Nas metrópoles, nos campos,

Nos ares, nos mares, nas matas.

Grita a voz do silêncio:

— Paz na Terra!

.

Olhares perdidos nas janelas,

Lugares vazios à mesa,

Um retrato que sangra na parede.

Grita a mãe que vê seu filho perdido

Em cada canto da casa:

— Paz na Terra!

.

Cobertores de jornal nas calçadas,

Indiferença,

Rejeição,

Marginalização.

Grita o menino que nem se quer ganhou

E já perdeu o seu futuro:

— Paz na Terra!

.

Um sonho, uma ilusão perdida,

Uma saudade adormecida,

Um rosto, um gesto,

Um carinho esquecido.

Grita o jovem perdido no mundo

Que nem sabe mais se sua mãe

Ainda chora por ele:

— Paz na Terra!

.

Uma vida vivida, doada,

Uma alma esquecida, abandonada.

Um sonho não realizado,

Um semblante pesado, cansado.

Grita o velho que ainda se lembra

Do rosto e dos carinhos de sua mãe:

— Paz na Terra!

.

Paz na Terra é o que queremos todos!

Paz na Terra é o que sonhamos todos!

Paz na Terra é o que pedimos

A Deus, aos homens... A todos.

— Paz na Terra!