Senpai de Família
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Intercâmbio, o sonho de 9 entre 10 jovens de vinte e poucos anos, porém uma realidade para poucos e os jovens japoneses Kei Tsukishima e Tetsurou Kuroo faziam parte desses poucos. Fazendo intercâmbio em uma das mais renomadas universidades privadas na área de Educação Física no Brasil, através de uma bolsa integral de estudos, conseguida através do desempenho excepcional dos dois nos seus respectivos times de vôlei no colegial e as notas razoavelmente boas, a dupla trabalhava duro em seu sonho. Trabalho de meio período em telemarketing, treinos e partidas com o time universitário e os estudos. Era uma rotina árdua, mas, no final, valeria a pena, pois como ambos acabaram de passar para o terceiro semestre, poderiam finalmente ser estagiários do time universitário e dedicarem-se totalmente ao vôlei.
Férias de Janeiro, dia de folga do serviço (por sorte, ambos conseguiram um trabalho que não tivesse escala 6x1 e mesmo eles quisessem, eles não poderiam, por causa das atividades do time de vôlei), do time e obviamente dos estudos.
Como bons universitários, Tsukishima e Kuroo viviam com a falta de grana, afinal nenhum deles vieram de famílias ricas e só conseguiram o intercâmbio, porque a universidade se prontificou a pagar todos os custos do embarque mais moradia. Se não fosse isso, eles com certeza optariam por entrar em algum time universitário da terra natal deles, o Japão. Naquele dia, por falta de opção e grana, ambos estavam na república da faculdade, onde os dois dividiam despesas, sentados no sofá sala e assistindo o clássico dos filmes “educativos” brasileiros, o filme mais delicioso do mundo, o único e inigualável “Pai de Família, estrelado por Jajá e Guina-senpai* — como estava na legenda em japonês, já que o português dos dois ainda não era dos melhores.
Junto ao filme, eles degustavam um suco de laranja “com sabor natural e 100% fresquinho” — era o que a embalagem daquele suco em pó barato garantia — misturado com corotinho. Afinal em tempos de crise, suco de laranja de litro a sete reais e vodka a dez reais, não está fácil para ninguém.
Tsukishima já estava no quinto copo e Kuroo no sétimo, porém mesmo bêbados, eles ainda se sentiam entediados... até que Kuroo teve uma grande ideia: pegou o celular, ligou a câmera dele e apontando-a para Tsukishima, insinuou em japonês misturado com português bizarro:
— E aí, megane*, tá a fim de trabalhar?
Kei, um rapaz loiro com 1,90cm, óculos para astigmatismo e peculiar beleza, olhou para Tetsurou, virou de uma vez mais um copo daquela mistura e respondeu:
— Até onde eu saiba, trabalho é só na segunda.
“Um cavalheiro como sempre”. — Pensou Kuroo, um rapaz de cabelos pretos geralmente arrepiados, mas naquele momento estava com os cabelos baixos, pois havia tomado banho antes, quase da mesma altura de Tsukishima, músculos bem definidos, mas nada a nível “trapézio descendente” da coisa. Deu um suspiro, pediu para Kei segurar o celular e sem nenhuma cerimônia, tirou a única peça que usava no corpo: uma cueca estilo boxer preta.
Tsukishima deu uma boa olhada no companheiro de moradia. Primeiro, o rosto cujo tesão estava estampado, depois os braços, peitoral, abdômen bem definidos, coxas, pernas e, por último, o pênis em riste, com uma ou outra veia saltitante e soltando líquido seminal, praticamente implorando pelo loiro. Kei tomou mais um copo da mistura e quando reparou, estava filmando o membro do amigo... É... estava difícil de resistir. Sem pensar, falou:
— Apaga isso aí e bora fazer essa joça direito.
Kuroo deu um beijo de tirar o fôlego do rapaz loiro, pegou o celular de volta, apagou o vídeo e aguardou Tsukishima trocar de roupa. Já com as roupas trocadas, Kei e Tetsurou pegaram a mistura e a levaram para a cozinha.
