Separados pelo Destino, Reunidos pelo Acaso
3 Capítulo 2: Não somos mais amigos. Atropelamento e falsiane.
Notas iniciais
Confusão. Essa palavra resumia a mente do Uchiha. As lembranças da infância passavam rapidamente diante de si e com elas todos os seus sentimentos infantis, que agoram deixavam tudo ainda mais confuso. Não tinha ideia do que estava sentindo, mas tinha certeza de uma coisa... Estava com raiva, raiva por ela ter ido embora sem se despedir, raiva de si mesmo por nunca ter procurado retomar o contato com ela e raiva dela por também nunca tê-lo procurado, e raiva por ela voltar do nada sem avisar. A veia que saltava na testa de Sasuke podia ser vista do outro lado do mundo, e talvez o maior problema da humanidade sejam as falhas na comunicação, porque se tivesse tido comunicação desde o início quem sabe esses problemas não teriam ocorrido? Acontece que o garoto fora uma criança problemática, pouco sociável e amigável, a Hyuuga era a única amiga que conseguiu fazer e aquela perda lhe custou anos visitando uma psicóloga psicanalísta e um TCC* até que conseguisse a vida social que possui hoje.
Mas agora sua ex-melhor amiga estava à apenas um andar de distância, e não do outro lado do mundo.
E ele não sabia se queria vê-la.
Já disse pra vocês que não tenho paciência para drama?
— Os outros estão indo embora, vistam-se e saiam logo. — Neji disse antes de sair.
Sasuke imediatamente começou a se vestir colocando a calça, a camisa e o tênis por último. Sakura já estava vestida olhando para o namorado e claramente irritada pelo momento que esperava a três meses ter sido estragado. Não sabia se xingava Neji, os pais dele ou Hinata por ter decidido aparecer do nada. Sasuke já ia se retirar do quarto sem nem ao menos dirigir a palavra a rosada. Como assim? Eles quase transam, são interrompidos e ele se veste e tenta sair como se o que quase aconteceu naquele quarto não tivesse sido nada? Mas que falta de consideração Uchiha.
Acostume-se Sakura, você sabia muito bem como ele era quando aceitou o pedido de namoro.
— Hey! — ela disse chamando a atenção dele que apenas virou as orbes negras e inexpressivas para ela. — Você vai sair assim e me deixar pra trás? Não vai me dar um beijo?
Ele se aproximou, Sakura fez um bico esperando um selinho mas tudo que recebeu foi um beijo na testa.
— Eu só quero ir pra casa. — ele disse segurando na mão dela, então saíram juntos do quarto.
Assim que chegaram na sala perceberam que todos os outros ja havíam ido embora e que o pais de Neji estavam evidentemente furiosos. Essa não era a primeira vez que o filho fazia aquilo, Neji era um poço de irresponsabilidade o tipo de pessoa que como o professor Kakashi costumava dizer "Esse vai morrer cedo".
Mas Sasuke já não reparava mais em nada disso e sim nela.
Hinata estava parada de pé perto do sofá. Ela havia mudado muito desde a última vez em que se viram, e os anos foram bons para ela. Os cabelos negros azulados agora estavam levemente roxos e cresceram na altura da cintura, uma pena que o mesmo não podia ser dito da sua altura, Hinata era baixa para a sua idade, porém seu corpo era bastante proporcional com excessão dos seios que eram bem grandes e claro que Sasuke não deixou de reparar nesse detalhe. Esqueçam o que foi pensado sobre pessoas serem mais bonitas em foto, porque Hinata ao vivo era ainda mais linda que na foto.
Cuidado Sasuke, não se esqueça que alguns minutos atrás sua cabeça estava no meio de outro par de seios.
Os belos olhos cinzas característicos dos Hyuuga ainda eram os mesmo, mas ele conseguia sentir algo, Hinata emanava outro tipo de energia diferente de quando eram mais novos, era como se por um momento ela não fosse a Hinata e sim outra pessoa. Talvez aquilo tudo fosse alucinação dele.
E depois de onze anos as orbes cinzas voltaram a encontrar as negras.
Ficaram longos segundos se olhando, Hinata parecia feliz em vê-lo, mas Sasuke era inexpressivo.
Não iria perdoar facilmente.
