Sempre Vou Te Amar
33 Forever
Notas iniciais
QUINN POV
Observei uma Rachel diferente atropelando os pais e batendo a porta que acredito ser do seu quarto. Fiz o mesmo, me desculpando com os Senhores Berrys e pedi em silêncio para que ela não tivesse trancado a porta.
Bom... Estava com sorte.
Q: Rach! – Entrei a observando sentar na cama e colocar a mão no rosto. – Por favor me escuta. – Me ajoelhei nivelando nossa altura. – Tenta me entender.
R: Quinn, eu não quero falar disso. Já chega de sofrimento. – tirou as mãos da face e me encarou. Seus olhos estavam vermelhos e isso cortou meu coração.
Q: Foi isso que eu trouxe para você não foi? Sofrimento.
R: Não sei onde quer chegar com isso.
Q: A lugar nenhum. – levantei. – Você acabou de dizer.
R: Não Quinnie... Eu só disse que não aguento mais sofrimento.
Q: E quem está te causando tanto sofrimento? – a fitei incrédula. – eu! não é? – revirou os olhos. – Sim RACH, SOU EU.
R: Se vocÊ está tentando criar uma situação em que me torne a vilã e você a vítima, pode parar.
Q: Pare um pouco e se escute. – com certeza toda a minha indignação estava exposta. – Olha só o que você está falando, olha só como você está agindo.
R: Eu Quinn? – levantou e chegou mais perto.
Q: Sim Rachel! Você! – apontei o dedo na sua direção. – Você é uma criança que quando não tem o que quer faz birra e vira a dona da situação. – Pude ver seus olhos arregalarem.
R: Você não tem o direito! – elevou a voz.
Q: É, eu não tenho. – me virei para sair e senti suas mão me segurando.
R: E agora Quinn? Você vai fugir? Como sempre? — ok aquilo foi demais.
Q: Fica quieta!! — me desvencilhei dos seus braços. – Não preciso de mais uma pessoa me machucando, principalmente você. Vai ser sempre assim não é Rachel! Você só enxerga o seu lado, a sua situação, o seu momento. Será que não consegue ver o quanto está sendo infantil e incompreensiva?
R: Quinn não precisamos disso. Pode ir embora. – me deu as costas.
Q: A SIM... Agora eu posso ir embora senhora? Você permite? — Ironizei
R: Quinn olha só como estamos! Isso é tudo que sua mãe quer.
Q: Parece que ela está conseguindo não?! – Eu realmente estava tomada de um sentimento novo. Não sei descrever nem ao menos tento.
R: Hey, vamos manter a calma ok? – senti seus braços me envolverem, e a paz voltou dentro de mim. Incrível o poder de Rachel sobre mim. Concordei com a cabeça e fechei meus olhos. Precisava senti-la assim perto de mim... – Eu amo você Quinn. Eu amo demais. – abri os olhos e vi tudo embaçado. Não conseguia mais me controlar, acabei explodindo em um choro baixo e angustiante. – Meu amor por favor, não chora assim, isso acaba comigo. – Olhei na sua face e vi duas lágrimas a enfeitando.
Q: Ray... Me desculpa... Por favor. – e mais choro.
R: Desculpar? Mas desculpar pelo que meu amor?
Q: Eu não sei como lhe dar com isso, não sei! Eu estou desesperada. Sei que só são seis meses, mas olha quanta coisa pode acontecer! E se eu não for aceita na NAYDA como vamos ficar juntas? E seis meses sem você. Você pode conhecer outra pessoa e.... –Falei de uma vez
R: Heeeeey! Quinnnnn! Calma. Você acha mesmo que depois disso tudo eu vou querer outra pessoa? – segurou meu rosto. – Não vou! Podemos sobreviver a isso. – concordava com a cabeça com cada palavra que ela dizia, mas não para convencê-la e sim a mim mesma. – Se você não quer ficar aqui na casa dos meus pais tudo bem. Eu não entendo, mas aceito. Então vamos esperar 6 meses e vamos nos reencontrar.
