Será Amor?
19 Capítulo 19 - A moça bonita
Notas iniciais
Mansão Trish
Trish já estava preocupada e com saudade de sua amiga. Sem ela não tinha nada para fazer a não ser aguentar as loucuras de seu ruivo Dez. Estressada, ela colocou o travesseiro no rosto e começou a gritar, não sabia que não ter nada para fazer fosse tão ruim.
–TRISH. –Gritou Rosa, a mãe. –Venha, vamos ao orfanato fazer as doações.
Sua mãe sempre lhe chamara para ir, porém ela nunca aceitara alegando ter alguém compromisso entre os amigos. Ela penteou o cabelo e desceu as escadas.
–Não precisava gritar. –Seguindo a mãe até a garagem.
Mãe e filha entraram no carro e fizeram uma viajem silenciosa e constrangedora. Os minutos se passavam e a cachinho (Trish) batia o pé frequentemente impaciente.
–Sabe, as crianças aqui são muito carentes. –Rosa disse calma. –Não grite, seja legal e me ajude com os presentinhos.
–Sei, você sempre dá brinquedos? –Trish não prestava atenção na conversa, porém participava dela.
–As vezes dou roupas, alimentos. O que posso oferecer. –O carro parou e cachinho saiu sem mais delongas. –Vamos, dona Fran deve nos aguardar.
Entraram pela grande porta de vidro. Trish se assustara com o tamanho do local, mas se familiarizou bem. Era como se a decoração dissesse “Venha sempre aqui! Estaremos de braços abertos”, andaram juntas até uma mulher meio idosa, ela valava com calma a uma moça sentada a sua frente.
–Desculpe Pam, mas você já passou tempo demais aqui, digo que tem apenas mais uma semana para arranjar um emprego e logo entrar a uma faculdade.
–Mas tia Fran, sabe que não vou conseguir um emprego a tempo o suficiente...
Rosa pigarreou, ela estava decidida no que iria fazer, a sua frente via uma linda jovem, uma jovem que tinha muitas expectativas na vida e que apenas precisava de um empurrão.
–Dona Fran, está é minha filha, Trish.
–Olá Trish. –Ela respondeu sorrindo. –Esta é Paloma. Querida, pode ir para o dormitório? Depois conversamos.
A moça bonita se levantou e andou lentamente pelo corredor. Ela era magrinha e tinha cabelos com cachinhos igual a Trish, porém seus cachos eram mais leves e discretos, era branquinha e seus olhos tinham a cor de mel. Trish sentiu pena mas fora com um destino.
–Trouxemos vários brinquedos, as crianças ficarão felizes. –Rosa disse com certo ânimo que Trish não conhecia.
Após todos brinquedos entregues, Rosa fez questão de conversar a sós com dona Fran, então Trish teve que esperar no corredor.
–É ruim né? –Pam disse se aproximando dela.
–O que é ruim? –Disse Trish se lembrando da jovem.
–Ser ignorada, todos meus 17 anos da minha vida, me ignoraram, meu pai, minha mãe, as outras crianças do orfanato, até as pessoas que trabalham aqui. –Uma onda de tristeza abateu a cachinhos e ela convidou apenas com um gesto com a mão, de que era para Pam sentar ao seu lado.
–É horrível. –Trish lhe confessou. –Pra falar a verdade, essa é a primeira vez que saio com minha mãe em cerca de 5 anos.
As duas se calaram por um tempo.
–Trish não é. –Cachinho assentiu. –Bom, não sei se já passou por isso. Mas você já teve uma sensação de que estava tudo errado ou faltando algo?
–Tantas vezes.
–Então, eu sinto como se faltasse algo em mim. –Pam não aguentou e acabou lotado os olhos de lagrimas enquanto falava. –É como se eu não fizesse parte desse mundo. Parecem que todos me odeiam, você é a primeira pessoa para quem eu falo isso.
–Calma. –Trish, com remorso, abraçou a jovem que se pôs a chorar. –Eu não te odeio Paloma.
A porta se abriu e Rosa sorriu com a cena vista, Pam limpou o rosto e sorriu. Dona Fran apareceu com uma grossa quantia de papel.
–Que sorte que esteja aqui Pam. –Ela constatou. –Tenho uma notícia para dar.
As duas garotas que estavam predestinadas a se tornarem amigas, se viraram, olharam nos olhos da dona Fran e aguardaram. Rosa estava com um sorriso intenso e um grande brilhar nos olhos.
–Paloma. A gentil senhorita Rosa, lhe ofereceu estabilidade. Ela lhe adotou, você irá com a mesma para a casa dela e será seu novo lar. O que você sempre quis aconteceu. Foi adotada e terá uma família para lhe receber de braços abertos.
Trish olhou para a mãe com desdém e fechou os olhos para se acalmar e pensar um pouco. Após alguns segundos, ouvindo a conversa que parecia estar no fim do túnel, ela abre os olhos e sorri.
–Que bom que finalmente terei uma irmã. –Ela comentou sem pensar e se levantou. –Posso ajuda-la com as malas Paloma.
–Claro. –Ela sorriu com os olhos brilhando. Era verdade o que Fran dissera, sempre sonhou com um lar, sempre quis pessoas que gostassem dela e compartilhassem uma vida feliz. –Vem.
Puxando a cachinhos, Pam a guiou para o dormitório jovem e começaram a guardar tudo.
