Sempre Vou Te Amar
37 Mudando o curso das coisas
Notas iniciais
“Kurt, preciso de você.”
“Urgente?”
“Muito.”
“5 Minutos”
“Ok, Thanks.”
“Love you.”
Fiquei andando pelo quarto até Kurt chegar. Chegou mais rápido que eu imaginava.
K: Estou aqui. – corri e o abracei. – Ummmm, tem algo mais que saudade nesse abraço.
R: Eu te vi ontem, então com certeza tem.
K: Doce como uma mula. Desembucha.
R: Estou completamente perdida.
K: Achei que ouviria uma novidade. –tentou brincar mas não conseguiu tirar nenhum sorriso de mim. – Ok. – Fez como um zíper na boca, fechando-a.
Contei tudo nos mínimos detalhes. Deixei escapar algumas lágrimas. Kurt ouvia com muita atenção, como sempre.
K: Uauu... Eu estou sem palavras.
R: Eu preciso que você me apoie para o que estou prestes a fazer.
K: Sempre irei te apoiar. Anda, me conta.
R: Quinn precisa ir para a faculdade. E eu tenho que fazer ela ir para a UAA.
K: Rachel?! Você tem ideia das consequências?
R: Como não? Se não tivesse você acha que estaria chorando por qual motivo? Eu estou despedaçada. Mas eu a amo, e amo tanto que preciso fazer isso por ela.
K: Isso o que? Porque você sabe que nada do que disser vai convencê-la.
R: Eu sei. – abaixei a cabeça, pressionei os olhos. Respirei fundo. – Por isso não vou dizer, eu vou fazer. – senti seu olhar de confusão sobre mim. – Preciso machuca-la.
K: Racheeeel... – levantou. – eu não estou gostando do rumo dessa conversa. Como assim machucar o amor da sua vida?
R: Me dê uma solução então Kurt. Se coloca no meu lugar. Se fosse o Blaine. Você ia mesmo aceitar as condições dele numa boa? Ía aceitar viver seu sonho enquanto ele só fazia o que deu pra fazer só para estar ao seu lado? Ía vê-lo todos os dias sabendo que no fundo ele estava frustrado? Ía ter a consciência tranquila sabendo que tinha uma possibilidade dele crescer na vida, e ser o que ele quis? – a essa altura eu também estava em pé e já tinha uma voz elevada. – Me diz!
K: Rach... calma.
R: Me diz! Pelo amor de Deus! Fala que sim para eu então seguir esse seu conselho e continuar com o amor da minha vida. – já chorava compulsivamente. – Fala Kurt. – senti seus braços me envolvendo e beijando o tpo da minha cabeça.
K: Não Rach, eu não conseguiria. – me abraçou mais forte. – vem deita aqui comigo.
Kurt me puxou para cama e ficamos deitados por um bom tempo. Meu choro foi se dissipando aos poucos e o cansaço se fez presente.
Adormeci.
(...)
H: Estrelinha? Ande acorde.
R: Hummm? Kurt.
H: Kurt já foi meu bem, já faz sol lá fora.
R:HUmmmm
H: Anda filha, vai tomar um banho. Eu e seu pai estamos lá embaixo esperando para o dejejum.
Abri os olhos, e mirei o teto. Toda minha dor só havia adormecido junto comigo. É como uma facada de dentro pra fora. Comecei a me perder nos pensamentos...
“Muitas pessoas simplesmente aceitariam a condição e viveria feliz.”
“Mas como viver feliz sabendo que ela tinha uma chance.”
“Foda-se a chance.”
“Rachel!!!!! Você a ama, se isso realmente é verdadeiro vai superar o tempo.”
“Amo mais que tudo. God!” – Passei as mãos pelos cabelos.
“ok preciso levantar.”
Tomei meu banho, peguei meu celular, 3 chamadas de Quinn.
R: Droga. – retornei a ligação. Não atendeu.
Coloquei o celular no bolso da saia e desci. Tomamos café. Meus pais não tocaram no assunto mas percebi os olhares preocupados. Depois do dejejum resolvi assistir uns musicais. Olhava o celular de hora em hora, nada da Quinn. Era domingo, meus pais foram almoçar fora depois de muita luta para convencê-los de que estava tudo bem. Era quase 15:00 quando a campainha tocou.
“Deve ser o Kurt.”
