Será Amor?

27 Capítulo 27 - Os momentos Paloma


Notas iniciais
Genteeee, aqui está! Espero que gostem do capítulo e agradeço a todos(as) que comentaram.

Pov. Paloma

Após abraçar Austin, olhei mais atentamente para o rapaz a seu lado, “Riker se não me engano” pensei. O brilho nos olhos dele era como... Como posso dizer? Encantado? Apaixonado? Ela tinha alguém? Quais informações eu poderia tirar dele para conhece-lo melhor? Será que tenho chances? Devo ser fácil? Devo ser difícil? Nunca namorei na vida, não sabia como deveria agir.

Dei um aceno tímido e sorri.

–.-.-

Ally acabara de sair de sua festa surpresa, Dez subiu com Trish para fazer algo imaginável, assim, acabamos ficando apenas eu e o Riker. Pensei bem no assunto e resolvi ser normal, na média, nem fácil e nem difícil.

–Então... –O silêncio estava me atormentando.

–Então... –Minhas palavras foram repetidas por ele.

–Quando descobriu que era irmão do Austin? –Eu estava sentada no pequeno sofá e ele estava a minha frente, sentado em uma poltrona a uns dois metros de mim.

–Acho que eu tinha uns nove anos. –Então porque ele esperou tanto? Antes que eu perguntasse ele respondeu por si próprio. –É uma longa história, eu era covarde quando era jovem, coisas da vida.

Sorri timidamente. Era estranho ficar sozinha com ele.

–E você? –Ele me perguntou depois de pouco tempo. –Como foi sua infância?

Me engasguei quando a pergunta me veio a tona. Até que foi engraçado.

–Desculpe. –Disse pigarreando para limpar a garganta. –Bom, minha infância foi meio turbulenta. As moças que trabalham no Orfanato me disseram que um homem me deixou lá. Não disse o motivo, apenas disse que não podia cuidar de mim. Dona Fran me falou que ele era alto, e moreno, tinha um olhar triste. Sei apenas disso. Também, nunca me dei bem com as meninas de lá. Elas meio que praticavam um tipo de bullying descarado comigo.

–Nossa. –Não entendi muito a expressão do loiro. -Parece que nossas infâncias foram meio turbulentas.

Ri com o comentário. Suspirei ao imaginar meu pai, o único que tem meu sangue que eu tenho conhecimento.

–Vou deitar, está ficando tarde.

–Concordo. –Ele me seguiu. –Pera aí!

–Só tem mas esse quarto? –Perguntei corando intensamente.

–A... –Ele tossiu e também o notei corar. –Acho que sim.

Entrei no quarto devagar.

–Bom, pelo menos tem duas camas. –Sorri amarelo. –Vou me trocar.

Entrei no banheiro e coloquei um pijama rosa bebê. Era um short meio que curto e uma blusa sem manga. “Não devo” pensei, “Isso é maldade”. “Ah, que se dane, é o único que tenho mesmo”. Saí do banheiro e me deitei rapidamente, Riker já havia se trocado e estava apenas com uma bermuda azul marinho. Ao ver sua linda barriga definida, parei de respirar, quando percebi que o sangue me subia a cabeça, voltei a respirar ofegante. Digo adiantadamente, não consegui dormi aquela noite.

Pov. Ally

Minha vida não poderia estar melhor. Estrei para uma boa faculdade de música, Austin estava ao meu lado, meu bebê crescia em meu ventre. Estava tudo as maiores perfeições, até que Austin me convenceu de ir na ginecologista e depois na nutricionista. Ela me disse umas coisas desagradáveis. Tipo, tomar mais cuidado ainda porque eu teria dois bebês ao invés de um.

Fiquei abismada claro, então aquele era o motivo da minha falta de ar! Duas crianças no meu ventre! Duas crianças que eu não sabia o sexo, duas crianças que seriam amadas, tanto por mim como para Austin.

“Ally, era seu sonho de criança, lembra?” me recordei de quando era pequena e o que eu mais queria era crescer e ter filhos gêmeos.

–Algo que errado morena? –Austin me abraçou por trás. Eu estava olhando a linda vista de nossa sacada, o céu era azul como cristais e as nuvens pareciam ser feitas de algodão doce.

