Separados Pela Profecia

48 45- Batalha - Parte Dois


Notas iniciais
Heei, olá! Ontem foi meu aniversário sabiam?! Minha intenção era postar ontem, mas fui surpreendida por uma festa surpresa, que foi demais, se me permitem me gabar, consequentemente, atrasando o capítulo, mas não me arrependo, então me julguem. Sim, o capítulo ficou enorme, mas não vou fazer uma "Parte Três". Tenho um aviso importante a dar nas notas finais, então leiam até o fim. :) Boa leitura.

POV Martin

Raiva fervia dentro de mim.

Com a benção de Marte rodeando a mim e ao Yuri, os monstros pensavam antes de atacar. Houve um que se aproximou insanamente próximo do meu campo de alcance. Cravei minha espada em suas costas e gargalhei quando ele virou pó. Na frente do monstro, Yuri cravava a sua espada apenas centímetros abaixo do meu golpe. Ele me acompanhou nas risadas, mas assim que detectamos monstros voltamos ao modo "filhos de Marte".

Com a benção ao nosso redor éramos parte do grupo próximo de Sam e Lucca, junto com Alessandro e com Natanael. No começo da luta fiquei fascinado com a sincronia dos irmãos. Depois, com a de Lucca e Sam, que pareciam ter nascido para lutarem juntos. Após um tempo os observando percebi que em seus olhos corriam cores. Os olhos de Sam tinha em suas íris sua mesma coloração castanha quase negra, mas suas órbitas tinha um degrade que ia do azul mais claro ao verde mais escuro, enquanto Lucca tinha suas íris azuladas, suas órbitas tinham um degrade semelhante ao de Sam, mas o seu ia do verde escuro ao negro completo.

— Isso é assustador. — Yuri comentara.

— Mas nós viemos lutar e não julgar o que é assustador ou não. — falei simplesmente, me repreendendo em voz alta.

Logo que a benção de Marte entrou em ação, saímos lado a lado, matando monstros em uma sequência quase tão assustadora quanto os olhos de Sam e Lucca.

Nos aproximamos dos gigantes, filhos de Marte protegendo Sam e filhos de Apolo protegendo Lucca.

Futuramente eu me lembraria dessa sincronia com grande orgulho. Via Possati e Natanael lutarem em círculos, sempre um protegendo a retaguarda do outro, o que era muito encantador. Seus arcos eram de um ouro cravejado de brilhantes pedras, que lançavam flechas do mesmo material em uma velocidade incrível. Porém, sabemos que arcos são armas para longas distâncias. Aqueles, no entanto, possuíam lâminas dentadas em seu corpo que o tornava uma cruel arma de matar. Perfeito.

Desviei a atenção por tempo suficiente para encontrar Gabriela lutando bravamente contra um grupo de monstros com sua lâmina de ferro estígio. Infelizmente, mais monstros perceberam que ela estava sozinha.

— Yuri! — gritei para ele e olhei para ela, fazendo-o acompanhar o meu olhar.

— Martin, não! — ele gritou de volta. — Nosso dever é com Sam e Lucca. Ela é uma filha de Plutão, consegue se defender.

Passei mais um tempo encarando a garota até tomar minha decisão.

— Yuri, eu vou até lá.

— O que?

— Eu volto. — prometi. — Não posso deixar um legionário sozinho.

Yuri abriu um sorriso e eu percebi que ele estava me testando.

Corri em direção a irmã de Sam, abrindo caminho em meio aos monstros com a minha espada.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou irritada.

— Te salvando. De nada. — respondi.

Ela bufou e lutou mais freneticamente, liquidando monstros que eu nem percebi que estavam ali.

— Não preciso ser salva. — ela retrucou e assoviou.

Logo em seguida um grande cão infernal saiu das sombras ao seu lado. Ela subiu em suas costas e olhou para mim.

— Aceita carona?

Em cima do cão de pelagem negra, sua pele branca era destacada.

— Claro. — respondi pronto para subir.

— Pensei que só teria que matar uma cria de Plutão. — uma voz grossa se aproximou de nós.

Eu me virei pronto para atacar.

Alcioneu era assustador.