Abri a porta...
R: OMG!!! – Levei a mão ao peito. Ía falar algo, mas fui impedida por uma boca cheia de vontade. Não tinha como colocar meu plano em ação agora. Correspondi. –QUINN! – Consegui falar no momento em que ela parou para me olhar.
Q: Eu precisava... – dessa vez eu tomei seus lábios.
Ela me empurrou para dentro de casa, fechou a porta com o pé, me jogou no sofá e deitou por cima de mim. Não deixei de notar uma lagrima escorrendo através dos seus olhos fechados durante o beijo. Chorei junto. Nos beijávamos como uma despedida. Senti suas mãos na minha cintura apertando compulsivamente.
Q: Eu amo você.
R: Eu também minha razão! Minha vida. Meu amor.
Q: Me fode Rach. – vi sua pupila dilatando. – Agora!
Incrível o poder que Quinn tinha sobre mim, só com essas palavras eu já sentia minha calcinha umedecer.
Não a levei para o quarto, entrei nela ali mesmo. Não fiz questão de tirar sua calça por completo, só abri os botões, abaixei o zíper e enfiei minha mão até encontrar sua entrada e invadi-la. Quinn gemeu deliciosamente. Não estava preocupada com nada naquele momento, nem com o meu futuro, nem com o dela, nem mesmo com meus pais que poderiam chegar a qualquer momento. Estoquei várias vezes, e com a mão livre arranhava sua nuca, puxava seu cabelo, mordia seu queixo.
Q: RACH...
R: Goza pra mim meu amor.
Q: Aaaaaaa... Vai, mais forte. – ela estava insaciável.
Mais 3 estocadas fortes a senti desmanchando nos meus braços. Asparmos fortes tomaram conta do seu corpo, e antes que pudesse findá-los invadi sua boca. Estava com sede dela.
Nos beijamos de forma voraz até a calma tomar contar do momento.
Q: Que saudade meu amor.
R: Você é louca Q.- soltei um risinho.
Q: Por você? Sim...
R: Como você conseguiu vim?
Q: Meus pais tem dinheiro Rach.
R: Hmmm... Suspeitei. E como conseguiu?
Q: Frannie sempre dá um jeito. Vem vamos subir, eu quero mais de você.
R: Meus pais devem chegar a qualquer momento.
Q: Você não estava preocupada com isso a pouco tempo. – riu
R: Pera- peguei o celular e disquei o número de papai. Chamou algumas vezes. – Papai, vocês vão demorar? – Escutei um depende do outro lado. – Sabe eu estou com a Quinn aqui e precisamos resolver algumas coisas com ela. – falei pedindo aos céus que ele fizesse referência ao que conversamos ontem. BINGO!. – Ok, obrigada papai, amo você, tchau. – ouvi sua resposta e desliguei. – Resolvido.
Q: Vem... – puxou minha mão em direção ao quarto. Mas a impedi. — O que foi agora?
R: Sabe baby – pressionei o corpo dela contra a parede. – A água da piscina está quentinha. — lhe entreguei meu sorriso mais malicioso e recebendo o seu de volta.
Transamos na piscina, na cadeira de sol, na piscina novamente, no balcão da cozinha e recebi um oral esplêndido na escada. Estávamos exaustas e já estava escuro lá fora. Fomos para o banho e adivinha?
Não me condenem caros leitores, a saudade quando misturado com o amor, cria um desejo insaturável.
Quando já não aguentávamos mais a água quente em nossa pele, saímos e nos vestimos...
R: Eu nunca vou esquecer de hoje.
Q: Vai sim, teremos mais mil dias assim...
RACHEL POV OFF.
Rachel naquele momento lembrou de toda a sua agonia. Por pouco não soltou um “Não, não teremos mil anos”. Mas se controlou e apenas baixou o olhar, o que não passou despercebido pela outra. Se olharam novamente e Quinn sentiu, sentiu que tinha algo errado.
Q: O que está acontecendo? – sentou ao seu lado.
R: Precisamos conversar, mas pode ser amanhã?
Q: Não Rach, amanhã eu pego o primeiro voo pra Califórnia. E mesmo assim, não aguentaria esperar. Me diz por favor amor.
Naquele momento Rachel percebeu que não poderia machuca-la, não poderia feri-la de propósito. O que ela faria então para Quinn ir para a faculdade?
