Notas iniciais
Grande parte desse capítulo é narrado pelo Sherlock, o seu ponto de vista sobre o romance entre ele e Joan, também temos mais sobre o caso "Angus" ( admitam que sentiram falta dele, haha). Esse capítulo é dedicado a luara 94 obrigada pela incrível recomendação, eu nem tenho como lhe dizer o quão feliz fiquei quando li =D. Gente estamos na reta final, a fanfic só terá mais alguns capítulos, por isso venho adiando as atualizações, eu sei que um dia vai ter que ser terminada, mas eu me apeguei tanto a ela e a vocês que já estou me sentindo triste. Enfim é isso, leiam as notas finais que tem spoiler do próximo capítulo.

A noite estava fria aquele dia, os casais estavam aninhados e enroscados um no outro se amando. Essa era uma noite perfeita para fazer amor próximo a lareira e qualquer casal normal a essa hora já estaria fazendo isso, contudo Joan e Sherlock não são um casal normal, ainda que pretendessem se amar seria de uma forma única.

_ Então eu ganhei novamente_ Sherlock estava satisfeito por ganhar de Joan nas cinco vezes que jogaram gamão.

_ Quando eu pegar o jeito você vai ser derrotado, aniquilado e humilhado.

_ Isso nunca irá acontecer, mas se confia tanto em si mesma Joan, porque não jogamos Strip gamão?

_ Porque você joga há mais tempo que eu, então eu ficarei nua nesse frio e você talvez tire apenas o cinto. Ainda assim... Eu gostei da ideia, que tal desvendar enigmas?

_ A cada enigma desvendado o perdedor tira a roupa.

_ Sim.

_ Pronta para ficar nua Watson?

_ E você?

Ambos mostraram sorrisos maliciosos.

2 K S M R W_ Era o enigma que Sherlock deveria desvendar, ele sorriu porque já sabia a resposta.

_ Acho que vai ter que tirar a blusa Watson. Dois reis dividem um reino militar voltado para batalhas, Esparta.

Delicadamente Joan abriu os botões da sua blusa e atirou a peça para um lado qualquer. Sherlock se perdeu algum tempo apreciando os seios de Joan cobertos por um sutiã preto, ele ansiava por ver os seios despidos, nunca se cansaria de tocá-los e morde-los, nunca se cansaria de amar Joan em todos os lugares daquele sobrado.

Um tempo depois Joan permanecia apenas com a sua calcinha e Sherlock usava cueca e meias, a vez era dele e o consultor sabia que iria vencer, a peça seria descartada e finalmente ele iria ter Joan ali no tapete, próximo à lareira, Sherlock esperava que fosse logo, estava sentindo um frio imenso e algumas coisas estavam encolhendo por causa da temperatura.

_ I W K P F, uma mulher queimada na fogueira pela inquisição, bruxa. Agora eu irei retirar a última peça- Sherlock se aproximou de Joan beijando o pescoço da mulher, enquanto suas mãos se livraram da calcinha preta, quando ele retirou aquele pequeno tecido Joan enlaçou suas mãos no pescoço dele e deu uma leve mordida, suficiente para acabar com qualquer efeito indesejado causado pelo frio, Sherlock beijava e mordiscava o mamilo de Joan, suas mãos livres fizeram o caminho até a suas coxas e depois uma delas parou no sexo de Joan, pequenos estímulos que a faziam arfar .

_ Exijo que pare de provocar.

Ele sorriu e lhe deu um beijo demorado, depois atendeu o pedido dela, sem pressa começou os movimentos de vai e vem, Sherlock se sentia incrível ao olhar para sua amada e ver o rosto dela demonstrando satisfação, Joan mordeu os lábios dele. Estavam deitados um do lado do outro sorrindo, Ela passava uma mão sobre o peito dele.

_ Quero fazer algo diferente do que sempre fazemos.

O consultor arqueou a sobrancelha e sorriu. Joan puxou o lençol que o cobria e ficou por cima dele, agora ela dominava a situação, as mãos de Sherlock estavam sobre os seus seios, os movimentos dela proporcionavam uma bela visão para o consultor, mesmo que Sherlock já tivesse feito sexo com inúmeras mulheres e de várias maneiras, aquilo era totalmente diferente.

[ Sherlock]

O cheiro dos cabelos de Joan é a melhor fragrância que existe, nossa noite foi perfeita, sempre que a abraço seguro com força e determinação, temo que de uma hora para outra a porta do sobrado se feche levando ela para longe. Há quatro anos apenas uma mulher ocupava meus pensamentos, com ela eu conheci a vida e a quase morte, mas por causa do meu vício eu novamente fui apresentado à vida e ela se chama Joan Watson. Seu rosto, suas feições, sua inteligência, sua voz, seu sorriso, tenho gravado na mente cada trejeito dela, cada pequeno detalhe, pretendo nunca mais esquecer.

Passo minhas mãos pelo tapete, Joan não estava lá, sinto o cheiro de chá vindo da cozinha e a vejo vindo até mim usando apenas minha camisa para cobrir o corpo, senta ao meu lado e me entrega uma das xícaras que trazia nas mãos.

_ Colocou alguma erva da sua mãe?

_ Não, esse é um típico chá inglês.

