Senhor e senhora Holmes

11 Seu sorriso lindo e verdadeiro é meu.


Notas iniciais
Gente o final vai deixar a desejar, mas não se preocupem que estou planejando coisas boas. Deixem suas sugestões e opiniões nos comentários.

Pela primeira vez nesses quatro anos Joan foi acordada por Sherlock e não teve vontade de bater nele, havia uma bandeja com café da manhã e um cravo vermelho em um pequeno jarro.

Joan suspirou_ Hoje é domingo.

_ Hoje é domingo_ Sherlock deu a volta na cama, beijou Joan e sentou ao lado dela tirando os sapatos e exibindo meias xadrez_ Não acha interessante?

_ O que?

_ Iremos fingir para os convidados da sua mãe que estamos namorando, e para a senhora Watson que não estamos, para que ela não saiba que não estamos fingindo para os convidados e na verdade estamos namorando.

_ Eu não sei se estamos namorando.

Sherlock olhou para Joan surpreso.

_ Ainda pelo menos, preciso resolver tudo com o Angus.

_ Não vejo uma razão para isso.

_ Sherlock...Eu preciso fazer isso.

O homem permaneceu calado, Joan pegou a bandeja e começou a comer.

_ Eu parei de abrir as cartas e também deixei de mandar outras.

Joan virou-se para ele.

_ Jamie já teve muito do meu tempo, não há nada mais nela que me interesse, você pôde provar que ela não é invencível, as cartas só foram um meio ao qual eu achei para continuar falando com ela, agora não importa mais.

Sherlock estava tão aberto, parecia que Joan poderia arrancar dele qualquer segredo, medo ou receio. Ela olhou para mão dele, pelas batidas dos dedos no colchão Joan percebeu que ele estava nervoso, ela tocou a mão dele e depois entrelaçou os dedos nos dedos dele.

Joan olhou para as meias de Sherlock_ Nesse natal eu vou te dar meias decentes.

_ Meia é presente de avó Wat...Joan.

_ Bem..._ Ela disse rindo_ Eu não sei jogar gamão então não posso ganhar objetos raros.

_ Eu sei que já comprou meu presente, e eu sei que vou descobrir o que é.

Os dois se beijaram, havia um desejo presente, os beijos foram se intensificando, até que Joan se deu conta que já deveria ser tarde e eles não poderiam chegar atrasados.

Joan tocou a campainha e o mordomo abriu sorridente, eles entraram na casa e encontraram Mary falando com uma convidada, após se despedir dela Mary foi direto para os dois.

_ Joan minha querida, Sherlock, por favor é só esse almoço...

_ E a festa de natal e o ano novo... _ Joan falou um pouco alterada.

_ Bem, vocês convivem todos os dias, moram juntos, qual a dificuldade de fingir por enquanto que estão namorando ? Joan aquela mulher que eu estava falando aceitou enfim meu convite, ela é muito ocupada, mas quando soube do Sherlock me mandou um e-mail, não é grande coisa ajudar sua mãe a entrar em um círculo social mais culto_ Disse Mary sorrindo e se afastando.

_ Pelo visto tenho que ficar de olho em você, aqui está cheio de velhas assanhadas e aparentemente todas interessadas na sua excentricidade.

Sherlock olhava para os lados e se inclinava um pouco para frente na ponta do calcanhar.

_ Devemos ficar até que horas?

_ Até as três pelo menos.

_ Então vamos começar Joan, prepare seu melhor sorriso_ Joan olhou para ele sorrindo_ Um mais falso_ Ele tocou o queixo dela_ Esse verdadeiro e lindo que está exibindo agora, esse deve ser meu.

Lá foram eles de braços dados cumprimentando a todos, o enorme jardim estava repleto de mesas e cadeiras, os garçons desfilavam oferecendo bebidas e petiscos, quando Joan pensou que não poderia ficar pior avistou a longe uma mulher se aproximando deles.

_ Você acha que se sairmos agora minha mãe irá perceber?

_ Não, até porque ela está falando com Adele, mas porque devemos sair agora Joan?

Ao olhar novamente para frente Joan se deparou com Rebeca Winters.

“ Agora não podemos mais sair”

A mulher enlaçou Joan em um abraço.

_ Joan minha querida.

Joan apenas sorria e olhava para Sherlock pedindo socorro.

_ E você deve ser o Sherlock Holmes, todos estão falando de você, até porque o que mais teriam para fazer velhas ricas e fofoqueiras?_ Olhando novamente para Joan_ Joan você está magérrima! Como você teve um filho e continua assim?

_ O que!?_ Disse Sherlock surpreso.

_ Que filho?_ Perguntou Joan.

_ O filho de vocês, pelo que entendi Adele conheceu o Sherlock quando vocês estavam passeando com o bebê não foi?

Joan olhou para Sherlock e riu, o homem apenas moveu os lábios em um discreto sorriso.

_ Na verdade é uma tartaruga, Clyde é nossa tartaruga.

***

_ Mas como vou decifrar o enigma? Eu não trabalho assim, preciso de computadores, uma equipe e mais tempo.

Angus quebrou uma garrafa de Whisky na parede.

_ Cinco horas, eu já disse que você tem cinco horas para decifrar esse código de palavras .

_ Eu não vou fazer o que você quer!

_ Você vai sim!

Angus puxou um lençol branco e em baixo havia uma bandeja de metal, os objetos expostos na bandeja fizeram a mulher tremer. O homem vestiu um avental e foi passando os dedos sobre os objetos até que chegou em um, ele pegou o objeto e foi assoviando uma música clássica, encaixou o alicate no dente da mulher que chorava.

_ Depois disso eu garanto que você vai se esforçar para decifrar esse código.

Angus extraiu o dente da mulher e com ele ainda preso no alicate olhou para ela que chorava de dor e sangrava, depois jogou o dente em um uma outra bandeja.

***

Joan estava esparramada na cama.

_ Estou exausta! Rebeca roubou todos os meus sorrisos falsos.

Sherlock deitou do lado dela, beijou seu ombro exposto pelo vestido e depois o pescoço dela. Joan virou e o beijou.

_ Já podemos ir para o sobrado?

_ Sim_ disse Joan_ Eu não quero dormir com você na casa da minha mãe.

Eles se beijaram novamente. Sherlock aproximou-se de Joan e falou no seu ouvido.

_ Será mais que apenas sexo Joan.

Ela olhou nos olhos dele, as testas estavam coladas.

_ Eu sei_ Ela tocou o rosto dele_ Faremos amor.