— Olá Sasuke. — a voz dela era doce e amigável, estava mesmo feliz por ter voltado e esboçava um sorriso sincero.
— Oi. — mas ele continuava fazendo jogo duro. — Sr. e Sra. Hyuuga, me desculpem.
Após dizer isso ele se dirigiu até a porta, estava focado em apenas um objetivo, sair dali e ir para casa, seu olhar estava focado unicamente na porta.
Falou muito mal com Sakura no meio do caminho para a casa da rosada. Assim que chegaram as orbes verdes da namorada o estudavam com cuidado. Tinha a ligeira impressão de que ela estava fazendo uma espécie de raio-x. Era uma sensação engraçada, porém desagradável.
É bom ficar mesmo esperta Sakura.
— Eu sei que você ficou chateado por causa do que ocorreu hoje. — ela se aproximava com calma colocando as mãos sobre os ombros dele. — Mas vamos ter outras chances.
— Isso é o que menos me preocupa. — respondeu indiferente.
— Então por que está assim? — perguntou curiosa e aparentemente confusa.
— Nada... — respirou fundo e afastou-se seguindo seu rumo, deixando a namorada para trás.
Andava para casa se sentindo solitário, era a mesma sensação de quando deixou o parquinho sozinho a onze anos atrás.
~~
Quando você é o tipo de pessoa que gosta de fazer merda, precisa estar ciente das consequências. Pelo visto, nosso querido Kiba tem adotado a exagerar nas suas ações e limite é uma palavra renegada de seu dicionário. Naruto, nosso bom samaritano fez tudo que estava ao seu alcance para ajudar o amigo e consiguiu obter melhorias. Agora Kiba se encontrava melhor, porém não curado. Estava deitado na cama do amigo olhando para o teto enquanto Naruto checava as atualizações do facebook.
— Ei cara, parece que a festa foi pelo ralo. Os pais do Neji chegaram e acabaram com tudo.
— Legal. — o Inuzuka respondeu sem emoção.
— Mas eles não chegaram sozinhos, a Hinata voltou!
— Quem é Hinata? — Kiba ainda não conhecia a Hyuuga.
— A você mudou-se a pouco tempo, é prima do Neji. Ele acabou de postar uma foto com ela no Instagram.
Kiba levantou e foi até o computador ver a foto.
— Ela é bonita. — admitiu.
— Bonita? Ela é linda! Nem parece aquela Hinata do primário. – Os olhos do Uzumaki brilhavam enquanto falava.
— Tanto faz. — voltou para cama e deitou novamente.
O loiro largou o computador e sentou ao lado do amigo. Pelo visto vamos ter mais um daqueles momentos chatos de lição de moral, você está pronto Kiba?
— Kiba, eu sei que você está passando por um momento difícil, mas beber e ficar se drogando não vai ajudar a resolver seus problemas.
— Isso não importa...
— Claro que importa! Você precisa voltar a ser aquele cara alegre e amigável que ficava a tarde toda brincando com o cachorro e dançando Pop no parque.
— Esse Kiba morreu. Não existi mais. Igual a mãe dele.
— Sua mãe não iria querer isso. Toda mãe quer ver o filho bem e feliz, e não se matando. Você pode ser preso...
— QUER SABER, FODA-SE! VOCÊ, OS OUTROS, EU NÃO ME IMPORTO MAIS COM VOCÊS! — O Inuzuka interrompeu o Uzumaki aos berros. — EU NÃO PRECISO DE VOCÊ, E NEM DO IDIOTA DO MEU PAI. VOU SEGUIR SOZINHO NÃO PRECISO DE NINGUÉM! — dito isso, ele se levantou com raiva e foi embora batendo a porta com força atrás de si.
Pessoas furiosas agem por instinto. Pessoas que agem por instinto são mais propensas a cometerem erros.
~~
Qual é o dia da semana que todos detestam? Segunda-feira, claro! Além de odiarem tal dia as pessoas insistem em postar sua indignação por isso nas redes sociais. Saiba que postar no facebook reclamações sobre segunda-feira não vai mudar o fato de que o dia é... Segunda-feira. Os corredores do Colégio Sakura estavam movimentados, os alunos demonstravam claros sinais de cansasso e desânimo. Principalmente o Uchiha. Sasuke caminhava a passos lentos na direção do seu armário usando o tradicional uniforme da escola e seu habitual tênis preto no pé. O dia parecia que iria ocorrer como sempre, mas só parecia.
