Senhor e senhora Holmes
13 Um “Eu te amo” em baixo dos lençóis.
Notas iniciais
_ Eu sei quem assassinou os Montgomery.
Joan olhou para Sherlock e pensou. “ Sherlock nunca falaria algo tão clichê, ele deve estar planejando algo.” Após observar todos que estavam presentes ela começou a olhar como eles se comportavam depois da informação do consultor. “Então é isso”.
_ É alguém do clube obviamente_ George fez-se presente falando de forma irritada.
_ Quando eu e Joan visitamos as casas que os corretores iriam vender percebemos algo em comum, todas as casas haviam sido palco de crimes. Assim o assassino queria impedir a venda de uma das casas por isso matou os Montgomery. Para saber sua identidade era preciso saber em qual das casas ele estava interessado, a casa dos Davis, houve uma chacina nessa casa, mas um menino sobreviveu.
James Larson levantou da cadeira e pensou em correr, mas Gillian levantou e o empurrou para o lado, ele caiu e foi dominado por dois policiais. O homem que estava com o cabelo bagunçado e as roupas sujas olhava para Sherlock com uma enorme raiva acumulada.
_ Você me deve! Se você sabe porque eu fiz isso você me deve respostas!
_ Claro. Você quer saber o que aconteceu naquela noite. Foi o seu pai. O carro do seu tio estava fora da casa e o portão aberto, ele estava esperando alguém ir ao seu encontro, mas como ela não foi ele entrou e não fechou o portão. Pelas fotos que tive acesso as quais tem mais detalhes que as feitas pela polícia, eu percebi que o guarda- roupa dela estava bagunçado, a polícia pensou que o ladrão procurava joias, mas as joias da sua mãe ficavam na penteadeira e não houve dificuldade para o ladrão as achar, também havia uma mala debaixo da cama. Ela ia fugir, fugir com o seu tio, que quebrou o vidro da porta e entrou para pega-la, seu pai atirou no seu tio com a arma, ela ajoelhou ao lado dele ensopando a calça na parte dos joelhos, seu pai atirou nela e subiu para mata-lo, mas não conseguiu. O invasor levou a arma das mãos do seu pai o que confundiu a polícia.
_ Porque? Porque meu pai tentaria me matar?
_ Porque você não é filho dele. Quando assisti as fitas das câmeras, que o seu pai espalhou pela casa desconfiado, percebi que quando estava nervoso seu tio passava a mão pelos cabelos e espalmava para o lado. Quando nos viemos aqui no clube você fez o mesmo. Pode fazer um exame, mas eu garanto que o seu tio era o seu pai biológico.
O homem mostrou um sorriso doentio, e depois lágrimas correram pelos seus olhos, ele foi levado pela polícia, mas antes de sair do prédio gritou.
_ Obrigado Sherlock Holmes! Ainda iremos nos ver novamente!
Após os membros do clube aplaudirem, Stephen perguntou.
_ Me custa acreditar que apenas um trejeito tenha denunciado ele.
_ Analisando as fotos da polícia, eu vi um cartaz de um antigo filmes sobre astronautas que o garotinho era fã, o personagem se chamava John Monn, e era interpretado pelo James Larson.
_ Esplendido! _ George sorriu e aplaudiu.
_ Porque não se tornam membros permanentes?_ Perguntou Stephen.
***
Sherlock retirou o casaco de Joan logo que chegaram , ela voltou calada, e subiu as escadas calada, os saltos faziam um enorme barulho ao subir os degraus, ela estava aborrecida, e Sherlock não entendia o porque. A porta foi batida tão forte que se houvessem quadros no sobrado eles teriam caído. Alguns minutos depois o consultor bateu na porta do quarto de Joan, foram duas batidas fracas e mais duas insistentes, do outro lado da porta ela respondeu.
_ O que quer Sherlock?
_ Saber porque você se trancou no quarto, aparentemente está brava.
_ E você precisa perguntar!_ Joan falava com a voz exaltada.
Ele permaneceu calado esperando ela falar.
_ Aquelas duas mulheres no clube se insinuaram de todos os modos e pelo modo como você olhou para elas pareceu gostar.
_ Eu estava analisando as estruturas ósseas delas.
_ Hum_ Uma lágrima escorria sobre o rosto de Joan, ela estava sentindo uma raiva enorme que se misturava com ciúmes e decepção._ Talvez você veja melhor quando elas estiverem nuas em um quarto, não se incomode comigo traga elas para o sobrado, só precisa colocar uma plaquinha na porta “ Momento de coito”!
