Senseis Visit
4 Atirador de pedras
Cap.04 – Atirador de pedras
A manhã estava mais fria do que o esperado para aquela época do ano. O fato de não se passar das sete da manhã também ajudava, mas tinha que levantar.
Após fazer sua higiene matinal e ainda de pijama, Roy desceu as escadas encontrando Riza no sofá maior com as pernas cobertas por uma grossa e no colo um caderno de desenho profissional.
- Bom dia.
- Bom dia. – seca –
- Acordou cedo.
- Quem deveria estar admirada sou. – ela não parava de desenhar –
Azeda? Nem um pouquinho...
- Você ainda desenha... – se senta no braço do outro sofá –
- É o que parece.
- Hoje você está insuportável.
- Idem.
- Eu só estou tentando manter um clima legal.
- Deixe os teatros para quando meu pai estiver perto.
- Você é impossível Elizabeth! Quem tem motivos para estar azedo sou eu!
- Posso lembrá-lo de que ela não estava grávida?
- Mas você a jogou escada abaixo!
Aquela frase foi pior que um tapa na cara. Ele achava que ela havia feito isso, mas nunca dissera com todas as letras. A reação dela foi instantânea. Um tapa na face direita que chegou a estralar.
- Nunca mais repita isso. Ache o que quiser, não me importo. Mas não diga coisas que você não pode ter certeza.
Riza sobe as escadas e as desce em seguida devidamente vestida. Pega o sobretudo e começa a sair.
- Onde você vai?
- Não é da sua conta!!
Ela não da tempo para qualquer outra intromissão. Sai no carro.
- Caralho! Parebens, você conseguiu!!!!
Muito nervoso ele sobe as escadas para seu quarto.
-
-
Riza não sabia para iria. Só sabia que precisava sair!
Como ele ousava dizer aquilo? Ele havia visto? Não!
A única coisa que havia feito foi acreditar cegamente em uma vagabunda.
- Idiota! Você não tem noção...
A loira para o carro em um parque e começa a andar.
Uma chuva fria começava a cair, mas ela não se importava muito. Continuou caminhando e pensando em sua vida.
Como ele podia acreditar que ela era capaz de jogar alguém de uma escada?
E se achava, como podia deixar sua segurança em suas mãos?
E por que, mesmo depois de tudo ainda decidiu continuar ao lado dele?
Não tinha motivo algum para segui-lo.
Amou aquele homem com loucura, acreditaria nele na pior situação.
Daria o apoio que ele precisasse sempre.
Mas ele? Seria capaz?
De confiar incondicionalmente, já sabia que não.
Estava sobre a corda bamba. Se caísse não teria ninguém para ampará-la.
Não podia continuar assim.
Quando se deu conta estava parada na frente de um café. Talvez fosse melhor entrar...
- Um café sem açúcar.
- Sim.
Estava tão só. Precisava de alguém...
- pega o celular – Gregg, será que você podia vir aqui café Cancún?- pára para ouvir – Eu sei que você deve ter mais o que fazer...mas eu preciso tanto. Vou esperar.
Foram quase vinte minutos até que o ruivo chegasse.
- O que foi Riz?
- Eu estou mal, eu acabei de ouvir com todas as letras o que eu sempre soube...
- O Roy de novo?
- Sim... – meio envergonhada –
- Você é masoquista ou o que?
- Meu pai está na cidade e ele me convenceu a continuar com a farça, para evitar especulações. Então resolvemos passar uns dias naquela casa... foi o que precisávamos para brigar e ele falar o que sempre achou mas nunca falou.
- Continuar com uma mentira... esse cara me surpreende cada dia mais.
- Eu não agüento mais ficar nessa corda bamba, eu não quero mais ficar sozinha...
- Então se desprenda desse cara, Riz, se ele te acha um monstro, não te conhece, não te merece. Sei que pode parecer golpe baixo, mas não foi ele que cuidou de você quando você estava despedaçada, ele não escutou seu choro, não te ajudou a superar... Ele nem se quer seria capaz de ampará-la se você precisasse.
- Eu sei disso tudo, mas ele é o que exercito precisa para se regenerar.
- Não duvido, mas te garanto que ele já tem aliados suficientes. Pense em você.
- Você tem razão. Recomeçar realmente, sem magoas, sem recentimentos...
- E com a verdade.
- Meu pai.