Dentro do outro cômodo, Kei sentou na mesa, imitando a posição do melhor ator “educativo” existente, Jájá, colocou a mistura de suco em pó com corotinho no copo, aguardou Tetsurou ajeitar a câmera do celular e quando o rapaz moreno falou “Gravando” mais a música tema do filme começou a tocar, entrou na brincadeira. Um pouco envergonhado, mas entrou: fez um charme para a câmera, tomou seu “suco de laranja” como se estivesse degustando o melhor vinho do mundo e após refletir rapidamente sobre a existência do universo, eis que Kuroo, nu e de pau duro, apareceu e perguntou:
— E aí, megane, tá a fim de trabalhar?
— Kuroo-senpai, até onde saiba... no salame não pode não! Tem que trabalhar e aí a gente brinca um pouco, né?! — Respondeu Tsukishima com um sorriso bem safado no rosto.
Kuroo insistiu:
— Ei, dá uma pegadinha e depois a gente vê o trabalho.
Estava difícil para Kei resistir. Aquele pênis em riste, pedindo pela sua boca e seu... :
— Nossa, você me mata! Oishii bokki*! Podia trabalhar, depois a gente brinca, vai! — Com a bebedeira, Tsukishima também falava uma estranha mistura de português com japonês.
— Não, vem dar uma chupada aqui e depois você vai... trabalhar!
— Aí, eu não resisto vai! — Cedeu Tsukishima, cheio de tesão para dar (literalmente).
— Chupa ele, depois você trabalha... Trabalha no meu cacete... Gostoso... — Complementou Kuroo, antes do rapaz japonês loiro começar a oferecer um boquete dos deuses para o japonês moreno.
Tetsurou sentia um prazer imenso ao sentir a quentura da boca alheia, fazendo movimentos sincronizados de vai e vem, o chupando sem frescura e massageando seus testículos. Ficou ainda com mais tesão quando Tsukishima parou a massagem e começou a tirar a roupa: primeiro a camisa, depois o desabotoar do cinto e por último, o retirar da cueca, com calça, cinto e tudo. Era uma cena maravilhosa ver o loiro olhando-o nos olhos, chupando seu falo como se sua vida dependesse disso. Resolveu divertir-se um pouco retirando o membro da boca de Kei e batendo levemente o pênis na cara dele. Só não imaginava o rapaz estar tão dentro do personagem assim:
— Vai, me bate vai! — Kuroo nem pensou duas vezes. Deu uma pequena surra de pau no loiro e depois pediu para Kei empinar bem a bunda e continuar apoiado na mesa. Pedido atendido, o rapaz moreno admirava a vista maravilhosa da bunda de Tsukishima. Impossível resistir. Ficou atrás do rapaz, deu-lhe uns bons tapas na bunda e depois bateu com o pênis na bunda do outro. Os gemidos de Kei eram os sinais que ele estava adorando aquilo. Pegou na bunda do rapaz mais alto, abriu bem ela e provocou:
— Abre esse cu para mim, vai... Isso! Ê, safado! Vou estourar esse rabo todo. Esse cu tá piscando, tá?!
— Hai... — Tsukishima respondeu “sim” positivamente em japonês, rebolando muito a bunda, coisa que raramente fazia sóbrio. Continuou a provocação, entre gemidos — Eu quero essa rola bem grande no meu cu!
“Eita porra! ” — Pensou Kuroo ao ver o amigo, famoso pelo comportamento polido, tão debochado na zoeira. O que a bebida não faz... Continuou na onda:
— Dá o cu para mim vai? Vai, safado?!
— Ah, eu vou dar para você, vai! — disse o loiro em um tom de voz bem safado, rebolando muito a bunda e após tomar mais um gole da mistura.
— Vou deixar um oco nesse rabo! — Avisou Kuroo, enfatizando uma frase clássica de Guina-senpai.
— Fode, fode gostoso esse cu, esse cu de macho! — Provocou Tsukishima.
