Notas iniciais
Ninguém tá lendo ainda, mas eu tenho esperanças ç-ç

POV LEN

Rin. Eu não conseguia parar de pensar em minha irmã desde que começamos a dormir no mesmo quarto. E ela fazia questão de usar aquelas roupas indecentes e acordar descoberta só para me provocar. Mesmo ela sendo minha irmã, eu ainda sou um garoto e tenho hormônios! Agradeci aos céus por Kaito ter me chamado naquele exato momento, se eu ficasse mais um minuto ali, iria atacá-la. Não que eu não desejasse isso, mas ela é minha irmã e nunca iria deixar de ser! Bem... espero que ela não tenha sentido o volume em minha calça enquanto estava em cima de mim...

— Len-chan, você está estranho. — Luka sentou-se a minha frente, me olhando com um ar duvidoso.

— Não é nada... estou só... — dei uma pausa em minha frase para suspirar profundamente. — meio confuso. — cocei a cabeça.

Luka não tirou os olhos de mim, era óbvio que ela tinha ficado sem entender nada do que eu estava falando, mas não me questionou mais, ela deve ter notado que eu não queria falar sobre o que existia por trás de toda minha confusão. E também, o que eu iria falar? “Ah! Eu sinto atração pela Rin, minha irmã gêmea, e o que sinto por ela não é um amor de irmãos como deveria ser”. Com certeza todos me crucificariam por isso. E nunca deixaria de ser errado!

Eu poderia muito bem gostar da Miku, assim como Rin havia dito, mas pelo visto ela estava completamente cega de amor por Kaito e só ele não conseguia enxergar isso.

“Len... eu te amo” a voz doce de Rin não saía de minha mente.

Abaixei a cabeça, grunhindo e passando ambas as mãos no rosto, suspirando, logo voltando a pousar as mãos acima da mesa de vidro da sala, olhei para o outro lado. Gakupo e Luka, que o desprezava o tempo todo, aquilo ainda daria casamento. Dei um pequeno sorriso e voltei a focar em meus pensamentos. Todos do Vocaloid tinham uma metade, os casais já eram todos formados. Quer dizer... ainda tinha a Meiko, mas pelos boatos ela tem um namorado misterioso que não fala dele pra ninguém. E se eu fosse assim com a Rin? Quem iria suspeitar? AH! LEN, PARE DE PENSAR O QUE NÃO DEVE!

— Estou de volta! — ouvi uma voz simpática, parecia estar sorrindo enquanto falava, só podia ser uma pessoa. Virei-me para trás, olhando para as escadas.

Era Rin, obviamente, descendo os degraus alegremente vestindo sua roupa tradiciional, o sorriso tímido estampado em seus lábios finos e avermelhados. Ela me olhou, mas não demorou para voltar a ficar séria, fiz uma expressão confusa. Alguma coisa em mim estava a incomodando, analisei a mim mesmo de cima a embaixo e não havia nada incomum. Então o que seria?

Ela se misturou entre Miku, Meiko e Luka, mas estranhei por ela não estar conversando com Miku como de costume, Miku era a amiga mais próxima de todos nós, mas desta vez havia algo errado, Rin estava desprezando Miku, ignorando o que ela falava ou apenas dando um sorriso visivelmente cínico. Miku estava sem graça, tentando conversar com Meiko e Luka, que estavam ocupadas dando atenção ás baboseiras que Rin falava. Achei isso inadmissível! Como pode Rin descontar os problemas todos dela na Miku? Simplesmente por ter ciúmes de mim? Se sim, ela estava passando dos limites e isso não iria continuar. Deixei Gakupo e Kaito para trás, dando passos acelerados até as quatro, toquei no ombro de Rin, virando-a para mim.

— Ei, Rin! — chamei-a com um tom um pouco rude, franzindo minhas sobrancelhas.

— Sim? — ela perguntou, virando-se para mim com uma expressão vazia, não era a Rin que eu conhecia.

— Eu quero saber o que está acontecendo com você. — dei um passo para a frente, aproximando-me mais dela, cruzei os braços por um momento.

— Nada. — ela levantou as sobrancelhas com um ar de deboche, até parecia Luka com Gakupo! Ela ia se virar, mas segurei firmemente em seu braço direito e a puxei para perto de mim.

