Será Amor?
17 Capítulo 17 - Droga Ally!
Notas iniciais
Pov. Ally
Então era isso! Tudo o que ele queria, tudo o que eu queria e tudo o que nós queríamos, conseguimos! Não acredito nem um pouco que ele irá falhar em algo. Imagina só! Aquele loiro incrível, bonito, atraente, sedutor... Enfim, decepcionando.
Entrei na banheira com a intenção de relaxar, mas não consegui. Era como se meu medo de palco voltasse a tona, nunca cantei em frente a mais de dez mil pessoas. Me sentei e hesitei em ligar para Austin novamente. Tínhamos acabado de nos falar, porém estava muito tensa, precisava de sua voz, de seu toque e de seus olhares.
–Não é possível. –Falei para mim mesma. –Calma Ally, nós vamos conseguir.
Foi a coisa mais difícil que tinha feito. Deixá-lo ir.
Se levantou da banheira impaciente, se secou e se vestiu. Andou nervosa de um lado ao outro do quarto. “O que devo fazer agora?” sem querer bati meu dedinho no pé da cama. “Ai, droga, droga.” Saí pulando igual ao Saci e sentei na cama.
–Tenho que arrumar algo para fazer. Hoje não abro a loja. Droga. –Será que estava ficando louca? Não era normal falar sozinha... Não tanto daquela forma. –Me acalmar, me acalmar? Já sei.
Ela correu para o piano, respirou fundo e começou a tocar.
Um mês depois
–Os dias estão passando rápidos Trish. Não sei o que fazer. Só falei com meu loiro sete vezes no mês passado e estou ficando preocupada. –Disse quase sussurrando.
–Sete meses realmente é pouca coisa, e preocupada com oque Ally?
–Com a apresentação é claro! –Nosso lanche chegou e eu o peguei com as mãos trêmulas, de vez enquanto tinha esses ataques de nervosismo. –Serão muitas pessoas.
–Faça como da primeira vez. –Ela sugeriu. –Ally, Austin estará lá, ele vai te ajudar.
–Você não sabe, passou na TV as fãs tentando o agarrar, deu vontade de quebrar a Tv. A sorte é que ele pediu ajuda aos seguranças, pediu para que eles as afastassem dele. Foi de certo modo fofo. –Pensei em meu loiro, em seu cheiro, como era lindo com aquele tanquinho e aquele sorriso torto e afiado. Suspirei.
–Deve ter sido. –Após comermos, pagamos e começamos a andar em direção a MT (Mansão Trish). –Austin sempre foi um bom amigo, e deve ser um bom namorado também.
–Sim, ótimo. –Comecei a me sentir um pouco mal. Um pouco estranha. Comecei a andar mais lento para ver se passava. –Trish. Espera.
–O que foi Ally? –Eu havia parado e me encostado em um poste próximo, tentando respirar.
–Me sentindo um pouco mal. –Afirmei e voltei a respirar fundo. Quando ia suspirar, todo meu lanche foi pra fora. –Droga.
–Ally! –Trish me ajudou, tirou seu mini casaco e me entregou. –Sei que esse é caro, mas limpe sua boca.
–Obrigada. –O peguei e limpei. –Essa porcaria acontece bem no meio da rua.
As pessoas passavam e faziam cara de nojo.
–Acontece. Vamos para casa, ai depois eu peço um táxi para a MM. –Ela disse e me puxou rápido.
Dois dias antes da viajem
“Droga, droga. Logo agora? Não, não posso ficar doente dois dias antes de ir para New Iorque. Droga”. Eu reclamava mentalmente enquanto vomitava todo o jantar na privada. Dei descarga e escovei meus dentes.
Fui para meu quarto de blusa polo e calcinha. Estava sozinha, sem nada para fazer. Me sentia mais à-vontade assim. Peguei meu malão e comecei a juntar tudo que iria precisar. Roupas de sair, sapatos e joias, sem esquecer, é claro, da maquiagem. Pensei mais em algo e coloquei um perfume doce. O preferido de Austin.
Ia fechando meu malão e avistei a tela do meu celular se acender. Vi a linda e chamativa foto de meu loiro sem camisa e atendi ansiosa.
“Que bom que ligou, estou morrendo de saudade! –Disse quase suspirando de alívio.
Desculpe amor. –Adorava quando ele me chamava assim. –As coisas estão corridas por aqui. Está pronta?
Nem um pouco. Na verdade, minha mala está pronta, mas eu não. –Disse terminando de fechar o zíper.
Não se preocupe Ally, lembre-se. Eu estarei lá.
Eu sei. E também sei o quanto te amo para aceitar essa proposta.
Não se iluda. –Ele disse, me assustei com a pausa dada por ele. –Conseguiria com ou sem mim. Você é uma estrela Ally, entenda que só consegui chegar aqui, porque me indicou sua amiga. Se eu não tivesse te conhecido.
Mudando de assunto! Austin, a Pathy continua correndo atrás de ti? –Perguntei ainda nervosa. Ele suspirou do outro lado da linha.
Sim, todos shows no local VIP. Não se preocupa Alls. “Senhor Austin, creio que tenha que ir agora.” Tenho que desligar, nos encontramos daqui a dois dias.
Te amo.”
Respondi para a linha muda. De quem era aquela voz? Para onde ele iria? Por onde eu saiba, ele não teria show aquela noite.
No dia seguinte, acordei tarde, era umas dez horas da manhã. Desorientada, tomei um banho e me arrumei para abrir a loja. Depois de um dia corrido e lotado, tomei uma ducha muito quente e dormi feito pedra.
De manhã, Trish veio me ajudar. Estava me sentindo mal novamente e não parava de vomitar.
–Ally, mil desculpas pelo que vou tentar que faça, mas eu estava desconfiada de algo e lhe trouxe isso! –Ela me passou uma caixinha. Li atentamente.
–Acha que estou grávida? –Me assustei com o teste em minhas mãos.
–Desculpe, mas contei para mamãe como estava e ela me pediu para fazer isso. Só tente! –Corei com o fato de aceitar, assim revelava para minha melhor amiga o quanto intenso fora nossa noite.
Entrei no banheiro com as mãos trêmulas novamente. Será possível aquilo? Repassou a noite várias vezes enquanto encarava o teste que permanecia na caixa. Aquela noite, não lhe escapara nenhum detalhe, na noite que Austin fora embora, ele tinha deixado um fruto em mim. Fui no meu armário. “Droga Ally! — Pensei novamente no chingamento. — Você nem se lembrou da sua rotina!”.
Fiz o teste ainda um pouco trêmula e esperei os cinco minutos. Saí do banheiro e peguei o rótulo.
–Não sei a resposta! –Admiti ainda lendo. –Esse símbolo, você sabe oque significa Trish?
–Deixe-me ver. –Ela pegou e deu um suspiro, um suspiro que eu não sabia se era de preocupação ou alívio.
Fale com o autor