Sentimento sem nome

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Fiz de aniversário para Mary ♥ Infelizmente só consegui postar agora, mas o sentimento ainda está valendo, e saiba que foi complicado fazer, afinal não é o meu shipper favorito.

SENTIMENTO SEM NOME

CAPÍTULO ÚNICO

E lá estava ela, os seus cabelos dourados voavam com a brisa leve que trazia sempre más noticias a ela. Sofria ao ver o seu sorriso falso, sua motivação diária que acabava no final de cada dia com todo o seu esforço não recompensado.

Suas lágrimas que rolavam com facilidade a cada briga que ela tinha com o seu namorado. Sua esperança que a cada semana se renovava cada vez menos e menos.

Ele realmente estava cansado de vê-la sofrendo assim. Agora na parte de “tomar uma atitude” ele falhava completamente. Aproximava-se, resmungava em baixo tom o seu nome e então, quando ele via que ela nunca percebia sua presença, voltava para o seu local de origem.

Algumas vezes, sentava-se ao seu lado em suas aulas de inglês que eram juntas. Nunca chamava ela quando não entendia uma questão, e ela nunca havia tido problemas com inglês, sequer chamava a professora.

As aulas de química eram em salas diferentes, porém lado-a-lado. Ele sempre pedia licença à professora para ir ao banheiro ou tomar água e ia vê-la, como sempre ela tinha sua classe na janela e seu olhar cruzando o horizonte, parecendo procurar uma nova aventura que acabaria com aquela sua rotina chata.

Não é como se ele quisesse parecer obcecado, porém sabia todas as aulas dela, sabia a sala e se o namorado dela estava junto com ela ou não. E não como se ele quisesse ser assim, não é como se ele tivesse se obrigado a se “apaixonar” pela garota mais linda do colégio (na visão dele, obviamente).

Ele com certeza não tinha problemas com mulheres, com certeza não. Normalmente havia três em sua volta o paquerando, normalmente todas as vezes eram mulheres diferentes, porém ela não.

A mulher que ele queria não.

Ele também não tinha problemas para falar com o sexo feminino, somente com ela. Até mesmo porque estava apaixonado. Toda vez que se permitia olhá-la o seu coração batia mais rápido e sua respiração se descompassava.

Sentia sua garganta se fechar e secar. Seus olhos pesarem e seus pés bambos. Porém ele sempre repetia a mesma coisa “eu somente estou apaixonado, isso não é amor”.

E aquilo não era amor, ele afirmava todo dia de manhã. Assim que se olhava no espelho para se arrumar (normalmente, especialmente para ela e mais ninguém).

Ele havia decido, iria se declarar. Apesar de ela estar namorando o seu amigo faz alguns meses, ele não desistiria só por aquilo. Seria uma extrema infantilidade.

“Dessa vez vai dar certo” repetia mentalmente para si mesmo milhões e milhões de vezes. Viu ela com a sua blusa apertada e sua saia curta que chamava atenção, o seu sorriso falso e sua risada entre suas amigas.

E então, as formicações começaram. Suas pernas bambearam após dois passos na direção da loira. A voz falhou a principio, pigarreou lentamente para se acalmar e então, a centímetros de sua amada. Ele desistiu.

— Pensei que ele ia falar com você. — Uma das amigas dela sussurrou a amiga, ele ouviu e parou instantaneamente, começou a conversar com um colega seu mais próximo, obviamente para disfarçar e prestar atenção na conversa delas.

Não conseguia ouvir nada, absolutamente nada. Sentia ainda sua mão tremer em nervosismo e suas pernas bambas aos poucos voltaram ao normal, porém o seu estomago parecia não ter se acalmado ainda.

Relembrava-se daquele um metro que os separava. Do seu perfume doce que preenchia o local. Da voz calma e que fingia um sorriso falso de dois em dois minutos.

— Ei, você está bem? — Seu amigo perguntou ao vê-lo tremer, ou talvez ao ver que não prestava atenção no que falava. Inutilmente assentiu com a cabeça e seu colega continuou com a conversa.

A voz dela chamando seu nome fez o seu coração parar por segundos. Pela primeira vez se sentiu tímido e virou-se na direção dela, com a cabeça totalmente abaixada.

Ela havia pedido para ter uma conversa em particular com ele.

Saiu para uma sala na qual as aulas já haviam acabado e se sentou em uma classe qualquer, sua mente tentava se acalmar, todavia o seu coração o impedia imediatamente.

E então, ela entrou e fechou a porta.

Olhou-a nos olhos por poucos segundos e a viu corada. Pensou que fosse a coisa mais linda do mundo e concluiu que nunca ter a visto assim. Sorriu um pouco e olhou a novamente.

— Sabe... — A voz dela ecoou no local vazio. — Eu quero conquistar um garoto.

— Huh?

Ele suou frio e se recolheu na cadeira. Preferiu nunca ter chegado novamente perto dela e nunca ter a chamado. Não queria ajuda-la a conquistar outro enquanto ele estava bem ali, para fazê-la feliz.

— Queria sua ajuda. — Ela pediu com sua voz doce.

— Me desculpe não... – Se levantou e andou em direção à porta. — Eu não posso ajudar.

E então, sentiu seus lábios pressionados. Ele não teve nenhuma reação.

Olhou para baixo e viu aqueles cabelos loiros, o corpo dela tão próximo ao seu. Seus lábios quentes nos seus. Parecia um sonho, mas ele não estava entendendo nada.

— Eu terminei com o meu namorado. — Ela comentou quando eles se separaram. — Pode parecer meio repentino, mas eu gosto de você já faz um tempo. Eu estava querendo fazer isso faz meses, mas eu não criava coragem o suficiente.

— Eu... – Ele começou, porém nem ao menos sabia o que falar.

— Você gosta de mim, Loki? — Os olhos castanhos brilhavam pela resposta que pareciam ansiar. Ele a abraçou firmemente, o abraço que tanto sonhava há anos.

— Eu te amo, Lucy. — Respondeu firmemente, começando um novo beijo.

Ele realmente não estava apaixonado por ela, nem a amava. Era algo maior, realmente maior que aquilo, mas ainda não sabia por em palavras, na verdade, a palavra sequer existia. Resolveu colocá-lo naquele simples “eu te amo” que parecia preencher metade da existência daquele grande sentimento que não tinha nome.

Notas finais
Bem, eu não corrigi porque fiz faz tempo, então se tiver algum erro gramatical peço que me informem, vou imediatamente arrumar ♥

Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!