Sentimentos confusos
27 XXVII - Arrefecido
Notas iniciais
Num instante Katsuya estava levantando Mikaru no ar, apertando-o entre seus braços, no outro, estava sendo empurrado contra o sofá, os lábios colados desde o primeiro segundo que se tocaram.
Só se deu conta do que faziam depois que Mikaru desabotoou sua camisa de uniforme e sentou sobre seu quadril, impedindo-o de desabotoar sua calça.
— Não! Espera! Estamos no café!
— E daí? – Mikaru enfim tirou o botão da casa, roubando-lhe um selinho – Nós não falamos sobre inovar?
— Mas… aqui? E se alguém ouvir?
— Por isso o Shiro pediu pra não fazer barulho.
— Mas…
— Relaxa, eu me responsabilizo por qualquer coisa.
Não foi necessário um segundo pedido para fazer o rapaz se deitar novamente, puxando o namorado sobre si.
— Pensei que te veria só daqui uns dias.
— Adiantei o serviço… você me fez querer te ver logo.
— O qu-
— Oh, porra! – Hayato teve que empurrar a porta com o pé, já que carregava algumas pastas, sobressaltando o casal e, incrédulo com a cena, deixou tudo cair no chão – Poderiam se vestir, por favor? Aqui é um local de trabalho!
— Deveria aprender a bater na porta antes de entrar. – retrucou Mikaru, encarando-o arrefecido, abotoando a camisa com toda a calma do mundo.
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