Sentimentos Escondidos

1 Mudanças Entre Nós Dois


Notas iniciais
Uma pequena ideia que me veio e eu escrevi... Espero que gostem!

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**Eu escrevi ouvindo essa musica, e eu recomendo vocês lerem com ela se der - http://youtube.com/watch?v=Oep86ZNIi3o

Seus olhos encaravam o chão, seus pés se moviam para frente e para trás, sua respiração era calma, tudo isso para tentar não ter esse sentimento que ele escondia de todos, igual aos outros, o medo. Suas mãos seguravam aquela "cama" e seus pensamentos só ficavam naquela cirurgia. Será que dará certo? E se os danos fossem permanentes? Ele teria que conviver com isso, tentando esconder de seus colegas de trabalho algo que prejudicaria o seu trabalho... Era apenas isso que sua mente conseguia se concentrar... "Seria bom se ela estivesse aqui", sua mente foge do assunto, mas entrando em outro que ele não estava pronto para enfrentar "Pra me acalmar e dizer que está tudo bem", ele tentou tirar isso de sua cabeça, voltando aquele medo.

O medo começou a lhe consumir por dentro, mas ele não demonstrava um sequer pingo desse tal sentimento, já que ele fazia isso todos os dias, principalmente ao lado dela. Mas antes da enfermeira voltar com a cadeira de rodas, o som de uma voz inconfundível se instalou no local, e ele se dirigiu ao local de onde o som surgiu com o olhar, parando nela. Seu coração dispara e sua voz sai em um tom de surpresa e medo, que era o que ele não queria de forma nenhuma.

– O que você está fazendo aqui?

– Vim passar para desejar boa sorte. — Sua voz encantadora se instala no local novamente, como uma melodia que Grissom adorava ouvir e tinha medo de não poder ouvir nunca mais por qualquer razão.

Naquele momento, a enfermeira aparece com a cadeira de rodas. Ele olha para a enfermeira e se levanta. Após isso ele olhou para Catherine e foi em sua direção calmamente.

– Obrigado... — Ele tentou dar um sorriso no canto de seus lábios, tentando demonstrar que tudo está bem, mas não é bem um sorriso de alegria que saiu no canto dos seus lábios. — Por estar aqui. — Aquele momento com ela significava muito para ele, mesmo com o seu coração disparando, aquilo o acalmava e o deixava mais seguro, sabendo que ela estaria do seu lado sempre.

Seus olhos não se contentaram em olhar os lábios da loira a sua frente e voltar para seus olhos varias vezes durante essa conversa tão curta que ocorreu. Ela se aproxima e abre os braços, pedindo um abraço, que ele não pensa duas vezes e concede a abraçando também. Um incômodo surge nessa hora, o deixando inseguro. Ele nunca foi bom de lidar com esses momentos e sempre achava um incomodo isso, ele achava que erraria a qualquer momento, falando ou fazendo algo errado, o que o fazia dizer ou fazer tal coisa algumas vezes. Eles se soltaram do abraço e seus olhares se encontraram, como um só por alguns instantes.

Ele olha para a enfermeira e depois para a cadeira.

– Eu não preciso disso.

Grissom sai andando pelo corredor até a sala de cirurgia, sem olhar para trás e sem perceber que os olhos da loira ainda o admiravam, fazendo com que um sorriso bobo saísse dos lábios da mesma antes dele sumir de sua vista.

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Mais um caso para os CSI's. Grissom e Catherine estavam olhando a mulher morta, sentada na cadeira, com sua garganta cortada. Nenhum deles tinham tocado no assunto da cirurgia, até que um celular ali na sala vibra e Grissom comenta sobre isso.

– O celular está vibrando.

– Você ouviu? Você está de volta. — Catherine sorriu e pegou o celular.

– Ãh? — Grissom perguntou fazendo Catherine olhar para ele, que soltou um sorriso e piscou o olho para ela, que continuou sorrindo para ele.

Os dois continuaram a procurar evidencias até alguns outros CSI's chegarem. Depois cada um sai do quarto de hotel para fazer a sua parte, mas quando Catherine estava saindo, Grissom a segura pelo braço.

– Espera.

Ele foi até a porta e a fechou. A ideia de conversar com Catherine sobre aquele dia estava lhe ocupando a cabeça, os pensamentos. Ele precisava agradecê-la novamente, mas não só por estar ali, e sim por ela ter dado a ele confiança, segurança e acima de tudo, ter o consolado de uma forma em que os dois normalmente faziam já que ele não é muito para assuntos pessoais.

Ele continua virado para a porta, pensando a respeito, pensando na desculpa que usaria para explicar esse seu comportamento estranho. Ele pensava nas palavras que usaria que não mostrasse seu verdadeiro sentimento por ela. Um sentimento que ele escondia desde o dia em que se conheceram. Um jeito de não falar a ela que ele sempre tentou cuidar dela, do jeito dele. Um jeito de não deixar escapar que no dia em que o laboratório explodiu e ela foi suspensa, ele queria ir atrás dela, mas aquele maldito homem não havia deixado ele sair porque "queria conversar". Ele deveria usar as palavras certas. Ele não queria estragar essa amizade que eles tinham por causa das palavras erradas que deram a impressão de que ele gostava dela e ela não, então acabariam separados, e ele não suportaria essa ideia. Mas uma parte dele também queria dizer a ela tudo o que ele sentia por ela, tudo o que ele escondeu durante todo esse tempo.

– Grissom, nós não podemos ficar o dia todo aqui porque você resolveu ficar parado feito uma estátua.

Grissom se virou para Catherine e se aproximou dela, parando em sua frente.

– Obrigado por ter me dado confiança no dia da cirurgia. Obrigado por ter me dado segurança, por ter diminuído o meu medo com apenas sua voz me desejando boa sorte... Você sempre foi a melhor amiga, talvez uma amiga que eu nem merecia. Muito obrigado por ter me deixado melhor naquele dia com apenas o seu abraço, com suas palavras, com o seu toque, com o seu olhar. Eu juro que estava com muito medo, mas você foi o meu anjo naquele momento... Na verdade, eu não sei um momento apenas que você não é o meu anjo, que me protege de todo o mal... Alias, você já parece um anjo só em olha-la. Seus olhos reconfortantes, quando me encaram, eu fico bobo. Com a sua voz que parece a melodia dos céus. Com o seu toque que amolece o meu coração. Só ao ver você, meu coração dispara... Mesmo eu não demonstrando tudo isso... — Grissom percebe tudo o que falou. — Desculpa Cath... — Grissom muda o seu olhar, dos olhos azuis da loira, para o chão. Ele havia estragado tudo, pelo menos é o que ele achava.

Catherine o encara com os lábios entreabertos, mas um sorriso logo se forma no lugar daquela expressão de surpresa. Grissom olha para a loira e percebe a felicidade desta. Ele não entende o que estava acontecendo, o porquê dela estar o encarando com seus olhos brilhando e um sorriso perfeito em sua face, só percebia que ela estava encantadora. Seus olhares se encontram novamente e os dois foram se aproximando, não deixando espaços entre si. Seus lábios se encostam vagarosamente e suas línguas dançam em harmonia dentro de suas bocas, em um beijo calmo e necessário para os dois. Um beijo que os dois desejavam a muito tempo.


Notas finais
Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!