Sente-se, Harry. Vou te contar tudo
2 Capítulo 2
Notas iniciais
— ENTÃO SIRIUS RECEBEU O QUE MERECIA, É ISSO?? — berrou Harry.
Dumbledore acabara de lhe contar sobre a participação e envolvimento de Monstro nos eventos que culminaram na morte de Sirius.
— Eu não disse isso, nem nunca você me ouvirá dizendo isso ou algo parecido — respondeu Dumbledore, calmamente. — Preste bem atenção a isso, Harry. A interpretação é a chave de tudo. Quando dialogar com alguém, busca a conciliação, a pacificação e a harmonia. Caso contrário, poderá entender errado a tudo que o outro disser. Lembre-se bem disso, conversaremos bastante sobre isso posteriormente.
— M-mas... O que o senhor quer dizer com isto?
— Tudo a seu tempo. Sobre Sirius, ele não era um homem cruel, era bondoso com os elfos domésticos em geral. Não gostava de Monstro, porque ele era uma lembrança viva da casa dos pais que Sirius tanto odiava.
— Odiava, e como!! — exclamou Harry, sua voz começava a falhar, dando as costas a Dumbledore, e se afastou. O sol iluminava a sala agora e os olhos de todos os retratos acompanhavam o garoto no andar, sem perceber o que estava fazendo nem ver o escritório. — O senhor o obrigou a ficar trancado naquela casa e ele odiou, foi por isso que quis sair ontem à noite...
— Eu tentava apenas manter Sirius vivo — respondeu Dumbledore, de forma branda.
— As pessoas não gostam de ficar trancafiadas! Ou de serem impedidas de ir para algum lugar! De viajar! De visitar e conhecer novos lugares, e pessoas novas!! As pessoas não gostam de levar a culpa sobre tudo que acontece à sua volta, especialmente quando a culpa na realidade nem foi delas para começo de conversa!!!!
— Harry...?
— Eu sei, professor. Eu sei!!!
— Entendo. Parece que está mesmo compreendendo o que venho tentando lhe dizer.
— Mas quanto a Sirius...!!! — recomeçou Harry a falar, tomado de fúria e virando-se na direção do diretor. — Não esquecerei dele nem nunca deixarei de falar dele... Com ele. Ficar trancafiado! O senhor fez isso comigo no verão passado...
Dumbledore, então, fechou os olhos como quem tem exaustão, fraqueza ou uma profunda tristeza.
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