Sempre Vou Te Amar

19 CAPITULO 19 - Toda Minha parte 1


Notas iniciais
Meus amores me desculpem pela demora, Infelizmente quando a gente se torna adulto o tempo fica escasso, rsrsrs. Em momento nenhum pensem que desisti da Fic, isso será impossível ok? Esse capítulo terá duas partes, e não tentem me matar por isso. Rs, Leiam a nota final do capítulo, Beijos

...

H: Filha...

R: O quê? – despertei assustadíssima, pois a ultima cena que me recordava eram os olhos de Quinn nos meus, ainda chorosos e cheios de dor. – Cadê? – me assustei ainda mais quando não vi a Quinn nos meus braços. – Papai?...

H: Calma filha, você deveria esta sonhando. Desde quando você está dormindo, e por que não foi para cama? – me sentei e respirei um pouco devagar para acertar meus batimentos cardíacos e meus pensamentos. – Você está bem estrelinha?

R: Estou sim papai, só minha cabeça que esta doendo um pouco, eu vou subir.

H: Seu pai precisou viajar hoje, só volta amanha pela tarde.

R: Ok

H: Qualquer coisa estarei aqui.

R: Certo, boa noite papai.

H: Boa noite meu amor.

Entrei no meu quarto e me joguei na cama. E ali comecei um choro angustiante, baixinho, abafado pelo travesseiro, e depois intensificado com a dor. O que eu sentia era inexplicável. Acordar e ver que ela não estava mais lá e nem se despediu, e isso me causava um frio imenso, pela falta da sua presença e a certeza de que aquilo poderia ser uma resposta relacionada à chantagem do Finn. Em meio a todo meu desespero, resolvi arrancar minha cabeça do travesseiro e deitar como uma pessoa normal. Foi quando avistei um papel amarelo colado no meu notebook em cima da mesa. Com o coração disparado voei até ele...

“Rach, não quis te acordar. Não tranque a porta.”

R: Como assim não tranque a porta? — Perguntei a mim mesma, um pouco alto.

Minha cabeça girou um pouco, eu fiquei aliviada em saber que Quinn se preocupou em deixar um bilhete, melhorando um pouco aquela sensação de vazio. Mas a ultima frase me deixou bastante encabulada. Não tranque a porta? Seria a porta de casa? Do meu coração? Nada tinha sentido. Olhei no relógio e me espantei um pouco, eram 23:00, já era tarde para Quinn invadir minha casa. Então que porta era essa? Peguei meu celular e liguei para Quinn, eu precisava de respostas, mas continuei precisando, pois as seis vezes em que liguei, ela não atendeu. Meu coração começou a doer novamente. Resolvi deitar e tentar dormir, o outro dia seria muito cheio, tanto de atividades, como de decisões. Dormir sempre foi uma válvula de escape para mim, pelo menos quando se dorme a dor não machuca, não destrói, ela continua ali, mas inerte, sem movimentos.

O outro dia seria um dos piores da minha vida, o dia da resposta. E Quinn mais uma vez me deixou sozinha, e isso era uma resposta. Decidi parar de pensar.

Peguei no sono...

...

“Hey...”

“Hey”

“Rach...”

R: OIII, O QUÊ?

Q: Calma...

R: QUINN? — Tentei abrir os olhos ainda mais, estava tudo escuro, e aquela voz me assombrando.

Q: Sim Rach, sou eu. Calma, vem aqui.

Senti um puxão e logo depois pude respirar. Encontrava-me no meu lugar predileto, nos braços da pessoa que eu amava, sim e como eu a amava! Senti aquele perfume natural que emanava da sua pele, senti seus braços envolvendo meu corpo, senti sua respiração no meu ouvido. Não tenho palavras suficientes para descrever quanta emoção por detalhes que muitos não notam, mas quem ama consegue ver além da matéria, do fato ali presente. Até nesse momento em que escrevo para vocês me emociono, quem já amou um dia sabe do que estou falando. Da paz, da segurança, e tudo que está englobado quando o referido é simplesmente os braços de quem amamos. E quando digo braços não me refiro somente aos membros, vai muito além disso...

R: Meu Deus Quinn... Você está aqui!

Q: Sim meu amor, eu estou. – mais uma vez meu coração sentiu o peso daquelas palavras.

R: Sim você está! – me apertei ainda mais naquele abraço.

Q: Hey eu quero ver você, olhar nos seus olhos.

Eu também necessitava daquilo então rapidamente me estiquei acendendo a luminária do lado da cama. A pouca luz, deu ao ambiente um toque de romance, como se precisássemos mais disso. Olhei o relógio que marcava 01:50 e voltei ao MEU lugar, sentada no colo de Quinn, mas agora nos encarávamos.