Se dependesse de Kuroo, já metia logo naquele rabo, mas ambos os rapazes eram cientes que sexo anal “à seco”, sem nenhuma lubrificação sequer, além da dor infernal para ambos, principalmente para quem está recebendo, havia o risco de acarretar consequências muito mais sérias. Obviamente, antes da penetração, Tetsurou preparou Kei como se deve. Pegou o lubrificante à base de água mais algumas camisinhas que estavam guardados em uma gaveta próxima, abriu a embalagem do lubrificante, espalhou o líquido gelatinoso na intimidade de Tsukishima, nos próprios dedos e lentamente começou a preparar o amigo. Primeiro um dedo, depois mais um e sempre respeitando os limites do loiro, até que:
— Vai, me fode, vai! — Implorou Tsukishima, batendo na própria bunda, com um sorriso e um olhar bem safado no rosto. Impossível de Tetsurou resistir.
O rapaz de cabelos negros pegou a camisinha, abriu a embalagem, colocou, ajustou o preservativo e enrabou o loirão com tudo, que deu um grito de prazer direto, coisa raríssima de acontecer:
— Ai que delícia!
Aquele grito vindo de gostosos gemidos depois foram um incentivo e tanto para Kuuro foder Tsukishima sem dó. Puxou o cabelo do outro, deu-lhe um tapa generoso na bunda e começou a estocar cada vez mais forte e de uma vez. Kei não imaginava que o outro tinha um lado tão selvagem, pois estava acostumado a um Kuroo todo carinhoso na transa. Gostou da pegada e pediu por mais:
— Isso... me fode com força, Kuroo-senpai! Isso... vai, senpai! Vai, vai, senpai! Senpai... — Gritava Kei, ao mesmo tempo em que, sabe-se lá como, conseguia enchei mais um copo da mistura e tomá-la. Os gemidos continuavam ali, presentes, uma expressão sonora genuína de prazer, porém Kuroo queria mais. Muito mais.
Pediu para Kei deitar na mesa, virado de lado e com as pernas bem abertas. Ato feito, Tetsurou voltou a estocar dentro de Tsukishima cada vez mais forte e mais fundo. O prazer que o loiro sentia era algo à beira do insano. Nunca tinha sentido uma conexão tão forte em uma foda como essa. Principalmente porque era a primeira transa que Kei dava realmente um “foda-se” para tudo e entregava-se 100% ao sexo. Safado, gostoso e sem cerimônias, como deveria ser sempre. Tudo bem que o ideal era essa descoberta ter sido feita sóbrio, mas com uma pica grande e grossa fodendo-o gostoso, racionalizar isso era impossível, não?!
— Vai, caralho, me fode até eu ficar rouco de tanto gritar, porra! — Gritou Tsukishima que teve seu pedido atendido com Kuroo deitando na mesa e metendo com tudo.
Para Tetsurou, aquilo era surreal. Sabia que Kei tinha um “lado safado” bem “hardcore”, porém por algum motivo, mesmo no sexo, ele tentava escondê-lo a qualquer custo. A verdadeira natureza sexual de Tsukishima era algo lindo de se aproveitar.
Na realidade, era para eles terem ido para cama, se fossem seguir o roteiro do filme, mas... e a trabalheira para parar e voltar de onde parou? Não... Kuroo se recusava a parar aquele momento.
Mudaram a posição novamente, naquele momento, Tsukishima cavalgava com gosto no pênis de Kuroo. Era uma sensação de prazer indescritível.
Sentindo Tetsurou cada vez mais fundo, rebolando bastante e ao mesmo tempo em que se masturbava, Tsukishima gritou, misturando português e japonês:
— Ai que delícia, porra! Kimochi ii*! Iku*, iku!
Kuroo, segundos depois, também falou, entre muitos gemidos:
— Ah, Tsukki, iku, iku! Caralho!
Corpos tremendo, uma sensação sublime de relaxamento e mais as sensações típicas de um orgasmo intenso. Mais do que isso, um raríssimo ato onde os dois gozaram ao mesmo tempo. Sentiam os espasmos tão fortes que Kuroo só arranjou forças para retirar a camisinha do pênis, amarrá-la e milagrosamente acertar o arremesso do objeto no lixo. Depois disso, Tetsurou fez o mesmo que Kei: desabou no sono.
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