Sentakushi No Kanzen’na Tabi

12 Finalmente, em um lugar pacífico (Parte I)


Notas iniciais
Gomenasai T-T Não queria ter demorado muito... Mas ultimamente estou muito ocupada... Mas em compensação, este capítulo é grande o/ - Tá, não tão grande... - Vou tentar não enrolar muito no próximo ;) E então... Será que Ciel encontrará uma maneira de trazer Ririchiyo de volta? Leia e saberá ;)
~~Boa Leitura
Recomendo ouvir enquanto lê: http://www.youtube.com/watch?v=tQvjRmn4W1U

“–Vamos acabar logo com isso... Estava observando esse capítulo desde que Ririchiyo fugira do hospital... Sem mais delongas... Esse não é o rolo da morte e sim...”

***

–Então o que é? Diga mordomo inútil! – Ciel já chegara em seu limite, a raiva, o ódio já dominara seu corpo, seus olhos estavam mais vermelhos.

–Olha o menino está estressadinho! – Grell interrompeu e deu risadas.

–Cale-se senhor Sutcliff! – Sebastian retruca – Sim, este não é o rolo da morte de Ririchiyo. Sua alma fora apenas teletransportada para outra dimensão, uma dimensão pura, longe do alcance de demônios. Não sei como conseguiu, mas este era o plano de Ash.

–M-Mas Ash não é um demônio!?! Como então, enviou Ririchiyo para um local fora do alcance de demônios? — disse Ciel – Como isso é possível?!?

–Sim, ele é um demônio. Mas aparentemente é um demônio de classe elevada...

–E...?

–Sua função é manter o equilíbrio entre o céu, terra e inferno. Ele é metade anjo, metade demônio. Por isso conseguiu fazer com que ela se teletranspor...

Antes que Sebastian pudesse finalizar, Ririchiyo estava virando pó, mas não um pó comum, um pó brilhante e reluzente, sobre os braços de Ciel. Com isso, ele pôde ficar ainda mais desesperado...

–Ri-Ririchiyo?!? – arregalou os olhos – N-Não... Não pode ser! – ele tenta manter o pó em suas mãos.

–Nunca te esquecerei. – disse Ririchiyo em um fio de voz.

–Cof, cof, parece que agora não se foi apenas a alma... – disse Grell.

Uma lágrima escorria pelo rosto do jovem.

–O-O que eu posso fazer? Como encontrá-la?!? – gritou – Diga-me Sebastian!

***

–O-Onde estou? – olhou para suas mãos – Totalmente... Pálidas. – disse assustada.

Ririchiyo não sentia seus membros, estava tudo vazio, apenas uma luz branca luminosa. Estava confusa, não conseguia lembrar o que ocorrera.

–O-O que aconteceu? Onde estou?

Subitamente, o ambiente começou a surgir, a luz, já não mais branca. O céu azul, cor do oceano, as nuvens brancas como a neve. Um verdadeiro paraíso. Ririchiyo levantou-se, pisou na grama fofa e úmida. O ar era tão puro, tão gostoso... O campo de flores. Aquela era a melhor sensação que alguém podia se passar. Os pássaros cantarolando...

–Que lugar é este? – cheirou uma das rosas – Tão cheirosa... Tão pura!

Mas aquele ambiente pacífico não a confortava... Sentia falta de algo...

–M-Mas que sensação é esta... Mesmo aqui, neste ambiente tão bonito... – Olhou para o céu – O que está faltando?

***

Sebastian curvou-se e disse:

–Desculpe-me.

Ciel, vendo aquela cena, já imaginara a resposta...

–Desculpar-se pelo o quê? Qual é o problema desta vez?

–Desculpe-me. Não pude ajudá-lo, não pude salvar Ririchiyo...

–Como assim salvá-la? Ainda temos chances, vamos encontrá...

–Não, não iremos! Ela está no paraíso... Impossível entrarmos lá! Impossível! – interrompeu – É tudo culpa minha... Deveria ter a salvo. –murmurou.

–Não se lamente agora. Além disso, não lhe ordenei que a salvasse. Ande, levante-se! E me explique o porquê de não podermos “entrar” no paraíso.

Sebastian levantou-se, mas não teve coragem de olhar nos olhos de seu mestre. Pela primeira vez, se sentiu culpado, se sentiu envergonhado.

–Ora, somos demônios... – ergueu a cabeça – Demônios não entram no paraíso!

–Vejo que meu plano foi brilhante! – uma voz familiar tomou o ambiente – Coitadinho do conde... Tão indefeso... Acabara de perder seu amor. – deu risadas.

–Ash é você?!? – Ciel gritou.

