Senhor e senhora Holmes

20 O cravo vermelho e o violino


Notas iniciais
É isso gente, chegamos ao final, esse capítulo está grande para que vocês se despeçam aos poucos. Com essa fanfic eu aprendi muito, eu consegui escrever um capítulo com duas mil palavras e até mais que isso, eu deixei de ter receio ao escrever uma cena de sexo, eu "conheci" pessoas muito legais com destaque para: Tsubasa Watson, luara94 e Elza , obrigada por acompanharem a fanfic e por sempre comentarem. luara tó te devendo eu sei, mas é que me enrolei com esse capítulo. No mais aproveitem e me digam o que acharam. PS: Leiam as notas finais.

Quando chegaram ao sobrado após o depoimento que deram na delegacia, Sherlock e Joan foram para o banheiro, ambos queriam se livrar das marcas que aquela noite deixou nos seus corpos, Joan lavou o sangue do rosto dele, mais uma vez eles se abraçaram em baixo do chuveiro.

— Eu te amo Sherlock.

Joan estava com a testa colada na testa dele, os olhos de ambos abertos perdidos nos olhos do outro, então um beijo acontece e esse primeiro beijo foi casto, depois um mais agressivo com direito a mordida, eles decidiram dormir, a noite foi tensa e queriam antes de tudo fazer a amor que é bem mais que sexo, contudo naquele momento não poderiam estar entregues então Sherlock trouxe Joan para si e passou o braço pelo seu corpo e ela entrelaçou os dedos aos dedos dele.

No dia seguinte Mary veio ao sobrado, ela fez o café da manhã, mudou objetos de lugar, colocou alguns que ela mesma comprou e decorou a sala ao estilo Mary Watson, no entanto ela não ousou mexer na biblioteca, ela sabia que a biblioteca com sua “famosa” lareira é intocável, pois é o cantinho do casal. Quando Sherlock acordou e desceu as escadas ele percebeu um certo movimento, se dirigiu a sala e parou de respirar por alguns segundos tamanha a surpresa, Mary estava colocando um vaso com cravos vermelhos na mesa da cozinha, Sherlock entrou no espaço, ele olhou para a mulher e não falou nada apenas gritou.

— Joan! Joan desça aqui agora!

Joan desceu as escadas coçando os olhos, ela estava usando um short curto e uma blusa grande solta, passou as mãos pelo cabelo para diminuir o volume e foi até a cozinha parando atrás de Sherlock.

— Mãe, o que faz aqui?

— Ela veio destruir o nosso sobrado.

— A minha filha quase morreu ontem, então eu faço o café da manhã para ela e o namorado, arrumo essa bagunça e em vez de me abraçar e agradecer, ela pergunta o que eu estou fazendo aqui.

— Desculpa mãe.

Joan abraçou a mãe dela forte e quando saem do abraço , as duas enxugam as lágrimas dos olhos.

— Agora, o que você quis dizer com “ arrumo essa bagunça”?

Sherlock respondeu por Mary.

— Ela quis dizer que modificou completamente a sala.

— Mãe! _ Joan repreendeu Mary.

— Ficou bem melhor querida, digamos que agora a sala será um espaço onde vocês dois poderão lembrar-se de mim.

Ela envolveu os dois em um abraço e momentaneamente a raiva que Sherlock sentia passou. Os três tomaram café da manhã e antes de se despedir Mary fez um anuncio.

— Eu chego aqui á tarde, logo que voltar das compras e trago cozinheiras para me ajudar com a comida.

— Mãe, o que você está planejando?

— Um jantar, aqui no sobrado, vocês merecem depois de tudo o que passaram.

Mary fecha a porta e vai embora. Sherlock olha para Joan sério.

— Se você arrumar as malas agora dá tempo conseguir passagens para Machu Picchu.

— Sherlock...

— Eu tinha que tentar_ Ele riu dessa vez mostrando os dentes.

— Sherlock, estou pensando há algum tempo em fazer algo nosso_ Ela passou a mão no braço dele onde havia as tatuagens.

Ele se aproximou dela e falou em seu ouvido.

— Sim, exatamente o que eu pensei, podemos fazer amanhã após o jantar.

No dia seguinte Sherlock e Joan se ausentaram do sobrado, porque sabiam que se ficassem em casa acabariam brigando com Mary, voltaram em tempo de se vestirem adequadamente para ocasião. Joan usava um vestido branco simples, mas que lhe caiu perfeitamente bem, enquanto terminava de se arrumar ela olha no espelho e vê o colar que ganhou de Sherlock no natal, ela segura o pingente em forma de abelha e aperta com força sorrindo, havia convencido Sherlock a usar um suéter e o melhor é que tinha tudo registrado em fotos, dessa vez uma gargalhada escapa da boca de Joan, seus olhos se tornam mais apertados.

