Sentimentos confusos
18 XVIII - Sarpar
Notas iniciais
Não teve coragem de ligar. Não conseguia falar sobre o que sentia. Deixou o aparelho de lado, deitando a cabeça na mesa. Precisava de outra solução, algo que fosse mais racional e condizente com sua personalidade, que não envolvesse se expor.
O celular começou a tocar. Ignorou, pois quem quer que fosse, desistiria pelo cansaço. Não estava com paciência para falar com ninguém. Como esperado, a ligação caiu. Segundos depois, voltou a tocar, chamando até cair. E então uma terceira tentativa.
— O que você quer? – não sabia quem era e não se importava. Se tinha a ousadia de ligar no seu telefone pessoal, que aguentasse seu humor.
— Que atenda o telefone! – veio a resposta, também em tom ríspido e alto, obrigando-o a afastar o aparelho do ouvido – Se me ignorar de novo, vou aí conversar pessoalmente!
— Não sabia que era você, Shiro… – o tom ameno era o máximo que teria como pedido de desculpas.
— Quem mais seria louco de ligar sabendo que quer matar um? E então, vai deixar o garoto sarpar?
— Como?
— Katsuya está choramingando faz uns cinco dias. Que você quer terminar, não responde as mensagens e não sei mais o que. Eu não sirvo pra babá, Mikaru!
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