Sentimentos? Milagres?

4 "Branca de Neve com Tristão & Isolda"


Notas iniciais
O pessoal não consegue esperar (nem eu e.e) kkkk ^^
Não me matem, ok? @w@
Quem leu Tristão & Isolda, sabe que vai terminar mal @w@
Boa leitura ~♥

Já era domingo e eu continuava cuidando da minha pequena loura. Eu passava noites no hospital e, sua mãe me dissera que sua irmã viria me buscar para a escola todos os dias da semana, uma vez que ela esteja de férias.

Quando a mãe de Rin viajou, ela ficou meio triste, pois seus pais passariam duas semanas nos Estados Unidos para uma reunião no trabalho de seu pai. E a outra loura teria que ficar por lá, incentivando-o.

Quando chegou a hora do almoço, Rinto entrou com o nosso, enquanto um enfermeiro louro como eu, porém com olhos vermelhos e que usava orelhas de gato, entrou.

-Boa tarde, Rin-chan! Está com fome?

-S-Sim... Neko-san. — Ela pousou a mão no estômago, fazendo caretas ao ouvir os roncos.

-Bem, bem... Hoje a gente terá um pouco de nikujaga, sushis recheados com kanis e morangos. E para sobremesa, o seu favorito: Bolo de laranja.

-Waao! Obrigada, Neko-san! — Ela sorriu e pos a bandeja no colo.

-Não há de quê, pequena. Você sempre estará bem aqui. Eu lhe confirmo isso. — Piscou.

-Hehe, obrigada.

-Bem, vou me retirar. Quando terminar, aperte o botão e chame-me, ok?

-Claro.

Eu permaneci calado com o louro comendo, enquanto aquele cara ficava dando em cima de Rin. Ele não parece tão velho assim... Deve ter uns 16,17 anos... Isso me deixa preocupado... Rin pode gostar dele, depois do que aconteceu naquele dia. Mas o que...? E-Eu estou com ciúmes??

-Len? Você está bem? Está meio vermelho. — Rinto pos a mão em minha testa. Eu tinha ruborizado!

-N-N-N-Não, Rinto! Est-t-tá tudo bem! — Sorri todo atrapalhado.

-Do que vocês estão falando? — A menor pos os hashis com sushi na boca no momento que fizera a pergunta.

-N-Nada... N-N-N-N-Né, Rinto? — Procurei refúgio nele, mas ele não entendeu.

-Hã? — Tirou o garfo da boca.

-Esquece... — Abaixei a cabeça. Minhas chances de me salvar tinha evaporado.

Os irmãos riram de mim baixo. Isso só me deixou mais envergonhado... Mas enfim, eu estava sendo bobo, sentindo ciúmes.

A tarde, enquanto a loira repousava, eu fui para casa com Rinto, pegar umas matérias para que Rin não perdesse a semana por causa do atestado. Como Rinto já tem 18 anos (sim, aqui ele é de maior u.u), ele está esperando resultado do vestibular e os pais deram um carro. Caham... SORTUDO!

Eu ia separando cadernos e livros na minha mochila, quando meu telefone tocou, juntamente do de Rinto. Quando atendemos, nos entreolhamos apavorados.

Era sobre Rin.

Corremos para fora de casa no mesmo instante. Deixei minhas chaves com Miku, a menina da minha sala que também é minha vizinha, enquanto corri para a garupa da moto do louro.

Quando voltamos ao hospital, Luka nem dera atenção. Ela lixava as unhas calmamente, já que não havia ninguém na recepção. Fomos correndo para seu quarto.

Ela estava desacordada, com faixas ao redor da cabeça e as batidas cardíacas fracas. Quando entramos, aquele gato-enfermeiro entrou. (NÃO ME CHAMEM DE GAY POR CHAMÁ-LO ASSIM!!)

-Ei! — Puxei-o a manga do jaleco. — O que aconteceu com Rin?!

Ele me encarou tristemente ao ouvir o nome de minha pequena. Encarou a máquina que passava as batidas lentas dela.

-Sinto muito, meninos... A Rin saiu do quarto e caiu feio da escada. Ela bateu a cabeça diversas vezes e ela acabou entrando em estado de coma por causa do acidente.

