Sentimentos proibidos
1 Capítulo único
Notas iniciais
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Mesmo que eu quisesse voltar ao passado querendo mudar o que aconteceu não poderia. É difícil mudar o que sentimos, mas é possível querer evitar que isso realmente ocorra.
Eu quis fazer o impossível para afastar esses sentimentos que estavam me destruindo. Quis morar sozinho num apartamento do centro da cidade, quis ignorar todas suas ligações desesperadas me pedindo ajuda sobre tal feitiço que dera errado.
Mas se ela conseguiu ganhar a competição de feiticeira da família é porquê estava pronta ou não? Perder me abalou, confesso, mas sinto paz comigo mesmo sabendo que fiz o máximo que pude para vencer.
Talvez a distancia permitiu que eu conseguisse amenizar o sentimento que me corrói, que destroça meu coração mesmo eu lutando com toda minha força para ignorar esse amor que me machuca.
Talvez esteja imaginando porquê não se declara para ela? Quem sabe seja recíproco.
Mas garanto firmemente que não é recíproco. Não é recíproco você conviver com alguém desde criança, vê-la bebê e crescendo aos poucos, você presenciando seus primeiros passos, suas palavras falas e no caso dela suas birras para consegui o que almeja e como ela é boa nisso.
Não é normal esse amor que carrego comigo, não é normal sentir atração sexual pela última pessoa que poderia sentir algo, não é normal você está apaixonado pela sua própria irmã.
Entendo é nojento, repugnante, asqueroso, monstruoso e qualquer outro xingamento referente a isso. Eu sou nojento e me sinto péssimo por isso e quando Alex começou a namorar cheguei no limite e resolvi alugar esse apartamento onde dedico meu tempo somente com meus estudos da faculdade. Max está no colegial e faz tempo que não o vejo.Mamãe e papai continuam juntos e trabalhando na lanchonete. Alex, bem Alex continua sendo a Alex, mas também está na faculdade.
A campainha tocou interrompendo meus devaneios e fui abrir contra gosto, pois tenho muito dever para fazer. Porém quando abrir a mesma, Alex me abraçou apertado fazendo todos os pêlos do meu corpo se arrepiarem.
Eu sou um nojento, pensei mentalmente afastando o máximo possível dela que ficou confusa pelo repentino rompimento.
— Eu preciso da sua ajuda. — Disse jogando a bolsa no sofá e me encarou com olhos repletos de lágrimas e essa cena fizera meu coração despedaçar. — Eu não entendo porquê todo esse afastamento? — Disse me olhando confusa. — Se todo esse drama é porquê eu sou a feiticeira da família, me desculpa, mas desde o início sabíamos que isso aconteceria...que só um ficaria com o poder.
— Não me afastei por perder a competição é só que...eu resolvi estudar.
— E não podia estudar na nossa casa?
— Eu sou adulto Alex. — Disse me afastando o máximo possível dela. Seus cabelos negros estavam curtos e ondulados, seus olhos negros estavam tristes e coberto de lágrimas e sua boca estava rosada e parecia tão convidativos. Mas o que estou pensando alguém tem uma arma para atirar em mim? Bem na cabeça. Porque eu sinceramente não mereço viver. — Esperava que eu continuasse vivendo com nossos pais? Eu só estou construindo minha vida.
— Eu sei...é só que...sem você lá em casa está tão chato. — Falou cruzando os braços. — Sinto falta de infernizar a vida de alguém.
— Você tem o Max.
— Aquele garoto é biruta e parece que vive no próprio mundo dele.
— É Max...é...o Max.
— Justin eu...eu sinto sua falta. — Confessou por fim começando a chorar. — Eu sinto falta das confusões que me metia e tinha você para me ajudar. Sinto saudades de voar com você no tapete mágico, zoar você pelas suas bonecas que coleciona.
— Aquilo não são bonecas. — Falo irritado. — São bonecos para homens. — Digo dando ênfase no homens. — Colecionáveis e eles estão muito bem dentro das caixas.
— Sinto falta de irritar você igual estou fazendo agora. — Disse sorrindo pela cara que devo esta fazendo e tem razão Alex tem mesmo o dom de me irritar. — Não me diga que não sentiu falta de mim. — Disse tocando no meu ombro sorrindo meigamente.
— Não. — Falo seco tirando a mão dela de mim.
— Nenhum pouco? — Perguntou fazendo biquinho igual faz para consegui convencer nosso pai a fazer suas vontades.
— Para de fazer essa cara de cachorrinho achando que vai me amolecer, eu não sou o papai, Alex.
Mas ela aumentou o bico e fez carinha triste. Ok, ela está apelando.
Involuntariamente meu corpo parou de me obedecer e acabei a abraçando apertado.
— Eu sempre senti. — Falo enterrando meu rosto naqueles cabelos cheirosos registrando aquele momento na minha memória.
É por essas e outras que é impossível esquecer ela.
O amor que sinto é fadado ao fracasso, nojento, proibido e mesmo gostando muito dela não suportaria que acontecesse algum envolvimento nossos pais jamais apoiariam.
Por isso que decidi continuar lutando contra esse sentimento e vou tentar esquecer todo esse amor.
Ela merece viver como qualquer mulher normal, ter seus relacionamentos, ser feliz e ter seus próprios filhos, que se estivesse comigo nunca poderíamos, pelo menos não de sangue.
Eu poderia passar o resto da minha vida para tentar ser feliz e fora isso que decidi.
Eu quero esquecer esse amor e vou fazer de tudo para que isso ocorra.
Fim
Notas finais
Beijos
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