Senhor Otimismo
5 Jogos que são para serem jogados
Notas iniciais
She's touching his chest now
He takes off her dress, now, let me go
And I just can't look, it's killing me
And taking control
(Ela está tocando o peito dele agora
Ele tira o vestido dela, agora, me deixe ir
E eu não consigo olhar, isso está me matando
E tomando o controle)
Assim que fez o sinal para a banda começar, reconheci o primeiro acorde: "Tango in Love". A Hyuuga realmente escolheu uma dança espanhola. Nem bem começou a melodia, já veio o primeiro movimento. Deslizou lentamente para a direita, roçando as costas em meu braço. Levantou graciosa e jogou-se para a esquerda, enquanto minhas mãos seguravam possessivamente sua cintura e meu tronco acompanhava seus movimentos, indo de encontro com o dela. Olhos nos olhos, fixamente. E o clima daquela dança já estava formado.
Quando voltou a ficar de pé, aproximou-se o máximo que pode. A boca perigosamente perto da minha. Podíamos sentir nossos hálitos quentes contra os nossos rostos.
— Quero ver do que é capaz, Uzumaki Naruto! Quais são os seus limites? – indagou-me.
— Quer mesmo saber? – sorri divertido. — "Tango in Love", hum? Cuidado, pois pode se queimar, Hyuuga Hinata!
Passou as mãos de forma suave sobre meu rosto, em uma carícia deliciosa, para, em seguida, realizar um longo e demorado caminho pelo meu peitoral e abdome até que repousassem na minha cintura. Safiras contínuas nas pérolas e fizemos o clássico passo daquele estilo de dança.
Um de frente para o outro, mas posicionados um pouco à diagonal. Corpos colados e assim fomos girando graciosamente pelo salão, aproveitando os acordes que ainda se mantinham um pouco mais lentos. Alternamos nossas posições e passos. Ás vezes, tínhamos que nos separar e dançarmos solitários. Mas quando nossos corpos voltavam a se unir, era como se sentíssemos uma saudade insana um do outro.
A música sofreu uma leve alteração de ritmo. Girou graciosamente por várias vezes ao redor de mim. É como se eu fosse o sol e ela o planeta em minha órbita. Parou a minha frente e começou a girar em volta do próprio eixo. Tomei-a para mim com ela ainda em movimento. Deixei que as minhas mãos brincassem em seu corpo até chegarem a sua fina cintura. Senti-me extasiado ao tocar aquelas curvas bem definidas escondidas por aquele tecido nobre de cor lilás. Não pude deixar de imaginar a mesma cena, mas sem aquele inoportuno pano. Minha espinha gelou com tal pensamento, mas proferi:
— Tem belos atributos, Hyuuga! Sua pele parece tão macia... – disse sedutor.
E quando ela parou de girar voltamos à terceira posição que tínhamos feito ao início daquela apresentação. Mas, dessa vez, ela tinha os lábios tingidos de vermelhos entreabertos, convidativos, bem próximos aos meus. Suas mãos estavam necessitadas sobre minha face. As pérolas intensas em minhas safiras.
— Está gostando, Naruto-kun, hum? — disse em um tom de voz aparentando inocência e eu apenas consegui soltar um grunhido de satisfação me deliciando com os seus dedos tocando a minha pele. — Que ótimo que está, porque agora começa ficar ainda melhor! — essa frase saiu em meio a um sorriso, com a voz carregada de malícia.
Ao mesmo tempo, já eram audíveis as castanholas da música, que mostravam que ela chegou ao seu auge de velocidade e agitação. Arqueou graciosamente o pescoço para trás, dando-me a visão perfeita de seus fartos seios. Soltei um gemido sôfrego ao roçar meus lábios desde a ponta de seu queixo até o final de seu decote. Facilmente me perderia ali no meio daquelas duas montanhas carnudas, sem me importar se estávamos em público ou não. Mas ela interrompeu meu deleite de forma brusca.
Dava passos para traz com grande destreza, se não fosse pelos seus traços que denunciava suas raízes, poderia jurar que Hinata era a espanhola perfeita. Segurava a saia do vestido com as mãos, fazendo movimentos rápidos, balançando-a e remexendo os quadris de forma instigante.
