Sentidos

2 Ação


Notas iniciais
Bom ficou meio enrolado, mas bom eu tentei, se quiser pular logo para a parte importante, eu entendo u.u obrigada por ler se está lendo até aqui YAY

Bom como eu temia, o lugar não estava apenas escuro, maldição

–Certo...Ok, o que tem a nossa volta Carhina?

Ela ficou silenciosa por alguns segundos, se movendo bastante

–Bom, tem uma cama, uma mesa e...uma tv, eu acho, e...uma porta com um número

–Tem mais alguma coisa Carhina? Olhe cada espacinho vazio da sala — Eu acho que exagerei agora, eu estou sendo muito duro e exagerado com a menina, ela deve estar assustada, tanto quanto eu, até mais talvez, sou um idiota

–E-ee... Tem alguma coisa perto da cama em uma prateleira- disse ela antes que eu pudesse me desculpar, ela estava ofegante — mas...é muito alto acho que não consigo alcançar — Disse ela vem voz baixa

Ela se levantou e correu rapidamente para algum lugar atrás de mim, como eu obviamente não podia ver, não saberia onde ela estava, ou estaria indo

–Carhina, onde você está? Está tudo bem? — Disse eu tentando soar o mais amigável possível, mas acabei soando como um pedófilo, fazer o que acontece

–Tou aqui!!! — Disse ela, podia ouvir um rangido, um rangido metálico... ela estava na cama, droga!

–Carhina, você mesma disse que não alcança, desça da gama, me ajuda que eu pego — Tentei falar seriamente e parecer alguém com autoridade

Ela ficou em silêncio, e o rangido parou

–Você não disse que não podia ver? — Disse ela em tom de acusação

–Eu não posso ver, mas posso te ouvir — Fui caminhando, cobrindo o espaço a minha frente com meus braços e pernas, para evitar surpresas, Ela estava em silencio, mas eu podia ouvir o som de seus passos, eles eram lentos e silenciosos, ela estava com medo de mim, justamente o que eu temia.

Ao encontrar a ponta da cama com minhas mãos, fui lentamente me guiando para cima dela, essa era a hora de ganhar a confiança dela

–Carhina, eu sei que você está com medo de mim eu posso sentir, eu entendo eu sou um cara estranho, e eu estou agindo estranho, mas você vai ter que confiar em mim, eu também estou com medo, eu não consigo ver o que tem em minha volta, isso é aterrorizante, mas estou mantendo a calma, por mim, por você, então fica comigo e vamos nos ajudar, pode ser?

Ela ficou silenciosa, eu não ouvia mais seus passos, passamos algum tempo calados, eu queria dar tempo para ela digerir tudo aquilo, estar preso com um estranho, maluco, autoritário e cego, mas não vou ser hipócrita, eu também precisava de tempo para entender aquilo tudo, o que não era nada fácil, eu estava perdido em meus pensamentos

–Kale! Eu não estou dizendo que confio em você... mas eu vou te ajudar!- Disse ela com a voz mais meiga que já ouvi

–Certo, você disse que tem algo em cima da cama certo?

–Sim, um pouco assim da cama... acho que se você subir e pular talvez consiga alcançar, está na parede! — Disse ela rapidamente, fim um sinal de sim com a cabeça, para o local que eu achei que ela estava

Subi na cama, me certifiquei do tamanho dela e checar que ela me aguentaria, assim me virei para a parede e fiz o melhor impulso para cima que eu pude jogando minhas mãos para o alto, pulei uma vez, mas não pude sentir nada, pulei outra vez dessa fazendo mais impulso ainda, pude sentir algo tocando minha mão, pulei denovo e senti novamente, era uma espécie de prateleira, pulei mais uma vez, dando tudo de mim, consegui pegar algo.

Sentei-me na beira da cama, examinando o que acabará de pegar, ela algo longo, em um formato, liso e reto, com coisas que pareciam botões.

–Carhina, eu peguei uma coisa, acho que é um controle, talvez, não sei, tem mais algo lá em cima? — Disse ainda examinando o negócio — Você se importar de ver ele para mim?

–O-ok — disse ela gaguejando

Entreguei o negócio a ela, ela ficou algum tempo silenciosa, a ouvi se mecher, dando passos só que dessa vez, rápidos

–Isso é o controle da TV! — Disse ela, com uma voz que parecia bem alegre

Sim! Ela disse que tinha uma TV no quarto, rapidamente me levantei e fui cautelosamente andando pelo quarto, quando senti umas mãos pequenas pegarem nas minhas

–Vamos ver o que tem nela! — Disse ela apertando alguns botões, acho que ela estava tão alegre com o achado que até se esqueceu de que o cara que está com ela não pode ver, bom tanto faz.

Ficamos em silêncio, após alguns momentos eu pude ouvir, uma voz diferente, que aparentemente vinha da TV

–Olá, sou Siron, o desenvolvedor desse jogo, se vocês estão vendo essa fita quer dizer que vocês conseguiram se acertar e cooperar. Bom nesse momento vocês devem estar se perguntando que jogo? Bom esse jogo não é parecido com nada que vocês já jogaram em suas vidas, acredito eu. As regras são simples, esse é um jogo de cooperação, assim um tem que ajudar o outro, se seu parceiro perder, você também perde, se seu parceiro morrer, bom... acho que vocês conseguem imaginar onde isso vai chegar, certo? A cada dia teremos uma luta, física corporal, um vale tudo, não tem regras, a única regra é que você deve eliminar seu adversário em um período máximo de cinco horas, caso nenhum dos dois seja eliminado nesse período, os dois e seus respectivos parceiros serão desclassificados, e contados como perdedores. Assim seu parceiro será seus olhos durante sua batalha, boa sorte vocês com certeza irão precisar. Fiquem com uma demonstração de uma das batalhas.

Notas finais
Se você achou legal, comente, se achou ruim me ajude e comente o que não gostou também, obrigada!