Sempre ao Seu Lado

1 Sempre ao seu lado


- Julia!Agenta! — dizia Carolina desesperada vendo sua amiga agonizando no cho. Julia estava vendo sua vida inteira passando na frente de seus olhos. Recordou-se principalmente de Bibiane, seu primeiro e nico amor, elas se conheceram a mais ou menos uns 12 anos atrs, e logo de cara ficaram melhores amigas, eram inseparveis at que em um dia Julia resolveu contar um segredo a ela, que gostava de mulher, Bibiane no aceitou achava que isso era nojento e se afastou de Julia, foi a maior decepo que j teve na vida, a melhor amiga pensar isso dela apos confessar um segredo to intimo, mais no podia fazer nada, Bibiane queria assim ento assim seja. Os anos se passaram se formaram no ensino mdio e cursaram faculdades diferentes: Julia de musica, ela tocava guitarra muito bem, e Bibiane de medicina. Elas j no se viam h anos mais hoje o destino fez elas se encontrarem. — Agenta Julia! A ambulncia j ta chegando! — dizia Carol a Julia. Carol era a companheira de Julia faziam faculdade juntas e se davam muito bem, Julia sempre deixou bem claro o que sentia e Carol sabia que o amor de Julia ela jamais teria. Finalmente a ambulncia chega para socorrer Julia que j havia perdido muito sangue, ela foi atingida por um tiro que acertou seu peito do lado esquerdo dificilmente iria sobreviver. Chegaram o mais rpido possvel no Hospital. — Mais como no tem vagas? Ela ta morrendo! — esbraveja Carol apontando pro corpo de Julia deitado sobre a maca. — Desculpe, que ns no temos mais condies de hospitalizar mais gente. — diz a recepcionista. — Quer dizer que vocs vo deixar ela morrer, isso? — S um momento, vou ver se tem algum medico disponvel. — dizendo isso a recepcionista sai para procurar um medico. — Julia, voc vai ficar bem, ta? Calma. — Julia j no conseguia ouvir, tinha desmaiado por causa da dor. No mesmo hospital, Bibiane estava estagiando, adorava a profisso que escolheu, era um pouco puxada mais nada que faa desistir de seu sonho. Estava no refeitrio comendo alguma coisa quando ouve a recepcionista falando: — Preciso de um medico urgente! — mais no tinha nenhum alem de Bibiane, a recepcionista vendo que ela estava de jaleco branco foi pedir ajuda. — Por favor, eu preciso de ajuda... Tem uma pessoa que esta gravemente ferida na recepo, voc precisa ajuda — l. — Mais que eu no sou formada ainda, e... — No importa o diploma agora senhorita... — a recepcionista Le o crach, — Bibiane Souza, ela precisa de ajuda. — Ok, vamos. — e foram ao local onde Julia estava. Julia estava desacordada, e Carol estava ao lado dela, desesperada, quando chega recepcionista com Bibiane, a cada passo que dava em direo a maca ela sentia um aperto no corao, chegou maca e no acreditou no que viu, Julia, nunca pensou que a reencontraria nessas condies, ela sentiu um aperto enorme no peito, se segurou para no chorar, no era hora para isso, tinha que ajud-la ela era uma pessoa muito querida e no podia deixa ela morrer: — Julia... — Chamou Bibiane, Julia foi abrindo os olhos devagar e se deparou com os olhos da pessoa que mais ama nesse mundo. — Bibi... — No se esforce eu vou tirar voc dessa... — muito... Tarde... Pra mim... — se esforava Julia. — No diz besteira! Eu no vou deixar voc morrer! — dizia Bibiane para Julia. Bibiane consegui retirar a bala que estava alojada, mais Julia havia perdido muito sangue, e como o hospital no tinha o tipo de sangue de Julia, que era um tipo raro, estava em falta, Bibiane no podia fazer mais nada, apenas esperar, esperar um milagre acontecer. — Bibi... antes de morrer... Eu preciso te confessar uma coisa... — Eu tenho que te pedir perdo, por no entender que se voc era feliz assim, quem era eu para dizer ao contrario? Eu apenas pensei em mim, na minha imagem, me perdoa? — dizia entre lagrimas