Sempre Vou Te Amar
22 Martírio - Parte 1
Notas iniciais
Enquanto a introdução tocava, olhei para Quinn completamente desesperada, encontrei seu olhar em mim. Com os olhos levemente marejados pude ler seus lábios...
“Sempre vou Te Amar”
Dias, semanas se passaram(...) Minha rotina era casa e escola, e fim de semana sempre ia pra casa de titia ou de algum amigo dos meus pais. Precisava sair da cidade para Finn não ter chance de querer sair comigo, ou pior, tocar em mim.
Todos os dias era um tormento. Brigávamos, pois sempre estava implicando sobre meus olhares para Quinn e me ameaçando toda vez que eu o irritava. A verdade era que com o tempo eu comecei a ficar com raiva da covardia de ambos. Sim, não se assuste caro leitor, uma vez que quem estava convivendo com um imbecil e tendo que beijá-lo de vez em quando era eu. Quem estava perdendo o tempo e chorando todos os dias era eu. E isso tudo por que? Quinn não tinha a coragem suficiente para assumir o seu amor, e com a distância tudo foi ficando muito confuso. Tive alguns pesadelos, acordava chorando. O pai e o papai estavam se preocupando cada vez mais. O apetite tinha dias que sumia, e o sono era o meu refúgio até algum pesadelo invadi-lo.
Eu estava sufocando a cada dia. E quanto a Quinn? (…)
Os primeiros 3 dias ela não foi para a escola o que só aumentou meu sofrimento. Mudou a grade de aula deixando somente a aula do clube do coral em comum. Nos dias em que faltou mandei mensagens e cheguei a pensar em ir até ela, mas além de não saber como o medo tomou conta de mim. A covardia então, pode ser transmitida com a convivência. O restante dos dias só conseguia encontrar com ela nos corredores e somente com os olhos. Tentei por várias vezes falar com a mesma, porém esta me ignorava com uma maestria surpreendente.
Passamos exatamente 57 dias sem nos falarmos. Até que um dia...
(Continua)
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