Será?

23 Trabalhando


Notas iniciais
Heey people! Antes tarde do que nunca... Espero que gostem, boa leitura!

— Você está linda Betina! – Falou Pedro servindo meu drink. – Sua amiga também! – Completou entregando a taça de Roberta.

— Obrigada. – Falei.

Roberta apenas riu e Pedro foi atender outras pessoas.

— Já fez um amiguinho? – Perguntou Roberta irônica.

— É sempre bom ter alguém para conversar. – Falei sorrindo e não ligando para o que ela pensava.

— Ainda mais se a ralé for bonita, né?! – Falou ela.

— Eu não ligo para dinheiro, o que importa é o caráter da pessoa, e sim, acho Pedro muito bonito. – Falei virando minha taça de uma vez.

— Pedro... Gostei do nome, se não tivesse cara de ter a sua idade eu investiria. – Falou ela sorrindo maliciosamente. – Também tenho fetiche na ralé. – Completou.

— Vamos parar por aqui né?! – Falei séria.

Não tenho nada contra Roberta, mas esse jeito dela de se achar superior só por ser mais velha e rica de berço me deixa irritada. Ela é uma ótima profissional, mas quando se trata de amizade entre nós duas... não dá certo.

— Meninas! – Exclamou Gustavo.

Ele estava de calça jeans, blusa polo vinho e Vans, seu cabelo estava levemente bagunçado. Logo atrás estava Diego, usava calça jeans, blusa de manga comprida preta e all star, seu cabelo é raspado e isso o deixa com cara de 17 anos, mesmo tendo 23.

— Vamos? – Perguntei.

— Vamos! – Falou Roberta.

— Acho melhor irmos de táxi. – Falei.

— Também acho. – Falou Gustavo.

— Vou pedir um. – Falou Diego e saiu correndo em direção à recepção.

Fomos atrás dele, mas andando normalmente.

***

Meia hora mais tarde estávamos em frente a uma bar frequentado por muitos turistas e pessoas com dinheiro.

A decoração remetia a algo bem sensual desde a luz fraca até a música de fundo. Muito diferente do estabelecimento de Laura e Steve que tem uma pegada mais família.

Escolhemos uma mesa para 4 pessoas e fomos para ela.

— Ajam naturalmente. – Alertou Roberta.

— Isso, vamos fingir ser amigos querendo diversão apenas. – Falou Gustavo.

Ele e Roberta são os mais experientes do grupo, então só restou para mim e Diego obedecer.

— Vou pegar alguma coisa para beber. – Falei me levantando. – Alguém quer alguma coisa? – Perguntei.

— Vou querer o drink que tiver menos álcool, porque precisamos estar sóbrios no final da noite. – Falou Roberta.

— Eu vou querer uma doce de vodca. – Falou Gustavo.

— Eu vou com você, Be. – Falou Diego.

— Ok. – Falei indo em direção ao barman, Diego vinha atrás de mim.

O Lugar era grande, várias mesas, algumas mais reservadas do que outras, uma pista de dança lotada e no fundo o bar.

— Uma dose de vodca, um drink com menor quantidade de álcool, uma soda com limão em rodela... – Gritei para o barman me ouvir acima da música. – E você? – Perguntei para Diego.

— A mesma coisa que você. – Respondeu ele.

— Duas soda. – Gritei gesticulando com os dedos o número dois.

— Ok. – Falou o barman.

Alguns minutos se passaram e ele pediu a comanda, pegamos os copos e voltamos para a mesa.

— Aqui! – Falou entregando os copos.

— Vou dançar e ver o que acho por lá. – Falou Gustavo após ter virado de uma vez sua dose de vodca.

— Vou com você. – Falou Roberta.

— Vamos! – Falou Gustavo levantando e pegando a mão de Roberta.

Os dois foram em direção a pista de dança e os perdi de vista.

— O que está achando de tudo isso Bee? – Perguntou Diego.

— Ainda não sei o que dizer. Tipo, é bem louco tudo isso, mas até que é legal. – Falei balançando o copo. – E você? – Perguntei.

— Também acho bem louco, tu sabe que essa não é minha praia. Tudo pelo emprego! – Falou ele rindo.