- Isso. – passa a mão no rosto dela – Eu sempre vou estar ao seu lado, mesmo que só como amigo, só não me peça para ver você dando murro em ponta de faca.
- Obrigada. Por tudo que você faz e tem feito por mim.
- Eu não conseguiria deixar você sofrendo sem fazer nada.
- Melhor eu ir para casa, meu pai pode aparecer lá a qualquer momento.
- Duvido que as nove da noite.
- Nove?
- Nove. Vou deixar você naquela casa, depois levo seu carro.
- Não precisa. – ela tenta se levantar mas fica zonza –
- Sei... Acho que tanto estresse não te fez bem, fora a chuva.
-
-
Todo aquele estresse e avalanche de sentimentos abalaram muito o estado emocional da loira. E Gregg, após tantos anos de amizade e cuidado, sabia quando ela estava prestes a desabar completamente, e isso estava perto, se ela não recebesse o apoio necessário padeceria.
Sim, ela era uma mulher forte. Mas também era sensível. Bastava saber como lidar com ela.
- Com o braço envolto na cintura dela – Vou te deixar na cama e com uma bela xícara de chá.
- Não precisa. – sua voz saiu num assovio –
- Claro que precisa.
Quando estavam perto da porta, o ruivo a pegouno colo. Não que ela precisasse ser carregada, mas era um mimo e também uma excelente oportunidade de irritar Roy. Gregorio e Roy nunca se deram. Um nunca perdeu uma oportunidade de irritar o outro.
- Riza? O que aconteceu? O que você fez com ela?
- Não seja otário, eu estou é cuidando dela. Como sempre, reparando os estragos...
Extremamente irritado, Roy é ultrapassado. Aquela ultima frase fora uma indireta? Os estragos que ele falara eram feitos por ele?
Ao chegarem no quarto, Gregg põe Riza no chão.
- Tome um banho e quando você voltar terá uma ótima xícara de chá a sua espera.
- Obrigada. Eu não sei o que eu faria sem você... – lhe dá um beijo na testa –
- Disponha.
Gregg desce as escadas e encontra Roy com uma cara de quem comeu e não gostou.
- Com fome, Mustang? Porque cara feia, pra mim é fome!
- Qual é a sua? Faz oito anos que nos separamos e ela não te deu uma verdadeira chance...
- Diferente de você, eu me importo com ela. Não preciso de motivo pra cuidar dela.
- Dobre a língua...
- Você não cuidou dela quando ela estava acabada...
- Acabada? Ela jogou uma mulher do alto de uma escada e desapareceu por uma semana, quem não tinha motivos para ficar bem era eu!
- solta uma gargalhada – Você crê mesmo que ela jogou aquela maluca da escada? Que ela foi atrás, tirar satisfações? E que ela fugiu com medo das conseqüências?
- É o que tudo indica.
- Você tem certeza de que estamos falando da mesma mulher? Porque insensibilidade, frieza e covardia,não características da Riza.
- Ela estava cega de ciúmes!
- Você se acha tão bom assim? Você acha que ela iria contra tudo o que faz dela essa mulher excepcional somente por você? Ela pode te amar, mas ela não mudaria seu jeito de ser por ninguém!
- Então que raios aconteceu? SE VOCÊ SABE TANTO, O QUE ACONTECEU?
- O que...
- Gregório!
Uma voz vinda do alto da escada cortou a discussão.
- Ele precisa saber!
- Não!
Ela descia as escadas.
- Você não é esse monstro!
- Não me importa a opinião dele!
- Riza!
- Por favor, eu estou pedindo.
- Se você quer continuar sendo apedrejada sem motivos, que seja! – ele estava irritado – Só deixo uma pergunta: Se aquela mulherzinha estava tão em pânico por quase ter sido jogada de uma escada e supostamente agredida por Riza, Por que ela não fez uma denuncia? Fora o fato dela não estar grávida.
- Gregg... – um sussurro –
- Não se preocupe, não vou fazer nada que você não queira. – lhe dá um beijo na testa – E pense na nossa conversa, um recomeço sem mentiras.
O ruivo sai pela porta mais próxima.
- Qual a resposta para aquela pergunta?
- Eu não sei de nada. – sobe as escadas correndo –
Continua...
Notas finais
Estou adorando a repercução que a fic está tendo!
Muitos bjos e deixem review e ganhem uma cap!
Dollu vcs!
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