–O próprio! Gostou da minha ideia? Quem diria que Lizzy mataria, ou pelo menos, provocaria essa confusão? – disse – Ah! Como o mundo está cada vez mais, se transformando!

–Seu...!

Ciel puxou Ash pela gola. Sim, Ciel era pequeno e indefeso, mas sua força não se comparava... Nada melhor do que um demônio cheio de ódio, com uma força incomparável, lamentando-se pela ida de sua amada, não é mesmo?

–Diga! Eu sei que não é impossível salvar Ririchiyo, eu sei!

–Claro que não é... Se você for um anjo. – sorriu.

–Dane-se os anjos! Eu sei que existe outra maneira... Preciso salvá-la! – Ciel apertou a garganta de Ash – Me mostre o caminho, me mostre o caminho do paraíso!

***

–Olá! Tem alguém aqui? – gritou Ririchiyo – Homens, mulheres? Alguém?!?

–Parece que estou sozinha... Ficarei presa nesta solidão eterna, sem ninguém... – uma lágrima caiu de seus olhos brilhantes e indefesos – Não, não pode ser! Sinto que preciso de alguém, alguém que me acompanhe em meus desafios, tristezas, alegrias... Mas não me recordo... Quem, QUEM?!? – gritou; tão forte que os pássaros se espantaram –.

***

–Para quê tanta afobação? É apenas uma garota... – falou Ash .

–Não, incorreto. Ela é a garota! E eu não vou perdê-la.

–Bocchan... – Sebastian interrompeu – Não me lembro de você sentir sentimentos tão fortes por alguém... Sempre tão frio, sério, solitário e rude.

–Pois eu mudei. Sou um homem maduro. E não desistirei tão fácil de quem amo, tal como não desisti tão fácil de meus pais!

–Se é o que deseja...

–Não adiantará de nada. Suas memórias foram apagadas, nem o mais poderoso dos amores, poderia recuperá-las. – falou Ash subitamente.

–Incorreto.

Ash arregalou os olhos e disse:

–Por que incorreto? O conde tem um planinho? – risos.

– Eu encontrarei Ririchiyo!

***

Ririchiyo adormeceu. Mal conseguia sonhar...

*SONHO ON*

–Ah, fazer faculdade na Inglaterra é muito bom! Lá encontram-se as melhores universidades...

–Sim, sim – Miketsukami deu um sorriso.

–Será que encontrarei novos amigos?

–M-Mas é claro milady! A senhorita é muito simpática!

–Eu espero. – deu um leve sorriso.

*SONHO OFF*

Ririchiyo repentinamente acordou... “O que foi esse sonho?” pensou.

–I-Inglaterra? Mike...tsukami? Onde... Realmente, eu estou?

–Ohayou – um homem de cabelos grisalhos apareceu em sua frente e sorriu – Dormiu bem?

Ele tinha uma marca no rosto, dentes pontudos e unhas compridas e estreitas.

–O-Olá... Sim eu dormi bem... Quem é você? Digo, o senhor?

–Vamos dizer que, um bom amigo. – sorriu – Está sozinha, não é mesmo? Sim, eu sei como é... É triste, solitário, mas logo se acostuma. Logo seu amado chegará!

–A-Amado? – Ririchiyo ficou confusa – Hein?

–Ah... Etto... Esqueça! – disse – Vejo que ela perdeu as memórias... – pensou.

O homem desapareceu, sim desapareceu, literalmente, do nada.

–E-Espere! O que o senhor quis dizer...? – falou – Ah, minha única esperança era aquele homem... Pelo visto, e, aparentemente, eu perdi as memórias. Isso está claro! Mas... Como recuperá-las?

***

–Impossível... – retrucou Ash.

–Não, não é! – gritou – Mas antes, que tal eu te matar? – Ciel rapidamente ergueu sua espada e "atravessou-a" na barriga de Ash, naquela situação, era impossível reagir e ver os movimentos de Ciel – E agora, Ash? – perguntou.

–Ash, certeza? – Um homem sorriu.

– U-Undertaker? Quanto tempo... – ele havia bloqueado a espada de Ciel – Onde estava?

–Ora, na minha funerária é claro... Mas hoje, especificamente, em um lugar incrível. Nem sei descrever direito... Um lugar lindo, puro, cheiroso e pacífico... Mas o mais importante, com uma bela garota. – sorriu – Isso te faz lembrar de algo, conde?

– Um lugar lindo, puro, cheiroso e pacífico... Com uma bela garota... – repetiu as palavras do shinigami – Ri-Ririchiyo?!?

Notas finais
*OOOOOOOOO* Será que esse funerário ajudará Ciel? u-ú Quem sabe... Gostaram? Comentem ^^ Sugestões, críticas? Comentem too >w<

Kissus ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.