Notas iniciais
Oi pessoal! Gostaram da nova capa? Eu gostei tanto que virou até plano de fundo do meu celular hahah Esse Kasamatsu sempre me seduzindo *-*

Enfim, no último capítulo vimos que Rin estava começando a processar os fatos recentes, e que ela e (ba)Kagami foram até o banco recuperar o dinheiro que o pai da garota deixara suspenso. Ela descobriu que não era o suficiente e começou a chorar em pleno ponto de ônibus (triste, né?). Vejam agora a continuação.

-Ah, oi Rin! Você veio! — Yuko pulou em cima de mim.

-Está melhor? — Aki perguntou, sorrindo de leve.

-Que roupas são essas? — a loira falou.

-Calma meninas. Primeiro, é bom ver vocês. Segundo, estou bem, obrigada — tentei esboçar um sorriso — Terceiro, essas roupas são roupas normais, caso não saibam.

-E porque está com roupas normais? Nós temos treino agora, não temos? — Hira, que arremessava uma bola na cesta, perguntou. A esfera bateu na tabela e desviou.

-Na verdade é sobre isso que eu queria falar. O técnico está aí? — olhei ao redor.

-TÉCNICO!!!! — as meninas berraram. O magrela apareceu, uma bola nas mãos e um apito entre os lábios.

-Oi, Rin, que bom que veio! Estive pensando numas novas jogadas e queria...

-Escutem... — meu coração parecia pesar 20 quilos — Não vou mais poder vir aos treinos.

O silêncio predominou na quadra, e a única coisa que pude ouvir foi meu coração batendo forte contra as costelas.

-Enfim, eu estava pensando numa jogada entre a Kori e a Hira, sabe? Acho que dariam uma boa dupla. — o técnico continuou como se eu nunca tivesse falado nada.

-É sério! — briguei com ele — De verdade, não vou mais poder jogar basquete.

-Rin, qual é. Precisamos de você. — Karin parecia seriamente preocupada.

-Eu sei, mas no momento eu tenho que redefinir minhas prioridades. Desculpem-me.

-Rin-chan, por favor... — a ruiva começou, mas eu a interrompi.

-Tenho que ir agora. Meu trabalho começa em quinze minutos e eu ainda nem cheguei.

-Você está largando o basquete e suas amigas por um emprego? — Kori pareceu revoltada — Pensei que você fosse melhor que isso, Rin.

-Cale a boca! Vocês não sabem de nada! — respirei fundo, tentando controlar as lágrimas — Eu preciso desse emprego, ok? Senão, nem estudarei mais aqui. Minha mãe me deixou um monte de dívidas, e basquete não paga nenhuma delas que eu saiba.

Parei de falar para olhar para o rosto de cada uma delas. A ruiva e a loira pareciam surpresas e confusas, as namoradas olhavam para mim tristemente, e Hira parecia perplexa, meio perdida e sem saber o que falar.

-É claro que eu não gostaria de fazer isso, vocês sabem que basquete é a minha vida. Acho que é um dos motivos pelo qual eu ainda não fiquei louca e tenho um pouco de sanidade, se querem saber. — engoli em seco — Não gostaria de ter que sair do time, mas eu realmente preciso colocar a vida em ordem e gostaria que vocês pelo menos entendessem isso. Desculpem, meninas, acho que não vou mais jogar com vocês.

O técnico veio e me abraçou forte. Fiquei surpresa com essa reação. Ele nunca, nunca, nunca tinha abraçado a mim ou as outras meninas antes.

-Não se preocupe, Rin. Nós entendemos. Sei que agora você tem que colocar as coisas em ordem, e saiba que nós vamos te ajudar. — ele me afastou um pouco e limpou uma lágrima que escorria no meu rosto — Agora, lute para conseguir se estabilizar, e depois disso venha imediatamente ao treino, estaremos prontos para te receber de braços abertos.

-Isso aí, o time vai estar sempre aberto pra você, Rin-chan — as meninas sorriram confiantes.

-Vocês são demais — com um sorriso nos lábios, chorei — Boa sorte nas semi-finais e na final. Vou tentar fazer de tudo para ver vocês.

-Obrigada, capitã.

-Melhor eu correr agora, vou me atrasar. — afastei-me do grupo e dei uns passos para trás — Até mais!

-Tchau! — elas se despediram.

Virei e corri porta afora.

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A verdade é que eu estava infeliz. Muito, muito infeliz. Basquete era a única coisa que conseguia me distrair da merda que minha vida estava, e tive que abrir mão até disso. Meus dias baseavam-se em ir para a escola e vir direto pra lanchonete, e trabalhar até a noite. Chegando em casa, tinha que fazer lição e estudar. Eu dormia cerca de cinco horas por noite, quando não menos. Kasamatsu, Kagami e as meninas eram as únicas coisas que ainda me davam forças.

Todos os dias, eu via meus colegar de classe irem comer naquela maldita lanchonete onde eu trabalhava como caixa. Kagami e Kuroko apareciam lá de vez em quando e viviam me dando gorjetas. Abri uma conta no banco para receber o salário, e finalmente estava conseguindo pagar tudo o que devia.

Pelo o que Aki me contou, o time de basquete tinha ido bem nos primeiros jogos das semifinais, e estava indo rumo à final em disparada. Faltavam cerca de duas semanas para a última semifinal contra um colégio do sul, e as meninas treinavam feito loucas. O técnico mandava lembranças frequentemente pelos meninos que vinham comer na lanchonete, e pelo menos eles me distraíam do período monótono que eu passava lá.

