Sentimentos Proibidos
6 Um mal entendido
Notas iniciais
Nós subimos as escadas e nos encaminhamos para nosso quarto, juntos mais uma vez, parei um pouco em frente ao guarda roupas olhando para a cama, onde havíamos passado nossa noite, eu sorri por dentro, mas estava tensa demais para demonstrar qualquer emoção, apenas olhava perplexa para a cama. Len caminhou até mim.
— Vou te esperar no banheiro. — ele sorriu um pouco tímido, já fazia um tempinho que eu não via esse sorriso, era o mesmo quando ele sentiu vergonha de retirar suas roupas na noite passada, mas nem com isso eu sorri também, apenas assenti.
Ele caminhou até o banheiro, mas não fechou a porta, desviei meu olhar da cama para a janela, o céu estava escurecendo e eu não havia nem olhado o relógio hoje, que horas eu havia acordado? Caminhei para a janela, apoiando-me ali, olhando para a movimentação da rua, eu precisava cantar de novo, precisava de mais alegria em meu coração, semiabri meus lábios, puxando o ar e cantando baixinho uma música qualquer que Len e eu havíamos ensaiado a um tempo atrás, enquanto eu cantava me lembrava de tudo, não era de hoje que eu havia descoberto os meus sentimentos por Len, eu só... não queria admitir isso. Lily tinha razão, era estranho, mas eu estava feliz assim, tendo-o comigo da maneira como sempre desejei, continuei a cantar, virando-me e me sentando em minha cama, provavelmente ela seria abandonada depois de tudo isso... era tão bom dormir nos braços dele, sentir seu coração bater e seu calor. Deitei-me ali, pegando meu celular do outro lado da cama, havia esquecido de um “pequeno grande detalhe”, eu precisava falar com Luka antes que fosse tarde. Disquei o número que eu já sabia de cor, virei-me, olhando para o teto do quarto enquanto esperava que ela atendesse.
— Alô? — ouvi a voz dela e dei um salto da cama, inclinando meu corpo na porta do banheiro certificando-me de que Len não nos escutaria, corri para a janela mais uma vez.
— Luka-chan, aqui é Rin falando. — falei um pouco baixo, não queria que Len ouvisse nossa conversa.
— Ah! Oi, Rin, se resolveu com o Len? Foi uma briga meio feia, ein? Nunca vi vocês brigarem assim. — ela disse, rindo um pouco sem graça no final da frase.
— Érm... sim, nós nos resolvemos, está tudo bem... quer dizer, nem tanto. Luka, eu preciso te perguntar uma coisa, você sempre sabe de tudo sobre todos os Vocaloids... é um caso de vida ou morte. — perguntei, atenta á porta, ouvi Len cantarolar um pouco do banheiro, voltei a virar para a janela.
— Nossa... sei lá... pode falar. — Luka respondeu, confusa.
— O que Gumi e Len tem? — suspirei ao falar a frase, era aterrorizante a ideia de Len estar mentindo pra mim.
— Hã... bem... ela gosta dele não é? Mas ele nunca a correspondeu. Bom, é o que eu sei. — Luka disse. Não parecia estar mentindo, e eu esperava que o que ela soubesse fosse a verdade, não queria me surpreender com a história que Len iria me contar no banheiro.
— Certo. E tem mais uma coisa. — eu disse, corada, ainda com receio das questões que viriam após a minha.
— O que? — ela perguntou.
— L-Luka-chan... érm... é que... sabe... eu já tenho q-quinze anos e... preciso saber... sobre... você sabe... quando nós temos uma relação com alguém e... precisamos... tomar um comprimido... érm... — falei, insegura, gaguejando e dando muitas pausas entre as palavras. Ela havia percebido que eu estava nervosa? Sim ou com certeza?
— Rin, calma! — Luka riu. — Espera aí... isso quer dizer que... você perdeu...
— Sim, sim, sim! Agora sem mais e me fale logo! — falei um pouco alto demais, extremamente corada, mesmo que ela não estivesse me vendo.
— Espera. Com quem foi e quando? — ela perguntou mais séria.
— Hã... foi com... — parei um pouco, lembrando-me das cenas com Len na noite passada, balançando a cabeça negativamente para afugentar aqueles pensamentos. — um... garoto... v-você não conhece. Foi ontem. — lancei mais uma olhada para o banheiro.