Bibiane. — Quem ama... Perdoa... Por isso que... Eu te amo... — Julia foi fechando os olhos. — Ju no morre, no morre! — no adiantava mais ela j estava morta. No velrio estavam todos visivelmente abalados por causa da morte de Julia, seus colegas de faculdade e professores, seus amigos de escola, todos foram dar o ultimo adeus. Marcos um dos colegas de Julia resolveu fazer uma homenagem a ela: — O que eu posso dizer da Julia? No palavras que descrevam o que ela significou para cada um de ns, amiga, companheira ou no meu caso, um amor no correspondido. — ele pega o violo. — Essa pra voc Julia. — e comea a tocar. to estranho Os bons morrem jovens Assim parece ser Quando eu me lembro de voc Que acabou indo embora Cedo demais Quando eu lhe dizia me apaixono todo dia sempre a pessoa errada Voc sorriu e disse: Eu gosto de voc tambm. S que voc foi embora Cedo demais Eu continuo aqui Meu trabalho e meus amigos E me lembro de voc dias assim Dia de chuva Dia de sol E o que sinto no sei dizer Vai com os anjos Vai em paz Era assim todo dia de tarde A descoberta da amizade At a prxima vez to estranho Os bons morrem antes Me lembro de voc E de tanta gente que se foi Cedo demais Cedo demais Eu aprendi ter tudo que sempre quis S no aprendi a perder E eu que tive um comeo feliz Do resto no sei dizer Lembro das tardes que passamos juntos No sempre mais eu sei Que voc esta bem agora. Cedo demais... Os bons morrem jovens — (Legio Urbana) Todos ficaram emocionados com a homenagem, mais o que eles no sabiam era que Julia estava vendo tudo aquilo, pelo menos o esprito dela: — Mais porque esto todos aqui? — se perguntava Julia sem entender, ela ainda no se deu conta que estava morta,se aproximou do caixo e viu ela deitada nele, — Mais como? — se perguntava, — A no ser que eu esteja... — Morta. — Quem voc? — pergunta Julia — Eu sou o seu anjo da guarda, eu estou aqui para auxili-la. — dizia uma figura angelical que estava de frente com Julia. — e sim voc esta morta. — Julia no acredita no que ouviu, — eu sei ta sendo duro pra voc aceitar, mais logo acostuma. E no se preocupe, eles no podem te ver. — Julia mais conformada com a situao fala: — Por que voc esta aqui? — Eu j lhe falei, eu vim para auxili-la. — Em que? — pergunta Julia. — Em atravessar para o outro lado, Julia, voc sabe como morreu? — pergunta o anjo. — Bom foi... Deixa eu me lembrar... Eu estava saindo da faculdade com a minha moto... At que eu ouvi um tiro, senti uma dor forte no peito e tudo escureceu... — E voc sabe quem deu esse tiro? — pergunta o anjo. — No deu pra ver... Ele estava todo de preto e tava escuro... — Ento voc vai ter que descobrir quem te matou, Julia, se no, no poder atravessar. — diz o anjo. — Mais como eu vou fazer isso? Se voc no percebeu ainda, eu to morta. — Algum vai ter que te ajuda pessoa que voc mais amou enquanto era viva, ela a nica pessoa que poder te ver. — diz o anjo. — Bibiane... Mais isso vai ser muito perigoso pra ela. — Ela a nica pessoa que pode te ajudar, caso contrario voc nunca vai descansar em paz... — Ta bem, mais com uma condio, que eu possa proteg-la de alguma forma. — dizia Julia. — Deixa- me ver... Ok. Voc poder tocar em qualquer um que ameaar a vida de Bibiane at voc descobrir quem te matou. Agora vamos encontr-la, e falar com ela. — Agora vem parte difcil ela teimosa como uma mula. — dizia Julia. — Vamos. — dizendo isso o anjo e Julia se tele transportaram para aonde Bibiane estava. — Ela nunca perdeu esse costume... — diz Julia vendo que Bibiane estava no lugar preferido de ambas: A praia. Quando eram melhores amigas elas sempre iam praia , quando estava vazia, se sentavam na areia e ficavam horas olhando o mar. — Vocs costumavam virem aqui, no ? — pergunta o Anjo. — Sim, era nosso lugar favorito. — dizia Julia com um olhar