A coisa anormal do dia havia chegado. A bela garota de longos cabelos roxos, pele clara e olhos cinzas irrompia pelo corredor. Parecia estar procurando alguma coisa, provavelmente seu armário. Sua busca a levou para o armário ao lado do Uchiha.
As pessoas no corredor olhavam com curiosidade aquele momento. A maioria das pessoas se conheciam, muitos eram colegas desde o primário, alguns ali haviam sido coleguinhas de Hinata quando ainda morava na cidade e a volta da garota já havia sido espalhada por conta da foto no Instagram de Neji. Hinata e Sasuke estavam frente a frente novamente, e todos estavam sentindo o cheiro de longe. Você também está sentindo o cheiro da treta?
— Bom dia Sasuke. — ela disse sorridente e educada enquanto abria o armário, mas não obteve resposta. — Bem, parece que seu armário é ao lado do meu.
— Que infeliz coincidência. — respondeu sem virar os olhos para ela, fingia que procurava um livro dentro do armário. Sim amados, até os homens disfarçam nesses momentos chatos e constrangedores.
— Eu poderia ir para a aula sem essa patada, precisa cortar as garras Suke, eu me arranhei com essa. — disse irônica.
Sasuke ficou surpreso com a resposta, porém não demonstrou. Essa era mesmo a Hinata?
Não sabemos Sasuke, talvez seja a irmã gêmea do mal.
— Que pena, podia ter feito mais do que um simples arranhão. — retrucou agora olhando para ela. — E não me chame mais de Suke. – Terminou seco.
As palavras do garoto eram frias, tão frias que bateram em Hinata como um choque e quase a congelou. Por que ele estava agindo dessa forma? Não estava feliz por vê-la? O que aconteceu esses anos para ele ficar assim?
Descubra você mesma Hinata. Vamos pegar a pipoca, a coca-cola e só assistir.
— Qual é o seu problema? Nem parece que somos amigos.
— Ai é que está. — ele fechou a porta do armário com força. — Não somos.
Pode perceber a expressão surpresa da Hyuuga, os lábios se abrindo em forma de um "o" ela não esperava por isso. Mas ela pensava o que? Que podia sumir por onze anos sem se despedir, deixar ele para trás, não ligar nenhuma vez, não mandar uma carta, uma foto, mensagem em libras, sinal de fumaça, sms, Whatsapp e que mesmo depois disso ela podia voltar quando quisesse que as coisas seriam da mesma maneira e continuariam bem? É claro que não!
A expressão de surpresa fora desfeita dando lugar a uma cara bem raivosa. Hinata era uma das pocuas meninas que mesmo com raiva continuava linda e ele havia percebido isso.
Não sabia o porque, mas vê-la com raiva por um momento o deixou triste e com uma enorme vontade de pedir desculpas, porém era orgulhoso demais para fazer isso.
Cuidado Sasuke. As vezes ferir o orgulho é melhor do que ferir um amigo. Ou ex-amiga?
— Não entendo o motivo disso. Ia-lhe convidar para almoçar comigo e podermos conversar, só que lembrei que não suporto gente mal educada. — fechou seu armário e deu as costas indo para sua aula. Neste exato momento o sinal bateu.
Ficou observando ela ir embora pelo corredor e virar a esquerda subindo as escadas. Continuou daquele jeito por um tempo, olhando o local por onde ela sumira.
Ele já sabia qual era a sala dela, mas torcia para estar errado.
~~
Kakashi estava atrasado para dar sua aula como sempre, e como sempre também os alunos estavam transformando a sala em uma balada. Gaara estava tocando uma espécie de música eletrônica em seu celular, enquanto isso Karin e Sakura dançavam em cima da mesa do professor. A saia prego está incluída no uniforme escolar dessas meninas, só aguardem as fotos de suas calcinhas rodando os celulares mais tarde. Vamos apostar? Qual vocês acham que Karin está usando? A da vovó com estampa de ursinhos, ou uma fio dental vermelha rendada?
Todos falavam alto, tudo estava barulhento e zoneado até que a porta se abriu e as coisas foram acalmando. Hinata entrou tentando disfarçar a cara de raiva, mas não obteve muito sucesso e pra variar todos estavam olhando para ela. Seu dia havia começado muito bem para não dizer o contrário.