Enquanto isso #Hospital da Vida
Drake já estava vestido e pronto para voltar a cela. Podia receber apenas mais uma visita antes de voltar ao local nojento e criminoso.
–Alô? –Uma voz sonolenta respondeu. –Quem é?
–Sou eu, Drake. Filho, quero que venha no hospital da Vida, estou internado aqui e preciso que venha me ver. Poderá fazer isso? –Drake disse frio com pensamentos contaminados.
–Agora? –O rapaz disse enquanto começava a se arrumar.
–Sim. Venha o mais rápido. –Desligando o telefone, Drake foi algemado novamente em sua maca.
Alguns minutos depois, apareceu na entrada da enfermaria, um garoto loiro, ele tinha lindos olhos castanhos e usava uma jaqueta marrom com uma calça jeans azul escuro.
–Vim visitar Drake Tello Uddy. –A jovem recepcionista olhou com cara de decepção e informou o local do quarto.
–Finalmente chegou, filho, venha aqui perto da maca. –Assim que ele abriu a porta seu pai exclamou.
–O que fez dessa vez? –Ele foi direto.
–A vaca da namoradinha do seu irmão galinha. A culpa foi toda dela. Austin quase me matou aquele filho de esgoto. –Drake foi direto. –Não me jugue, ela era tão parecida com uma vaca, tão bonita pra ser namorada de Austin que eu não me contive.
–Pai. –Ele disse com desgosto. –Você é louco? Já não tinha chance de sair daquele local, imagina agora.
–Fique calado! Quero que apenas me obedeça, você vai terminar o que eu comecei. Não me decepcione filho. –Drake disse com um sorriso mau.
–Ou o quê? Vai me matar? –Ele zombou.
–Você está louco para isso né Riker? Está virando trouxa igual a seu irm...
–Vá a merda Drake! –Rick se alterou e interrompeu o pai. –Você é um assassino que não consegue receber não como resposta. Espero que apodreça dentro daquela cadeia. Nunca mais olhe, fale ou faça algo contra os Moon’s. Talvez Austin não saiba da minha existência, mas eu sei da dele. Eu posso me reconsiderar com meu irmão, mas você já perdeu essa guerra a muito tempo. Des que me deixou com a tia Tata eu passei a sentir raiva de você! E olha no que deu, essa explosão. Agora você me ouça, eu não vou mais te ajudar. Me arrependo de ter feito a maioria das coisas que me pediu. Tudo que pediu para que eu levasse para aquele porcaria de local, eu levei, mas não sabia que você ia chegar ao ponto de querer estragar a vida do meu irmão. Eu não o conheço, mas irei conhecer, e digo mais, irei protege-lo, sei de muita coisa sobre você que ele não sabe, e vou usar isso contra você.
Riker saiu batendo a porta com força. Olhou para o policial que aguardava a conversa terminar do lado de fora e disse com seriedade.
–Não sejam bons com ele. Ele já matou mais de vinte pessoas. Conheço a história desse monstro mais do que qualquer pessoa. –E saiu bravo, porém aliviado.
Pov. Ally
Logo cedo, alguém ligou para Austin. O toque de seu celular me fez acordar. Austin parecia dormir como pedra, então o peguei e atendi.
–Alô? –Disse sonolenta.
–Aqui é Hazel Ruens, desculpe se estou atrapalhando, mas gostaria de falar com o senhor Moon por favor! –Olhei para meu loiro dormindo tranquilamente.
–Fale, ele está dormindo.
–Desculpe, mas é particular, acorde-o por favor. –Bufando de raiva, troquei o celular de mão e comecei a balançar Austin.
–Ah, Oi? –Ele exclamou se virando para mim.
–“Aqui é Hazel Ruens. –Imitei a voz da baranga. –Gostaria de falar com o senhor Moon.
–O que foi? –Ele disse tomando o celular de minha mão. Percebi que estava nua e me levantei para preparar um banho. –Remarque para depois do show. Quero ir com Ally fazer as comprar, pelo período da manhã te libero disso, eu mesmo irei acompanha-la.
–O que ela queria Austin? –Gritei de dentro do banheiro.
–Tinha uma entrevista, mas quero sair com você essa manhã, quero lhe ajudar com as roupas.
Após tomarmos um banho, pegamos sua limusine e fomos em varias lojas, provei várias e várias roupas até achar a perfeita.
–Como ensaiamos. –Ele sussurrou e me deu um leve selinho. –Depois de se apresentar, volte, a segunda música você não irá participar, mas vai usar o tempo para tirar seu longo vestido e colocar algo mais confortável.
Ele olhou em meus olhos e sorrindo, me empurrou de leve para que eu prosseguisse.
Entrei andando graciosamente no enorme palco, avistei Pathy logo na frente me olhando assustada.
–Boa noite. -Disse no microfone e Austin correu até mim.
–Olá pessoal! -Ele disse animado imitando meu astral. -Essa é minha querida compositora e noiva Ally Dawson.
Me apresentou e correu de volta. Apenas para me mostrar, sentei poderosa naquele delicado banquinho em frente ao piano e arrasei com a cara da senhorita Pathy. Tirando a cara de insatisfeita da dela, todas as outras meninas e alguns meninos, sorriam e aplaudiam com vontade.
–Obrigada. –Disse e saí do palco como o combinado, fui direto ao camarim me vestir para a próxima participação.
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