Gabrielle e Oren chegam, Oren abraça Joan bem forte e a tira do chão_ Joan bate no ombro dele enquanto ri.

— Me coloca no chão Oren !

Enquanto Joan abraçava Gabrielle, Oren olha para Sherlock e aperta a mão do consultor.

— No outro jantar eu não tive a oportunidade de falar com você foi tudo muito rápido, mamãe falava mais que todos e eu nem pude abrir a boca, mas hoje iremos conversar. Saiba que mesmo você sendo muito bom no box se magoar a Joan eu te dou uns bons socos na cara, ela é incrível! Ela sempre está lá quando eu preciso, sempre está lá para qualquer um, Joan já foi muito magoada por homens que exigiam muito e ofereciam pouco, ela parece estar bem com você e o novo emprego por tanto ande na linha.

— Se eu magoar a Joan eu te deixo me bater sem oferecer resistência.

Oren puxou Sherlock para um abraço que surpreendeu o consultor. Depois entraram no sobrado Adele e as outras amigas de Mary, algumas figuras da infância de Joan e até o senhor Watson.

Quando estavam todos sentados á mesa, Joan tocou a mão do namorado por baixo da mesa e os dois se olharam, ele deu um selinho na boca dela. Terminado o jantar, Mary procurou Joan em todo lugar, ela queria apresentar a filha a umas novas amigas, ela encontrou Sherlock e o segurou pelo braço antes que ele pudesse escapar.

— Sabe onde a Joan está? Ela é uma das anfitriãs, tem que está aqui.

— Só nos dê um tempo, eu sei onde ela está.

Ele foi até o terraço e a viu olhando a cidade lá embaixo, a neblina escondendo os prédios e permitindo apenas ver as silhuetas e as luzes, Joan estava encostada na pequena parede . Sherlock a abraçou por trás e beija o pescoço dela.

— Mary está enlouquecendo, ela quer exibir você para algumas amigas.

— Eu sei, só preciso de um tempo para entender essas quarenta e oito horas.

— E eu só preciso estar aqui te abraçando forte, eu te amo Joan Watson.

Ela sorriu.

— Estamos bem não é? Não tem porque deixar o Angus vencer depois de tudo.

Joan virou-se para ele.

— Vamos descer, está todo mundo lá em baixo esperando e quanto mais rápido mamãe me exibir, mais rápido todos vão embora e assim eu não perco a coragem para fazer o que estamos planejando.

— Eu já fiz o desenho, não tem como voltar atrás. E joan_ Ela parou e esperou ele falar_ Eu quero ler o diário, mas antes disso, pode ler alguns trechos para mim agora?

Joan pegou o celular no bolso e procurou o documento, quando achou leu alguns trechos preferidos dela.

Eu tenho um novo cliente e ele se chama Sherlock, eu só consigo me perguntar que tipo de pessoa se chama Sherlock?

Descobri ‘ que tipo de pessoa se chama Sherlock’, ele é um detetive, presta consultoria para a polícia, nosso primeiro encontro foi estranho, não estranho de um modo ruim, estranho bom, eu entrei em um sala com vários monitores, e o vi sem camisa, não posso negar que ele é atraente e ainda me disse palavras que me fizeram derrubar minha bolsa no chão, foi então que eu descobri que aquelas palavras eram uma previsão do próximo conteúdo que seria exibido por um dos monitores, por tanto eu ainda não sei dizer por completo quem é Sherlock Holmes”.

Joan olhou para Sherlock e ele estava sorrindo.

— Continue, só mais um.

Hoje Sherlock disse que me ama, e eu respondi com um beijo, depois de tanto tempo enfim eu me sinto completa, começaremos uma nova vida a partir de hoje”.

Sherlock a beijou e Joan guardou o celular no bolso, a tela de proteção mostrava ela e Sherlock sorrindo e usando os suéteres, Clyde também estava na foto. O primeiro rosto que Joan viu quando chegou à sala foi o de Rebeca Winters, ela pensou em voltar, mas Sherlock estava lá com os braços em volta da sua cintura andando compassado.

— Joan minha querida, eu vim me despedir, viajo hoje para o Canadá.

Ela abraçou Joan e ao mesmo tempo Sherlock.

— Quanto a nossas disputas amorosas, isso ficou no passado então vamos esquecer.

— Por mim tudo bem, irei me esforçar_ Joan disse desacreditando das próprias palavras.

— Então, de médica para detetive, me conte como aconteceu.