Tamanho habitual de um gigante, uns nove metros. Seu cabelo era ralo e negro e a pele quase transparente. Vestia um peitoral negro cheio de rostos contorcidos e braceletes negros protegiam seus braços. De um lado, empunhava uma lança de pedra branca que tinha, pelo menos, um metro a mais que o seu tamanho. Do outro, um escudo do mesmo material albino em forma triangular possuía um rosto similar a uma das formas de Plutão atravessado por uma lança.

— Ora, ora... uma cria de Marte por aqui. Veio mostrar seu heroísmo, semideus?

— Vim proteger, gigante. Proteger quem o matará! — gritei de volta.

— Quem me matará, seu verme insolente? — ele gritou enraivecido. — Aqueles dois semideuses? O que adianta dois semideuses se não há um deus que os ajudará?

Aquilo era o meu medo. Sabia que os dois eram capazes de enfrentar exércitos, mas sem um deus, eram insignificantes contra os gigantes.

— Martin... Eles têm um plano. — Gabriela sussurrou. — Confie.

— Alcioneu! — gritei, empunhando minha espada. — Enfrente-me! Se meus amigos são incapazes de derrotá-lo, serei apenas uma diversão!

— O que? Não! — Gabriela falou. — Você está louco!

— Vá ajudá-los. Leve Pluto, adie o outro gigante o máximo que puder. Adiarei esse. — falei para ela. — Estou confiando neles, peço que confie em mim agora Pand.

Com um aceno de cabeça, ela se distanciou junto com Pluto, confusa por eu saber de seu apelido.

— Semideus imbecil. Irei te destruir, assim como fiz com os outros. — encarei-o confuso. — Ora, o outro não percebeu que seu exército diminuiu? — ele soltou uma gargalhada cruel. — Eu matei a filha de Hermes, a filha de Deméter, o filho de Vulcano! Matar você será apenas mera formalidade. Uma diversão.

O ódio expandiu dentro de mim. Olhei ao redor vendo o corpo de Meggie estirado no chão. No centro de seu peito um buraco redondo havia se tornado o centro do terror. Um pouco mais distante vi Augusto caído de costas para cima com um furo similar ao de Meg atravessando suas costas.

Porém, o choque foi maior ao ver longe dos dois, mais próximo do outro gigante, dois corpos. Um deles possuía o mesmo buraco que os outros corpos, porém esse atravessava do braço direito ao esquerdo, passando perfeitamente pelo meio do seu tronco. E outro estava envolto em uma armadura de raízes e outras coisas, mas conseguia ver uma marca roxa que subia do centro do seu peito onde uma parte de sua armadura de raízes estava amassada. Seu peito subia e descia com dificuldade, como se cada respiração lhe causasse uma onde de dor pior que a anterior. Foi ai que as reconheci. Eram as gêmeas. Novas de mais para a luta, mas corajosas de mais para não lutarem.

Então a raiva, o ódio e o rancor me dominaram.

— Como ousa? — falei baixo com a raiva explodindo em mim. — Meus... Meus amigos!

— Intrometidos. Se tivessem permanecido em seu lugar teriam vivido um pouco mais. — ele deu de ombros.

Empunhei minha arma e ataquei, dominado pelo ódio.

O gigante tinha a vantagem de ser alto, então começou a investir ataques em mim em uma distância que o meu tamanho jamais permitiria. Porém, quando eu me aproximei, ele sofreu com seu tamanho. Mal me podia ver correndo em meio as suas grandes pernas. Xingava e recuava enquanto eu cortava sua perna fazendo icor dourado escorrer em suas panturrilhas.

— Seu verme insolente! — ele gritou e piso, errando-me por centímetros.

Eu me distrai com o erro dele, cometendo o meu. Sai da proteção que o corpo do gigante era pra mim.

Com um chute, o gigante me acertou, lançando-me próximo ao corpo de Meg. Meu ar escapou com um suspiro, minha espada caindo da minha mão.

Enquanto o gigante se aproximava rindo, eu observava o corpo de Meg. Envolta de seu ferimento fatal, sua cota de malha de aço estava ensanguentada, porém sua ferida estava limpa, como se algo estivesse a salvando. Em sua ferida, um tom negro dominava o local, onde a lança a tinha perfurado.

"Pare com esses pensamentos." Minha mente gritava. "Reaja!" Porém, eu não tinha mais forças. O gigante se aproximou e recolheu minha espada.

