Notas iniciais
Oi! Voltei de viagem, mas queria ter continuado lá ): Enfim, mais um capítulo recém-escrito pra vocês, seus lindos. No último capítulo vimos que Aomine foi acordar Rin e Yukio, avisando que Kagami estava passando mal. Na manhã seguinte, Rin saiu para jogar basquete e conheceu uma garota nova, Hira. Acompanhem a continuação.

-Tá, mas... Rin, quando é o próximo jogo mesmo?

-Semana que vem, terça.

Yuko estalou a língua, fazendo careta. Respirei fundo, e chamei as outras meninas para o centro da quadra.

-Ei, escutem só. — comecei, girando a bola laranja no dedo — Hm... Uma garota nova que entrou aqui no colégio, chamada Hira, veio falar comigo nesse fim de semana, querendo saber se ela poderia fazer parte do time.

-Tá, e aí? — Aki, balançando seus cabelos vermelhos, perguntou.

-Eu disse que ela poderia vir praticar um pouco conosco se quisesse hoje...

-Ela tem experiência? — Karin perguntou.

-Ela disse que só jogava nas aulas de Educação Física no outro colégio.

-De onde ela vem? — Kori quis saber.

-Não sei — cocei a cabeça — Ah, parece que ela chegou. Lembrem, o nome dela é Hira. Tratem-na bem ou vou acabar com vocês, precisamos de uma reserva se não se lembram.

-Hm, oi? Licença? — ela veio andando timidamente com as mãos atrás do corpo, o cabelo preso em duas marias-chiquinhas altas — Vocês são do time de basquete, não são?

-Claro que somos — falei, me pronunciando.

-Ah, oi, Rin-san.

-Essas daqui são Karin, Yuko, Aki e Kori, as outras meninas do time. Se quiser esperar um pouquinho, o técnico já está chegando...

Sentamos na quadra, e ficamos conversando até que a porta explodiu e umas quinze bolas saíram pingando de dentro, e o nosso técnico magricela saiu apitando e berrando ordens de lá de dentro.

-Não se preocupe, ele só quer se mostrar pra você — Kori sussurrou para ela em meio a uma risada. Hira concordou com um sorriso.

Primeiro, Hira passou por um avaliação física, para ver se estava bem de corpo. Aparentemente, teria que ganhar mais massa muscular e engordar um pouquinho. Depois, chamamos a garota para treinar um pouco os arremessos conosco. Ela conseguia jogar a bola direitinho, mas o porcentual de acertos era baixo. Pelo menos ela driblava e passava super bem. Resolvemos jogar um pouquinho nos ultimos minutos do treino.

-Agora entra lá, menina nova. — disse o técnico.

-Meu nome é Hira.

-Ok, ok...

Ela entrou no outro time, junto de Karin e Kori. Eu, Yuko e Aki atacávamos, mas elas sempre conseguiam tirar nossas bolas. Parecia que Hira era muito boa na defesa...

-Ótimo! — o técnico apitou, e eu parei a bola — Acabou por hoje, meninas. E aí, Hira, gostou do treino? É isso que você queria?

-Sim, sim! Adorei jogar com vocês, meninas! Posso vir quarta?

-Claro que pode — falei, secando o suor.

-Rin-chan — oui alguém chamando.

-Karin-chaaan!

Olhei para a porta, e lá estavam Kasamatsu-kun e Moriyama-san, acenando para mim. Karin virou e olhou também, entregando um sorriso ao ver Moriyama-san. Ela largou a toalha em cima do banco e foi até ele. Tentei esconder um sorriso de felicidade, mas não consegui ao ver Kasamatsu de camisa social e gravata, o uniforme masculino do colégio dele. Sério, não dava pra aguentar esse cara desse jeito.

-Esses meninos de novo, eh, Rin? — o técnico reclamou, encarando as fichas.

-Pare de ser tão ciumento, técnico. Eu hein — Aki jogou a toalha na cara dele — Agora não nos deixa mais nem namorar em paz? Parece até nosso pai.

-Vocês são como minhas filhas, é natural eu querer proteger vocês.

-Own, isso foi fofo — falei, fazendo biquinho.

-Não repita isso, Kishirime. Vou puxar seu treino dez vezes mais.

-Ui, ui, não precisa ficar enfesado.

Fui até Yukio, mais saltitando do que correndo. Ele sorriu para mim.

-E aí, tá ocupada hoje?

-Não, não...

-Vamos lá pra casa ver um filme? — ele lambeu os lábios, e o mordeu.

-Claro. Só tenho que passar em casa rapidinho, ok?

-Ok. Seu treino já acabou?

-Já. — olhei para as meninas atrás de mim.

-E quem é aquela ali? — ele apontou discretamente, mas a garota viu e acenou para nós.

-Ah, é aquela garota de quem eu falei, lembra? A Hira. Ela veio jogar com a gente hoje, fazer um teste.

-Ah, entendi... — ele voltou a atenção para mim — Vamos?

-Vamos sim.

_____

Enfei tudo dentro da mochila o mais rápido possível. Roupas, shampoo, gilete, perfume... Lingerie... Tá, ele tinha que gostar disso. Peguei também um corretivo, porque sempre é bom andar com um. O que mais? Hm... Acho que está bom. Meu Deus, quase me esqueci do meu sabonete cheirosinho. Ai, caramba.