triste, nisso uma moa se aproxima de Bibiane e pergunta se ta tudo bem, Julia olha mais atentamente e v que aquela moa era uma antiga colega de classe: — Voc no vai ao enterro Bibi? — pergunta a colega. — No, eu prefiro no ir, — Bibiane enxuga uma lagrima, — eu quero guardar lembranas felizes dela... — Tudo bem, eu tenho que ir Bibi... — e a colega da um abrao nela. — se cuida. — e vai embora. — Ok Julia voc precisa falar com ela. — diz o anjo. — Tem certeza que ela pode me ver? — pergunta Julia. — Ela pode te ver e at te tocar. — Ta bom eu vou La... — Julia se dirigiu at onde Bibiane estava se sentou ao lado dela, Bibiane sentiu a presena de algum olhou para o seu lado esquerdo e pode ver Julia, no acreditou no que viu: — Julia... — as lagrimas j tomavam conta de seu rosto. — Bibiane, eu... — Ju, me diz que tudo isso passou de um sonho, e que voc no morreu... — Quem me dera... No foi um sonho bibi, eu to morta. — Mais como... Voc um... — Fantasma? Sim. — Julia estende a mo — mais s voc pode me ver e me tocar — e Bibi toca a mo de Julia. — Por que s eu? — pergunta Bibi sem entender. Julia a olha nos olhos e fala: — Por que s a pessoa que eu amo tem esse dom. — diz Julia. — Julia eu... — comea Bibiane mais interrompida. — Moa voc esta bem? — pergunta um menino. — Sim estou sim! — diz meio envergonhada Bibi. — Voc tem que parar de falar sozinha, moa, ou vo comear a te chamar de loca. — diz o menino. — Eu vou me lembra do teu conselho, garoto. — diz Bibi ao garoto que foi embora. — melhor ns irmos para um lugar onde ningum nos interrompa — diz Julia e continua. — se no algum pode ligar pro manicmio e virem te internar. — ri Julia com a piada. — Engraadinha! Nem depois de morta voc perde o teu senso de humor. — ... — diz com um olhar triste Julia. — Bom, vamos sua casa? La a gente conversa mais a vontade. — Tudo bem... — saram da praia e foram a casa de Bibiane, no tinha ningum em casa, ainda bem que ela tinha a chave pego-a e abriu a porta, entraram na casa e subiram as escadas at o quarto de Bibiane entraram. Julia avistou uma foto das duas, na poca de escola, em um porta retrato em cima do criado-mudo: — Eu pensei que voc j tinha jogado fora. — diz Julia se referindo foto. — uma lembrana boa, eu jamais poderia jog-la fora. — diz Bibi enchendo os olhos d\'gua e comeando a chorar. — tudo culpa minha, Ju, tudo. culpa minha voc ter morrido. — Voc no atirou em mim Bibi, no foi sua culpa. Era pra ser assim, no se culpe por isso. — Julia tentava amenizar um pouco a culpa que Bibi carregava. — Eu no sirvo pra ser medica, Ju, eu... — Bibi, se lembra quando ramos pequenas, do que costumvamos brincar? — Sim. Eu brincava que eu era medica e voc a paciente, mais voc sempre fugia pra brincar com os meninos de bater lata. — diz Bibi dando um sorriso. — Voc desde aquela poca j sabia que carreira seguir, e eu sei que tem muito talento, agora que ta prestes a realizar esse sonho vai abandon-lo? No deixe que a minha morte faa desistir desse sonho. E Bibi vai em direo a Julia e a abraa. Como era abraar um esprito? No tem como descrever, mais era to bom, muito diferente de abraar um corpo humano, era com se tivesse abraando um ar morno e aconchegante. — Bom Bibi eu vim te pedir uma coisa. — diz Julia afastando Bibi de seus braos. — O que seria? — Bibi eu vou direto ao assunto, eu preciso muito da sua ajuda. — diz Julia e continua. — Eu preciso descobrir quem me matou ou eu nunca vou descansar em paz. — Mais como eu vou te ajudar nisso Julia? — No sei. Mais voc a nica que pode. Isso pode ser muito perigoso Bibiane, se no querer me ajudar eu vou entender. — diz Julia. — Eu no vou te abandonar de novo Julia... — diz Bibi, Julia apenas sorri. — Mais voc tem algum palpite de quem seu assassino? — pergunta Bibiane. — Sim, um colega de