ele parecia bem, foi ai que eu notei seus braços, ele carregava um bebê de forma desajeitada. Era o Alec no braço dele? Meus olhos começaram a querer fazer chover e meu sorriso foi aberto de orelha-a-orelha.
–Você... –O que eu queria dizer era “você está com nosso bebê, de verdade?”. –Ele... –“Ele é o nosso bebê? Nosso Alec respirando sozinho?”. –Meus... –Eu não tinha voz para terminar as frases, a felicidade era tanta que ela foi roubada de mim. “Meus amados vão sobreviver?”.
Austin andou lentamente até mim e se prostrou a minha frente, esticou os braços para que eu o pegasse.
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