— Bom dia pessoal, sou a nova colega de vocês...
— HINATAAA! — Naruto gritou e se jogou pra cima da amiga em um abraço apertado. — Nossa você voltou mesmo, não acredito.
— Hai, Naruto. — cumprimentou o amigo retribuindo o abraço. — Fico feliz em te rever.
— Hey sai de cima da minha prima, eu sou ciumento. — Neji gritava do outro lado da sala.
A porta abriu novamente e bateu de leve nas costas da Hyuuga que ainda não havia se afastado da entrada. Dessa vez era Sasuke, cuja primeira coisa que viu foi Sakura em cima de uma mesa junto de Karin, para completar ouviu a música no celular de Gaara. Sua mente trabalhou fazendo aquela soma que gerou um resultado nada agradável para o Uchiha.
— Sakura, o que significa isso? — perguntou cruzando os braços.
— Hã? Isso o que?
— Você rebolando em cima de uma mesa sua idiota. — Gaara fez as honras em responder.
— GAARA! — Sakura gritou.
— Arg! Que ridículo. — Sasuke reclamava tentando entrar na sala. — Dá pra sair do caminho Hyuuga?
— Quero ver você me tirar daqui. – Ela desafiou.
Hinata você precisa aprender que não se deve desafiar um Uchiha. Já não basta a fama de Itachi por aí? Sasuke estava começando a construir a sua também.
Sasuke agarrou Hinata pelos braços com força e a empurrou para a parede ao lado. Ela havia ficado surpresa com o movimento rápido do garoto e o encarava com os olhos arregalados. Eles estavam muito próximos, até demais para o gosto dela e só para lhe irritar mais foi obrigada a engolir um sorrisinho sarcástico do moreno. Como ele ousa fazer isso?
— Foi você quem pediu. — disse como se tivesse lido a mente da garota, e depois se fastou indo para o seu lugar.
— Ridículo! – Ela gritou.
Nesse momento Kakashi entrou.
— Ora, ora o que eu perdi aqui?
Os alunos na velocidade da luz foram para seus lugares, quem os visse agora não iria imaginar que aquela era a pior turma do terceiro ano do Colégio Sakura, pareciam uns santos.
Hinata por sua vez continuou parada encostada na parede.
— Aluna nova? — Kakashi perguntou.
— Sim, senhor.
— Já se apresentou para os seus colegas?
— Sim.
— Então sente-se, por favor.
Ela foi se sentar na cadeira mais distante do Uchiha que encontrou. Estava com muita raiva, nunca imaginou que quando voltasse Sasuke reagiria daquele jeito. Gostava tanto dele e da amizade que tinham, uma das coisas que ela mais queria com essa volta era revê-lo e poder voltar a viver aquela amizade novamente.
Mas ele não queria ser seu amigo, e nem ao menos parecia disposto a dar uma explicação sobre isso.
Suas emoções estavam mudando, de raiva para tristeza, por que tudo em sua vida precisava ser tão difícil?
Nem ao menos conseguia prestar atenção ao que Kakashi dizia sobre o ataque nuclear em Hiroshima.
~~
Kiba havia faltado a aula naquele dia. Não só aquele dia, na verdade ele já não ia a três dias úteis à escola. Estava no parque com Akamaru no colo e uma garrafa de sake ao lado. O cachorro dormia em seu colo sentindo o carinho do dono, de vez em quando Kiba parava de fazer carinho para poder tomar mais um gole da garrafa. Sua visão estava embaçada e o mundo parecia girar, tinha a impressão de que havia dois Akamarus e não um, pelo visto já estava bêbado.
— Akamaru, as vezes acho que nem você me entende.
Apenas o álcool o deixava melhor, fazia esquecer do dia em que sua mãe fora atropelada tentando fugir de casa, tudo isso por conta dos maus tratos de seu pai. Esquecer que por causa desse atropelamento ela foi morta, esquecer que mesmo com claros sinais de que ela havia sido espancada antes do acidente seu pai estava solto e vivendo debaixo do mesmo teto que ele. Esquecer as coisas horríveis que agora é obrigado a ouvir de seu pai. Tudo isso fazia o garoto ir para rua, já cansou de passar a noite fora dormindo na casa de algum amigo ou até mesmo ali no banco daquele parque, era melhor do que ficar em casa.