faculdade. Ele nunca aceitou que eu gostava de mulher, ele sempre me assediava, e ele uma vez me falou uma coisa que se eu no fosse dele, eu no seria de mais ningum, por isso acho que foi ele. — Quem ele Ju? — O nome dele Marcos da Silva. Ele muito popular e temido na faculdade por que ele se mete com gente barra pesada. — Ento temos que comear a investigar e reunir provas para coloc-lo na cadeia caso ele seja culpado. — Sim, mais acho que temos que deixar para amanha, j ta tarde e ta escuro. — diz Julia. — Ta bom. — nisso algum bate na porta do quarto, era a me de Bibiane. — Filha voc esta bem? Eu sinto muito por Julia, sei que eram grandes amigas. — Sim me, eu j estou conformada com isso. — Ela deve estar num lugar melhor agora... Voc no comeu o dia todo minha filha, vou trazer alguma coisa pra voc comer. — dizendo isso a me de Bibi saiu do quarto. No demorou nem 10 minutos e voltou com uma bandeja com comida, a entregou a Bibiane, lhe deu boa noite e se foi. Bibiane estava faminta, no tinha comido nada o dia todo, ento comeu tudo o que a me lhe trouxe. Colocou uma musica baixinha tomou um banho e se recolheu. — Voc no vai dormir Julia? — pergunta Bibiane. — Fantasmas no dormem Bibiane... — diz Julia em tom de brincadeira. — Ha! Desculpa, eu me esqueci. Mais o que voc vai fica fazendo? — Pergunta Bibi j deitada na sua cama. — Sei l. — Ento vem deitar aqui. — a cama dela era de casal. — No faz isso comigo Bibiane. Eu posso estar morta mais eu ainda te amo e te desejo. Eu posso te tocar, eu no quero cometer um erro. — Desculpa se te ofendi de alguma forma Julia, no era a minha inteno. — e Bibiane se vira para o outro lado magoada, Julia que a conhecia muito bem se desculpou. — Desculpa Bibi, eu no queria mago-la, que... Eu te amo e fica muito difcil pra mim, qualquer toque que eu der em voc eu... — Eu entendo Julia, mais o que voc vai fazer a noite toda? — Vou velar o teu sono. — disse Julia, Bibiane corou e disse apresada. — Boa noite. — e se virou para o canto, seu corao estava a mil, suas mos suavam, ser que estava se apaixonando por um fantasma?No sabia dizer, mais tinha a certeza de uma coisa: Que seus sentimentos em relao a Julia mudaram. Semanas aviam passado e Bibiane estava progredindo com as investigaes, colheu depoimentos de pessoas da faculdade de Julia sobre o Marcos, todos diziam a mesma coisa: que era um bandido. Bibiane conseguiu um depoimento importante do zelador da faculdade, ele foi o nico que viu quando Julia levou o tiro: — Por favor, me conte o que aconteceu naquele dia. — pedia Bibiane. — Bom eu estava colocando o lixo pra fora como todos os dias e de longe eu avistei uma figura estranha, toda de preto, se aproximando da moto da Julia, quando ela ia colocar o capacete ele atirou. — finaliza o zelador. — Foi isso mesmo que aconteceu? — pergunta Bibiane ao zelador e ao mesmo tempo para Julia que estava ao seu lado. — Sim Bibi... — diz Julia a Bibiane. — Foi isso que aconteceu Srta... Era uma moa to jovem... Eu lamento a morte dela... — ... Todos ns lamentamos... Eu preciso da sua assinatura senhor. — diz Bibiane estendendo o papel para o zelador. — Se pra colocar aquele cara na cadeia, tudo bem. — ele pega uma caneta e assina o depoimento que Bibiane pegou dele. Ele assinou e foi embora. — Ju, isso no o suficiente pra colocar ele na cadeia. — diz aborrecida Bibi. — Espera Bibi, a universidade tem cmeras de segurana, quem sabe algumas delas filmaram o desgraado. — diz Julia esperanosa. — essa hora a policia deve estar com todas as fitas. — diz desanimada Bibi. — Droga!E agora o que a gente vai fazer? — No sei Julia, no sei... — elas estavam em uma praa prxima a casa de Bibiane, uma menininha se aproxima de Bibiane e fala: — Oi. — Oi tudo bem? — Tudo sim, voc que ver as fotos que eu tirei tia? — e a