Separados Pela Profecia
18 17- Isso é armamento?
Notas iniciais
Entrei na Casa Grande. Quíron estava em uma cadeira de rodas no meio da sala. De onde aquilo tinha surgido? Onde estavam suas quatro belas e fortes patas?
–Hmm, Quíron? – falei meio cautelosa. – Onde estão suas patas?
Quíron sorriu para mim.
–Como você acha que eu caberia aqui com esse teto baixo?
Sorri de volta, mesmo sem entender muito. Ele se dirigiu para a sala ao lado. Segui-o e a hora que entrei ele fechou a porta e as cortinas, antes acendendo a luz.
Apontou uma cadeira que eu entendi como sinal para me sentar, coloquei a mochila no meu colo.
–Então, agora você pode abrir e se armar.
Mal esperei ele terminar de falar e já tinha entrado no automático de novo. Era um extinto de estar armada que me dominava.
Abri a mochila e peguei as duas pulseiras e coloquei no pulso. Automaticamente elas se tornaram braceletes. Os próximos materiais a sair foram duas tornozeleiras, que se tornaram duas greaves e um cinto, que se tornou automaticamente em uma couraça de ouro assim como assim como as outras peças.
Quando finalmente eu estava com as partes de armaduras prontas, eu me olhei no reflexo da porta de metal.
–Uau! – foi o que eu consegui dizer.
–Quem é você, Samantha? – ele perguntou. Dessa vez, eu sabia o que ele falava, sabia o que ele queria dizer e não estava no automático.
–Eu sou uma semideusa. – respondi firme.
–Quem é seu pai?
–Eu... Eu... – o nome não vinha! – Eu não sei... – falei desapontada comigo mesma.
Andei de volta para a minha mochila e de lá eu terminei de pegar o que eu precisava. Tirei uma tiara dourada com asas nas laterais, um anel de cão, um de caveira e um colar com a cabeça de uma águia e coloquei sobre a bolsa.
–Pegue seu equipamento. – disse Quíron. – Vamos treinar.
Ele abriu a porta e foi para fora. Coloquei os anéis no dedo do meio de cada mão, a tiara na minha cabeça e o colar no pescoço e o segui. Quando saí ele estava fora da cadeira de rodas, pronto para correr.
–Consegue me acompanhar do chão?
–Tá brincando? – olhei incrédula pra ele. – Você sempre treinou corrida comigo, me desafiando a te acompanhar. É claro que consigo!
Ele saiu correndo e eu o acompanhei. Não era a toa que era a mais rápida nas aulas de educação física. Cheguei quase junto com ele na arena. Ele seguiu a trote arena adentro e eu fui ao seu lado.
Lá, alguns semideuses que estavam lutando, pararam e me olharam. Claro que iam olhar, queria o quê? Tem uma garota com peças de armadura douradas e asas na cabeça entrando em uma arena é meio chamativo. Mas não me importei.
Quíron me mandou ficar no centro da arena, pedindo espaço para os outros semideuses e puxando um boneco. Era feito de cobre.
Olhei para os lados para ver se alguém além de mim achava que ele estava ficando maluco. Não, ninguém achava isso, mas acharam que eu seria incapaz de causar algum dano no boneco. Ah, como eu odeio isso!
Enquanto eu tentava lidar com a minha raiva, vi o Lucca ao lado da Meg. Ele me viu e me deu um sorriso, me encorajando a mostrar o meu melhor.
–Então Samantha, o que você tem aí? – gritou ele de longe.
Sorri de volta. Estavam duvidando de mim? Que bom, porque eu ia mostrar o que eu podia fazer!
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