Resolvi assumir de vez o papel que me cabia nesta dança. No paso doble, o homem encarna o espírito de toureiro e cabe a ele conduzir a dama como se ela fosse a sua capa. É uma dança forte, com passos e tempos bem marcados, decididos, conferindo uma tensão entre os dançarinos do primeiro ao último acorde musical. A outra interpretação no paso doble é o homem ser o toureiro e a mulher encarnar o próprio touro. É claro que essa última combinava mais com a situação. Só não estava claro ainda quem ali era a caça e quem era o real caçador.
Acompanhei os passos ritmados de Hinata e assumi a condução a partir dali. Se ela queria que eu a surpreendesse, o faria. Ela só não poderia reclamar depois. Compasso básico 2x4. 1... 2...3...4... 1... 2...3...4... Ainda dançava afastado da azulada, embora nossos passos fossem cúmplices. Movimentava as minhas mãos na cena típica daquele ritmo, como se tocasse castanholas, e batia o pé ritmadamente no chão. E veio aquele gesto fatal.
Em um movimento extremamente sensual, Hinata ergueu as pernas em uma altura inimaginável, demonstrando uma ótima flexibilidade e revelando uma profunda fenda em seu vestido até então desconhecida para mim. Aquilo me abalou e senti as pernas bambas.
— Isso é maldade! – sibilei e ela compreendeu. Sorriu satisfeita.
Recompus-me, tentei focar na música. Segui em direção a ela, nos encontramos novamente, nos demos as mãos e depois nos afastamos. Quando se afastava, Hinata arqueava discretamente pendendo a cabeça para trás. Fizemos esse movimento por três vezes. Na última repetição, ela o fez de forma provocativa como se me convidasse a provar daquele decote. O gesto foi seguido de um sorriso enormemente malicioso nos lábios.
— Paso doble não é um jogo, Naruto-kun? Apenas o jogue toureiro!
Novamente ela se afastou e pôs-se a dançar. Eu fiz o cortejo típico da dança, acompanhando no seu compasso, que dessa vez mudou para o 6x8. Só que agora eu ia como um verdadeiro toureiro para cima dela, desafiando-a. E sempre que eu chegava um passo para frente, ela afastava um para trás, até chocar-se contra uma pilastra. Ligeiramente a prensei ali e aproximei demais. Fitei seus lábios e, quando ela fechou os olhos esperando que os meus se selassem no dela, desviei o percurso para o seu pescoço depositando um beijo ali. Sussurrei...
— Sabe, Hinata, no paso doble é muito importante lembrar-se de respirar. Parece que perdeu o fôlego momentaneamente. Algum problema, hum? — provoquei, dando uma mordidinha no lóbulo de sua orelha.
— Uzumaki, não seja presunçoso! — e antes que eu visse, ela fez um movimento que tirou o meu paletó e, agora, quem estava prensado na pilastra era eu.
Enquanto fazia um movimento de descida, Hinata passou descaradamente e pesadamente as suas mãos sobre o meu corpo. Agachou-se em uma altura sugestiva, enquanto mantinha a perna esquerda flexionada em 90 graus e a direita sensualmente esticada, revelada pela fenda. Olhou para cima me fitando e encontrou, certamente, duas safiras enevoadas. Eu entendi rapidamente o que era o seu sorriso sapeca.
Quando ela subiu não pude esconder um sorriso largo e, sedutor, questionei: — Gosta do que vê Hyuuga? — sorri malandro. — Melhor, gostou do que sentiu? Eu disse que podia surpreendê-la, não disse? — novamente eu estava em seus ouvidos.
Ela se afastou girando, colocando-se no meio do salão. Fiz a dança em sua direção e parei em suas costas. Uni meu peito às costas dela, dando um cheiro profundo e depositando um beijo em sua nuca.
— Tão cheirosa...
Hinata ofegava, não apenas pela intensidade da dança, mas pelas sensações que ela estava provocando em nossos interiores. A essa altura ela não parecia mais a recatada, tímida e ingênua Hyuuga Hinata. Transformara-se em uma mulher avassaladora e que transpirava lascividade.
