Sempre Vou Te Amar

23 Martírio (parte 2)


Notas iniciais
Não tive como postar ontem a tarde. Esse capítulo pode deixar vocês com aquele friozinho na barriga :) Desculpem os erros e aproveitem.

Passamos exatamente 57 dias sem nos falarmos. Até que um dia...

Depois de um certo tempo você se acostuma com a dor. Não é que ela vá embora. Não! Isso NÃO! Mas você aprende a fazer tudo o que fazia antes mesmo como aquele incomodo no peito, e com certeza aprende a segurar o choro. Mas não por muito tempo.

Era um dia chuvoso e muito cinza, o que não me ajudava em nada. Fui para escola a contra gosto, como tudo na minha vida naquele momento. Assim que cheguei no meu armário para pegar o livro de Química, Finn me aborda com um beijo no pescoço.

R: Nossa Finn que susto.

F: Por que? Quem poderia ser além de mim?

R: Não é quem, mas o ato! Poderia ser de um beijo a um simples Oi eu iria me assustar.

F: Bom dia pra você também. Que humor é esse? — Falou dando o seu famoso risinho de lado.

Não podia acreditar no que estava ouvindo. O que ele queria afinal? Eu namorava com ele a 57 dias contra a minha vontade e ele queria que ficasse de risinhos pra lá, risinhos pra cá. Era demais para mim.

R: Parece que você não se lembra o porquê desse papel aqui! — Cuspi as palavras olhando bem nos seus olhos castanho que eu odiava cada segundo mais.

F: Que papel? Amor eu acho que você deveria marcar um psiquiatra. — Disse roubando um selinho e saindo com mais dois jogadores.

Esse é o momento em que nenhuma técnica que você tente usar para prender o choro dará certo. Meus olhos encheram de lágrimas e minha cabeça simplesmente foi ao armário. E eu desabei. Um choro infantil com direito a soluços. Fique assim por quase 3 minutos até que a Mercedes chamou a minha atenção.

M: Ta com dor de cabeça ou com saudade da Quinn?

R: O quê? Co-como assim?

Meu coração parou e não me preocupei se ela veria que estava chorando ou não, virei o rosto pra ela com a mente mais confusa que de Henry do Once upon a Time.

M: Nossa Rach o que aconteceu? — Falou com os olhos arregalados e segurando meu queixo.

R: Nada. Só estou com um pouco de cólica.

M: Vai pra casa!

R: Não, vai passar. — Falei limpando as lágrimas. — Mercedes.

M: Ham?

R: Não entendi o porquê de você perguntar se eu tava com saudade da Quinn. — Perguntei olhando para baixo com medo de entregar algo.

M: Foi só uma brincadeira Rach. Eu sei que não deu tempo ainda de sentir falta, até porque ela nem saiu ainda. — Falou dando risos soltos.

R: Como assim? Tempo de sair de onde? Não me diga que ela vai sair da escola. — A respiração falhou.

M: Não Rach, ela vai sair da cidade. Achei que você soubesse, quase...

(…)

Eu não conseguia respirar e não ouvia mais a Mercedes. Como ela sairia da cidade? E por que não falou nada comigo? Ficar sem vê-la seria demais para mim, pelo menos 2 vezes na semana eu a via pelo corredor ou no clube do coral. Eu não aguentaria. Esses foram os meus pensamentos naqueles 31 segundos. Mercedes mais uma vez me tirou do transe.

M: Rach? Você tá pálida. Melhor você ir para casa, cólica não é brincadeira.

R: Você sabe qual é aula da Quinn agora? — Perguntei sem pensar.

M: Sim, ela tem aula de Literatura com a Tina.

Não me despedi, não me preocupei o que Mercedes pensaria, não quis saber se o Finn veria ou saberia que estava atrás dela. Não. Nesse momento eu só pensava em falar com ela. Só pensava em ter uma explicação ou saber que poderia ser uma brincadeira... Sai em disparada para a sala 2 com tudo girando e meio turvo. A porta estava aberta então entrei com tudo, e lá estava ela sentada olhando para a janela. O professor já estava presente e alguns alunos se ajeitando. Fiquei parada somente olhando para aquela mulher, a mulher da minha vida. Não sei ao certo por quanto tempo fique ali mas foi o suficiente para o professor me abordar.

Professor Martins: Pois não Sta Berry?! — Falou com uma voz irônica arrancando-me dos meus pensamentos. — Sta Berry?

R: O-O-Oi! Hammm, desculpa. — Olhei para Quinn novamente e ela estava olhando pra mim com os olhos arregalados. — Quinn sua irmã mais velha está te procurando lá na secretaria. —Foi a única coisa que veio a minha mente. Todos estavam me olhando inclusive e não consegui não sair na mesma velocidade que entrei.Fui andando até o próximo corredor e parei um pouco antes da secretaria. Não sei se o destino brinca com a gente, mas a sala antes da qual eu informei que a irmã da Quinn estaria, encontrava-se vazia. Tive uma ideia. Entrei na sala e fiquei próxima a porta. A Quinnie seria obrigada a passar por ali. Como um tiro certeiro ouvi passos apressados, me coloquei em posição e fiquei olhando pela brecha da porta que estava semiaberta. E lá vinha ela olhando pra frente como se procurasse algo. E imitando a sua atitude a alguns meses atrás, assim que ela passou pela porta eu abri a porta eu a puxei pelo braço para dentro.

Q: Ai meu Deus. — Soltou enquanto eu a encurralava na parede.

R: Quinn. — Quase não me ouvi de tão baixo que falei.

Q: Rach!?- Falou ainda meio confusa.

Nossos corpos estavam colados, o dela contra a parede. Eu segurava o seu rosto, e sim, meus olhos já estavam marejados. Ouvir a voz dela, estar tão perto dela, olhar nos seus olhos, aqueles olhos que tanto me transmite paz.

Alisei o seu rosto, toquei nos seus lábios, desenhei com os dedos o contorno das sobrancelhas e a vi fechar os olhos.

(…)

Notas finais
Comentem please :D Espero que tenham gostado. Não deixem de acompanhar o próximo capítulo que ta uma delícia! Até a próxima