Separados Pela Profecia
28 27- A gruta
Notas iniciais
Segui Rachel até a sua gruta. Tive que apressar o meu passo, ela andava rápido e continuamente, sem nenhuma pausa pra descansar. Na frente da sua gruta ela entrou e eu hesitei na entrada.
–Entre! – ela gritou de dentro da gruta.
Eu entrei e me deparei com uma reforma total. A última vez que havia estado ali, a gruta era simples, assim como a mobília e a decoração. Hoje ela estava com as paredes cobertas por um tecido transparente e meio esverdeado, a mobília simples tinha sido substituída por móveis de ferro e vidro, e a decoração cheia de flores e artes tornava o lugar assustador da minha lembrança em um lugar agradável e aconchegante.
–Você fez um belo trabalho, desde a última vez que estive aqui – disse admirado com o local.
Ela deu uma risadinha e começou a mexer em uma geladeira meio escura num canto.
–Quer alguma coisa pra beber, Lucca? – ela perguntou ainda na geladeira, agora enchendo um copo com um líquido amarelado.
–Aceito água.
Ela colocou o copo com o suco, julguei pelo cheiro, e começou a encher outro com água.
Nós nos sentamos com nossos copos e eu esperei ela começar a falar. Ela tomou um gole e então começou a falar.
–Agora que você já passou na primeira fase posso começar a minha parte – ela deu um suspiro fundo e voltou a falar. – Apolo e Marte tem um acordo, mesmo que sejam de origens completamente diferentes. Eles concordaram em te ajudar a proteger a Sam e chegar ao seu propósito final, Lucca. A parte de Apolo é revelar uma profecia que se refere a vocês dois aos poucos a você, cada verso em uma fase de Marte que for completada. A parte de Marte é te ensinar de tudo que você precisar, em etapas de dificuldade.
Ela bebeu mais um pouco do seu suco e então eu me toquei que não tinha nem tocado na minha água. Comecei a tomar alguns goles e então percebi como a minha boca estava e tomei o copo todo. Rachel estava olhando fixamente para um ponto bem acima da minha cabeça. Intrigado, olhei pra cima e não vi nada. Quando olhei pra ela, seus olhos tinham um brilho macabro e uma fumaça verde a rodeava.
–Marte concluiu a primeira etapa – disse a voz fantasmagórica que tomava conta do corpo dela. – Eu sou Delfos e irei passar o primeiro verso de vossa profecia – Rachel deu um longo suspiro. – Poderosos de mais juntos eles são.
A fumaça começou a se dissipar e aos poucos Rachel voltou a ser Rachel. Eu estava atônito. Então é por isso que ela está em outro acampamento? Será que acham que vamos massacrar todos os que estão a nossa volta? Ou será que não fala de nós? Pensamentos confusos rodeavam a minha cabeça.
–Então, gostou do primeiro verso? – disse a Rachel com um sorriso forçado no rosto que estava carregado de uma expressão exausta.
Suspirei
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