Kasamatsu, Kise e todo o pessoal de Kaijo me ajudavam com os deveres de vez em quando, e Hayakawa, que era um pequeno prodígio, ajudava-me a entender Química. Kobori era ótimo em Biologia, Moriyama em Física e Kise em Matemática. Cada um me ajudava a estudar em dias alternados para as provas trimestrais que vinham. Se eu fosse bem o suficiente, talvez ganhasse uma bolsa parcial ou total, e isso ajudaria muito. Kasamatsu, além de fornecer todo o apoio moral que eu precisava, cozinhava para mim e passou a dormir quatro dias por semana na minha casa. Pelo menos com a presença dele, eu não me sentia tão sozinha. Todos os meus amigos me faziam muito bem, e eu até tinha conseguido abafar parcialmente a minha dor interna. Claro que chorar um pouco era necessário, mas eu sempre ficava melhor no dia seguinte.

Era uma segunda-feira, e eu estava a caminho do banco para sacar algum dinheiro a fim de pagar as novas contas. Chegando lá, quase caí no chão ao ver a quantidade de dinheiro na conta. De onde tinha vindo tanto? É claro que eu vinha economizando o máximo possível, mas o salário da lanchonete não era tão bom assim... Que diabos?

-Hm, Kagami-kun?

-Que?

O ruivo tinha me acompanhado de novo ao banco, e esperava sentado num banco perto de mim.

-Que dia é hoje mesmo?

-Segunda... Dia 12, se não me engano.

-Certo...

Fiz as contas mais de duas vezes para ter certeza. Pelo o que parecia, eu conseguiria pagar tudo e ainda sobraria um pouco.

-Dia 12, é?

-Sim. Porque o interesse?

-Você te compromisso dia 15? — perguntei, e encarei seus olhos.

-Dia 15? Porque?

-Queria que você e o pessoal do time masculino fossem à final do Interescolar feminino.

-Tá, tudo bem. Você planeja assistir também?

-Assistir? — ri — Eu vou é jogar.

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-Rin-chan, que maravilha! Vamos, temos que começar o treinamento imediatamente! Espere um segundo que eu vou criar um plano especial para você. Já até decidi o nome: Treinamento Intensivo Da Rin-chan Que Voltou A Jogar!

-Seja rápido.

O técnico saiu correndo em direção ao banco e sentou, pegou a prancheta e começou a escrever energeticamente.

Eu tinha conseguido convencer meu chefe a me liberar a tarde por somente três dias, mas era o suficiente para treinar e jogar a final. Feito isso, eu prometi que trabalharia por mais tempo a noite, e ele concordou com meus termos.

-Capitã, que bom que está de volta! — a baixinha, Yuko, me abraçou com força — Vamos ganhar a final com certeza!

-RIN, VÁ SE ALONGANDO! — o técnico gritou ao longe, ainda rabiscando.

-Vá jogar, Yuko. E, por favor, tente acertar esses lançamentos.

-Sim, senhora! — e voltou pulando para o centro da quadra.

Meu tornozelo estava em ótimo estado. Como minha mãe dissera, ela tinha pago a fisioterapeuta, e a moça fez um ótimo trabalho. Eu andava normalmente já e não sentia dores. Porém, ela disse que antes de fazer qualquer esporte, eu tinha que me alongar muito bem. Então fiz o que me pediram. Alonguei braços e pernas e dei umas duas voltas correndo em torno da quadra, aquecendo meu corpo.

-Aqui, Rin. Seu plano especial. Siga tudo à risca que você estará ótima para a final. Lembrando que temos três dias, meninas! — ela gritou — Deem tudo de si agora!

-Sim, senhor! — gritamos com empolgação.

O plano especial do técnico baseava-se em treinar cada dia uma coisa, sempre trabalhando com cuidado meu pé. Naquela tarde, Mitobe foi convocado e me ajudou a praticar dribles e defesa, ainda sem dizer nenhuma palavra. No segundo dia, o ruivo do time veio para me ajudar com o ataque, e Hyuga me deu umas dicas de lançamentos. No terceiro dia, véspera da final, fizemos um amistoso contra o time masculino, e perdemos somente por dois pontos de diferença. Claro que eles não pegaram tão pesado quanto pegariam se fôssemos um time masculino, mas eles não estavam só brincando em quadra.

Naquela noite, depois que eu trabalhe como uma mula, Kasamatsu me fez ouvir seu discurso motivacional, e fazendo o possível (e o impossível) para acalmar meus nervos, encheu-me de beijos e tivemos uma noite bem quente.

Será que se minha mãe e meu pai pudessem ver o que eu estava fazendo, eles ficariam orgulhosos? Será que ela podia ver tudo? Papai ainda estava em coma no hospital, mas estava ligado a todos os fatos recentes. Queria que pelo menos um deles fosse a final para me dar apoio. Seria importante para mim. Mas como isso era tecnicamente impossível, resolvi deixar de lado essas falsas esperanças e ir tentar descansar para o grande jogo do dia seguinte.

Notas finais
Capítulo não muito longo esse, perdoem-me! Vim avisar que esse é o penúltimo capítulo da história ): Mas sério, to fascinada pela nova capa! hahah enfim, até a próxima (e última)! Mil beijos a todos vocês ^3^