Q: Seis meses Ray! — comecei a chorar mais alto. –Se-seis meses.
R: Por favor meu amor... – Rach chorava junto comigo. – Não faz isso. – me abraçou e começou a distribuir beijos. Nossas lágrimas se fundiam, junto com nossas almas. Eu a amava. Deus!!! Como eu a amava.
Ficamos abraçadas por um tempo, as lágrimas foram sessando aos poucos. Nos afastamos o suficiente para nos olharmos. Ficamos nos apreciando, olhei cada detalhe dela. O contorno dos lábios, os olhos castanhos profundos, as voltas do cabelo. Seus dedos passavam por toda a extensão do meu rosto. Deslisando, gravando...
R: Me beija.
Fui tomada de surpresa, mas era tudo o que eu queria. A tomei antes que ela terminasse a frase. Poderia ser um beijo casto e calmo. Mas como? A fome se fazia presente. Mordia, chupava, adentrava minha língua com todo o desespero que sentia, e a Rach fazia o mesmo. Eu queria me entregar, queria perpetua-la dentro de mim. Subi no seu colo sem desgrudar nossas bocas e ouvi um gemido nasal e um par de mãos invadindo minha camisa e cravando suas unhas na pele branca.
“Isso Rachel, é isso que eu quero.” — pensei
Q: Me marque!
R: Hmmm?? — confusa... — Quinn?
Q: Rachel, só faz isso por favor! Marque meu corpo de todas as formas possíveis.
Não contestou mais, se apossou dos meus lábios e enterrou ainda mais suas unhas na minha pele, fazendo-me soltar um gemido com a mistura de prazer e ardor. Afundei minhas mãos nos seus cabelos, dando leves puxadas, recebendo de presente o gemido mais excitante desse planeta
R: Quinn você está tão... – começou a chupar meu pescoço
Q: Tãaao???? Falei saindo mais como um gemido.
R: Gostosa! – me encarou. – Entregue! Maravilhosa...
Q: Sua! – Exclamei automaticamente e presenciei seus olhos castanhos escurecerem. – Preciso fazer amor com você. – Mais uma cravada de suas unhas, mas agora nas minhas pernas.
R: Eu quero amor, quero sexo... – sua mão deslizou pelas minhas pernas e foi parar no meu sexo, pressionando –o.
Q: Hmmmm Rach!!! — mordi seu lábio inferior. -Eu sou toda sua.
R: Estou gostando de ouvir isso.
Q: O que mais você quer ouvir? – Começamos a movimentar nossos quadris, de forma sincronizada, podia notar a umidade se formando. Mordi sua orelha. – Diz... Eu sou sua, faço o que você mandar. –Esqueci de todos os problemas, só queria começar aquele jogo delicioso.
R: Hmmmm Quinn... Então você é a minha escrava? – tirou minha camisa encarando meus peitos pontudos e seus mamilos duros de excitação. Apertou o direito, o que me fez gemer. – Tira o Short! – Ordenou se livrando do meu corpo de cima dela.
Q: Sim, minha senhora. – falei em um sussurro. Me levantei, fiquei de costas para ela, abaixei o zíper do short e o deslizei até o pé sem dobrar os joelhos, dando a Rachel uma visão privilegiada, mesmo estando de calcinha. Rapidamente senti dois tapas na minha bunda. O que me excitou ainda mais.
R: Agora, mãos na parede!
Olhei para ela entre os ombros e obedeci. Já sentia minha calcinha encharcada. Voltei a olhar para a parede esperando ansiosa pelo toque dela. Da minha mulher...
Q: Minha mulher... – sussurrei me surpreendendo. Como pude dar voz a um pensamento involuntariamente?!
