Será?

30 Almoço inesperado


Notas iniciais
Heeey people! Sim, eu sei que eu estou devendo capítulos, mas essa semana foi complicada. Para vocês terem noção ontem eu fiz um teste para saber se meu rímel é bom... Sim, eu fiz isso e descobri que mesmo escrito "à prova d'água" ele não é... Enfim, aqui está mais um capítulo :) Boa leitura!!

Daniel abriu a porta do carro e eu entrei.

— Estou muito feliz que tenha aceitado sair comigo! – Falou ele tirando o carro da entrada do hotel.

— Confesso que fiquei um pouco surpresa com sua ligação. – Falei sem rodeios.

— Eu estava esperando você ligar, mas não ligou... – Falou ele prestando atenção na rua. – Então resolvi te procurar. – Completou ele virando para mim.

Eu devo ter algum problema mental, só pode! Como eu acabei entrando no carro de um estranho? Para começo de conversa por que eu atendi ele e aceitei o convite?

— Para aonde vamos? – Perguntei.

“Senhor, por favor me proteja e que ele não seja um sequestrador”, pensei.

— Tem um restaurante no Shopping Cidades Jardim muito bom, a vista é linda. Vamos almoçar lá. – Falou ele.

— Sei... – Falei.

Peguei meu celular para disfarçar meu mini ataque de pânico por não conhecer nada naquele lugar.

Comecei a digitar uma mensagem para o grupo das meninas.

“Meninaaaaaas!

Eu estou dentro do carro de um desconhecido que é até gato, mas enfim, se eu sumir já sabem...” Enviei.

Clari perguntou:

“QUE HISTÓRIA É ESSA?”

Eu respondi:

“A história é grande, se não acontecer nada comigo eu explico depois. Se eu não aparecer até amanhã de manhã já sabem o que fazer, ok?!”

Raissa escreveu:

“Acho melhor vc não morrer e contar o q está acontecendo”

Enviei:

“A Laura passou meu número para ele, nos vimos lá no restaurante dela outro dia. Estamos indo para o shopping agora. Bjs e não esqueçam de mim!”

— Eu sou tão chato assim? – Perguntou Daniel parando no farol e olhando para mim.

— Ah, é importante. – Falei bloqueando a tela do celular.

— Você não é daqui né?! – Perguntou Daniel.

— Não, moro em Santos. – Respondi.

— Sabia! Você tem um leve sotaque santista. – Falou ele.

Sorri.

— E você, de onde é? – Perguntei.

— Daqui mesmo, mas já viajei muito então não tenho sotaque de nenhum lugar. – Respondeu ele.

Viajado? Interessante!

— Entendi, viagens em família? – Perguntei.

— Não, viajo sozinho. Uma das vantagens de ser emancipado. – Respondeu Daniel mais frio do que o necessário.

Acho que entrei em território proibido, mas sinceramente não sei se tenho coragem e prosseguir nesses questionamentos.

— Você não acha estranho colocar alguém que você não conhece dentro do carro e ainda levar para almoçar? – Perguntei mudando de assunto.

— Se essa pessoa for você... – Daniel fez uma pausa dramática. – Não! – Respondeu ele.

— Eu deveria ter medo? – Perguntei.

— Não, não quero o seu mal e no fundo você sabe disso. – Respondeu ele.

Talvez lá no fundo eu realmente soubesse, até porque Daniel não me parecia um estranho. Aqueles olhos eram tão confortantes e cheios de sentimentos que me deixavam tranquila e feliz.

— Aiii! – Gritei quando Daniel tocou minha mão me tirando de meus devaneios.

— Desculpa, não tive a intenção de te assustar. – Falou ele soltando minha mão. – Só queria saber se posso colocar uma música. – Completou ele.

— Eu que estava distraída. – Falei. – Pode colocar música sim. – Respondi.

Daniel conectou seu celular no rádio do carro.

Prosseguimos em silêncio ao som de Ed Sheeran.

***

— Uma nota! – Falou Daniel.

— Ótima comida, bela vista e até que curti sua companhia. Nota 100. – Falei sorrindo.

Estávamos terminando nossas sobremesas no restaurante do shopping e eu já estava muito mais à vontade com Daniel. Ele se mostrou um cara educado, engraçado e atencioso.

Ficou o tempo todo preocupado se eu estava gostando do lugar, da comida, da conversa e todo o resto.

— Nossa, acho que isso foi um elogio. – Falou Daniel.

— Sim, pode se considerar um elogio. – Falei.

— Vamos continuar nosso itinerário?! – Perguntou ele.

— Sim, para aonde irá me levar? – Perguntei.

— Um lugar que você poderá me conhecer melhor e ter certeza que não sou nenhum psicopata. – Respondeu Daniel.

— Ansiosa por isso! – Falei sorrindo.

— Vou só chegar a conta. – Disse ele chamando o garçom.

Daniel pagou a conta e fomos para o carro.

— Eu escolho as músicas agora. – Falei.

— Ok moça. – Falou ele.

— Não que eu não tenha gostado da sua playlist, até porque eu adoro Ed Sheeran, mas minha vez de mostrar o que gosto. – Falei.

Daniel sorriu.

— Hmm, vamos lá então. – Falou ele apontando para o rádio.

Conectei meu celular no rádio do carro.

— Para começar... – Falei colocando Ride do Twenty One Pilots. – Conhece? – Perguntei.

— Claro! – Falou ele ligando o carro. – I just wanna stay in the sun where I find I know it's hard sometimes Pieces of peace in the sun's peace of mind I know it's hard sometimes...– Cantou Daniel.

— Nossa, conhece mesmo! – Falei e começamos a cantar juntos.

Daniel dirigia por ruas nunca vistas por meus olhos enquanto cantávamos todo tipo de música, riamos quando desafinávamos.

Quase 50 minutos depois passamos por uma placa informando que estávamos próximos de um orfanato.

— Vai me levar em um orfanato? – Perguntei.

— Não, vou te levar para minha primeira casa. – Respondeu ele.

— Por favor, não se assuste. – Falou Daniel.

— Não estou assustada, pode ficar tranquilo. – Falei.

Não estava exatamente assustada, mas não entendia muito bem o que Daniel queria com isso.

Eu fui uma vez em um orfanato, no meio de muitas crianças e histórias tristes eu acabei caindo no choro. Uma menininha com aproximadamente 6 anos chegou perto de mim e me abraçou.

— Não chora tia, aqui é um lugar muito bom e eu sei que minha família está olhando por mim lá do céu. – Disse a menininha.

Depois desse dia eu não tive mais coragem de aparecer lá, mas sempre mando presentes para as crianças.

— Você vai entender tudo depois. – Disse Daniel me chamando à realidade.

— Tudo bem. – Falei.

— Chegamos! – Falou ele.

O lugar ficava bem longe dos prédios altos da cidade, parecia uma vila e o orfanato ficava no fim da rua.

Descemos do carro e Daniel abriu o portão.

Eu consegui ouvir vozes de crianças alegres ao longe.

— Daniiii! – Gritou uma menininha morena de olhos claros e que aparentava ter 4 anos vindo abraçar Daniel.

— Lala! – Falou ele pegando ela no colo.

— Eu tava com saudades! – Falou ela.

— Eu também meu amor. – Falou Daniel.

— É sua namorada? – Perguntou ela apontando para mim.

Notas finais
Obrigada por lerem! Beijos e até mais!