Notas iniciais
ohayou! pras fãs do Yune, mais dele e da Riiko-chan espero q gostem e comentem boa leitura

Yune estava sentado no pequeno sofá que tinha no backstage da casa de shows “Spider’s Web”, esperando para entrar no palco.

— Nervoso, filho? – Kouyou atravessou a portinha que separava o palco e os camarins.

O jovem voltou-se para encarar o pai e sorriu calmamente, assentindo com a cabeça e vendo o guitarrista principal do the GazettE sentar-se ao seu lado.

— Bastante... – Vitor respondeu, passando os dedos nos cabelos da parte de trás da cabeça e eriçando-os. – O meu coração está quase saindo pela boca...

— Conheço bem a sensação! – o mais velho gargalhou. – Nunca passa, viu?

— Imaginei que não... – o garoto brincou.

— É... Mas acho que grande parte da magia está aí, né? Pelo menos, é o que sua okaa-san diz... Aquele friozinho na barriga... As mãos suando... O coração batendo rápido... Tudo isso, ela diz sentir também, mesmo não entrando no palco... – Kouyou suspirou.

— Acho legal o jeito como vocês dois sentem as coisas juntos! – o filho sorriu.

— E é! Muito legal! – o pai concordou, com um sorriso sonhador nos lábios. – E sabe? Parece que tem uma mocinha ansiosa lá fora, andando de um lado para o outro, como sua okaa-san faz! – ele disse, risonho, vendo o filho corar.

— Ah, ela... Está aí, é? – Yune perguntou, constrangido, a mão voando de novo pelo cabelo.

— Está sim... Eu, na verdade, vim ver se você já estava vestido pra que ela pudesse entrar aqui! – o guitarrista mais velho gargalhou, fazendo com que o filho ficasse ainda mais envergonhado.

— Eu só espero que não tenha dito isso pra ela ou Riiko ficaria muito envergonhada! – o garoto revirou os olhos.

— Ah, eu disse! Ficou tão vermelha quanto você agora!

— Você não tem jeito, otou-san!

— Sua okaa-san me diz a mesma coisa todos os dias! Diga alguma coisa que eu não saiba...

— Arigato! – o garoto sorriu e recebeu um sorriso de volta. – Arigato, otou-san!

— Bom show! – o pai apertou-lhe o ombro e se levantou. – Vou distrair seu sogro pra que sua Riiko possa vir até aqui acalmá-lo, sem que sejam interrompidos...

— Otou-san! – Vitor o repreendeu e Kouyou soltou uma gargalhada divertida.

— Yutaka viria direto pra cá quando percebesse que a menina sumiu, pensa que não? – ele se justificou. – Não façam nada que eu não faria, viu?

— Não sobra muita coisa pra não fazer, desse jeito, otou-san! – Yune brincou.

— Então, não façam nada que sua okaa-san não faria! – o mais velho fechou a porta, gargalhando.

Yune ficou rindo sozinho no pequeno camarim, o nervosismo retornando pouco a pouco. Não demorou muito pra que a porta tornasse a ser aberta e Riiko colocasse o rostinho de menina para espionar lá dentro.

— Nenhuma fangirl? – ela se certificou, antes de entrar, gargalhando.

— Minha namorada não permite, moça! – ele brincou, chamando-a com o dedo.

— Garota esperta! – a morena sentou-se no colo dele e lhe deu um beijo. – Nervoso?

— Meu otou-san acabou de me perguntar a mesma coia! – o garoto gargalhou. – Estou com cara de quem está indo pra forca?

— Não... – ela deu de ombros. – Sua expressão só está menos serena do que de costume... – Riiko explicou calmamente.

Ele afagou-lhe lentamente a face, sorrindo ternamente, vendo-a fechar os olhos e sorrir também.

— Eu sempre fico nervoso... Toda vez parece a primeira vez que eu vou subir no palco... Acho que se um dia eu subir no Dome, vou ter um enfarte!

— Nem brinca com isso, Yune! – ela bateu em seu ombro, brava. – Eu tenho certeza de que vocês também vão fazer um show no Dome um dia e você vai se sair muito bem! Vai ser um show tão lindo quanto qualquer um que nossos pais tenham feito lá!

— Contra a sua certeza, eu não tenho argumentos, Riiko! – o rapaz segurou-lhe o rostinho entre as mãos e o trouxe até o seu, selando os lábios dos dois lentamente.

A garota subiu sua mão lentamente pelo braço dele até sua nuca e acariciou-lhe ali a pele e os cabelos, instigando-o para aprofundar o beijo. Seu desejo logo foi atendido, assim que eles separaram os lábios pra puxar ar.

Ele a ajeitou em seu colo, aninhando-a apertada contra seu peito, protetoramente, enquanto a garota passava seu outro braço pelo pescoço dele. Os dois só se separaram quando ambos precisavam muito respirar.

Yune escondeu o rosto na curva do pescoço da namorada, beijando-lhe a pele perfumada e sedosa. Ela distribuiu beijinhos por toda a face do rapaz, da testa ao queixo, para reencontrar seus lábios com os dele e depositar neles mais beijos. Deitando a cabeça em seu ombro, ela perdeu seus dedos pelos cabelos dele, brincando.

— É engraçado... – ele disse, quebrando o silêncio que tinha se instalado no ambiente, chamando a atenção dela novamente pra si.

— O que é engraçado? – Riiko perguntou, ainda brincando com os cabelos dele e afagando-lhe a face, com um sorrisinho bobo nos lábios.

— Você faz meu coração bater tão forte quanto um show... Mas é um bater diferente... Mais calmo e alegre... Muito menos agressivo... – ela sorriu ainda mais, sem jeito, abaixando o rosto corado.

— É a sensação que você me passa também, Yune! – ela sussurrou, beijando-lhe o rosto. – Essa sensação gostosa de conforto e aconchego!

O ruivo sorriu, acanhado e apertou-a em seus braços, deitada em seu peito.

— Espero que eu faça um show digno do perdão do tio Yuk... – ele brincou.

— Ele já te perdoou... Só está sendo teimoso! – Riiko bufou impaciente, como a mãe dela costumava fazer na mesma situação e ele gargalhou.

— Não conheço nenhum dos filhos dele que não tenha herdado essa teimosia! – Vitor deu risada quando a garota fez um bico adorável.

— Se eu não fosse teimosa, não teríamos começado a namorar! Você nem se apaixonaria por mim! – ela sorriu, presunçosa e ele a beijou apaixonadamente, sacudindo a cabeça negativamente.

— De qualquer jeito eu me apaixonaria por você, Rii... De qualquer jeito!

Notas finais
mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!