— Não irei sujar minha lança novamente, agora somente sangue de Plutão e Poseidon passaram por essa ponta semideus. — ele falou. — O que acha de morrer com a própria arma?

E como se minha espada fosse um dardo e eu o alvo, ele a lançou. A mesma perfurou minha armadura e se enterrou em meu coração. Consegui realizar apenas mais um ato, antes da escuridão se apossar de mim.

Eu sorri. Por dois motivos. Primeiro, minha arma nunca falhara, mesmo na minha morte. Segundo, eu havia distraído Alcioneu, que berrou de raiva ao perceber que Pand, Rachel, Bella, Yuri, Sam, Lucca, Natanael e Possati haviam cercado Polibotes.



POV Natanael

Ver todos aqueles semideuses, em um círculo protetor em volta de Lucca e Samantha me deu forças.

— Alcioneu! — Polibotes gritou quando se viu cercado.

Ao longe o gigante gritou de raiva atraindo nosso olhar. Samantha foi a primeira a perceber o corpo de Martin. Logo depois Yuri o viu. Então ambos gritaram em agonia. Yuri teve seus olhos invadidos por um brilho vermelho terrível.

— Meu... Meu irmão. — ele falou com a voz contida.

Pude sentir a sua dor, a sua raiva. Eu sentiria o mesmo se estivesse em seu lugar e qualquer irmão meu estivesse morto.

A reação de Sam, porém, foi o ponto crucial. Ela caiu enterrando seus dedos na terra, levantando muitas pedras preciosas. Seus olhos perderam o foco sendo possuídos pela névoa azul e verde totalmente enquanto sua pele adquiria uma camada de água.

Eu olhei para o meu irmão, trocando uma ideia silenciosa. Os gigantes pareciam entretidos no sofrimento de Sam e Yuri, então tentamos um ataque furtivo.

Inicialmente pareceu tão certo, tão eficaz, que eu não pensei em um "plano B". Nos aproximamos para iniciarmos a mesma ideia do começo do combate, um protegendo o outro. Distanciamos-nos de nossos amigos e corremos.

Posicionados atrás de Polibotes que sorria ao lado de Alcioneu, preparamos as primeiras flechas. A ideia era distanciar os gigantes para que Sam pudesse se recuperar e voltar a lutar.

Quando a corda do arco atingiu o seu máximo, pronta para disparar as flechas, Polibotes reagiu.

— Filhos do Sol, como são idiotas.

Foi isso que ele disse ao chutar eu e o meu irmão com uma de suas pernas verdes e escamosas. Eu senti o ar sair dos meus pulmões assim como a consciência foi me fugindo aos poucos.

Uma última lembrança me veio à cabeça.

Estávamos eu, Possati e Cysne conversando sobre seu amigo que ele perdera com a profecia, Dennis, filho de Quirino. Ele falava do amigo com tanto orgulho e carinho que eu desconfiei de que Dennis fosse mais que um amigo para Cysne. Enquanto nós falávamos observei meu irmão se distrair e acompanhar alguém com o olhar. Eu não precisei seguir seu olhar para saber quem ele estava encarando.

— Você tem que falar com ela, Poss! — eu comentei exaltado. — Sei que não sou nenhum filho de Afrodite, mas eu seu que ficar observando não vai te ajudar em nada.

— Eu sei... — ele respondeu simplesmente.

— Então vai lá e fala com ela... — o Cysne retrucou.

— Eu vou falar, mas depois que essa bagunça acabar. — declarou ainda acompanhando Bella com os olhos.

A bagunça realmente tinha acabado. Mas ele nunca mais iria falar com ela. Assim como eu, quando nossos corpos se chocaram com o chão, ossos dentro de nos se partiram, alguns vindo para fora, outros não.

E eu me senti culpado por não ter pensado que Polibotes nos veria.



POV Sam

Eu estava quebrada. Sentia meus sentimentos evaporarem junto com o ciclo da água. As pedras ainda rodeavam a mim e ao Lucca, assim como a água ainda cobria a minha pele e as sombras cobriam a dele.

Eu perdi muitos. A pequena Oprah, que nada tinha que se envolver nessa briga, assim como Meg, Possati, Natanael, Augusto e Martin. Todos eles, mortos, por culpa de uma maldita profecia.