Caiu no sono durante uma hora e quando acordou Akamaru não estava mais em seu colo. Levantou bebendo o resto da garrafa e começou a sair a procura do cachorro pelo parque, ele era a única coisa que o Inuzuka tinha e não podia se dar o luxo de perder. Andava cambaleando e não conseguia enxergar direito a sua volta, tinha a leve impressão de que podia cair a qualquer momento e essas sensações misturadas ao desespero pela perda do cachorro não iriam gerar bons resultados.
Finalmente ele o viu, Akamaru estava sentado do outro lado da rua, abanava o rabo e latia para o seu dono.
Kiba o viu e ficou feliz era nítido um sorriso bobo em seu rosto. Ele correu na direção do cachorro, só precisava atravessar a rua.
Só que seus reflexos estavam baixos demais por conta do álcool. Ele não percebeu o carro que vinha em velocidade, o motorista não tinha como frear havia acelerado quando viu o sinal aberto.
O carro atingiu o corpo do Inuzuka que caiu com força em cima do capô, ele bateu com a testa no vidro do carro fazendo o mesmo se quebrar e os cacos abriram uma ferida em seu rosto. Ele rolou até que por fim caiu no chão inconsciente.
Eu falei que pessoas que agem por instinto são propensas cometerem erros.
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O último sinal havia tocado, os alunos estavam liberados. Algunsjá se dirigiam ao ponto de ônibus, outros moravam perto e iam a pé. Neji encontrou Hinata parada do lado de fora da escola, o olhar da prima estava distante como se sua mente estivesse viajando em outro mundo.
— O que houve Hina? Eu percebi que você ficou estranha hoje.
— Hã? — nem havia percebido a aproximação do primo, muito menos entendido a pergunta dele.
— Ei! Terra chamando Hinata, anda logo me conta o que houve. Alguém mexeu com você? Me fala que dou uma porrada no desgraçado.
— Não, não! — se apressou em dizer, não queria ver o primo brigando com ninguém.
— Tudo bem, vamos para casa e... Que tal ir ao cinema comigo?
— Hum, eu não sei...
— Ah vamos, vai ser bom pra você se habituar a cidade novamente e faz tempo que não fazemos algo juntos.
— Ok, podemos ir sim. — por fim aceitou.
— Fico feliz com isso.
Sasuke observava os dois um pouco distante dali até o momento em que sumiram. Sakura havia saído e ido ao seu encontro dando um selinho no garoto, mas o mesmo se afastou.
— O que foi agora? — ela perguntou.
— Você dançando em cima daquela mesa, sabe que eu não gosto disso.
— Ah o que foi? Tá com ciúmes? — ela deu um sorriso, parecia gostar de ver Sasuke se preocupando daquele jeito.
— Não é questão de ciúmes, e sim de imagem. Você estava parecendo uma vadia em cima daquela mesa, e Gaara estava te devorando com os olhos.
— Você me chamou de vadia?
— Sim, chamei porque era o que você estava parecendo. Se quiser pode voltar lá e dar pra ele também. — terminou e virou as costas indo embora.
Sakura permaneceu parada no mesmo lugar. As palavras de Sasuke haviam lhe machucado, tinha muita vontade de chorar, mas não o faria ali no meio da rua e na frente de todo mundo, sabia que no fundo ele tinha razão, a forma como dançara em cima daquela mesa não era postura de uma garota comprometida. Sentiu uma mão em cima de seu ombro e virou vendo Ino e Karin atrás de si.
— Não fique assim Sakura, dê um tempo pra ele e depois peça desculpas. — Ino dizia em um tom carinhoso semelhante a uma mãe aconselhando a filha.
— Vou sim, obrigada Ino. — Sakura sorriu e abraçou a amiga.
— Ai Sakura sinto muito, fui eu quem chamou você pra dançar. — Karin dizia falsamente, também abraçando a rosada.
— Tudo bem, eu não devia ter aceitado de qualquer forma.
O abraço era confortante, mas Karin dava um sorriso pelas costas de Sakura. Um sorriso bem maldoso.
Maldoso, falso e vitorioso.
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