Notas iniciais
Boa leitura.

“Eu sempre vou voltar para você, lembra? Eu prometi isso…” – respondeu com um sorriso fraco, ao entrar no enorme e congelado salão — “Você não vai se livrar de mim tão fácil…”

O grego cambaleou para frente, se apoiando na parede de gelo que o cercava cada vez mais, mas que não impedia seu avanço. Seus olhos só conseguiam enxergar seu amado dentro daquele gelo, não via mais nada… Era a visão mais linda e mais apavorante que já tivera na vida. Sempre viu beleza nos poderes do amado, mas nunca imaginou que eles poderiam lhe tomar a vida.

“Degel…”– chamou por ele com carinho, enquanto se forçava a andar até ser detido por aquela parede — “Amor, não faça isso… Por favor… Saia dai…”

Sim, ele estava implorando. Não lhe restava mais nada além de implorar… Nada… Cada osso do seu corpo estava quebrado, Sentia o sangue banhar seu corpo por dentro da armadura quebrada, seu peito já estava a muito da possibilidade de salvação e provavelmente havia perfurado um dos pulmões, quando o templo caíra sobre ele, pois já sentia dificuldade de respirar. Mas aquilo não importava… Nada importava agora, além dele…

“Eu também te amo, Degel…”– sorriu ao vê-lo mais próximo, mas ainda distante — “Venha pra mim… Saia dai… Por favor…”

Uma pulsação intensa de dor o fez se curvar e vomitar um pouco de sangue, enquanto suas forças começavam a abandona-lo, mas ele se forçou a se manter erguido e encarar o francês.

“Meu coração já era…” – riu com escárnio da própria situação — “Eu poderia te tirar dai, mas eu não tenho mais forças… Eu já não sinto mais nada… Dor… Frio… Nada… Por isso, você precisa ser forte e sair dai, Deg… Por favor… Você precisa voltar para casa…” – aos poucos o escarnio foi dando lugar ao desespero e ele socava sem forças a parede de gelo - “Não pode acabar assim… Você não pode morrer aqui…”

Notas finais
Até o próximo capítulo.