–Não, estou apenas pensando. –Dei uma pausa, seu cabelo fazia cosquinha em meu rosto e suas mãos acariciavam minha barriga.

–Precisa pensar tão profundamente? –Me virei para ele e sorri, sorri verdadeiramente. –Fico feliz de serem gêmeos, afinal, logo dois. Será que vão ser meninos, ou meninas?

–Não importa o sexo, será ótimo tê-los em meus braços daqui a cinco meses, ou menos conforme a doutora explicou.

–Eu sei. Mas teremos que escolher mais dois nomes. –Era verdade, teríamos que escolher mais um nome para cada sexo.

–Dessa vez você escolhe o nome da menina e eu o do menino. –Sorri feliz e comecei a pensar enquanto entrava e observava Austin fechar a porta da sacada.

KatherineGracie Dawson Moon. –Meus olhos brilharam e sorri satisfeita.

–Que lindo. –Senti que iria chorar e o abracei antes de serem visíveis minhas lágrimas. –Deixe-me pensar mais um pouco.

–O quanto quiser. –Ele respondeu.

–Ronald Dylan Dawson Moon. –Sugeri, sendo o que eu mais gostei.

–Que criatividade. –Ele sorriu sapeca e safado ao mesmo tempo. –Adorei.

Andei lentamente até o loiro e joguei meus braços pelo seu pescoço. Sorri encostando minha testa na dele. O beijo? Foi lento, apaixonante, derretedor, como se fosse uma droga, uma droga que me fazia bem. O único ruim, é que o telefone tocou bem no meio dessa perfeição toda.

–Droga de telefone. –Pestanejei enquanto ia atender. Senti Austin rindo nas minhas costas mas continuei séria. –Alô?

–Allycia Dawson? –Uma voz aguda perguntou.

–Sim, sou eu.

–Meu nome é Daiany Lindsey, sou aluna da Vanderbilt. Me informaram que seremos colega de classe e gostaria de perguntar se já tem uma “dupla fixa” como chamam lá.

–Mas... Quem é você? –Como poderia dizer sim se só sabia o nome da garota?

–Pode me chamar de Any ou de Lind, poderemos nos conhecer melhor lá. Só que em todas escolas eu sempre fico sem dupla fixa, então eu queria conseguir uma. Pode ser?

–Aham, pode sim. –Uma pausa.

–Então, nos vemos no próximo semestre? Que é quando irá entrar, certo?

–Sim, nos veremos lá. –E assim, desligamos.

Seria curioso tê-la como dupla, sua voz me passou confiança e, eu teria com quem conversar. Andei pensativa até o quarto e lá, encontrei Austin se despindo para um banho. Mordi o lábio inferior e sorri satisfeita.

–Isso não é justo. –Falei me aproximando. –Não pode me provocar assim toda hora.

–Eu te provoco? –Aus sorriu safado e me deu um abraço. –Não imagina então oque faz comigo.

–Eu te amo.

–Também te amo minha pequena. Você e esses bebês que carrega contigo. –Sorri emocionada. Aquilo acontecia constantemente, a emoção, o desejo, a felicidade, o orgulho.

–Sabe, amanhã terei um show, eu te disse? –Meu sorriso cessou um pouco mais não se perdeu totalmente.

–Não, quer dizer, está dizendo agora. –Comecei a me despir também, iria tomar um banho refrescante.

–Desculpe. –O silêncio tomou conta do quarto.

–Austin, sei que acabou de comprar este “quarto”, mas... Precisamos de uma casa, tipo, sem sacada, com mais quartos e mais espaços para duas crianças. –Ele sorriu e me encaminhou ao banheiro.

–Isso não é problema. Temos que começar a escolher antes que eles nasçam, porque ainda teremos que arrumar e comprar umas coisinhas para eles.

–Concordo.

Austin me envolvia em um abraço aconchegante, vagarosamente, desceu a linha do meu maxilar, o enchendo de beijos, os mesmos me fizeram arrepiar e curtir o momento. Cada momento, cada sentimento, cada arfada, cada prazer ao seu lado. Tudo, tudo foi perfeito.