Arregalei os olhos. Como assim ela caiu da escada? O que ela estava fazendo de pé?! Será que ela foi procurar-nos porque não a avisamos que sairíamos?

-Tem certeza de que foi SOMENTE uma queda, cara? — Rinto se aproximou do outro louro.

-C-Claro que tenho! Por que diabos alguém faria algum mal à pequena Rin? — Deu um passo para trás e saiu do quarto.

Me aproximei do leito. Ela respirava por uma máquina, suava bastante, suas mãos tremiam...

-O que eu fiz...? Nunca devia ter deixado ela sozinha! — Peguei uma de suas mãos e apertei-a contra meu rosto.

-Len... A culpa não é sua. Fui eu quem insisti em ir com você... Se eu ao menos tivesse ficado ou avisado-a...

-Rinto... — Virei-me para o mais velho.

Antes mesmo que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ele socou a parede e começou a chorar. Me aproximei e pousei a mão em seu ombro.

-Len... Me desculpe... Se eu pensasse um pouco mais nas consequências... Se eu.. — Sua voz falhou.

-Não precisa desculpar-se. Você é o irmão dela, deveria ficar bem nessa situação.

-Como assim "bem"? Não percebe o que aconteceu com ela?! — Me pegou pela gola da camisa.

-Sim, percebo. Mas pense... Se ela caísse da escada, tivesse uma hemorragia e acabasse morrendo ali mesmo. Não seria muito pior?

Ele me soltou devagar, trêmulo.

-S-Sim... Seria.

-Vamos pensar positivo, não tem como ela morrer tão fácilme-

- Ouvi um "pi" único vindo da máquina que media os batimentos da menor.

Quando nos viramos, seus pulmões tinham parado de mexer. Entrei em choque, e Rinto apertou um botão na parede do quarto, virando-se para mim em seguida. Ficamos ali, assustados, fitando a loura que agora dormiria para sempre.

Alguns médicos entraram rapidamente no quarto. Eu não sabia o que fazer como reagir àquela situação. Eu ficava ouvindo diversas vozes, mas eu não sabia o que diziam. Eu ficava ali, chorando e com o rosto inexpressivo, sem saber como reagir.

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Ele não devia estar sentado u.u

-En! LEN! ACORDE, LEN!! — O louro me sacudia os ombros, completamente apavorado.

-R-Rin... — Não tirei os olhos da cama onde ela era sacudida por outras máquinas, tentando ressussitá-la. — RIIN!! — Corri para cima dela, mas o maior me impediu. — ME SOLTE RINTO!!

Minhas lágrimas voavam a nossa volta.

-Len! Se acalme, por favor!!

-ME SOLTE!! — Consegui escapar e fui para o leito da menor. — Rin, por favor... Não me deixe, temos tantas coisas para fazer, cantar... Tantas coisas que você me disse que queria fazer quando fosse mais velha... POR FAVOR RIN, VOLTE!!! — Eu gritava afobadamente, apoiando meu rosto em seu tórax.

Levantei a cabeça devagar e percebi que havia algo debaixo de sua blusa. Ali tinha uma mensagem. Tomei cuidado para pegá-la e não deixar ninguém lê-la de forma alguma. Aproveitei que os profissionais haviam me empurrado para tentar reanimá-la mais uma vez. Assim ela dizia:

"Para Len:

Eu sei que não gosta de mim do mesmo jeito que sinto algo por você. Mas queria que entendesse que fiz isso porque não aguentava mais viver sem ti. Sua voz sempre me fazia feliz, seu sorriso fazia meu dia ficar completo. Sua belas canções que cantou para mim nesse fim de semana... Mas eu precisava de mais...

Eu queria sentir o toque de seus lábios nos meus mais uma vez, sentir você me abraçando a cintura, do mesmo jeito que Kaito faz com as garotas da escola (espere, estou fugindo um pouco do assunto...).

Espero que entenda que fiz isso por não querer sofrer mais. Eu caí da escada de propósito e antes de despencar, eu tomara 'Cantarella', o veneno do amor. Se eu não poderia ter você, não poderia viver ao seu lado, eu sofreria mais ainda.
Até eu renascer, lembre-se que sempre te amarei.

