Senpai-chan, notice me!
6 Vamos vigiar... juntos!
Notas iniciais
Ele tem mãos muitos habilidosas, nem mesmo a Nami consegue lavar minhas costas com tanta sutileza assim.
– A-assim está bom Robin-senpai?
–Sim... -sorri ainda de costas para ele- Ondori-kun, eu poderia lavar suas costas também?... -indaguei com inocência, afinal de contas, ele pode ter o pensamento meio primitivo, como o do Franky em relação a banhos.
Mas o caso é que, ele ficou calado por um tempo e depois de muito ofegar, aceitou.
Sorri com a resposta e pedi para ele que retirasse o resto de suas roupas.
– S-S-Senpai...
– Tudo bem, prometo que não vejo nada... -virei-me de costas e até me afastei um pouco. Dava para ouvir o tecido cair no chão, agora que lembrei, Ondori-kun tem muitas coisas de metal e correntes espalhadas por suas vestes... Será mesmo que ele é masoquista?
Deixei de canto e me virei quando ele terminara, já estava até sentado. Sorri simpática e peguei a esponja que ele usara em mim, coloquei um pouco mais de sabão e molhei suas costas. Elas estavam cheias de hematomas. — Ne Ondori-kun, o que houve com as suas costas? Elas estão tão machucadas...
– N-Não foi nada sério, s-senpai... -ele disse tímido- eu andei treinando muito ultimamente- seu orgulho logo apareceu-
– Gosto quando se esforça, mas não exagere, pode acabar te prejudicando. -fiquei mesmo preocupada, aquilo não era um roxo comum, não me parecia ser roxo de socos ou tapas, pareciam marcas de feitas de alguma arma ou instrumento.
Mesmo assim não o questionei muito, afinal, se ele está dizendo que é o treino, devo confiar em sua palavra, Ondori-kun nunca mentiria sobre algo tão sério.
Comecei a esfregar lentamente suas costas, eu não sabia se seus machucados estavam doendo, então tive o cuidado de tracejar meus dedos com leveza, ao mesmo tempo limpava, massageava sua pele. Em momento algum ouvi murmúrios, na verdade, ele parecia bastante feliz com aquilo.
Subi e desci sua coluna duas vezes, o problema é que ele é um pouco mais alto que eu (e olha que sou a terceira mais alta do bando), por tal tive que ficar praticamente grudada nele pra poder lavar seus ombros.
– R-Robin-senpai... -ele falou tão baixo, de forma tão inquieta-
– Estou te machucando?
– D-De forma a-a-alguma!
– Eu espero estar fazendo isso direito, é a primeira vez que lavo as costas de um homem...
Ele travou. Simples assim... Travou do nada. Chopper apesar de ser "homem", é uma rena, então não conta. Verdade que nunca dei banho em alguém além de mim ou da Nami e do meu adorável médico-rena.
É uma sofrência fazer Luffy tomar banho, Sanji-san toma banho por si mesmo, igualmente a Zoro, Usopp, Franky e Brook, nem precisam de ajuda para lavarem as costas, então, posso dizer com certeza que Ondori-kun é minha primeira "cobaia".
Depois de esfregar bem a pele dele, joguei um balde de água morna. Até os hematomas pareciam menos doloridos aos meus olhos. — Como se sente, Ondori-kun?
Outra vez, não tive uma resposta imediata, mas invés disso, vi corações flutuando de seus olhos e sua cara toda vermelha... Espero que não seja febre.
*
*
*
Já estava tarde da noite e eu queria muito poder dormir um pouco, porém, é minha vez de vigiar o Sunny, então, o que me resta fazer é tomar muito café e ler a noite inteira.
Os meninos capotaram na cama, Nami também dorme cedo e Zoro, mesmo acostumado a dormir tarde, cochilava no sofá da cozinha.
Sobrando apenas eu e meu inesperado "escravo" acordados, fiquei indecisa no que fazer para não deixar o clima tenso.
Fui na geladeira, peguei qualquer gordice e comi, entreguei uma taça enorme cheia de doces pro Ondori-kun e subimos até o ninho de corvo.
Meu pijama era curto, roxo e cheio de ovelhas desenhadas. Sentei no sofá vermelho e ao lado, havia uma pilha de livros e no chão, estava o suposto masoquista... Ele me encarava ansioso, como se aguardasse uma ordem.
Ou como ele mesmo prefere dizer: um castigo.
– S-S-Senpai!... -ele falou um tanto alto, coloquei o dedo a frente de sua boca-
– Fale mais baixo, Ondori-kun, os outros estão dormindo... -pedi entre sussurros, ele ficou maravilhado com aquilo- não precisa fazer vigia comigo, se quiser, pode deitar no meu colo e dormir um pouco.
Assim que sorri, peguei a tal coleira que havia levado pro meu quarto mais cedo, coloquei em seu pescoço e fiquei admirando-o...
Não é nada normal um ser humano pedir algo como isto, mas por um motivo estranho, ela ficava muito bem nele.
Peguei a corrente e o olhei bem: ela tem níveis de medida, suponho que quanto mais corrente você permite no espaço entre o Mestre e o Escravo, mais livre ele pode agir, diferente de quando ela está curta, com certeza significa punição.
Não entendo tão bem de objetos masoquistas, mas sei que comecei a gostar dessa coisa e talvez, não seja tão ruim assim usa-la no Ondori-kun.
De qualquer modo, só farei isto amanhã, por hoje, vou deixa-lo descansar; e quem diria que ele gostou mesmo de ficar no meu colo...
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