Separados Pela Profecia

9 8- Pedido aprovado


Notas iniciais
Esse capítulo é menor, logo tem mais!

Fiquei olhando fixamente o chão. Lucca tinha passado mais ou menos uma hora falando, junto com a minha mãe. Segundo eles, os deuses antigos existem, e ainda governam tudo que acontece ao nosso redor. OK vou te dizer, isso não fez a menor diferença pra mim, nem sequer me surpreendeu. Parecia que algo dentro de mim, alguma parte do meu ser já sabia disso. O que me assustou foi à sensação dentro de mim que dizia que o que ele falava estava errado. Que alguma coisa ali não se encaixava, mas eu não sabia o quê!

Os dias passaram e o menino, Ricardo, nunca mais apareceu na escola. O Lucca me disse que ele tinha só dado uma passada no lugar. Também perguntei o que ele tinha me agradecido daí ele respondeu que tinha alguma coisa errada, mas quando eu entrei na sala a sensação tinha passado.

Meus sonhos com aquele cão negro também começou a ser menos frequente, estava tendo lindas noites tranquilas e de um longo sono. Eu e o Lucca passamos a conversar mais, nos conhecemos melhor... Não vou negar, pode ser que eu tenho começado a gostar dele mais isso era cedo para dizer.

Faltava uma semana para as férias, meus sonhos nos últimos dois dias, tinham sido trocados de grande cão negro, para uma matilha de lobos em diversos tamanhos e cores. Eles sempre estavam numa postura de quem está testando você e eu seguia para eles, mas aí era o final das minhas lembranças do sonho.

Hoje seria o último dia de aula e aí começariam as férias. Seria algo bom se eu pudesse ficar com o Lucca, quer dizer com os meus amigos, que pra ser sincera era somente ele. Parece que todos se afastavam de mim...

Uma boa noite de sono era o que eu precisava. Pena que eu nunca conseguia o que eu queria.

Estava eu, novamente, na beira do precipício, com uma matilha de cães atrás de mim. Havia um lobo (se era lobo ou loba, eu não sabia) que estava no meio e mais afrente, sem falar que era bem maior que todos eles. Ele olhava para mim com grande intensidade, mas no meio daquela intensidade, eu via orgulho, sentia o orgulho entrar em todos os meus poros e isso me alegrava, afinal era o orgulho daquele lobo que eu me importava! Ou não? Já não sabia mais de nada, não comandava nem o meu corpo. De repente, comecei a andar em direção a loba (algo me dizia que era fêmea), mas parei quando a voz veio em minha cabeça.

“Pare filha.” Dizia a voz, autoritária, mas carinhosa. Era a voz da loba em minha cabeça. “Nós tomamos uma decisão.” Fez-se silêncio. No fundo dos meus pensamentos eu sabia do que ela falava, mas eu não conseguia me lembrar do que era.

Enquanto eu ficava vasculhando os meus pensamentos, um centauro apareceu e ficou ao lado da loba. No mesmo instante, duas vozes, a da loba e a do centauro, provavelmente, ecoaram em minha mente. Palavras simples que ficaram repercutindo durante todos os dias até terminar o meu ano letivo: “Pedido aprovado”.

Notas finais
Qualquer sugestão: flame.angel@outlook.com