“Deus eu não queria ser eu nesse momento.”
Foi então que uma ideia surgiu através desse pensamento.
Respirou fundo.
R: Q... eu espero que me entenda. – olhou para aquele par de olhos verdes brilhantes. – Vamos trocar de lugar. Digamos que você tivesse sido aceita em NYADA e eu recusada, mas tivesse uma chance para mim no Alaska.
Q: Rachel, esse assunto de novo não! Eu já tomei minha decisão.
R: Você pode me escutar por favor? – Quinn fez gesto de rendida com as mãos pro alto. –Por favor.
Q: Vou ouvir, mas nada vai mudar.
R: Irá mudar sim! – Percebeu que Quinn tremia e sentiu um aperto no peito. – Se você não quer se colocar no meu lugar dessa forma, se colocará de outra.
Q: O q?
R: Quinn a condição é a seguinte. Ou você aceita ir para a UAA, ou eu não aceitarei entrar na NYADA!
Quinn não estava acreditando no que estava ouvindo, arregalou os olhos e levantou, andou por todos os lados do quartos, tendo um par de olhos negros a observando. Começara a chorar e junto com ela a morena.
Q: Você não pode fazer isso comigo!
R: Eu não quero Q, mas eu tenho que fazer. Agora você me entende?
Q: É diferente Rach. – segurou o rosto de Rachel, demonstrando todo o seu desespero. Rachel queria gritar. Mas se conteve.
R: Não é não. Você está sentindo agora o que eu sinto.
Q: Não não não. – falava mais pra si mesma. – Esse é seu sonho desde criança!
R: e os seus sonhos Quinn? Qual a diferença? É justo você abrir mão deles pra ficar comigo em Nova Iorque?
Q: Rachel você não pode estar falando sério!
R: Infelizmente estou.
Quinn se jogou em cima da pequena e prendeu seus braços.
Q: Você não pode fazer isso comigo. Eu não suportaria! – elevava a voz.
R: E você acha que eu estou suportando? Eu me odeio por te amar tanto a ponto de abdicar da sua presença! – Deixou uma lágrima escorrer.
Quinn tomou seus lábios, numa confusão de amor, raiva e principalmente desespero. Passava a língua pelos lábios carnudos da baixinha e o mordia com força. Rachel deixava, ela queria sentir dor, queria sentir qualquer coisa que fizesse marcar a presença de Quinn.
Aquela noite elas não se desgrudaram. Choravam, se amavam, tentavam eternizar aquele momento. Quinn tentava a todo custo convencer Rachel a esquecer aquilo, mas esta se mantinha firme.
Quinn a entendia, mas não queria entender. Tentou achar uma outra chantagem, mas nenhuma que fosse forte o suficiente passou pela sua cabeça. Amanheceram o dia assim.
(...)
QUINN POV ON
Não queria soltar sua mão. Não podia.
R: Hey baby, ainda vamos nos ver.
Q: Não, não vamos.
R: Q... – apertou sua mão. – se você não quiser vim para a formatura eu vou na Califórnia antes de você partir.
Q: Não quero Rach. – sentia meus olhos queimando novamente. – Só vai ser mais doloroso. – Já começava a soluçar. – Deus!!! Eu nem acredito que isso esteja acontecendo. Por que…? – A dor se fazia cada vez mais hodierna. – Olhei para ela, mantinha a cabeça baixa e os olhos pressionados. Chorava de forma compulsiva. – Pela última vez Rachel, desiste disso. – Balançou a cabeça de forma negativa.
“Embarque para o voo 996 portão 7”
Q; Eu preciso ir. Você tem certeza?
QUINN POV OFF
Rachel não esperou a pergunta formular uma resposta e avançou sobre os lábios de Quinn. As duas atraíram olhares por todo o aeroporto. Mas não se importavam. O medo, a dor, o desespero, a saudade, o amor.... Todos eles reunidos em dois corpos que agora entrelaçados, não saberiam como agir com o vazio de uma das partes.
Jovens
Imaturas
Cheias de sonhos
Esperança
Sim... Esperança. Nenhuma das duas aspiravam se soltar, mas quando assim fizeram, no fundo dos seus corações sentiam a esperança. Um dia quem sabe... Afinal como diz o ditado: Deixe voar, se for para ser, ele voltará...
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