— Len já sabe disso? — Luka me enchia de questões que por mais que eu quisesse não podia responder.
— S-Sabe. Agora me fale, tenho que desligar. — tentei cortar o assunto.
— Você precisa tomar a pílula hoje, eu vou levá-la até aí para você. Se importa? — Luka disse.
— Não, é urgente. Pode vir o mais rápido possível, só vou tomar um banho, mas acho que dá tempo até você chegar aqui. — virei-me, dando as costas á janela.
— Urgente, hum? Preservativo que é bom nada? — disse Luka, um pouco marota.
— L-Luka-chan, não... fique dizendo essas coisas, e venha logo! — corei mais uma vez ao ouvi-la falar. Eu precisava lutar contra a vergonha de falar sobre sexo.
— Tudo bem! — ela riu um pouco de mim. — Daqui quarenta minutos estou aí. Tchauzinho.
— Tchau. — suspirei aliviada, desligando o celular e voltando a deixá-lo em cima de minha cama.
Dei alguns passos para a frente, parando um pouco em frente a um espelho antes de entrar no banheiro, Len provavelmente já devia estar cansado de me esperar, então não demorei muito, apenas arrumei meus cabelos um pouco, olhei para o lado, caminhando até a porta do banheiro e finalmente entrando no banheiro. Len estava sentado na banheira e levantou seu rosto ao me ver, sorrindo de leve sem dizer nada. Retribui o sorriso sem muita vontade, as palavras de Luka haviam me tranquilizado um pouco embora eu não soubesse se o que ela estava falando era realmente verdade. Levei as mãos até meu roupão, abrindo-o e o removendo, imediatamente sentando-me do outro lado da banheira e encolhendo minhas pernas, abaixando meu corpo o máximo possível, a água estava no nível de meu queixo, Len levantou as sobrancelhas, rindo um pouco.
— Por que está com vergonha? Eu já te vi assim outras vezes. — ele sorriu de leve.
— Não é isso que importa agora, Len. Quero que me conte toda a sua relação com Gumi. — abracei minhas pernas, olhando-o.
— Eu não tive nada com ela. — ele passou ambas as mãos em seu rosto, suspirando e voltando a abaixá-las na água.
— Então do que Lily estava falando? — franzi as sobrancelhas.
— Não me olhe assim. Como eu disse, Lily se precipitou, há um ano atrás mais ou menos, Gumi gostava de mim, você se lembra de quando ficávamos juntos todos os dias? Pois é, quando você saía de perto ela tentava me beijar e eu desviava, até mesmo por que eu não sabia como eram essas coisas. Até que eu achei que estava sentindo algo por ela, sabe? Eu contei isso á ela, e talvez foi esse o erro. — ele olhou para baixo, fazendo uma expressão de desanimo. — Ela se tornou cada vez mais grudenta e vivíamos brigando, até que um dia eu precisei dizer uma mentira á ela...
“— Len-sama, Len-sama! Eu fiz bolinhos especialmente para você, vamos, coma. — ela segurava um bolinho de arroz em sua mão e me oferecia.
— Não estou muito animado hoje, Gumi. É melhor deixar pra amanhã. — eu suspirava cansado, você me conhece muito bem e sabe que quando estou de mal humor não é muito bom conversar comigo.
— Eu vou animar você, olha, Rin não está aqui. — ela sorria pra mim, pulando e me abraçando. Ela fazia isso a todo momento e não éramos nem namorados!
— Não, Gumi. Vá embora. — nessas horas eu nunca dei muita bola á ela, falei sério, irritado, mas ela levou na brincadeira.
— Não se preocupe, eu vou deixar você bem. — o sorriso nunca sumia do rosto dela.
Por mais que eu a maltratasse e a mandasse embora, ela não ia, eu realmente não sei o que acontecia com ela, isso por que eu só havia dito “acho que talvez eu venha a gostar de você com o tempo”. Ela com certeza havia interpretado de outra maneira... Gumi era a definição perfeita de uma stalker, ela sabia tudo o que eu conversava e fazia com as pessoas sem ao menos eu abrir minha boca. Neste mesmo dia eu me irritei ao máximo, levantando do sofá e a fuzilando com os olhos, você deve saber que o meu olhar irritado não é muito agradável.