Rin"

Quando terminei de ler, mais cristais caíam em meu rosto. Eu queria que parassem, mas por mais que eu me esforçasse, elas desciam por impulso próprio, vontade própria. Eu secava-as, mas meu próprio corpo mandava o dobro.

Quando eu ia secando-as pela terceira vez, Rinto apareceu do meu lado.

-Len...? O que é isso? — Ele tentou pegar a carta.

-... — Puxei o papel para mim, pus no bolso e, após pegar minha mochila mais uma vez, comecei a correr para fora do hospital.

-Len! — Eu ouvia-o vindo atrás de mim.

-ME DEIXE EM PAZ!! É POR MINHA CAUSA QUE ELA ESTÁ MORTA! — Gritei e continuei correndo.

Olhei para trás e vi que ele me encarava assustado. Será que ele entendeu o que eu quis dizer?

Dore dake suteki na kotoba de utatte mo kitto (Sem dúvida, se canto com lindas palavras, sem falta)

Kimi dake no wa sono hitotsu sae todokanai ni darou (Você provavelmente não receberá, nem uma só palavra)

Dore dake kimi o omotte mo motometa to shite mo (Inclusive se você considera procurá-las)

Toozakaru dake na n darou (Eu me pergunto se posso voltar atrás).

Sentei-me na beira da calçada, pensando em tudo que ela já fizera por mim... Aquela menina já me chamou de apelidos que até hoje acho fofo, me ajudou em várias coisas na escola também...

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Foi graças a ela que sou amigo de Miku, Neru, Miki e melhor amigo de Kaito... E se não fosse por aquela loirinha, eu nunca teria descoberto o amor. Esse sentimento que pode até te matar. A sensação que você insiste que não sente, mas quando se dá conta, já aprovou-o em seu coração.

Ato sukoshi boku ga kimi o taisetsu ni omaetara (Se eu tivesse me preocupado por você um pouco mais)

Ato sukoshi bokura tagai o wakariaeta nara nante (Se nós apenas pudéssemos ter nos entendido um pouco mais)

Akiramenakya tte riyuu wa takusan aru kedo (Só que tenho muitas razões para me dar por vencido)

Suki da tte hitotsu no kimochi ni wa katenai n da (Não posso vencer esse sentimento, mesmo que eu o amo).

Olhei para o céu, que brilhava em azul. No mesmo instante pensei nos olhos profundos dela.

-Parece que vai ser Branca de Neve com Tristão & Isolda, né, Rin...? Só que... Sem o beijo que vai te trazer de volta... E ao invés de coração partido, você suicidou-se... — Sorri tristemente, deixando o vento carregar algumas lágrimas de meu rosto. Abaixei a cabeça devagar, murmurando. — Eu te amo...

Fiquei ali até o Sol começar a descer atrás das montanhas. Levantei-me devagar, mas minhas pernas estavam dormentes. Então uma mão fora estendida na minha frente. Pelos dedos e unhas e aparência da mão, era um homem de no máximo 21 anos.

-Quer ajuda, pequeno? — Levantei o rosto e deparei-me com um homem de curtos e lisos cabelos castanhos, ele usava óculos e estampava um sorriso amarelado no rosto.

-Q-Quem é você...? — Levantei sem sua ajuda e arrumei minha blusa.

-Eu...? — Olhou para as montanhas. — Bem... Eu sou um cientista. Meu nome é Hiyama Kyoteru.

Então era por isso que eu o conhecia! Meu pai vivia assistindo programas de ciência, máquinas e quinquilharias futurísticas... E esse tal de Hiyama Kyoteru era o cientista que mais aparecia no programa.

-Espere... Você é o mesmo Kyoteru que atropelou minha melhor amiga?! — Avancei uns passos, furioso.

-Ah, entendo. Você é um amigo de Rin-chan. Eu vim visitá-la hoje. Trouxe algo que o irmão dissera que adoraria. — Abriu uma porta e lindas flores alaranjadas saíram de lá. — Ela está acordada?

Apertei meus punhos. Eu tenho que contar a verdade, mesmo que bem no fundo seja muito pertubador.