Elas sentaram e colocaram a conversa em dia. Os convidados foram embora ficando apenas a família, alguns minutos depois alguém tocou a campainha.

— Eu abro_ Disse Joan_ Deve ser a Rebeca, acho que ela esqueceu alguma coisa.

Ela abriu a porta e foi puxada para um abraço.

— Eu fiquei muito preocupada quando vi vocês dois no noticiário_ Emily se desfez do abraço e socou o braço de Joan, ela continuou a falar enquanto Joan alisava o braço_ Nem uma ligação para dizer “ Emily eu estou bem e viva”, poxa Joan!

— Desculpe tudo aconteceu muito rápido_ Joan fechou a porta, ela e Emily precisavam de um tempo longe de todos_ E no outro dia Mary remodelou o sobrado e organizou o jantar.

— Eu sei, ela me convidou, eu me atrasei um pouco.

— Tudo bem, mas você perdeu a chance de rever Rebeca Winters.

— Rebeca Winters, aquela que disputava o Brian com você?

— E depois o Carlos, o Paul, Liam. Eu vou perguntar depois ao Sherlock se ele já dormiu com ela.

As duas riram. A porta do sobrado foi aberta e um Sherlock aflito saiu de lá.

— Ah, você está ai_ Ele a abraçou, fazendo Joan se aconchegar nos seus braços, buscando calor_ Fiquei preocupado, você veio abrir a porta e não voltou.

— Me distrai conversando com a Emily, a proposito, Sherlock Emily, Emily Sherlock_ Sherlock apertou a mão da mulher_ Vamos entrar, o frio está começando a ficar insuportável.

Os três entraram e sentaram envolta da lareira, assim como Mary, Oren e Gabrielle, o senhor Watson precisou ir embora mais cedo. Mary estava empenhada na tarefa de envergonhar os filhos.

— Quando Joan era criança adorava tirar fotos, acredito que ainda goste, era necessário tomar cuidado porque ela não tinha limites.

— Mãe, eu já sei o que vai dizer e isso é muito constrangedor.

Sherlock apertou a mão de Joan e olhou para Mary, incentivando a mulher a continuar.

— Tenho pelo menos duas fotos do Oren fazendo xixi, e os créditos das fotos são dela.

— Eu nunca vi essas fotos_ Disse Gabrielle.

Oren olhou para Joan.

— É mana, hoje a mamãe está determinada a nos fazer passar vergonha.

— O que ela mais gostava de fotografar era animais_ Continuou Mary, ignorando o comentário do filho_ No zoológico nenhum animal escapava, ficávamos horas por lá, os animais pequenos eram os que mais demoravam, e se ela visse uma borboleta ou uma abelha podia levar o dia todo.

Sherlock lembrou das inúmeras fotos que Joan fez de Clyde, ela até comprou um álbum.

— Quando vocês tiverem um bebê ele ou ela, vai enjoar com tantas fotos.

Logo que a mãe mencionou a palavra “bebê” Joan olhou para Sherlock e ele estava sorrindo. “ Parece que realmente o agrada a ideia de ter um filho comigo”_ Pensou Joan.

— Agora eu farei chocolate quente para todos nós_ Disse Mary levantando.

Quando Oren soube que a mãe não podia ouvir, pois já havia saído em direção à cozinha, ele aproximou-se de Joan sussurrando.

— A gente não quis dar a noticia hoje porque talvez ela começasse a tricotar roupinhas aqui, mas a Gabrielle está grávida.

Joan levou à mão a boca surpresa, depois sorriu, levantou e abraçou Gabrielle, depois abraçou Oren.

— Que pena que vocês moram longe, assim não verei meu sobrinho frequentemente.

— Não se preocupe_ Gabrielle sorriu ao falar_ Eu vou ficar com a sua mãe enquanto Oren resolve alguns negócios.

Mary entrou com uma bandeja, cada um pegou uma caneca. O foco de Mary dessa vez foi Emily.

— E você Emily já está namorando?

— Sim, senhora Watson, é um cara do trabalho.

— Então eu espero que vocês tenham filhos logo, porque se depender dos meus filhos eu irei demorar a ter netos.

Emily se engasgou com o chocolate quente, quase não volta a respirar.

Todos foram embora e Joan fechou a porta, encostou as costas nela e fechou os olhos suspirando, sentiu uma pressão e percebeu que estava sendo empurrada de encontro à porta, ela manteve os olhos fechados enquanto sorria. Um polegar contornou seus lábios e pediu licença para entrar em sua boca, Joan deixou, depois a língua de Sherlock substituiu o dedo, quando o beijo terminou Sherlock passou seu queixo no rosto dela, sua barba arranhava de leve a pele de Joan, ele deu pequenos beijos no pescoço da namorada, os beijos se tornaram mais quentes por causa do frio, a língua de Sherlock brincou com o lóbulo da orelha de Joan e depois ele deu uma leve mordida, quando sente que ele está com a testa colada na dela, Joan abre os olhos. Ela toca o rosto dele com as duas mãos, Joan estava bastante excitada e fica mais ainda quando sentiu a ereção de Sherlock contra o seu ventre.

