Será Amor?

21 Capítulo 21 - Noite de surpresas


Notas iniciais
Oiiiiiiii, desculpe a demora, eu ia postar ontem mais acabei pegando no sono de cansaço. A sorte é que já estava salvo rsrs.... Boa leitura pra vocês s2 ;3

Pov. Riker

Entreguei meu ingresso e entrei no grande local, o show ainda não havia começado e eu me senti aliviado por isso, fiquei na área VIP, queria pela primeira vez, vê-lo de perto.

Pov. Austin

Estava ansioso, mais que o normal na verdade. Minha mão estava suada e estava eletrizado, não parava um segundo.

–Austin, se acalma. –Ally disse e me abraçou por trás.

–Não sei o que tenho. –Constatei a final e me virei para ela. –Minha pequena, estou tão ansioso para me casar contigo, para ver esse moleque crescendo ao nosso lado.

–E você sabe se é menino? –Ela riu, olhava fixamente para meus olhos o que me fez arrepiar.

–É um menino! To sentindo isso.

–É uma menina! –Ela me contrariou. Continuamos essa “briguinha” até que alguém bateu na porta do camarim.

–Entre! –Eu disse abraçando Ally de lado.

–Está na hora. –Assenti, olhei para o espelho, dei um jeitinho no meu cabelo e me virei para Ally.

–Eu te amo minha princesa! –Lhe dei um beijo lento.

–Boa sorte meu loirinho.

E assim, entrei no palco, me assustei com a quantia de pessoas, aquilo estava parecendo um formigueiro e eu havia entendido o porquê da minha ansiedade. Ao meu lado, tinha um tradutor, caso eu fosse falar algo no meio do show, ele traduziria minhas palavras.

–Boa tarde pessoal. –Disse animado. –Estava ansioso para vê-los, todos vocês...

Após o show

Entrei no camarim exausto, sentira que era essencial falar com Ally naquele momento, ela dormia calmamente em uma das poltronas, aquilo poderia prejudicar seu pescoço mais tarde.

–Ally... –Empurrei de leve. –Ally!

–Ah..? –Ela acordou meio sonolenta.

–Vamos, eles nos aguardam. –Eu a ergui lhe dando vários beijos no pescoço e percorria por seu maxilar e em seguida a boca, aquela boca doce que sorriu em encontro a minha.

–Temos que ir mesmo? Estou com sono e um pouco enjoada. –Olhei preocupado para a linda morena em meus braços.

–Está passando mal? Quer que eu a leve a um hospital? –Perguntei sem saber o que fazer.

–Austin. –Ela começou a rir de mim. –É apenas um enjoo.

Ela me puxou para o lado de fora, indicando que queria me ajudar com as fãs. Sentamos e começamos aquele ritual, de um por um atendemos todos e só havia agora um rapaz na fila.

–Olá Austin, Ally. Adorei sua apresentação, tem muito talento. –Ele sorriu e esticou a mão. –Sou Riker. Se não fosse incômodo, gostaria de conversar seriamente com vocês.

–Claro. –Eu disse interessado, poderia ser alguma proposta que me levaria mais a fama ainda. –Somos todos ouvidos.

Ele sentou-se na cadeira e ficamos frente a frente. Estava com as sobrancelhas arqueadas de curiosidade.

–Me permitem contar uma história? –Apenas assenti, segurei a mão de Ally e juntos, prestamos atenção nas palavras. –Então, a 25 anos atrás, eu fui fruto de um acidente, minha mãe acabou ficando com um cara e engravidou de mim, fui criado até meus 7 anos apenas com mãe, meu maior sonho era conhecer meu pai, e com tal idade, ele apareceu. Primeiro foi legal comigo, me deu brinquedos e carinhos, depois, ele começou a me manipular. Fui crescendo sendo manipulado por aquele homem, aos meus 13 anos, vi como era errado o que ele fazia, percebi que aquele homem era um tremendo covarde, ele acabou sendo preso por espancar uma criança e matar uma mulher. Cada dia que se passava, percebia que tinha de mudar, quando tinha 16 anos, minha mãe morreu, na verdade ela fora morta, tinha certeza que não foi um tiro cego, foi algo mirado, com certeza e sem piedade.

O rapaz chamado Riker parou um tempo, cristais em líquido brilhavam na borda de seus olhos. A história era comovente, mas ainda não fazia sentido para mim, e pela afeição do rosto de Ally, ela também estava confusa e comovida.

–E o que aconteceu depois? –Disse quase como um sussurro.

–Descobri, que foram dois seguidores de meu pai que mataram minha mãe, me deixando órfão de mãe...

–Sei como se sente. –Não pude me conter, mesmo não o conhecendo, estava quase desesperado por vê-lo daquela maneira. –Venham, vamos para meu apartamento, lá terminamos melhor a conversa.

Nos levantamos e entramos na limusine, acendi a luz para prestar atenção em seus olhos, se ele tinha alguma má intenção, mas tudo o que eu via era tristeza.

–Pode continuar. –Ally pediu com atenção.

–Arrumei um emprego fajuto, apenas para ter algum dinheiro e fui morar com meu tio, ele me acolheu de braços abertos. O tempo foi passando e eu ainda não tinha enfrentado aquele homem que aterrorizara minha vida, ele me passou uma missão, eu, como um bom filho, obedeci sem reclamar. Eu tinha que me aproximar de um ente próximo e lhe dar o máximo de informações possíveis. Eu estava fazendo, não deixava que o jovem me visse, mas eu sempre encontrava-o em algum canto. Este ano, ocorreu uma barbaridade, meu pai fugiu da cadeia, ele sequestrou uma jovem e a fez sofrer. –Ele olhou para Ally com pena, de início eu não percebi, mas as coisas começaram a se encaixar em minha mente. –E hoje em dia, eu procuro reconciliar com meu irmão.