menina mostra uma cmera digital. — Ta bom... — e a criana comea a passar as fotos que ela tinha tirado. — Essas foram as que eu tirei, eu vou te mostrar as que meu irmo tirou. — e a menina comea a passar, era noite ento as fotos ficaro um pouco escuras. — Ei Bibi, essa na foto sou eu. — diz Julia que estava do lado dela. — Menina quando que seu irmo tirou essas fotos? — perguntou Bibiane. — O meu mano disse que essa moa da foto morreu, que esse moo aqui... — e mostra uma foto de Marcos com a arma na mo apontando para Julia. — matou ela. — diz a menina. Bibi no acreditava, encontraram a prova concreta de que Marcos matou Julia. — Voc pode me emprestar um segundo a sua maquina? — pergunta Bibi. — Claro. — e lhe entrega a maquina, Bibiane tira seu notebook da mochila e conecta a maquina a ele passando as fotos, quando passou entregou a maquina a menina dizendo: — Obrigado moinha, voc me ajudou muito. — e Bibi foi delegacia entregar a prova concreta de que Marcos era o assassino. Um ms se passou e La estava Marcos sendo julgado e condenado a 20 anos de priso pelo assassinato de Julia e mais 15 anos por trafico de drogas e formao de quadrilha, Bibiane estava com uma sensao de dever cumprido, foi pra casa feliz. Os seus sentimentos em relao a Julia mudaram drasticamente, de um a pura amizade para amor, ela a amava mais pena que era tarde, muito tarde, antes de Julia partir ela precisava falar o que sentia. Chegou a sua casa, subiu as escadas e abriu porta de seu quarto, Julia estava a esperando: — Eu estava te esperando, pra me despedir... — Vamos Julia. — dizia o anjo ao lado de Julia. — Poderia nos deixar a ss anjo. — pedia Julia. — Ok. Mais seja breve. — e o anjo se foi. — Com quem voc esta falando Julia?- pergunta Bibiane confusa. — Com o meu anjo da guarda, s eu posso ver ele. — diz Julia a olhando tristemente continua. — Eu preciso ir Bibi... — Eu sei... — diz Bibi baixando a cabea. — mais antes eu preciso falar uma coisa. — Fale. — Bibiane olha nos olhos de Julia de diz. — Eu te amo Julia... — diz dando um abrao em Julia. Julia no acreditava nisso. — Creio que seja tarde demais pra gente... — dizia Julia, Bibiane entre lagrimas diz. — Eu sinto muito Julia, eu s me dei conta que te amava agora... — Eu tambm sinto Bibi... — diz Julia. — Eu queria que voc ficasse essa noite comigo Julia... — nisso o anjo chama Julia. Ele estava vendo tudo. — Julia eu posso falar com voc? — Ta bom anjo, eu j volto. — dizendo isso pra Bibi e indo com o anjo em um lugar para conversarem. — O que voc queria falar comigo anjo? — Eu ouvi tudo Julia, o criador entrou em contato comigo, e me deu uma ordem, voc pode ficar humana por uma noite, mais s at os primeiros raios de sol aparecerem, depois voc tem que ir comigo, ok? — Julia no consegue conter tanta alegria. — Sim senhor! — diz brincalhona Julia, ento o anjo a levou at Bibiane, chegou l e encontrou Bibiane deitada na cama chorando. O anjo se foi deixando Julia ali, ela se aproximou de Bibi e disse em seu ouvido: — No chora linda... — Bibiane levou um susto mais se recuperou rapidamente. — eu disse que voltava... — Bibiane toca Julia no rosto e sente que ela no era um fantasma. — Ju, voc ... — Sim, pelo menos at que amanhea... — e Julia a beija com todo amor que estava reprimido em seu corao, — eu te amo. Elas se entregaram uma outra com todo o amor que sentiam uma pela outra. Eu me lembro sempre onde quer que eu v S um pensamento em qualquer lugar S penso em voc Em querer te encontrar S penso em voc Em querer te encontrar Lembro daquele beijo que voc me deu Que at hoje esta gravado em mim E quando a noite vem Fico louco pra dormir S pra ter voc nos meus sonhos Me falando coisas de amor Sinto que me perco no tempo De baixo do meu cobertor Eu faria tudo pra no te perder Assim Mais o dia vem