— Não me olhe assim! E não desconte sua raiva toda na Miku, ela não te fez nada! — falei mais alto do que o normal, mas ainda não era um grito.

— Len, me solte! Você está me machucando! — Rin falou no mesmo tom comum de sua voz, desviando o olhar para o lado, levantei meu rosto e notei a expressão de dor dela, mas não soltei seu braço. Todos nos olhavam, um pouco surpreendidos com aquela situação.

— NÃO SOLTO, VOCÊ VAI ME FALAR PRIMEIRO O QUE ESTÁ ACONTECENDO! — sem conseguir me conter, comecei a gritar, soltando o braço dela e levando minhas mãos até os ombros da mesma, sacudindo-a um pouco, ela me olhou, franzindo as sobrancelhas como se estivesse vendo um estranho, ela fechou os olhos por um momento, e eu vi algo sair de seu olho direito, aquilo era uma lágrima?

— ME DEIXA EM PAZ! — ela gritou, me empurrando com uma força que eu não reconheci, me apoiei na parede. Agora lágrimas não paravam de escorrer de seus olhos, ela tentou limpar um pouco das lágrimas, sem muito sucesso, assim correndo novamente para as escadas, subindo-as.

Abaixei a cabeça, semiabrindo meus lábios e soltando um suspiro.

— Len... desculpa... eu acho melhor nós voltarmos outro dia. — Miku disse, um pouco insegura, mas com uma expressão de desapontamento em seu rosto, ela odiava brigas.

— Sim. — suspirei novamente, estava me sentindo culpado por ter feito Rin chorar daquele jeito. — Me desculpem. — levantei a cabeça, olhando para os rostos de cada um, todos estavam com a mesma expressão meio assustada. Os mesmos se despediram e foram saindo pela porta aos poucos. Que vergonha! Mas a culpa era toda minha, se eu não tivesse armado todo aquele alvoroço com a Rin, nada disso estaria acontecendo, eu precisava me desculpar com todos eles depois. Só que nesse momento, a principal era Rin.

Assim que todos finalmente se retiraram, eu recorri para a escada, subindo os degraus do modo mais acelerado que eu pude. Corri para o quarto, hesitando um pouco antes de abrir a porta, lembrando-me da imagem que tive mais cedo, Rin deitada de bruços seminua em minha cama. Fechei os olhos por um momento, tentando afugentar aquelas imagens de minha mente enquanto abria a porta.

Ao abrir meus olhos, me deparei com Rin ajoelhada no canto do quarto, ao lado de sua cama, com as pernas encolhidas e os braços cruzados acima de seus joelhos, apoiando a cabeça sobre eles, eu ouvi um soluço e cheguei a minha conclusão de que ela ainda estava chorando. Me senti três vezes pior, será que ela havia ficado tão mal assim? Aquilo parecia apertar meu coração cada vez mais, era como se eu sentisse as dores dela, ao vê-la ali, eu senti vontade de me unir a ela e chorar também, mas eu não seria fraco, o meu objetivo era pedir desculpas.

— Rin. — chamei-a do modo mais calmo que pude.

Ela levantou seu rosto, lágrimas escorriam sem parar de seus olhos, ela franziu as sobrancelhas, me fuzilando com os olhos, aquele olhar me deu medo e ao mesmo tempo me deu vontade de rir, pois mesmo irritada ela continuava sendo a mesma fofa de sempre.

— Saia daqui! — ela exclamou, atirando uma almofada amarela que estava ao seu lado com toda sua força em mim. Segurei a almofada, não conseguindo conter o riso, deixando um enorme sorriso surgir em meus lábios, deixando a almofada em cima de minha cama e caminhando até ela.

— Ei, ciumenta. — ajoelhei-me em frente a ela, sentando-me e segurando em seu queixo e forçando-a a olhar pra mim, meus olhos percorreram de sua boca até os olhos, enfim parando ali, sorri de leve, aproximando meu rosto um pouco do dela. Ela manteve as mãos nos joelhos e apertou um pouco ao ver que eu me aproximei, assim eu tive mais certeza ainda do que eu iria fazer. Não conseguia mais me conter e era evidente que ela também não, puxei suas mãos, entrelaçando nossos dedos, ela manteve o olhar em mim, sorrindo de leve.