_ Watson... Joan, eu nunca traria mulher alguma para o sobrado, faz um tempo que isso não acontece, você sabe, você é uma mulher perceptiva, o que você talvez não saiba é a razão para essa “mudança”, desde que eu comecei a sentir... A sentir esse amor por você eu não poderia estar com mais ninguém, não do jeito que eu queria estar_ Joan se aproximou da porta para ouvi-lo mais de perto_ Sexo passou a ser algo mais importante, eu poderia estar com qualquer uma que estaria ali por estar, lembra o que lhe disse, que sexo era apenas uma atividade física? Se não fosse com você era apenas isso, nada importante. Me desculpe Watson.
A porta do quarto foi lentamente aberta, Joan saiu de lá e o abraçou, um abraço forte, ela continuava a chorar baixinho, ele virou-a de frente e enxugou suas lágrimas com os polegares, a dor que ele sentiu ao saber que aquelas lágrimas eram por sua causa foi mil vezes pior do que quando descobriu que Irene era na verdade Moriarty.
Joan viu algo que nunca imaginou ver, Sherlock também estava chorando.
_ Está chorando.
_Watson... Deve ser alergia.
_ Alergia a que?
Ele gesticulou com a mão_ Esse novo perfume que está usando.
_ Esse perfume é o mesmo que uso há quatro anos.
Sherlock ignorou o comentário dela, pegou a namorada nos braços e levou para cama, Sherlock beijava o pescoço de Joan deixando marcas, precisava se livrar daquele vestido dela. Joan colocou as mãos no ombro dele o afastando.
_ Espere, se tem alergia ao meu perfume acho que não devemos fazer isso_ Disse ela brincando.
Ele deixou seu rosto descansando no pescoço de Joan, quando Sherlock falou o ar quente que saiu da sua boca causou arrepios em Joan.
_ Eu expeli algumas lágrimas.
_ Sério!? Expeliu... _ Joan pensou em provoca-lo, mas essa não era hora, além disso, ela sabia o enorme esforço que Sherlock estava fazendo para se abrir com ela._ Acho que devemos levantar para que você abra o meu vestido.
As roupas deles estavam espalhadas pelo chão, o vestido de gala de Joan não poderia ser usado uma segunda vez, tudo porque o zíper emperrou e foi necessário mais força que o normal para abri-lo, assim o vestido acabou rasgando, mas ela não ligou, foi tirando as alças ainda de costas, enquanto Sherlock beijava seu ombro e quando ela estava livre da peça, ele abriu o sutiã dela e jogou o mais longe possível, Joan sentiu as mãos quentes tocando seus seios, ele segurava firme e continuava a beijar o pescoço dela, Joan abriu os botões da camisa dele e Sherlock retirou o resto da camisa, Joan aproveitou que ele estava com as mãos ocupadas e foi andando de costas em direção a cama, quando sentou, Sherlock se aproximou, ela colocou as mãos na calça dele e abriu o zíper, em pouco tempo estavam na cama completamente despidos, Sherlock fez um caminho de beijos começando pelo pescoço depois indo para os seios_ onde demorou um longo tempo beijando e tocando_ Depois foi para a barriga de Joan, beijou suas coxas e olhou para ela, que com um sorriso consentiu, ela afastou as pernas o que permitiu uma maior liberdade para ele, Sherlock já havia feito sexo muitas e muitas vezes, mas com Joan sempre era diferente, ele arrancou muitos suspiros dela e só parou quando conseguiu o que queria, o grito que Joan deu após atingir o clímax, ele olhou nos olhos dela, e estava novamente a beijando-a , começou os movimentos de vai e vem, até os dois gozarem ao mesmo tempo.
Sherlock estava com o braço sobre a cintura de Joan, ela vestia a camisa dele, os dois dormiam profundamente, Joan acordando passou a mão pelo lençol e sentiu a perna de Sherlock, um sorriso apareceu no seu rosto_ Sorriso esse que era um tanto malicioso_ Ela subiu um pouco a mão, mesmo que sem jeito por causa da posição em que estavam e tocou algo mais.
_ Vejo que você já acordou Watson.
_ E você também.
Sherlock sabia que ela se referia a outras reações que aconteceram quando Joan o tocou por baixo do lençol. Ele beijou o rosto dela, que virou de frete para ele.
_ Eu te amo_ Joan deixou escapar.
_ Eu também te amo Joan.
Depois que resolveram o último caso, Sherlock esperava que não surgisse outro tão logo, por isso desligaram os celulares e passaram um bom tempo na cama.
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