Provei um pouco do chá e estava muito bom. Joan ficou esperando a resposta enquanto eu a olhava calado. Minha falta de respostas fez ela pensar que eu não gostei do chá, prontamente ela me socou o ombro, admito que doeu, Joan ficou muito forte durante esses anos de treinamento. Coloco minha xícara no chão e tomo a dela, a abraço por trás, e beijo seu rosto.

_ Se esse soco foi pelo chá, não foi necessário, está maravilhoso_ Com essas palavras vejo um enorme sorriso se formando no seu rosto_ Podemos retomar o que estávamos fazendo ontem?

_ Não.

_ Não?

_ Bell ligou a cerca de dez minutos eles precisam da nossa ajuda em um novo caso.

Eu geralmente me sinto desafiado com um novo caso, ver os detalhes que passam despercebidos pelos demais, entender o que passa na cabeça do assassino e por fim resolver o caso é extremamente satisfatório, contudo ali com os braços envolta de Joan, passando meus lábios pela sua pele macia e a provocando, eu não queria ter que sair dali, não agora.

_ Por tanto temos que nos vestir.

Joan levantou primeiro e me deu a mão para que eu me levantasse, assim como na noite anterior o frio era intenso, luvas, cachecol, nada resolvia. Entramos na sala onde Gregson já nos esperava, Joan sentou enquanto eu permaneci de pé.

_ Sherlock, Joan, quero que nos ajude com uma investigação em curso, uma testemunha viu essa mulher há dois dias sentada em um restaurante.

Gregson mostra uma pasta e dentro dela está à foto de uma mulher, seus cabelos são longos e ruivos, os olhos verdes e vivos.

_ A aparência dela mudou segundo a testemunha ela está assim agora.

Gregson nos mostrou outra foto, era de uma mulher de cabelo curto e preto, seu rosto mostrava sofrimento, cansaço, submissão. Definitivamente essa mulher era completamente diferente da primeira, e não só nas características físicas, a primeira não conhecia o sofrimento e nem a dor, enquanto a segunda esteve no inferno.

_ Seu nome é Rachel Flynn. Ela está desaparecida há cinco anos, a polícia acreditava que ela estivesse morta, Rachel desapareceu junto com outras três mulheres, cujo os corpos nunca foram encontrados, há cerca de um ano novamente, seis mulheres em quatro estados desapareceram a última foi Anna Kimberly, criptógrafa que nos prestava consultoria antes de você.

_ Não tão brilhante suponho. _ Joan me deu uma cotovelada, devo admitir que foi merecida.

_ O nosso cara está de volta, e estamos sem pista, ele não deixa rastro, não comete erros.

_ Mas Rachel é um bom ponto de partida, se chegarmos até ela saberemos o que ele queria das outras vezes e o que ele quer agora._ Concluiu Joan, cada palavra que saia da sua boca era um motivo para que meus lábios formassem um sorriso, eu com certeza fiz um bom trabalho treinando ela.

_ Sim, Rachel é a chave de tudo, o problema é que a testemunha a perdeu de vista, ela pagou em dinheiro no restaurante, não tem número, nem endereço fixo, essa nova Rachel Flynn é um fantasma.

_ Impossível_ Disse_ Qualquer pessoa pode ser achada, por mais que ela dificulte, quero conversar com a testemunha.

Sentamos na sala de interrogatório onde um homem branco de cabelo castanho e muito nervoso me encarava sem me olhar de fato.

_ Essa era a sua namorada, Rachel Flynn?

_ Sim.

_ Além do rosto dela, o que mais você observou?

_ Rachel estava bem vestida com um vestido caro, ela parecia nervosa, olhava constantemente para os lados e...

_ E...?

_ Eu estava longe, mas eu vi uma tatuagem no seu braço, era uma letra.

_ Qual letra?

_ Como disse eu estava longe_ Ele baixa a cabeça_ Eu deveria ter ido até lá e abraçado ela, levado ela para casa e...

Muitas vezes eu vi os familiares das vítimas chorando por uma perda, e nunca me comovi, mas dessa vez eu me coloquei no lugar e me arrependi de ter feito, senti um embrulho no estômago, decidi retomar o trabalho para ocupar a mente.

_ Porque pegaram esse caso? Alguma das vitimas foi assassinada?

A mesma pergunta que fiz a Gregson, e ele me disse que os corpos não foram encontrados, mas fotos foram enviadas, sem nenhuma pista, as outras três mulheres foram mortas, e supostamente Rachel Flynn também. Sai da sala sem lhe dar uma resposta.

***

À noite no sobrado com Joan repousando no meu peito, toco o rosto dela, sinto vontade de fazer uma pergunta, que me veio à mente nessas semanas que estamos juntos, eu queria ter dito de uma forma melhor, de uma forma carinhosa, mas eu sou Sherlock Holmes e Sendo assim as palavras saíram diretas e precisas.

Notas finais
É isso ai gente, eles já estão no rastro do Angus, mas sabemos que Angus quer a Joan então se preparem, para aliviar a tensão e aproveitando uma ideia que vi em outras fanfics, dou de presente esse spoiler para vocês: As palavras saíram da boca dele quando eu menos esperava, e ainda ecoavam na minha mente “ Você quer ter um filho meu Watson ?”, eu quis responder, mas não consegui falar , me limitei a entrelaçar minha mão na dele e apertar bem forte. Comentem,comentem e comentem =D