-Ela... Ela faleceu há pouco tempo... — Eu via que o chão abaixo de mim molhava através de pingos que caíam sem tempo certo... Eu chorava novamente.

-Ela o quê?? Ó meu Deus, não sabia que tinha ferido tanto a pobre menina!! — Pousou uma das mão no rosto, abatido.
Olhei para cima, na direção do rosto do maior. Ele fitou o prédio, decepcionado.

-Mas ela faleceu por conta da batida? Quando chegamos, disseram que ela estava estável, mesmo com poucas chances de vida.

-N-Na verdade ela... Ela... — Minha voz começou a falhar incansavelmente. Eu murmurava as palavras, mas elas não saiam de minha boca.

-Por que está desse jeito, rapaz...? Eu já vi diversas pessoas morrerem em hospitais e a maioria nem sofria tanto. — Levantou meu rosto bruscamente pelo queixo, estudando minhas feições. — Ahh, amor... Que sentimento difícil de lidar...

- Soltou-me e virou-se para o outro lado.

-Espere... C-Como sabe que eu a amava?

-Posso ser um simples cientista... Mas encontro o que aquela pessoa sente pela outra só de olhar nos olhos.

-V-Você é um cientista, certo? Pode arrumar um jeito de fazê-la voltar à vida?! — Segurei seu jaleco branco.

-Espere aí, rapaz! Sou um cientista, não um santo milagreiro! Primeiro quero saber o motivo exato de sua morte. — Ajeitou os óculos.

Bufei e expliquei tudo. Desde as faltas até a carta relatando seu envenenamento. Ele prestara atenção em cada mínimo detalhe que eu contei e algumas vezes coçava a cabeça, ouvindo certas coisas que eu pensava, do tipo, quando eu fiquei muito sentimental quando ela tinha faltado a semana toda, que nós estávamos ensaiando na casa dela... Mas tratei de por na cabeça dele que não eram coisas impuras.

-Entendo... Você então a conhece desde criança, certo?

-Sim. Daria tudo para que ela voltasse a viver do meu lado... Daria tudo para ver aquele lindo sorriso, belos olhos... Eu...

-Tá, tá, entendi! Pare com essa melação toda! Parece um cafetão perdido no amor! Mas infelizmente não tenho como ressussitá-la. Uma vez tirada desse mundo, não há como trazê-la de volta simplesmente por meios tecnológicos. Odeio admitir, mas acho que somente um milagre pode trazer sua garota de novo.

-Eu sei... Mas não há alguém como ela... — Peguei uma pedra que estava ao meu lado e joguei do outro lado da rua.

-Não humano, talvez. — Sorriu.

-O que diz com isso...?

-Venha comigo, pequeno Len. Ensinarei-lhe como criar e monitorar máquinas e talvez assim, você possa recriar Rin como sua filha e lhe ensinar como a pequena era até hoje. — Encarou-me nos olhos.

-Você... Tem certeza de que posso criar alguém como Rin...?

-Claro, pequeno aprendiz. Mas antes de começar-mos, deve se lembrar que só tem duas coisas impossíveis de fazer com um robô.

-O que seriam? — Fiquei bastante curioso.

-Primeiro, um robô para satisfazer desejos sexuais. — Ok, isso eu não precisava saber, certo...? — E o segundo é um coração. Tudo que você pode fazer é criá-lo com sentimentos, mas ele nunca aprenderá o que é um sentimento ou objeto vindo do coração.

Pensei no que ele disse. Era verdade que um coração não poderia ser feito para um robô... Mas por outro lado... Eu não viveria com Rin de novo.

-Então? Aceita ou não? — Extendeu sua mão mais uma vez.

-Eu aceito sua proposta, Kyoteru-sensei. — Apertei a palma do mais velho, bem confiante.

Notas finais
Pfvr, se vcs ouviram Orange, com certeza sabem q Rin está morta Huhahuahauhuauha enfim... Não me matem por botar o Kuroneko/96Neko nas histórias, ELE É MT FOFOOOO *----*
Ele é o 2º seme que mais shippo c o Len u.u
Kissus da Dory~