Será Amor?
15 Capítulo 15 - Dez e seu bolo
Notas iniciais
Pov. Austin
–Austin, ai meu Deus, me desculpe por favor, eu não devia ter feito isso! –Ela se pôs a chorar de novo.
–Dawson, espera. –Ela corria pela praça em direção da rua, eu a seguia chamando por ela, feliz, era assim que eu me sentia enquanto meu coração batia forte chamando pela minha morena. –Ally Lany Dawson!
–... –Ela se virou para mim confusa. –Ai, não acredito que Trish te contou meu nome.
–Calma Ally. –Me aproximei dela, coloquei uma mecha de seu cabelo por trás da orelha e sorri. E atenciosamente disse as mesmas palavras de uns dias atrás. -Oh, nossa. Ally, uau, eu adorei! Assim vai me deixar apaixonado!
–Você... Austin? –Seus olhos brilharam, e ali, no meio da praça, ela deu seu primeiro sorriso sincero. –Apaixonado?
–Sim, você é muito boa com beijos. –Tentei fazer meu melhor sorriso. –Como posso ter esquecido disso? Ei, Ally, posso ir na MM hoje? Quero conversar mais, ainda quero me lembrar de você.
–... –Ela pensou um pouco, mordeu o lábio inferior, o que me enlouqueceu, e assentiu. –As quatro... Pode ser?
–Está perfeito! –Deu um abraço inesperado nela e me retirei.
EU SEI! Você devem estar querendo saber o porque eu não contei para ela. Não estava na hora, podem crer! Não queria ver minha morena sofrendo, mas literalmente, não era o momento certo.
Andei lentamente até a casa do Dez, entrei quase saltitando, sei, sei que isso é muito “afeminado”, mas podem acreditar, a felicidade de uma pessoa pode fazer milagres. Dez apareceu da cozinha me dando um leve susto, como eu estava distraído, foi fácil para ele.
–Oi Dez. –Notei sua camisa toda suja. –O que estava fazendo?
–Confeitando um bolo. –Ele revirou os olhos como se aquilo fosse a coisa mais ÓBVIA do mundo.
–E por que faria isso? –Perguntei confuso.
–Ué, porque estou fazendo um curso e tenho que praticar. –Sorri irônico enquanto deixava a mochila no sofá. Entrei na cozinha e me impressionei, né que ele levava jeito!
–Dez, você é um artista! –Disse ainda impressionado.
–Agora que você percebeu Austin? –Ele perguntou e continuou enfeitando. Aquilo ainda não estava completo? Nossa, imagina quando ficasse pronto!?
Depois de almoçar, vesti algo apresentável. Fui exatamente na mesma joalheria que havia comprado o colar para Ally.
...
Já em casa, ensaiei a minha primeira música oficial, estava a escrevendo desde uns tempos atrás, queria ela perfeita para que Ally gostasse muito, que aquele fosse o melhor presente que alguém já dera para ela.
Vi lentamente o relógio chegando a hora do “encontro em sua loja”. Tomei um banho e me vesti. Coloquei minha corrente predileta e fui para a MM.
A loja estava aberta, Ally atendei um cliente distraidamente. Fui para a ala violão e comecei a tocar. Após alguns minutos ela andou até mim sorrindo.
–Você que está criando a melodia? –Ela perguntou, apenas assenti e comecei a tocar a música verdadeira. Com isso, claro, comecei a cantar, ela sorria e parecia querer me dar um pulo. –Que lindo.
–Acha? –Perguntei. –Precisava de uma opinião profissional antes de mostrar.
–... –O brilho de seus olhos sumiram do nada. –Mostrar... Para quem?
–... –Parei para pensar na resposta e sorri. Pedi para que ela se sentasse ao meu lado. –É complicado!
–Quem Austin? –Ela estava com a voz chorosa e eu quis parar imediatamente com aquilo. –Fala! Eu aguento.
–Bom, já que insiste. Ally Lany Dawson, será que você me conceberia a honra de se casar comigo? –Lhe mostrei o brilhante, ela ficou sem reação e depois... Simplesmente desmaiou.
Não sabia que poderia chegar aquele ponto. Coloquei o violão no chão, a caixinha no bolço e a peguei no colo. Fechei a loja e a levei para a casa. Estava de certa forma feliz, seu desmaio deveria ter sido por surpresa. Peguei água e respinguei em seu rosto, ao poucos ela acordou, olhou para mim e começou a chorar.
–Você lembrou? –Ela me abraçava com desespero, como se tivesse medo de me perder.
–Sim Ally. –Dei uma pausa. –Aceita?
–É claro que sim meu amor! –Antes que eu pudesse pensar em comemorar ela me beijou, então tudo em volta sumiu para mim, viajei em seus lábios.
Peguei o anel e coloquei em seu dedo, nós dois sorriamos!
–Vem Ally! –A puxei para a cozinha e lhe dei outro beijo. –Ah garota, você me enlouquece sabia?
–Moon, Moon, não tente me provocar. –Rimos em uníssono e nos beijamos novamente. Aquela sensação de que só existe você e a pessoa amada no mundo era persistente, empurrei Ally delicadamente para a parede e paramos para respirar.
–Eu te amo minha morena, você nem imagina o quanto.
–Eu também te amo Austin, mais do que você pode entender ou conhecer.
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