POV. LEN

Acordei com a campainha tocando, alguém estava lá fora e precisava ser recebido, mas eu estava cansado demais para ir até lá, Rin ainda estava dormindo profundamente em meus braços, mesmo dormindo ela sorria, eu não precisava perguntar duas vezes se ela estava feliz, pela primeira vez na vida eu senti orgulho de mim mesmo por fazê-la sorrir assim.

A campainha tocou novamente, dessa vez eu me assustei e devo ter dado um sobressalto, voltei a olhar para Rin, levantando-a delicadamente e a deixando na cama, olhando para os lados e procurando algo para vestir, encontrei minha bermuda e a vesti, bocejando e saindo do quarto, descendo as escadas. Mais uma vez a campainha tocou, mas que pessoa impaciente! Fiz uma expressão um pouco irritada sozinho, chegando até a porta e a abrindo, era Miku.

— Len-chan! — ela disse, sorrindo simpática e entrando, fiquei um pouco surpreso em vê-la, ela procurava alguma coisa na sala. — Luka perdeu seus headphones e eu vim procurá-los, tenho quase certeza de que está no quarto da Rin. — ela virou-se, indo para as escadas e subindo-as, no mesmo momento, lembrei-me de que Rin estava dormindo nua em minha cama, corri a frente de Miku, tentando impedi-la de passar na porta do quarto. — O que foi, Len? — ela levantou as sobrancelhas, me olhando com desconfiança.

— Érm... v-você não pode entrar aqui, heh. — sorri, sem graça, tentando disfarçar.

— Por que não? — ela cruzou os braços.

— Por que Rin está dormindo. — suspirei, olhando para baixo.

— Len, tá com ciúmes da Rin-chan? Relaxe, eu já a vi dormir antes, morávamos na mesma casa, lembra? — ela sorriu, indo para o outro lado da porta, impedi-a.

— É... que... — tentei me explicar mais uma vez, então me irritei, franzindo as sobrancelhas e colocando minhas mãos nos ombros de Miku, virando-a e a empurrando de volta para a escada. — Miku, isso não é hora de procurar headphones da Luka-san, volte mais tarde, eu... eu acabei de acordar! — fui guiando-a o caminho todo até a porta da frente, ela esbarrou na mesa da cozinha e encontrou o que tanto procurava.

— Achei! Luka vai me agradecer! — ela pegou os headphones com as duas mãos, sorrindo e caminhando sozinha até a porta. — Obrigada, Len. — disse, saindo.

Abaixei minha cabeça e suspirei aliviado.

— Len-chan? — ouvi aquela voz de anjo vir da escada, assim como os delicados barulhos que seus pés faziam ao descer a escada, virei-me para trás, sorrindo de leve, Rin deu um enorme sorriso e correu, pulando em cima de mim e me abraçando com força, rimos um pouco, eu a segurei, colocando-a no chão, ela continuou com os braços em volta de meu pescoço, olhando-me, ela estava vestida em seu roupão cor-de-rosa. — Bom dia. — falou docemente, ficando na ponta dos pés provavelmente para me dar um beijo, virei o rosto, ela pareceu intrigada. — O que foi? Por que não quer me beijar?

— É que... bem, Miku acabou de sair daqui. — suspirei. Ela me soltou, fuzilando-me com os olhos, eu sorri de leve tentando disfarçar que achava graça do ciúme dela.

— Miku, Len? — ela colocou as mãos na cintura.

— Ela veio procurar os headphones da Luka, só isso, ela queria entrar no quarto, mas eu não deix... — antes que eu terminasse a frase, ela me roubou um selinho, sorrindo um pouco e virando as costas, indo para a cozinha.

— O que vai fazer pra eu comer hoje? — sentou-se na mesa da cozinha, apoiando as mãos em seu rosto e os cotovelos na mesa, balançando os pés.

— Lámen? — perguntei, rindo de leve.

— Estamos comendo lámen há 3 dias e ainda tem um pouco na geladeira. — ela fez um beicinho, me olhando.