— Tudo pelo emprego! – Repeti levantando o copo.

O silêncio tomou conta da mesa em meio a música barulhenta até Diego decidir ir dançar e me deixar sozinha na mesa.

— Vai querer mais alguma coisa? – Perguntou um garçom quando passou por minha mesa.

— Mais uma soda. – Falei.

Ele retirou os copos da mesa e pediu para que eu aguardasse dois minutos.

— Pronto! – Falou ele ao reaparecer com meu copo já cheio novamente.

Parei para reparar em volta.

Na mesa a minha frente tinha um casal se beijando, em um reservado mais afastado um homem e uma mulher de cada lado dele, do meu lado direito 4 mulheres bem vestidas e sinuosas em uma mesa cheia de taças, do lado esquerdo 6 homens paquerando algumas mulheres de outras mesas.

— Posso? – Perguntou um homem com voz conhecida apontando para a cadeira a minha frente.

Antes de minha resposta ele se sentou.

— Te conheço? – Perguntei tentando ver melhor seu rosto.

Ele me olhou e percebi que já o conhecia.

Aqueles olhos castanho escuro que não me deixaram dormir a noite inteira estavam na minha frente, falando comigo e não era sonho.

— Te vi ontem no Stera, você cantou... – Falou ele me olhando nos olhos.

Oh cidadezinha para ter homem bonito, pensei.

— Meu nome é Daniel Springer! – Falou ele estendendo a mão.

Cumprimentei ele que sorriu quando nossas mãos se tocaram.

— Springer? Tipo Sallie Springer de ‘O Diário De Anne Frank'? – Perguntei curiosa.

— Sim, Sallie Springer o mente imunda, que todos diziam que já fez de tudo, mas o que a Anne achava fantástico por ser engraçado. – Falou ele rindo.

O Diário de Anne Frank foi um dos livros mais emocionantes que já li e esse nome me marcou, mas não pensei que ele saberia do que eu estava falando.

— Sim, eu gosto muito desse livro. – Falou ele como se respondesse minha pergunta mental.

Sorri.

— Você é aquele cara que esbarrou em mim. – Falei tentando fingir não lembrar.

— É, na verdade foi você que esbarrou em mim! – Falou ele.

— Tanto faz. – Falei desviando o olhar.

De longe vi Gustavo vindo em direção a mesa. Daniel percebeu que eu estava olhando para a pista de dança e se virou para ver o que eu tanto olhava.

— Seu namorado? – Perguntou ele.

Neguei com a cabeça.

— Algum problema aqui? – Perguntou Gustavo chegando perto da mesa.

— Não, tudo sobre controle. – Falei.

— Já estava de saída. – Falou Daniel se levantando. – Me liga! – Completou ele me entregando um cartão e se misturando nas pessoas que cercavam a mesa.

— Um colega! – Falei para Gustavo que me encarava.

— Daniel! – Falou ele puxando o cartão da minha mão.

— Sim, me devolve! – Falei puxando de volta.

— Ok garotinha, vamos dançar um pouco já que estamos aqui. – Falou Gustavo.

— Não sei, temos que trabalhar. – Falei.

— Sim, mas já que estamos aqui... – Falou ele me puxando.

— Ok. – Segui ele para a pista de dança.

Olhei em volta a procura de Daniel, mas ele já não estava mais lá.

Encontrei Roberta e Diego na pista e comecei a dançar com eles.

***

Já eram quase 3:00 horas da madrugada e nós quatro estávamos andando pela Augusta, um pouco alegres demais para quem deveria estar trabalhando.

— Susy! – Gritou alguém atrás de nós para uma menina loira do outro lado da rua.

A garota se virou, seu rosto estava carregado de maquiagem e seus traços tristes.

— É ela! – Falei baixo segurando o braço de Diego.

A menina entrou dentro de uma boate e sumiu de vista.

— Ela quem? – Perguntou Diego alto demais.

— Jasmine! – Falei.

Notas finais
Quem será esse Daniel? Será que Betina viu coisas? Está ficando bom... Obrigada por acompanhar, até quinta!