— Gumi, eu quero que você suma! — exclamei.
— Mas, Len-sama, eu... — ela tentou se explicar, sentando-se ao meu lado, eu me levantei.
— Dane-se, eu não gosto de você, nunca gostei e não quero você perto de mim mais. Chega! — apontei para a porta, com minha cabeça abaixada.
— Você disse que... — ela tentou dizer mais uma vez.
— Achei que dizendo isso você sairia do meu pé. — levantei meu rosto para ela, sem mudar a expressão. Essa foi a mentira, eu disse aquilo á ela e realmente era verdade, seria bom gostar de alguém assim. Mas... na verdade eu já estava interessado em você, Rin.
Bem, assim que eu disse isso, Gumi saiu pela porta em prantos e desde então nunca mais apareceu em casa, ouvi dizer que ela estava tão ruim que mal comia, Lily resolveu levá-la para uma viagem para que ela se animasse, então eu não ouvi mais ninguém falar delas. Foi uma surpresa ver Lily aqui e ainda com essa história de que Gumi foi raptada. Sabe, eu me sinto culpado, eu odeio magoar as pessoas assim, mas quando estou irritado saio de mim, não consigo me controlar e acabo dizendo coisas terríveis ás outras pessoas...”
— Eu acredito em você. — ajoelhei-me e engatinhei até ele, colocando uma de minhas mãos no rosto do mesmo e sorrindo de leve, aliviada por tudo aquilo ter sido um mal entendido. Era fácil identificar quando Len estava mentindo, suas expressões eram iguais ás minhas. — Não precisa me contar o resto. Só... só me beije agora, ok? — corei um pouco, olhando para baixo, fui abaixar minha mão e ele a segurou, puxando-me mais uma vez para seu colo, abracei-o com força. Ele levou uma das mãos até meu queixo, levantando-o e aproximando seu rosto do meu, beijando-me intensamente por alguns minutos, mantive os meus olhos fechados e acompanhei o ritmo do beijo, isso era mais fácil do que eu costumava imaginar, principalmente com Len. Ele parou o beijo com um selinho, afastando nossos lábios e me olhando, olhei em seus olhos, um pouco corada. — Por que eu amo e confio tanto assim em você? — sussurrei baixo, levando minhas mãos até os ombros dele e as deslizando para baixo, parando-as em seu peito, onde encostei minha cabeça e fechei os olhos.
— Por que você sabe que eu também amo você. — pude sentir o sorriso dele na frase, sorri também.
Afastei-me um pouco e fiquei de costas para ele, sem deixar de me encostar no mesmo, eu precisava terminar meu banho, tateei os lados da banheira até encontrar o sabonete, peguei-o e o trouxe para mim, mas antes que eu o usasse Len tomou de minhas mãos, virei minha cabeça para o lado um pouco e ele ensaboou as próprias mãos, soltando o sabonete e levando as mãos até meus ombros, deslizando-as para baixo, passando por meus seios e meu abdome, subiu as mãos novamente até meus seios, apertando-os com um pouco de força que me fez soltar um gemido e fechar os olhos, ele aproximou seu rosto e roçou os lábios em uma parte de meu pescoço, logo parando e distribuindo beijos, chupadas e leves mordidas por ali, ofeguei um pouco, tentando pará-lo, não havia me esquecido de que Luka estava vindo para cá, mas... E se eu cancelasse? Era uma proposta tentadora, mas eu não queria ficar grávida de meu próprio irmão.
— Luka... ela está vindo aqui... é... melhor não... L-Len. — o nome dele pronunciado em um gemido no final da frase me contradisse.
— Não tem problema, tenho certeza de que ela não está com pressa. — sussurrou ele em meu ouvido, fechei os olhos com força, tentando me conter.
— Não. — levantei as mãos para impedi-lo, mas as mãos do mesmo desceram para minhas coxas, segurei nas beiradas da banheira com um pouco de força, outro gemido baixo escapou contra minha vontade quando ele as apertou um pouco. — Len... é sério... a Luka virá até aqui pra falar comigo. Ela... vai acabar entrando aqui igual á Lily e... — uma das mãos dele percorreu toda a parte interna de uma de minhas coxas até minha intimidade, fechei os olhos com força e minhas mãos apertaram ainda mais as beiradas da banheira, ele voltou a colar os lábios em meu pescoço.