— Yakisoba então. — sugeri.

— Que tal menos massa? — ela bufou, abaixando as mãos e rindo de leve.

— Quer exigir ainda, vê se pode. — bati em minha própria testa, balançando a cabeça negativamente. — Você vai morrer de fome então. — dei a língua.

— Mas, Len-chan, se eu não comer eu vou continuar magra desse jeito e isso não é muito bom... — ela levantou as mãos, retirando o roupão e o deixando sobre a cadeira, ficando apenas com sua roupa íntima, meu rosto provavelmente deveria estar completamente vermelho, mas eu não quis desviar meu olhar.

— Rin, menos. — abaixei minha cabeça, suspirando e levantando as sobrancelhas.

— Você me deixou marcas ontem, sabia? Olha só! — ela afastou os cabelos para o lado, expondo uma pequena marca roxa em seu pescoço, depois levantou uma de suas pernas, mostrando outra marca em sua coxa esquerda.

— Fui eu que fiz isso? — perguntei, piscando duas vezes e olhando indignado para as marcas.

— Você pode deixar mais de mil, ainda tem bastante espaço por aqui. — ela sorriu um pouco maliciosa, abaixando as mãos e as deslizando por sua cintura, revirei os olhos, balançando a cabeça negativamente.

— Rin! — exclamei em um tom censurador, rindo sem graça.

— Vamos tomar banho juntos igual á quando éramos crianças. — ela caminhou rapidamente até mim, abraçando-me por trás, inclinando seu rosto por cima de meu ombro de modo que pudesse me olhar, dando um sorriso que tornou quase impossível dizer não para ela.

— Você é meio insaciável, hein? — eu ri um pouco, girando-a e a deitando na mesa, selando meus lábios nos dela. — Mas agora eu não posso. — voltei a posição anterior, dando um passo para trás.

— Len. — ela sentou-se na mesa, levantando suas pernas e envolvendo minha cintura com as mesmas, puxando-me para o mais perto possível dela. Ela levou as mãos até minhas costas, abraçando-me. — Por favor, vai? — ela apertou mais as pernas em volta de minha cintura.

Virei o rosto para o lado, um pouco hesitante. Não sabia se deveria continuar com isso, olhei-a por um momento, ainda era minha irmã, o sorriso inocente de quando tínhamos quatro anos de idade não havia mudado nada, abaixei as mãos, suspirando e voltando a olhar para o lado.

— Rin, é melhor a gente parar com isso... é... complicado... tipo... você é... — antes de eu terminar de falar, levantei meu rosto e notei que seus olhos brilhavam mais do que o normal, havia lágrimas ali prestes a transbordar, levantei as sobrancelhas, surpreso.

— Você não me ama? — ela franziu as sobrancelhas, levantando uma das mãos e limpando as lágrimas antes que elas escorressem.

— Não é isso! É que... essa situação em que estamos não nos permite ficar juntos, vamos voltar ao que éramos antes, ok? — sorri um pouco, tentando acabar com aquele clima tenso.

— Len, você está terminando comigo? — ela me soltou, apoiando as mãos na mesa e me olhando com aquele olhar triste.

— E-Epa... espera aí, nós estávamos juntos? — surpreendi-me um pouco ao ouvir o que ela estava dizendo.

— E tudo o que passamos juntos ontem? Você já se esqueceu? — Rin pulou de cima da mesa, caminhando furiosa até mim, dei alguns passos para trás, na intenção de que ela não se aproximasse, não consegui mais fugir, encostando-me enfim na parede, olhei para os dois lados, procurando alguma saída, ela cerrou os punhos, fechei os olhos, por um momento pensando que ela iria me bater, mas não foi o que aconteceu, muito pelo contrário, ela ficou na ponta dos pés para me dar um selinho demorado, abri meus olhos, ela franziu as sobrancelhas, olhando para baixo e levantando as mãos, apoiando-as em meu peito, assim como sua cabeça, Rin fechou os olhos, falando baixo: — Não quero que pense em mim como sua irmã... eu quero que pense em mim como uma garota, só isso...