E deixo voc ir Julia percebeu que estava amanhecendo, j era hora de ir. Olhou para o seu lado Bibiane estava dormindo profundamente, no queria acord-la, ento escreveu uma carta: Bibiane, eu no quis acord-la, por isso escrevi essa carta de despedida. No vou dizer adeus, por que sei que logo nos vamos nos encontrar novamente, minha vida s valeu a pena quando eu conheci voc , meu amor. Eu lhe sou eternamente grata por tudo. De onde eu estiver vou estar cuidando de voc, te amo. Pra sempre sua: Julia. \" Bibiane leu a carta algumas lagrimas teimaram em cair. — Julia eu sei que voc pode me ouvir, agora escuta. Voc sempre foi o meu porto-seguro, mais s agora eu me dei conta disso, e eu lamento muito ter percebido tarde demais... Eu te amo Julia. At breve meu amor... Eu faria tudo pra no te perder Assim Mais o dia vem E deixo voc ir. (Deixo — Ivete Sangalo) Nove meses depois... — Vamos Bibiane! Empurra! — Eu to empurrando droga! Ha! — se contorcia de dor em uma sala de parto Bibiane. Depois de muito esforo nasce uma linda menina. — uma menina! Parabns! — diz a doutora a Bibiane lhe entregando a menina. Em um lugar muito longe dali... — Julia, eu tenho uma coisa pra te mostrar... — O que seria Anjo? — pergunta Julia curiosa. — ele ento mostra, em uma espcie de espelho, Bibiane com sua filha. — Bibiane... Mais quem aquela criana? — pergunta Julia sem entender. — Ela filha de Bibiane e... Sua tambm. — diz o anjo. — Impossvel! Mais como? Eu no tinha como engravidar a Bibiane. impossvel. — Para a medicina Impossvel, mais para deus no . Esse foi um desejo do Senhor. — Julia olha para o anjo esbanjando alegria. Aproxima-se do espelho e toca o rosto de sua filha. — Minha... Filha... Anjo eu posso ver a minha filha mais de perto? — pergunta Julia esperanosa. — No sei Julia... Sem a autorisao do Senhor ns no podemos... — o Anjo foi interrompido por uma voz forte mais ao mesmo tempo doce. — Julia, minha filha, eu autorizo voc a ver sua famlia, mais por pouco tempo. — diz Deus a Julia que ficou muito feliz com a noticia. — Muito obrigado Senhor... — diz se tele transportando para onde sua filha estava. A criana estava na maternidade com outros recen nascidos, Julia reconheceu sua filha no meio de todas aquelas crianas e se dirigiu a ela, linda igual me\" diz Julia. — Oi filhinha... Dizem que crianas conseguem ver anjos, eu espero que esteja me vendo, minha menininha, a mame sempre vai cuidar de voc, ta? Onde eu estiver sempre vou olhar voc. E cuida da sua outra me pra mim, no deixa ningum se aproveitar dela, eu te amo minha filha. — e se despede com um beijo em sua filha. Julia estava com o tempo contado mais antes de ir precisava ver Bibiane. Foi ao quarto dela. Bibiane estava lendo um livro deitada na cama. — Como sempre... Muito estudiosa. — dizia Julia entrando no quarto, Bibiane ao ouvir a voz no pode acreditar Julia. — Julia... — Eu vim ver se estava tudo bem com voc e... Nossa filha. — diz Julia dando um sorriso. — nossa filha... — diz Bibi retribuindo o sorriso com outro. Julia se aproxima e senta na cama. — Sabe qual o nome que vai dar a ela? — \"Julia\" um lindo nome voc no acha? — pergunta Bibi dando um sorriso. — perfeito! — j estava acabando o tempo de Julia ento se despediu. — Eu tenho que ir meu amor. Saiba que eu sempre vou estar de olho em vocs duas... — se vira pra ir mais antes diz. — Eu te amo. Quando der eu venho te assombrar de novo. — Eu tambm te amo, sua boba, acho bom que venha mesmo. — e Julia se foi. Bibiane sabia que dali pra frente vida seria dura. Mais sabia que Julia sempre lhe daria apoio e nunca a deixaria cair, prometeu a ela que no desistiria, continuaria vivendo at um dia elas voltarem a se encontrar e viver esse amor por toda a eternidade. FIM.
Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!