Desci as escadas num pulo, e encontrei Yukio na porta, encarando o céu. Ainda estava cedo, eram duas e meia da tarde e estava um sol desgraçado. Eu suava sem parar, ainda não tinha tomado um banho depois do treino e estava toda descabelada e feia. Eu não deveria ter vergonha na cara mesmo, e sair assim tão ridícula com um cara gato desses do lado. Qual o meu problema?

Fomos pela rua, conversando sobre nada em particular. Meu estômago se comprimia cada vez mais. Motivo? Eu nunca fora na casa de Yukio antes. Sabia que ele morava sozinho, os pais moravam numa cidadezinha do interior por terem se cansado da vida corrida da cidade, e então o filho deles continuou aqui para terminar os estudos. Mesmo assim, parecia muita invasão de privacidade. Ele que sempre me visitava, nunca o contrário. Pelo menos ele não morava muito longe, nem tivemos que pegar ônibus. Comprei um sorvete no caminho, e estava na metade quando Kasamatsu anuncia que chegamos.

Era um prédio pequeno, com cerca de cinco andares. Tinha detalhes em azul contrastando com a cor creme das paredes. Yukio abriu a porta da frente com a sua chave, então entramos. Dentro do pequeno hall, tinha um sofá e um vaso de planta, e mais nada. Subimos as escadas até o terceiro andar, Yukio se desculpando mil vezes por não ter luz na escadaria. O prédio era bem simples, mas o apartamento do garoto era totalmente fora dos padrões do prédio.

Quem olhava de fora, pensava que era um daqueles apartamentos que mal tinham água encanada. Pelo menos o do garoto não era assim. As paredes eram brancas, com alguns quadros antigos pendurados. Logo que se abria a porta, na esquerda estava o sofá, preto de couro, e uma TV bem grande, ao lado de um video game de uma marca qualquer. A cozinha era separada da sala por um balcão repleto de folhas rabiscadas, um telefone fora do gancho, revistas e palhetas. Na direita, uma mesa de jantar, e mais para trás uma entrada que levava aos quartos e ao banheiro. Tudo estava uma bagunça, mas era a bagunça dele, e isso não me encomodava.

-Bom... Eu sei que você não liga pra bagunça. Então vem deixar as coisas no meu quarto, que eu aproveito e escolho um filme.

-Tá...

Ele foi na frente, chutando as coisas para abrir espaço. O quarto dele era uma zona ainda maior. A cama desfeita; a janela semi aberta com as cortinas espalhadas de qualquer jeito; papéis, muitos papéis; palhetas por todos os cantos; uma mesinha de estudos com muitos livros em cima; e duas prateleiras, as únicas coisas organizadas do quarto inteiro. Uma com muitos CDs, e a outra com livros específicos. Eram de música, biografias de artistas, alguns clássicos da literatura e gibis de super heróis.

-Nossa, Yukio-kun, que tanto de papel é esse, hein? — abaixei e peguei um, passando os olhos.

Ah, era uma música. Ou pelo menos, deveria ser. Estava toda rabiscada, com várias setas e símbolos que eu não conhecia.

-Não, não, não leia isso, Rin-chan — ele pediu, pegando o papel da minha mão — São umas coisas bestas que eu escrevi, nada demais.

-Ok então.

Ele revirou uma gaveta da cômoda, procurando alguma coisa. Fiquei me perguntando o que era, mas acho que no fundo sabia a resposta.

-Achei. Que tal esse, hein? — ele levantou uma capinha de DVD, com um casal na frente — Pode parecer romance, mas é comédia. Topa?

-Claro que sim.

Fomos até a sala de novo, e Yukio colocou o DVD no aparelho, indicando o sofá para que eu sentasse. Ele foi fazer pipoca, então perguntei:

-Eh, Yukio-kun, me responde uma coisa?

-Qualquer coisa — ele falou por cima do estouro do milho.

-Sem querer parecer indiscreta, mas como você banca tudo isso?

Ele me espiou por cima do balcão, mas então voltou a atenção a panela.

-Meus pais me mandam o suficiente para pagar as contas, sabe? O básico pra sobreviver. Mas se eu quero viver, faço uns shows de vez em quando.

-Kasamatsu! Eu sabia que você tocava guitarra, não que fazia shows!

-Hehe, na verdade isso é segredo. Eu não pretendia contar pra ninguém. Mas só faço quando quero comprar alguma coisa, senão nem faço.

-Mas em que tipo de lugar você faz show?

-Bares de música ao vivo. Eles sempre estão atrás de gente que cante e toque violão. Parece que é um clássico que as pessoas gostam.

-Ah... Isso é muito legal.

-É mesmo.

Vi ele sorrindo ao longe, encarando a panela. Meus Deus, eu tinha o melhor namorado do mundo.

Notas finais
Aguardem ansiosamente o próximo capítulo. Como vocês viram, Rin está na casa de Kasamatsu e quem sabe não rola? Admito que estou me preparando pra escrever a cena. Agora a pergunta: com ou sem detalhes? Porque, caso vocês não me conheçam, eu gosto de detalhar... *-* Enfim, até mais! ^3^