Abaixei meu olhar para ela por um momento, olhando-a, dei um sorriso sem muita vontade, logo voltando a ficar sério, olhei para o lado, segurando-a pelos ombros e afastando-a um pouco, Rin abriu os olhos, não consegui mais me conter e aproximei meu rosto, fechando meus olhos e a beijando intensamente enquanto a empurrava para a sala, enfim deitando-a no sofá e levando minhas duas mãos até os seios dela, apertando-os com um pouco mais de intensidade, puxando seu sutiã e tentando tirá-lo, sem muito sucesso, levei minhas mãos até as alças, abaixando-as.

— Vamos rápido com isso, não se esqueça de que tenho que ensaiar com a Miku hoje também. — aproximei meus lábios do pescoço dela, dando outra chupada com força ali do outro lado.

— Você não vai a lugar nenhum. — ela me empurrou, levantando-se e invertendo nossas posições, livrando-se completamente de seu sutiã que me atrapalhava tanto, sentando-se em cima de mim e sorrindo maliciosa.

— Rin... — foi apenas o que eu disse, levando as mãos até a nuca dela e puxando para mim, arrepiei-me um pouco, já estava se tornando impossível esconder o volume que se elevava em minha bermuda, latejava, e chegava a me agoniar, eu precisava tê-la logo. Fechei os olhos com força, engolindo em seco, segurando uma das mãos macias dela e guiando-a até o volume em minha bermuda.

— Eu te deixo assim, é? — ela riu um pouco, apertando de leve ali, deixei um gemido escapar. — Posso deixar mil vezes pior. — Rin engatinhou para mais acima de mim, mordendo meu lábio inferior e beijando-me intensamente, levei as mãos até as costas dela mais uma vez, ainda um pouco inseguro deslizando a outra mais para baixo, apertando levemente seu traseiro.

— Len... — ela inclinou o corpo para mais acima do meu, abraçando-me calorosamente, subi ambas as mãos para as costas dela, ela me olhou por um tempo, dando-me um sorriso um pouco tímido. — eu quero ficar com você pra sempre. — Rin falou baixo, franzindo as sobrancelhas.

Levei uma das mãos até o rosto dela.

— Eu vou estar com você até a última batida de meu coração. — respondi. Aquilo realmente era o que eu mais desejava, desde pequenos eu protegi Rin de tudo e sempre estive ao seu lado, isso não iria mudar nunca, mesmo que nossa relação fosse diferente agora. Empurrei-a devagar para o outro lado do sofá, retirando minha bermuda com um pouco de dificuldade, segurei em sua cintura com uma das mãos, levando a outra mais para baixo e puxando sua calcinha para o lado. No mesmo momento ela deixou um gemido escapar por entre seus lábios, provavelmente excitada por minha mão estar tão próxima de sua intimidade, encaixei-me entre suas pernas e finalmente a possuí, aquela sensação era a melhor de minha vida depois de beijá-la, ouvir os seus gemidos apenas me deixava mais excitado, ela fechou os olhos com força, assim como mordia seu lábio inferior. Mantive as duas mãos em sua cintura, segurando firmemente enquanto intensificava os movimentos conforme o prazer que eu sentia. — R-Rin... — chamei-a, ofegante. Eu queria que ela abrisse os olhos, queria olhar para eles, aquele olhar tranquilizante como um oceano, azul, tranquilo e bonito. Ela semiabriu os olhos, eu sorri um pouco cansado e ela retribuiu igualmente, aproximei nossos lábios, dando início a um beijo calmo e ao mesmo tempo intenso.

— Rin! Len! Estão aí? — ouvi batidas frenéticas na porta, a voz de uma garota era familiar, me lembrava a voz de Luka, mas não era ela, não consegui identificar ao certo quem era. Eu precisava parar, mas não conseguia, era quase impossível no auge que aquilo havia chegado. Afastei nossos lábios, Rin franziu as sobrancelhas, provavelmente havia escutado o barulho da porta.