Senseis Visit
1 A carta
Sensei’s Visit
Cap.01 – A carta
Era mais um dia comum no quartel general central. Roy tirava seu cochilo vespertino, os outros fingiam trabalhar e Riza trabalhava e fingia não ver a displicência dos colegas e chefe.
- Sua correspondência, coronel. – Scieska entra na sala –
- Pode deixar sobre a mesa, Scieska, depois o coronel olha.
- Hai.
- Vou aos arquivos buscar alguns relatórios, tentem não por essa sala abaixo.
- Sim, senhora.
Caminhar pelos corredores com aquele novo uniforme não era lá muito bom para o medo que os rapazes tinham de Riza. Maldito Roy e sua fixação por minissaias.
- Boa tarde, Tenente.
- Boa tarde, cabo.
A loira entra nos arquivos.
- Eu quero as pastas com o orçamento mensal do coronel Mustang.
- Um minuto, Hawkeye.
Tina não gostava muito de Riza. Provavelmente devido ao fato de Riza passar muito tempo com Roy, esse que lhe deu o maior fora.
- Aqui. – lhe entrega a pasta –
- Obrigada.
Quando volta a sala a loira encontra Roy mais branco do que cera, com cara de pânico.
- O que houve? Algum pai das namoradas veio tirar satisfação?
- Não. Ele só leu uma carta e ficou assim.
Riza pega o papel e passa os olhos sobre ele.
Roy,
Sei que deve estar imaginando quem lhe escreveu está carta. Por isso, vou lhe dar uma dica: Te ensinei tudo o que sabe e você é casado com meu anjinho. Isso mesmo! Sou eu, Richard Hawkeye. Seu sensei, mentor e sogro. Espero que você e meu bebezinho estejam bem. Para seu bem, é claro.
Estou indo a central resolver algumas coisas e quero vê-los. Sabe, ando curioso para saber o porquê da falta de visitas. Se não te conhecesse bem e não soubesse do tamanho do amor que tem a vida, juraria que vocês não estão mais juntos e estão escondendo isso de mim.
Mas é lógico que isso é só uma idéia boba, porque você fez o diabo para se casar com ela e ela o mesmo. Garanto, que se você a fez sofrer... Bem, você já sabe. Mande um beijo para minha bonquinha, chego sexta que vem.
Richard Hawkeye
- É, ele tem motivos para estar assim.
Como se nada tivesse acontecido ela volta a trabalhar.
- Ele vai me matar e você vai preencher relatórios?!
- Como disse, quem vai morrer é você.
- Riza, o sensei vai me matar da maneira mais dolorosa possível.
- Será uma pena, teremos que trabalhar para outra pessoa.
- Você não é má assim!
- Será que dá para vocês explicarem o que está acontecendo?!
- Meu pai, o sensei do coronel, vai vir na cidade e quer nos ver.
- E por que isso é uma tragédia?
- Porque a cerca de dez anos eu me casei com a riza, diga-se que fizemos o diabo para ele deixar, e nos separamos dois anos depois.
- Não se esqueça de contar que nos separamos, mas não nos divorciamos e nem contamos ao meu pai.
- Vocês são casados?!
- Separados. – esclareceu a loira –
- Riza, ele me ameaçou ao extremo...você não pode fazer isso comigo!
- Omitir é uma coisa, mentir é outra. Não vou mentir para o meu pai.
- Mas ele vai me matar!
- Uma pena. Vou ficar viúva, já que oficialmente não somos separados.
- Isso não é engraçado!
- E quem está rindo? – ela não parava de trabalhar –
- Sem querer interromper a brigado casal, por que não se divorciaram?
- É Roy, por que não nos divorciamos? – ela parou de escrever e passou a olhar para ele –
- É complicado.
- Hum...
- Eu não vou assinar nada para você confirmar sua teoria maluca!
- Maluca?
- É! Eu não fiz nada e não assino droga de divorcio nenhum até você me dar um motivo consistente para isso!
- Bem, vejo que nada mudou. E continuo na minha posição. Não.Vou.Mentir.Para.Meu.Pai. – ela falou pausadamente –
- Por tudo o que vivemos juntos!
- Não foi tão bom assim.
- COMO É QUE É?
- Não foi tão bom assim, quando me lembro que bati de frente com a minha família por sua causa... fala serio!
- UI!
- Cara, eu sempre achei que tinha uma tensão sexual entre os dois!
- Eu também. Mas isso é muito mais do que eu jamais imaginei!
- Cara, vocês ouviram o que ela disse? Será que ele não é lá essas coisas?
- olhar mortal – Calem a boca! Esqueceram-se de que eu posso fazer churrasco de vocês?
- h...hai!
- Com medo de alguém que morre de medo do sogro... – resmunga Havoc –
- Meu pai é conhecido como dragão do leste, ele tem razão em ter medo.
- E você vai me jogar para os leões assim?
- Dragão! – corrigiu Fury que recebeu um olhar mortal –
- Roy, não somos mais casados, para que continuar com essa farça?
- Um: Você ainda carrega meu sobrenome. Dois: Ele vai querer saber o motivo e você vai contar essa história que é CALUNIA e ele vai me matar.
- Não carrego seu sobrenome por opção e não é calunia.
- Todo mundo é inocente até que prove o contrário.
- Todo mundo é culpado até que se prove o contrario. E com licença, essa conversa já está me dando dor de cabeça!
- Argh! Mulher teimosa!
- Mas o senhor casou com ela!
- Olhar assassino – Eu não pedi a opinião de vocês e se caso essa história saia daqui eu juro que incinero vocês e jogo no penhasco mais próximo. Garanto que posso ser muito pior do que qualquer killer que já tenhamos prendido!
Fury desmaia.
- Parece que ele entendeu. Tomara que vocês sejam tão espertos.
Roy lhes da as costas e sai também. Precisava pensar, tinha muitos problemas a vista e essa história trouxe velhas feridas que ele esperava já terem cicatrizado.
Continua...
Notas finais
Espero que gostem e comentem!
bjos!
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