R: Foi isso que quis dizer com o “não tranque a porta”? – falei segurando o riso

Q: É... tentei não ser muito óbvia, para te fazer surpresa e por prevenção. Seus pais podiam ler, enfim... E tomei um susto enorme, seu pai estava dormindo no sofá quando cheguei.

R: É! O pai viajou e ele não consegue dormir na cama sem ele.

Q: Isso é lindo.

R: Eu também acho.

SILÊNCIO...

APENAS NOS OLHAMOS POR UNS MINUTOS...

Geralmente eu durmo de calcinha e com uma blusinha confortável. E naquele dia eu estava exatamente com aquele look. Mas Quinn não reparou, e nem eu. Não naquele momento...

R: Quinn, esse é o nosso ultimo encontro não é? Por isso está aqui? Para aproveitar as poucas horas que nos restam? – não aguentei, tinha que falar!

Q: Rach, eu estou desesperada, o motivo de eu está aqui agora, é por amor, amor a você. – Ela disse que me ama?

R: Quinn, você disse...

Q: Sim Rach, eu amo você.

Não consegui me controlar, o choro veio tão natural quanto um bocejo. Agarrei-me nela ainda mais, e o choro se intensificou. Minha vontade era de pegar a Quinn e fugir dali, ir para qualquer lugar só nós duas, se amando sem medo. Não demorou muito para que sentisse as lágrimas dela caindo no meu ombro, fazendo com que minha dor aumentasse ainda mais. Estávamos perdidas, não tínhamos saída. Finn deixou bem claro, ou namorava ele ou ele espalhava o nosso “segredinho” para toda cidade. No meu caso tudo bem, eu aguentaria, não seria tão fácil ganhar um rótulo assim em menos de 1 mês, mas nada em que me causasse desespero, não só pela minha segurança e determinação de estar com quem amo independente de qualquer coisa , como também pelo fato de ser aceita em casa e pelos meus amigos. Com a Quinn a história era completamente diferente, os pais dela eram tradicionais e cheios de preconceitos. A própria Quinn afirmou que seria expulsa de casa, fora que eu acabara de descobrir que a mãe dela era a famosa pastora que tinha chegado à cidade. Eu não podia ser egoísta naquele momento, não poderia exigir lealdade, quando isso custaria tanta guerra e dor envolvendo a pessoa que tanto amava. Afinal amar também é isso certo? Abrir mão e sentir a dor do outro?

Ficamos abraçadas por um bom tempo, eu estava amando ficar ali no colo dela, sentindo seu cheiro, sua respiração, suas lágrimas. A Quinn foi a primeira a se mexer...

R: Está desconfortável?

Q: Não! É que eu quero ficar olhando pra você sabe? Não por alguns minutos. Eu quero passar a noite toda olhando pra você. – o coração apertou ainda mais.

R: Então pode olhar, eu deixo. – dei um risinho para descontrair um pouco.

Q: Você é linda Rach. – falou olhando nos meus olhos.

Sabe aquela onda de energia que você sente percorrer seu corpo de uma só vez? E no mesmo momento uma tontura se torna presente de maneira súbita? Exato, foi assim que me senti. E tudo isso me impulsionou a pedir:

R: Me beija!

Não precisei piscar para que Quinn tomasse os meus lábios. No inicio o beijo era doce e leve, não deixava de ser intenso, mas era uma forma de demonstrar o amor dela por mim, e eu entendi o recado. Também tentei expressar todos os meus sentimentos e suas respectivas intensidades naquele beijo. E talvez o meu “erro” tenha sido esse. (Não foi um erro, rs). Comecei a sentir uma necessidade de modificar o beijo, comecei a introduzir minha língua de uma maneira mais intensa, e dar leves mordidos no lábio inferior de Quinn. Esta percebeu a minha euforia, e se adequou ao ritmo. Com sua mão direita, invadiu o meu cabelo dando induzas puxadas, e com a esquerda segurou minha coxa pela parte inferior me suspendendo e fazendo com que voltasse a posição inicial. Lembro-me de ter pensado, “essa mulher é forte”. As mãos De Quinn começaram a passear por todo meu corpo, então...

R: Não Quinn!

Q: O que Rach? Não me priva de você de novo.

R: Não, não é isso! É só que eu quero sentir você.

Q: Eu também, estamos fazendo isso.

R: Não Quinn, EU quero sentir VOCÊ. Eu quero ter o controle. – as pupilas dos seus olhos se dilataram, então para me provocar, perguntou:

Q: Controle? – deu um sorriso de lado. – De quê ou de quem?

R: Da situação e de você! Eu quero que você seja minha Quinn. – olhei dentro dos seus olhos, mordi meus lábios, acreditem esse ato foi inconsciente. – Toda minha...

Notas finais
No próximo capítulo: — Voce é linda demais ... — Não quero, por favor! Eu... ... COMENTEM!!!!