— Me diz, Rin... o que você sente quando eu te toco aqui? — ele sussurrou, pressionando dois dedos ali, soltei um gemido um pouco alto, incapaz de respondê-lo, embora a resposta fosse bem óbvia: eu sentia prazer. A outra mão dele foi até meu seio esquerdo, apertando-o de leve. — E aqui, hum? — falou mais baixo do que da outra vez com um ar malicioso, assim começando a me masturbar fazendo movimentos circulares com seus dedos médio e indicador, encostei-me mais nele e soltei as beiradas da banheira, eu estava sem forças e desisti de tentar lutar contra os gemidos, que saíam em alto e bom tom. Conforme ele movimentava seus dedos, chupava meu pescoço e massageava um de meus seios.
— Len! — falei alto o nome dele, levando minhas mãos para trás e as apoiando na nuca dele, encolhi e separei um pouco mais minhas pernas, não demoraria para que eu alcançasse o meu nível máximo de excitação. Ele intensificou os movimentos.
— Rin... — Len me chamou, dando uma pausa em sua fala antes de prosseguir. — me diz o quanto você me quer dentro de você, diz? — sussurrou novamente em meu ouvido, pressionando seus dedos ali novamente com um pouco mais de urgência, eu gemi mais alto.
— Len... eu... — tentei falar, mas fui interrompida por outro gemido.
— Não, não. Me chame de nii-chan igual á você sempre chamou se quer que eu prossiga, vamos. — ele voltou a morder meu pescoço com um pouco mais de força, suspirei.
— N-Nii-chan! — gemi, ofegante, apertando os cabelos da nuca dele com a força que me restava.
— Rin... — ele acalmou o tom de voz e diminuiu os movimentos um pouco, me penetrando com um de seus dedos. Isso foi o bastante para eu chegar ao meu orgasmo.
— Haa... Len-chan! — soltei um último gemido antes de soltá-lo, eu me sentia fraca, cansada, abaixei mais meu corpo, quase me deitando sobre ele, fechei os olhos, suspirando. Ele recolheu ambas as mãos, virando meu rosto para ele e me beijando por um breve momento, logo afastamos os lábios, abri meus olhos e sorri de leve, ele retribuiu.
— Viu só? Nem deu tempo de Luka chegar aqui. — ele manteve o sorriso enquanto eu voltava a pegar o sabonete, desta vez realmente para concluir meu banho, voltei a me encostar do outro lado da banheira, olhando-o.
— Que bom. — sorri um pouco.
Minutos após falarmos disso, a campainha ecoou pela casa toda, com certeza absoluta era Luka. Len fez uma expressão de desânimo, eu ri de leve e, como já havia terminado meu banho, me levantei, envolvendo a toalha em meu corpo e saindo da banheira, indo até meu guarda roupa e pegando o que estava mais fácil ali, um vestido curto, branco e com alguns detalhes pretos, como o decote e a barra. Sequei-me e logo vesti minhas roupas íntimas e o vestido que havia escolhido. Caminhei até o espelho e peguei um pente, arrumando meu cabelo e prendendo novamente minha franja com duas presilhas para que ela não me atrapalhasse, Len saiu do banheiro com uma toalha enrolada em sua cintura e foi até sua parte do guarda roupa, olhei-o por um momento, sorrindo de leve, meu celular tocou e eu me deitei de costas para pegá-lo, era Luka, nem o atendi, afinal eu já estava descendo, descartei a ligação e permaneci deitada em minha cama olhando para o teto, Len, que já estava com sua camiseta e bermuda de sempre parou no espelho, arrumando-se, eu podia notar o olhar dele em mim através do espelho.
— Eu vejo uma calcinha branca e amarela. — ele disse em um tom malicioso, virando-se para mim, imediatamente me sentei na cama, fechando minhas pernas.
— Seu pervertido! Me deixe! — eu ri um pouco. Ele virou-se para mim, apoiando as mãos na cama, aos lados de meu corpo e aproximando seu rosto, dando-me um selinho.
— Você fica melhor sem ela. — sorriu malicioso.
— Menos. Me deixe ir antes que Luka vá embora. — empurrei-o pelos ombros, sorrindo um pouco, caminhei até a porta.
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