R: Repete! — Senti o hálito quente de Rach no meu ouvido. Sorri e nada disse. – Repeeeete Quiiiinnie. – sua voz estava rouca e arrastada, revelando toda a excitação presente. Continuei calada. 10 segundos depois ouvi e senti um tapa forte na minha bunda. Junto com ele aquela dorzinha bem famosa no ventre.
Q: Faz de novo! – saiu como um gemido.
R: Repita o que disse. – Outro tapa.
Q: aiiii... ray. – outro tapa. – Continua.
R: Repete Quinn. Sua o que? — Colou seu corpo no meu, fazendo com que minha bunda roçasse na sua vagina. Enfiou suas mãos pelos meus cabelos. – Repete. – ordenou e mordeu o lóbulo da minha orelha.
Q: Minha mulher! — Soou como um gemido novamente sendo o estopim para Rachel.
R: Vadia! — estranhamente notei o latejar dentro da minha calcinha depois de tal palavra.
Q: Huuuummmmmm... – Ela pressionava mais seu corpo contra o meu e segurava minha cintura. – O que mais?
R: Gostosa! – Colocou um dedo na lateral da minha calcinha entra o pano e a pele. – Cadela! – Mais um dedo do outro lado. – Deliciosa. – Baixou de vez a calcinha, agachando como em um movimento ensaiado. Subiu lambendo minha perna, parou na minha bunda. – Vagabunda! – Mordeu, chupou e lambeu cada parte ali. Eu já estava gemendo sons completamente incompreensíveis. Rachel estava me levando ao ápice. Pendi a cabeça para trás quando sua língua passou suavemente pelo meu ânus.
Q: Raa-aaa-aachel! Hummmmm. – Gemi completamente inebriada.
R: PUTA! – Na última sílaba, virou meu corpo me deixando de frente, tomou meus lábios com uma fome absurda e me penetrou com dois dedos de uma só vez. Gemi dentro da sua boca. Ela investia cada vez mais nas estocadas, aumentando o ritmo. 1, 2,3,4,5,6 estocadas. Estava me controlando para não chegar ao orgasmo, mas estava difícil!
Q: Ra...aach. – Sussurrei quase inaudível. – Rachh... Aaaaaaaaaa. Racheeeeeell!!!! — E falando o seu nome cheguei ao auge. Notei seu corpo descompassado e percebi que ela também chegara ao auge do prazer. Encostei na parede e rachel me abraçou. Ficamos assim um tempo... Eu inalava o cheiro dos seus cabelos, o cheiro do ato que acabara de ocorrer, o cheiro no nosso suor, do nosso gozo.
Fomos forçadas a ir para cama, uma vez que nossas pernas vacilavam vez ou outra. Deitamos.
Q: Você está bem minha vida?
R: Humrum... – respondeu demonstrando seu cansaço. Tão linda, tão minha(...)
Q: Sempre vou te amar... – Fechei os olhos para segurar uma lágrima que estava insistindo em cair. Sabia que Rach me olhava. Abri os olhos, pouco depois, resolvendo liberar um pouco mais a dor. Começamos a nos beijar novamente. Mas dessa vez um beijo calmo, sem pressa...Percebi Rachel meio inquieta no beijo, se mexendo, mas não quis abrir os olhos. Liquefazíamos nossas almas, nossa dor, nosso amor. Percebi um clarão e entendi. Ela estava eternizando aquele momento para ela, do jeito dela ♥

QUINN POV OFF
As duas estavam ali, tentando acalmar a aflição, tentando provar uma para a outra o amor respectivo, tentando eternizar aquele momento. Tão jovens, tão inexperientes, tão meninas, e com uma dor enorme para carregar. Nos seus pensamentos, o tempo de dor duraria seis meses. Mas quem pode ter tanta certeza? Quem pode adivinhar as surpresas da vida? Dizem que isso é o que torna a vida bela. Pode ser caro leitor! Mas para dois amantes, dois jovens apaixonados, em momentos como esse, a vida de bela nada tem...
Fale com o autor