Notas iniciais
Bem, hoje é o último dia de curso e pretendo dar uma atenção maior para vocês durante as minhas férias, só não sei se essa ideia vai durar muito, porque minha mãe quer que eu trabalhe a partir de agora, então, se eu demorar a postar novamente (mais do que 3 semanas), já sabem o motivo. ---- Demorou, mas aí está mais um capítulo. Me desculpem pela demora, mas a criatividade não vinha. Comentem!

Bom, eu poderia me fingir de durona e dizer que amei levar aquela pancada. Mas eu não amei.

Gostei pelo fato de merecer por demonstrar fraqueza, mas só por isso. Afinal quem gosta de apanhar?

Depois de desmaiar, eu sonhei. Diferentemente dos mortais, raramente meus sonhos não significam nada. E eu tive a sensação que aquele sonho era alguma coisa. Algo importante.

Primeiramente, eu estava de volta ao Acampamento Grego, andando diretamente ao Chalé 3. Éramos proibidos de entrar em um chalé que não fosse de nosso parentesco divino, mas aquilo não me importava.

Sentado na beirada de um colchão, na parte de baixo de um beliche se encontrava um garoto. Mesmo de costa, eu reconheci o meu Lucca. E em sua frente estava outro garoto. Não, era um adulto já. Cabelos pretos e olhos bem verdes como o oceano e com a pele meio bronzeada, como se nunca saísse da praia. Tinha um ar meio lesado, mas também transmitia carisma.

–Irmão, me entenda, ela não é uma de nós. – ele dizia e sua voz era calma como um dia ensolarado na praia. – Será provável que lá eles não te aceitem, que eles o odeiem. Não crie esperanças.

Aproximei-me um pouco mais para ver a expressão do Lucca. Era de completa incredulidade.

–Não criar esperanças... Você está me pedindo pra não criar esperanças? – ele abaixou a cabeça e deu uma risada irônica, em seguida se levantou da cama e começou a andar de um lado para o outro. – Você é filho do mar e namora a filha da inimiga de nosso pai e está pedindo para eu não ter esperança? – ele parou na frente do homem e apontou o dedo para a cara dele. – Eu nunca tive esperança, caro “irmão”! Percy entenda: eu não vou desistir dela, mesmo que eu tenho que passar por cima de um exército de romanos. – ele suspirou. – Nem que eu tenha que passar por todo o Acampamento Meio Sangue. Eu amo ela, por mais idiota que isso pareça, irmão. E isso não veio de uma hora para outra.

Mal havia me recuperado dessa cena quando o sonho mudou e eu fui parar na beira de um precipício. E não estava sozinha.

Lá se encontrava uma águia branca que transbordava supremacia, uma máquina transbordando antipatia e um leopardo que estava com seus olhos transmitindo a grande raiva eminente na discussão.

Eles discutiam calorosamente sobre alguém e pelo o que eu observava alguém havia descumprido uma ordem, uma ordem deles.

–Ela nunca deveria ter conhecido ele! – disse o leopardo. – Nós demos a ordem e ela não acatou!

–E algum mortal já respeitou nossas ordens? – disse a máquina, com monotonia. – Vamos deixar isso de lado até que algo ofereça algum risco?

–Ela já nos colocou em risco! – o leopardo estava irado. – O que mais estamos esperando para fazê-la parar? Ela nos colocar em mais problemas?

A águia que havia ficado em silêncio até aquele momento, falou. Assim como sua postura, toda a sua voz era de soberania e poder.

–Quem decide aqui sou eu e eu digo que podemos ignorar por enquanto. – ela abriu as asas prontas para começar um voo. – Contanto que eles não se vejam mais, não há o porquê de se preocupar. – olhando para a máquina ela disse: – Se encarregue que ele não saia do acampamento. – virou a cabeça e encarou o leopardo para falar: – E você se certifique que ela não o procure e nem saia de lá.

Olhando para frente, para o ar, antes de levantar voo. Mesmo antes de ela falar eu já havia ficado com medo.

–Essa menina, Samantha, jamais poderá vê-lo novamente, para o bem da mãe dela.

Agora não era mais medo, era pavor. Minha mãe estava em perigo e eu seria a responsável de algo de ruim acontecesse a ela. E o perigo envolvia duas pessoas que eu amava.

Notas finais
O que acharam? Comentem :) Eu gosto da opinião de vocês :3