Devolvi as pedras para o seu lugar, fazendo a água me abandonar e as sombras voltarem ao seu devido lugar. Virei-me para os que ainda restavam. Bella e Rachel ainda possuíam o brilho verde sob a pele, mas eu via lágrimas descerem pelas bochechas de Bella. Ela tinha se interessado tanto por Possati. Henri carregava Orphelia desmaiada, sentado em cima de Pluto com Pand. Yuri empunhava a sua espada, esperando a hora de vingar o irmão. Ricardo estava encarando o corpo do irmão morto que mal havia conhecido. E a culpa era dessa maldita profecia.

— Legião! — ganhei o olhar de todos. — Voltem para o acampamento!

— Não! — o Yuri gritou de volta. — Eu vou vingá-lo!

— Não, você não vai. A profecia é minha, você voltará!

— Eu sou o pretor!

— E eu fui escolhida para liderar essa missão e eu escolho o Lucca, o Martin, o Possati, o Natanael, a Oprah, o Augusto e a Meggie para serem meus companheiros nessa missão. — falei com a voz falhada. — Os outros voltaram... Não posso perder mais ninguém. — sussurrei a última frase. — Legionários! Dispensados! — ordenei.

Um a um, eles viraram as costas para mim, contrariados. Porém, Yuri ainda permanecia.

— Eu mesmo irei vingá-lo, Yuri. — Lucca jurou.

O pretor apenas assentiu e se virou, ignorando o grupo que o aguardava e pisando forte. Não tinha ideia de como eles voltariam, pois nem sabia como havia chegado ali, mas confiava no pretor que os liderava.

— A filha do Mundo Inferior tem coração, que tocante... — Alcioneu comentou em deboche, chamando minha atenção e a do Lucca.

— Eu tenho muito mais que um coração, eu tenho amigos! — retruquei.

— Quantos? — ele devolveu com uma risada. — Pelo que eu me lembre, eu matei alguns. É apenas questão de tempo para que eu mate os outros.

Cerrei meus punhos em ódio. Lucca se aproximou de mim, segurando minha mão. Senti novamente a água tomar conta do meu corpo, e a dor e a raiva que eu estava sentindo se condensaram com a raiva, a dor e o ódio que o Lucca estava sentindo.

"Tudo culpa dessa maldita profecia." Eu pensei, sentindo as lágrimas virem em meus olhos mais uma vez.

Minha mãe morreu por isso, meu melhor amigo morreu por isso, meus pretores morreram por isso, meus legionários morreram por isso.

"A profecia te trouxe dor e sofrimento" Bella me disse quando minha mãe morreu. "Mas, talvez, ela possa ser a única coisa que te consolará."

— Eu ficarei de luto quando tudo isso acabar. — comentei baixo.

— Eu cuido de você. — Lucca declarou segurando minha mão com mais força intensificando os poderes que fluíam por nós.

Encarei os gigantes e ordenei que a água aprisionasse Alcioneu. Ele olhou confuso para a água que subia por suas pernas.

— Irmão? — ele perguntou alterado para Polibotes.

— Eu não consigo controlar essa água. — falou encarando a água que cobria a cintura de Alcioneu.

Lucca entendeu a deixa e deve ter feito o mesmo que eu, já que uma névoa negra agora subia pelas pernas verdes e escamosas de Polibotes.

— Mas o que está acontecendo aqui? — Alcioneu perguntou exalando sua raiva.

— Poderosos demais juntos eles são. — citei a profecia fazendo a água apertar com mais força as pernas de Alcioneu.

— O supremo, o astuto e o confiante os subestimaram. — Lucca falou. — Acharam mesmo que nós dois só éramos bons guerreiros?

— Ou por acaso que, usando Sálacia para se ancorar a realidade, usando Júpiter, o supremo, sem consciência dos seus atos, matando nossas mães em nossas frentes, e ainda usando Baco e Vulcano vinculando sua força a Sálacia...

— Como sabe de Baco e Vulcano?

— Uma deusa não seria capaz de sobreviver tanto tempo pra levantar dois gigantes, ela seria drenada. — expliquei mais para o Lucca que me olhava confuso do que para os gigantes. — Augusto e Cysne me disseram que seus pais estavam contrariados com toda essa profecia, e que Vulcano estava visivelmente cansado e aflito quando foi encontrar os filhos em seu templo. Foi só juntar as peças. Confesso que esperava encontrar os dois aqui, mas quando vi Sálacia, entendi o porquê usaram Júpiter. Precisavam obrigar eles a unir forças com Sálacia.