— Vamos para o quarto?_ Ela perguntou, Sherlock se afastou percebendo que Joan estava desistindo do que combinaram para aquela noite.

— Watson...

— Está bem.

Sherlock a conduziu até a sala, nunca se acostumaria com o que Mary fez com o espaço. Ele estava com tudo pronto, higienizou a área do braço de Joan que foi escolhida por ela e se preparou.

— Você está pronta?

— Sim. Não, espera. Mais um beijo.

Sherlock passou a mão pela cintura dela e a trouxe para si, depois de um longo e demorado beijo os dois se afastaram.

— Acredito que agora estou pronta.

— Não vai demorar e depois podemos ir para o nosso cantinho.

A lareira estava acesa, o tapete felpudo impedia o contato com o chão frio, Joan estava ajoelhada de costas para Sherlock que abria o vestido dela, após abri-lo ele passou sua mão em toda extensão das costas dela fazendo a consultora arfar, ele retirou uma alça e mordeu o ombro da namorada, depois retirou a outra e fez o mesmo, afastou os cabelos de Joan e mordeu sua nuca, quando ela estava deitada ele retirou o vestido de vez, deixando ela apenas de lingerie, Sherlock abriu o sutiã dela atirando a peça para um lugar qualquer e deslizou seus dedos dos seios ao umbigo de Joan, se concentrou um bom tempo nos seios mordendo e chupando, retirou a calcinha aos poucos, ele queria que aquela noite fosse especial, queria sentir Joan de todas as formas, o medo de perde-la fez Sherlock perceber que não que não saberia viver sem Joan. Após retirar a última peça ele afastou as pernas dela e abriu a calça, Joan abriu a camisa dele de vez fazendo os botões voarem para todos os lados, ele tirou a camisa e ela passou as unhas pelo peito dele deixando marcas, Sherlock a beijou, ele terminou de tirar suas roupas e penetrou Joan, primeiro de forma leta e depois mais rápido conforme ela pedia, quando ela gritou após ter um orgasmo os dois deitaram no tapete suados, os dedos entrelaçados e a respiração ofegante, Joan beijou a testa dele e Sherlock não deixou de perceber o sorriso malicioso nos lábios dela.

— Agora é a minha vez de te fazer sentir inúmeras sensações.

Ela entrou em baixo do lençol, se se concentrou no pênis de Sherlock estimulando-o. Alguns minutos depois, Joan descansava a cabeça no ombro dele, no braço desnudo de Joan podia-se ver um violino com um cravo vermelho do lado. Sherlock também havia feito uma tatuagem igual.

Quatro meses depois...

Os dois estavam sentados em um banco no parque olhando as crianças brincando.

— Muito bom a Emily ter nos deixado cuidar do sobrinho dela não foi?

Sherlock olhava o celular.

— Nosso suspeito irá passar aqui em dois minutos e Bell está o esperando no lago dos cisnes.

— Ouviu o que eu falei?

— Claro, precisamos aprender a cuidar de uma criança para cuidar do nosso filhou ou filha_ Ele passou a mão pela barriga dela de três meses, levantou levemente a blusa de Joan e beijou a barriga_ Lá vai ele_ Sherlock indicou o suspeito.

— Se declarando culpado.

— Ele enterrou a arma do crime em baixo do carvalho, a grama foi recolocada, mas olhando de perto foi fácil perceber.

Sherlock passou o braço pelo ombro dela trazendo Joan para si.

— Podemos fazer isso não é?_ Perguntou Joan_ Cuidar de uma criança e

continuar com o nosso trabalho?

— Temos que ter mais cuidado, mas sim podemos, se eu consigo abrir cadeados o quão difícil será trocar uma fralda? Como você acha que o Clyde irá se sentir quando o bebê nascer?

— Vamos tratar ele com o mesmo carinho de antes, Clyde é como o Marley, Owen Wilson e Jennifer Aniston não abandonaram o Marley quando as crianças nasceram.

_ Quem é Marley?

— O Marley, de Marley e eu?

— Não conheço, é um filme?

— Um livro que foi adaptado...

Notas finais
Gente vocês sabem quem é o Marley né? O Marley de Marley e Eu? kkkkk. Até a próxima queridos leitores eu os amo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!