Seu cabelo já não lembrava um penteado glamoroso. Seu coque afrouxara, deixando uns fios esvoaçados e soltos. Mantivemos-nos nessa posição. E então ela movia-se um tanto maligno, me despertando pensamentos inapropriados para o local. A conduzi. Joguei-a para a esquerda e depois para a direita com certa velocidade. Girei-a em sua própria orbita e ao mesmo tempo ao meu redor. Quando terminamos esse movimento, ela me deu novamente as duas mãos e abaixou-se como quem iria deitar-se no chão. Em um impulso inesperado, Hinata subiu, envolvendo as duas mãos ansiosas em meu pescoço e enroscando uma das pernas em minha cintura. Instintivamente, segurei sua perna elevada em 90 graus, enlacei a sua cintura e a colei mais a mim.
Claro que nessa posição o inevitável aconteceu: o choque de nossas intimidades. E naquele momento, nada mais parecia existir a não ser eu e ela. Um vacilo e eu mandaria meu autocontrole ao inferno, com passagem apenas de ida. A essa altura os convidados demonstravam um misto de admiração e escândalo pela nossa apresentação, pois nossos movimentos explicitavam as intenções escondidas entre os dois, desde que pisamos naquele baile.
A sensualidade era palpável. O desejo que sentíamos um pelo outro parecia uma pessoa andando por nós no salão. Era mais que perceptível até para um inocente desinformado sobre assuntos carnais. Nossos corpos em brasas. E um quase beijo aconteceu em meio a nossa respiração entrecortada, sendo interrompido pelo arqueamento daquele corpo pequeno. Em uma quase tortura, Hinata não só arqueou o seu corpo como pendeu a cabeça lentamente para trás. Era como se ela me oferecesse primeiro seus lábios, depois seu pescoço, seguido de seu colo e seios. Acompanhei o movimento deixando um rastro de beijos por esses locais, enquanto apertava a coxa da perna que ainda encontrava-se erguida com o apoio de uma das minha mãos.
Quando nossos rostos se reencontraram, já para o final da música não me contive. — Não sabe o que quero fazer com você nesse momento, Hyuuga!
— Consigo imaginar, Uzumaki! — ela estava em êxtase. — Teria coragem de fazê-lo?
— Não acha que já brincou com fogo demais por hoje, Hinata?
— Pois eu acho que você não passa de uma pequena faísca, Naruto! — desdenhou
"Mas quem ela pensa que é? Ela me deixa louco por causa de um maldito beijo, me provoca a noite inteira, faz uma ceninha e agora isso?"
— Não vá se arrepender depois das coisas que diz Hyuuga! — sem pensar em mais, eu agarrei Hinata com brutalidade e tomei-lhe os lábios de forma quase animalesca. Apenas fui me lembrar de estar em público, porque ouvi um grito e algo novamente se quebrar. Pude sentir o ódio em minhas costas.
— HI-NA-TA! — Toneri estava possesso com a cena e acabara de jogar uma taça no chão e pisava nos cacos. Olhava-me com ódio, a vontade de me matar era visível.
Ignorei e terminei o nosso beijo. Hinata teve um sobressalto quando se deu conta do que tinha acabado de acontecer. Tudo que pude notar depois disso foi à ardência que senti em minha face. Levei as mãos até uma das bochechas para amacia-la.
— O que foi agora? — disse assustado.
— Isso é para você aprender que não pode sair me beijando quando bem entende, sem se importar com a consequência dos seus atos. Agora estamos quites, Uzumaki. Dois para você, dois para mim!
— E como a gente... — antes que eu terminasse a frase, percebi que ela tinha os olhos fortemente marejados. E, mesmo antes que eu pudesse fazer algo sobre isso, vi Hinata se perdendo na multidão. Nem prestei atenção em quem a seguia.
E, então, temos Shino, que permaneceu calado durante toda a noite, mas resolver se pronunciar. E, claro, era para me censurar. Ao se aproximar, ganhou minha atenção, mas logo me arrependi.
— Espero que você não tenha feito realmente algum mal a Hinata, Naruto. Caso contrário...
— Isso é uma ameaça, Shino? Por que acha que eu faria algum mal a Hinata? E O QUE SIGNIFICA ISSO TUDO, PELO AMOR? Não me venha com essa. EU DEVERIA ESTAR PUTO AQUI! – gritei exasperado. Pronto, meu controle foi para o espaço. — HINATA ESTÁ QUERENDO ME DEIXAR LOUCO, É ISSO? POIS ELA CONSEGUIU — sai andando sem sequer olhar para trás.
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