— Você é esperta. — Alcioneu comentou, com a água já em seu peito.

— Cresci com dois pretores. — falei entre dentes.

— Vocês também usaram Zeus para nos separar quando éramos novos. Nossas mães eram amigas, éramos para crescermos juntos. — Lucca concluiu.

— Uma decisão imatura atrapalha tudo, mudando, ou não, o futuro. — citei mais uma vez. — Não adiantou, nos reencontramos.

— Separados serão, unidos se vingaram. — Lucca continuou. — Estamos aqui, unidos, para nos vingarmos.

— O medo eles causam, o sofrimento eles levam. Eu vi o medo no olhar dos meus legionários ao me verem com os poderes do mar e ao verem o Lucca com os poderes das sombras. — comentei, relembrando da saída do Coliseu. — Levamos sofrimento a muitos, com a perda de muitos amigos que se arriscaram com essa profecia.

— Agora é hora de isso acabar. — Lucca carregou a voz de força, falando ao mesmo tempo em que eu.

Apertamos mais as mãos, nos aproximando mais. Com a mão disponível, eu levantava pedras preciosas do chão, enquanto Lucca nos levantava até a altura deles com um redemoinho de água.

— Vocês não podem nos ferir, precisam de um deus. — Polibotes gritou, desesperado, se debatendo tentando romper a camada de névoa que cobria até seus ombros agora.

— Como acha que conseguimos o poder um do outro? — falamos juntos outra vez. — Poseidon e Plutão dividiram parte de seus poderes conosco. Temos deuses ao nosso lado.

Ordenei que a água subisse mais até tampar os últimos fios de cabelo de Alcioneu, esperando enquanto Lucca ordenava a névoa terminar de cobrir Polibotes.

Criando uma espada gigantesca de água e névoa negra, empunhamo-la e ferimos Polibotes no centro de seu peito, assim como Alcioneu fez com muitos de nossos amigos. Depois apontamos a espada para Alcioneu, que parecia estar sorrindo por depois d'água.

— Por que ri Alcioneu? — perguntei sozinha. — Feliz pela sua morte?

Ele não respondeu, apenas sorriu mais, o que me irritou ao ponto de matá-lo do mesmo jeito que ele matou a mãe do Lucca. A espada atravessando seu crânio e se cravando no chão. Quando o gigante se dissolveu em cinzas e espada também se dissolveu.

O redemoinho diminuiu até meus pés tocarem o chão. Soltei a mão de Lucca, com um suspiro cansado, até escutar um baque no chão, um baque terrível. Com medo, eu me virei devagar, soltando um grito ao ver a imagem.

Caído no chão, estava Lucca com a lança de Alcioneu transpassada em seu abdômen, e seus olhos azuis já não tinham o mesmo brilho. Desabei com os joelhos no chão.

Lucca que me protegeu até o fim, que me amou desde o primeiro olhar, quem eu aprendi a gostar até amar, agora estava morto.

Foram muitas mortes, e eu não senti nenhuma delas passar pelo mundo inferior por estar tomada pelos poderes do mar, que não eram meus, e sim do garoto que eu amava e que estava morto em minha frente. Eu só tive tempo para chorar antes de desmaiar.

****

E pelo último suspiro, a última gota,

O amor tudo concerta.

Notas finais
Avisos: 1- Eu sei que falei que seria só mais esse e epílogo, mas eu necessito explicar o que irá acontecer no epílogo, então será meio que um bônus... não me julguem!! 2- O fim da história, assim como os poderes de Sam e Lucca, a troca de forças de Sálacia, Vulcano e Baco, entre outros detalhes da história, jamais tiveram base em Rick Riordan, mas sim do meu completo e inútil cérebro. Então sim, esse final será muito fora de PJO e HDO, possivelmente fora da mitologia. 3- Sim, eu deveria ter avisado isso lá no começo, porém não queria que vocês pensassem que eu fugiria muito, então, deixei pra revelar só agora... Espero que tenham gostado. Até o bônus ♥ 29-03-15