–... –Existiu um silêncio arrematador dentro do carro, nós três descemos e pegamos o elevador para subir. Dentro do elevador não aguentei. –Qual é o nome do seu pai?

Perguntei incerto do que estava fazendo, era muita coincidência para meu gosto.

–Drake...

–Droga. –Gritei dentro do elevador que aguardava nossa saída com a porta aberta, com um passo saí dele e puxei Ally para meu lado. –Está dizendo que é meu irmão?

–Sim. –Riker parecia decepcionado com a minha reação, mas que reação eu poderia ter? “Não acredito que tenho um irmão uhuu” e me familiarizar assim, tão facilmente? –Me desculpa.

–A culpa não é sua. –Eu disse respirando fundo para acalmar. –É daquele cafajeste que traiu minha mãe.

–Eii, na verdade ele atraiu as duas, enganou as duas, ele enganou as duas. Nós não temos culpa. –Ele disse se defendendo.

–Como podemos confiar em você? –Perguntei temeroso, ele poderia estar muito bem nos enganando.

–Quando Drake acordou, ele ligou para mim, queria que eu pegasse você e a Ally, mas eu estava impaciente, não era mau, eu não gosto dele, esfreguei tudo que guardei por anos, esfreguei na cara dele tudo mesmo. Ele me chamou de marica e começou a falar mal de você, explodi de vez, saí de lá e pedi que os guardas não tivessem o mínimo de piedade com ele. –Riker parou de falar um minuto, Ally se segurou mais fortemente ao meu braço.

–Licença. –Ela disse e saiu correndo em direção ao banheiro.

–Espere um minuto Riker. –Disse já me levantando e corri em direção dela, minha morena estava já escovando a boca quando cheguei lá.

–Você está bem Ally. –Ela assentiu enquanto lavava a escova.

–E você Austin, esta bem com essa história toda? –Ela se encostou na pia olhando fundo nos meus olhos.

–Acho que sim, é muita coisa para absorver. Mas vamos lá, é falta de educação deixar visitante esperando tanto tempo. –A abracei e caminhei novamente para a sala.

–Desculpe. –Ally disse tímida enquanto se sentava.

–Tudo bem. –Ele parou um minuto e receoso perguntou. –Se me derem direito, mas, o que aconteceu?

Eu comecei a rir e minha morena ficou totalmente vermelha, o que me deu mais vontade de rir ainda.

–Eu estava passando um pouco mal, me desculpe. –Ela bateu de leve no meu braço para que eu parasse de rir.

–Ai, desculpe Ally. –Disse me controlando melhor. –A Ally está gravida, ai ela fica enjoando constantemente.

O rapaz pareceu impressionado, arregalou muito pouco mesmo os olhos, mas eu percebi, e se normalizou o mais rápido que conseguiu.

–Parabéns aos dois. –Ele comentou sorrindo, era visível em seus olhos que seu sorriso era verdadeiro. –Voltando o assunto, notei que o certo que eu sentia necessário, era vim te conhecer formalmente, liguei a TV para me acalmar e a reportagem era sobre você, vi que teria um show aqui e logo comprei um ingresso e uma passagem, corri para cá e aqui estou eu.

–Uma história impressionante. –Ally disse em meu lugar. Estava sem saber oque falar. –Vocês realmente se parecem.

–Peço desculpas. –Me assustei com o pedido, aliás, quem deveria se desculpar era Drake. –Eu deveria ter aparecido antes, seria mais fácil me aceitar, e tenho certeza que seu amigo Dez, faria você se conscientizar, ninguém conhece melhor você do que aquele menino.

–Como sabe que meu melhor amigo é o Dez? –Perguntei desconfiado.

–Eu disse, eu fazia o que Drake mandava até me conscientizar e começar a ter raiva dele.

–Então, você é mesmo meu irmão? –Ele assentiu, eu via seriedade nos seus olhos. –Está tarde, teremos uma viajem amanhã, voltaremos para Washington, poderia nos encontrar lá? Na verdade, no avião, é particular, nós conversamos melhor.

–Tudo bem, também estou cansado.

–Esteja aqui as oito e ponto. Temos que ser pontual. –Riker foi para onde estava hospedado, me deixando finalmente sozinho com Ally.

–Vamos. –A puxei até o quarto e ajudei a se deitar, ela ria de mim enquanto me ajoelhava no chão ao seu lado, levantei sua blusa, que ela já havia trocado o vestido, e acariciei sua barriga. –Olá pequenino. Sabe, o dia para sua mãe e pro seu pai foi corrido hoje, você tem muita sorte de ainda estar ai dentro, é tão puro...

–Austin. –Ela ria com frequência, dei um beijo em seu barriga que ainda não tinha nenhuma elevação, não notável pelo menos. –O que está fazendo?

–Estou conversando com nosso filho. –Disse sorrindo. –Então, lembrando apenas uma coisa, sendo um garotão, ou uma linda princesa, você será amado de todo jeito, iremos te receber de braços abertos.

–Está querendo alguma coisa falando assim né. –Ela disse e me olhou nos olhos com ardência.

–Me conhece perfeitamente. –Confessei lhe dando um beijo.

–Tenha cuidado. –Ela me disse enquanto beijava seu pescoço. Tirei minha roupa e a despi logo em seguida, ficamos um bom tempo apenas com carícias, mas eu já não aguentava. Coloquei minha mão sobre sua barriga e sorri.

–Cuidado com a cabeça ai!!! –Disse em bom tom fazendo Ally rir, e assim, nos amamos naquela noite de surpresas.