— Len... — ela apertou minhas mãos, aumentando o sorriso, olhando em meus olhos.

— Rin, você vai ser a primeira e única. — aproximei meu rosto ainda mais, encostando minha testa na dela, ela fechou os olhos, dando um meio sorriso de leve.

Soltei uma de suas mãos e levei até o rosto dela, acariciando-o, ela abriu os olhos e me olhou com um olhar um pouco inseguro. Mas elevou os braços e os colocou em volta de meu pescoço, aproximando nossos lábios e fazendo-os se tocar por um breve momento, abaixei minhas mãos para a cintura dela, piscando com força para me certificar de que aquilo não era um sonho, deslizei minhas mãos por suas costas, inclinando meu rosto um pouco, enfim unindo nossos lábios definitivamente, Rin fechou os olhos e eu fechei logo depois, atrevendo-me a inserir minha língua por entre os lábios dela, tentando abrir passagem por ali, ela tremia em meus braços, ainda um pouco insegura. Provavelmente era o primeiro beijo de Rin, é uma vergonha admitir, mas também era o meu primeiro, eu estava um pouco ansioso para o que viria depois. Ela finalmente semiabriu os lábios e eu tratei de ensiná-la tudo o que eu sabia sobre aquilo, invadi sua boca com minha língua e ela me correspondeu, até os movimentos dela eram tímidos, inseguros, pausei um pouco, sorrindo de leve, logo voltando a beijá-la, puxando-a para meu colo dessa vez, deixando uma de minhas mãos nos cabelos macios e lisos da nuca dela, acariciando-os, enquanto minha outra mão deslizava por uma das coxas dela, ameaçando puxar o pequeno shorts que estava me atrapalhando um pouco, sem dúvidas, ela ficava melhor sem ele, mas não o tirei, não queria assustá-la. Eu só queria que aquele momento durasse para sempre. Isso é meio estranho de admitir, mas a única garota que eu amo e sempre amei foi Rin, minha irmã gêmea que estava em meu colo enquanto eu possuía os lábios dela.

POV RIN

A cada toque de Len, dezenas de arrepios percorriam todo o meu corpo. Eu nunca estive tão nervosa em toda minha vida, ele parecia saber muito mais do que eu, que nunca havia ao menos beijado garoto nenhum, mas eu estava tentando retribuí-lo, aquilo acabaria esquentando e viraria algo em que eu seria mais inexperiente ainda. Eu seria uma vergonha! Len deve estar rindo por dentro de mim, trêmula e não sabendo nem retribuir um simples beijo. Não demoraria muito para que ele parasse e tivesse um ataque de risos, zombando de mim. Então eu me surpreendi com os atos dele, ele se levantou sem me soltar, mantendo-me em seu colo, enfim parando o beijo e afastando nossos lábios, mantive meus olhos fechados, aguardando as risadas, mas não foi o que eu pensei. Quando tomei coragem e abri meus olhos, eu vi o sorriso satisfeito dele, acabei retribuindo sem querer, abaixando meu olhar, corada.

— Rin. — ele me chamou, imediatamente levantei o rosto, olhando-o, ele aproximou os lábios dos meus novamente e os selou demoradamente, afastando-os, mas mantendo o rosto perto do meu. — Nós vamos dormir juntos hoje. — ele sussurrou em meu ouvido. Pronto. Estava completo o que eu mais temia naquele momento, me mantive calada, um pouco surpresa... embora estivesse insegura, eu estava feliz por finalmente tê-lo junto comigo, sorri, abaixando meu olhar por um breve momento, logo voltando a olhá-lo. — Não precisa temer, — ele continuou, caminhando até a cama dele, enfim me deitando ali, ajoelhando-se e sentando-se acima de mim, deixando cada umas das pernas em ambos os lados de meu corpo, deslizando as mãos de meus braços até minhas mãos, entrelaçando nossos dedos mais uma vez. — eu também não sei muito bem... mas é com você que eu quero fazer isso. — ele corou um pouco. — Me desculpe se eu acabar fazendo algo errado, certo? — ele sorriu de leve.