Será Amor?

31 Capítulo 31 - Pensei, mas não consegui falar


Notas iniciais
Está aquiiii ^_^ Nem demorei :P Boa leitura ;3;3;3

Pov. Ally

Minhas lágrimas jorravam de meus olhos. Estava emocionada por Ada e Alec. Seria tão maravilhoso quando os dois nascessem minha vida que já era boa, se tornaria impecável. Austin ao chegar em casa, pediu um almoço em me encheu de beijos.

–Você está me acostumando mal. –Lhe disse enquanto ele me dava uma colherada do sorvete servido para sobremesa.

–Não estou não. Adoro vê-la com esse sorriso no rosto. Te amo minha querida. –Ele disse ao beijar minha testa. –E vocês não precisam ficar com ciúmes, também amo vocês meus bebês.

Neste momento lhe fiz um cafuné carinhoso, e exigi um beijo em meus lábios. Com seu toque em minha barriga senti uma agitação, os bebês começaram a chutar e sorri nervosa com a falta de ar.

–Alls? –Austin me olhou preocupado. Olhei para ele respirando fundo.

–Eles só estão agitados loirinho. –Ele se sentou ao meu lado.

–Ada, Alec, meus filhos. Estão desconfortáveis pequenos? –Ele se posicionou para que eu ficasse entre suas pernas enquanto ele alisava minha barriga e aos poucos os dois iam se aquietando.

–Você é o tranquilizante deles. –Me encostei sonolenta. –Vamos nos arrumar?

–Precisa de ajuda? –Ele sorriu malicioso enquanto eu assentia. O único problema é que não dava mais para nos relacionarmos. –Vamos acalmar esses bebês.

Descobri depois de um tempo que quando eu tinha um orgasmo, os bebês ficavam muito quietos mesmo, como se dormissem tranquilamente.

Austin me ajudou a tirar todas peças de roupa minha. Ele foi muito cuidadoso enquanto me deitava na cama e ele começara a me dar ainda mais prazer. Ele introduzia apenas o dedo indicador enquanto lambia minha intimidade. Deixei ser levada pelo momento e vi meu orgasmo chegando.

Austin sorriu para mim, se aproximou e me beijou de forma quente.

–Você está doce, morena. –Ele sussurrou ao pé do meu ouvido, estremeci de leve e senti minha pele arrepiar.

–Austin.

Retribuí o que ele me dera e depois de um bom tempo, estávamos prontos. Eram duas da tarde e nós saíamos naquele Volvo prateado que o loiro amostrado comprou. Ri com meu próprio pensamento. A primeira casa que olhamos, era arcaica, muito velha e tudo com madeiras desconfiáveis. Não gostei. A segunda casa, era bem bonita, toda branca e já toda enfeitada, mesmo com uns gastos a mais, ela seria perfeita para uma família normal. Mesmo não sendo uma família normal. Ela tinha três suítes, dois banheiros, uma sala grande, uma piscina nos fundos, era de dois andares, tinha um quarto que seria perfeito para Austin treinar, uma enorme cozinha e uma viga que seria perfeita para um aquário bem colorido.

–Essa Austin. –Sussurrei enquanto o promotor ia apresentando a casa. –Ela é perfeita. E tem uma varanda no quarto principal.

–Eu também gostei. –Ele disse abaixando a cabeça para que ficasse mais próxima da minha. –Estou cogitando seriamente a possibilidade de morar aqui.

–Alguma dúvida? –Rogério, o promotor, perguntou logo após mostrar o último cômodo.

–Não exatamente. –Tomei a iniciativa. –Teria como por portas em cada lado da escada? Futuramente teremos crianças e não queremos correr perigos. E também fechaduras nas portas que levam ao lado de fora.

–Sim, poderemos providenciar hoje mesmo e acho que amanhã poderia ficar pronta. –Olhei para o meu loirinho sorrindo e imediatamente ele entendeu.

–Quando podemos mudar? –Sorri, só não saltitei porque minhas circunstâncias eram sérias.

–Provavelmente semana que vem. –Ele respondeu satisfeito.

–Perfeito, assim podemos começar a escolher os móveis.

–.-.-

Trish havia ligado para Austin e informado que tinha conseguido sete shows para ele. Fiquei triste, não queria mudar sozinha mas consegui fazer com que Austin fosse. Ele aceitou com reluto mas tranquilizou mais quando pedi para Paloma que viesse já que Trish teria que acompanha-lo. Pam chegaria amanhã e juntas iriamos contratar um decorador e falar mais ou menos como seria a minha casa dos sonhos. E eu teria que assinar os papéis no lugar de Austin já que ele estaria em show e não daria para sair.

Faltava poucas horas para Austin sair e seu celular não parava de tocar.

–Austin... –Fui interrompida novamente. Esperei educadamente a ligação terminar. Ele me olhou com um sorrisinho de desculpas e estendi meu braço em oferta de paz. –Não tem problema, eu te entendo.

Brincamos novamente por algum tempo e Austin estava a todos instantes se comunicando com Alac e Ada.

–Meus pequenos, papai vai ter que sair. –Ele explicou com carinho me deixando emocionada, “droga de hormônios”. Senti um chute certeiro que me tirou ar e me fez arfar. –Estão chutando?

Assenti pondo a mão na barriga. Austin começou a alisar ao redor mas eles não se acalmavam.

–Eles não param. –Em meados dos chutes, me vi perdida sem fôlego. –Ar. Austin.

Os bebês estava com seus cinco meses, eu não tinha problema respiratório nem nada, mas dois bebês agitados esmagavam meu pulmão me tirando o ar. Austin me pegou no colo e me tirou de lá.

–Calma Ally. –Ele sussurrou quase desesperado no meu ouvido. –Respira fundo.

–Eu não... –Uma pausa. –Consigo.

Poxa, em meio à gravides eu ter um ataque que poderia me matar e pior, matar meu filhos. Me senti no banco do carro e ouvi seus avances, minha dor já me incomodava mais, eu quase não a sentia, mas meus olhos, esses estavam me preocupando. Meu ar foi acabando, a visão escurecendo, tentei sussurrar um “te amo Austin”, mas não deu, o sono me abraçou.

Pov. Austin

Senti um aperto no coração e um medo enorme de perde-la, ouvia suas puxadas de ar insistentes, lutando pela sobrevivência, meus olhos já estavam com rios a ponto de criarem uma nova bifurcação e doeu, não era em mim mas estava doendo. Dirigindo ao máximo que dava eu desviei dos carros. Olhei para o lado, “não, não pode ser”.

–Ally. –A sacudi de leve assim que estacionei. Peguei-a no colo e corri para dentro. –ME AJUDEM.

Ao me verem correram até nós com uma maca onde eu a coloquei

–O que ela teve? –Me perguntaram enquanto corríamos para a emergência.

–Ela está grávida, os bebês começaram a chutar e ela começou a sentir uma falta de ar muito grande.

–Preparem três aparelhos respiratórios e chamem pediatras e digam que é caso urgente. –Ela falou para os outros médicos enquanto agia. –Precisamos de sua confirmação?

–Para oque? –Disse desesperado.

–Teremos que fazer o parto dela, ou você pode perder os três. –Ela disse, assinei a prancheta e vi vários médicos correndo em nossa direção.

–Quantos meses ela tem? –Me perguntaram.

–Cinco meses. E são dois bebês. –Disse ao alisar seu cabelo. Eles aplicaram algumas coisas nela.

–Vamos leva-la para a sala da cirurgia. –Que droga, não posso perder meus amores.