Sempre Te Amarei...
8 Uma Vigarista Nada Bem-vinda
Com todos os problemas da Sol, não tinha como ir para o ensaio, agora com essa proposta em turnê, seria pior ainda, ela não queria prejudicar a Banda, mas também não poderia abandonar sua mãe nesse momento ruim, afinal a saúde dela era mais importante. Bete estava internada, havia passado mal a alguns dias e teve que ser internada.
Pedro estava deitado com a cabeça no colo de Karina, lhe fazendo cafuné, ele estava pra baixo, afinal era o sonho dele e de todos, inclusive de sol, mas entendia, afinal, se fosse sua mãe, também não a abandonaria.
Karina fazia cafuné no cabelo do namorado, que estava de olhos fechados, quando entra uma loira bem vestida na academia, com um estilo despojado.
_ Oi, aqui é a ribalta? — perguntou a loira, e Pedro se levantou, sentando no ringue, olhando pra jovem, era bonita, mas preferia sua esquentadinha, mil vezes.
_ Não, aqui é a academia do Gael, a Ribalta é la em cima! — Falou Pedro simpático, a loira sorriu, um sorriso sedutor.
_ Hum, você bonitinho, como é seu nome? — perguntou, e Karina bufou, olhando-a com um olhar mortal.
_Pedro! — respondeu, sem a simpatia que falara antes.
_ Gostei do cabelo! — disse bagunçando o cabelo do guitarrista — Cabeludinho!
_ Eu também gosto do cabelo dele! — intrometeu-se Karina, e Pedro a segurou pelos ombros.
_ E você quem é, não me apresenta seu amigo Pedro? — Falou a garota com um sorriso debochado no rosto, Karina partiria pra cima dela, se Pedro não tivesse a segurado.
_ Essa é minha mulher, Karina! — Falou sem jeito.
_ Mulher? ah, desculpa, e que pela roupa, e o cabelinho curto eu achei que era um menino! — disse rindo — Prazer, Victoria, pode me chamar de Vicky.
Karina bufou, mas apertou a mão da garota que ela estendera, apertando um pouco mais do que devia, Pedro percebeu a cara da garota e segurou a risada.
_ Então cabeludinho, me mostra onde é a ribalta? -perguntou com uma voz afetada e Karina respirou pra não bater naquela garota.
_ Sabe oque é Vicky, e que eu tenho que ficar com a K, minha mulher! — disse ele, e ela fez um biquinho, ridiculo na opinião de karina.
_ Por favor? aposto que a Karina não vai se incomodar né K? — falou com uma voz sínica, Karina bufou e concordou com a cabeça.
_ Claro, pode ir Pê! — Disse a pedro e ele a olhos, se aproximou dela e colou seus lábios, a garota ficou com vergonha, mas fechou os olhos e aprofundou o beijo, terminando minutos depois.
***
Na Ribalta...
_ E aqui que estão precisando de uma Vocalista? — chegou a garota e Nando soltou um sorriso.
_ Vicky, querida, e não e que você veio?
_ Acha que eu te negaria algo Nando? Nunca.
_Claro, vejo que já conheceu o pedroso! — disse apontando pra Pedro — Bem, esse e o Lucca, e esse, o Rominho! — Disse apontando os garotos.
_Prazer! — disse com uma voz doce.
_ P-prazer, Lucca! — disse olhando bobo pra loira.
_ P-prazer, R-rominho! — gaguejava ainda mais, estava bobo com a presença da garota.
_ Bora ensaiar galera!! Vicky, alguma musica?
_ Pode ser perigosa da rita Lee? — perguntou olhando pra Pedro, que engoliu em seco.
_ Manda ver, 1...2...3..
_ Essa é pra você Cabeludinho! — Olhou pro guitarrista e piscou, começando a cantar.
*_Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa
Eu tenho um veneno no doce da boca
Eu tenho um demônio guardado no peito
Eu tenho uma faca no brilho dos olhos
Eu tenho uma louca, dentro de mim
Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa
Eu posso te dar, um pouco de fogo
Eu posso prender, você meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu vou fazer você ficar louco
Muito louco, muito louco
Dentro de mim......*
– Vicky cantava e rebolava, estava, claramente provocando Pedro.
***
Depois do ensaio, Pedro saiu correndo pro banheiro, como dizia a musica, essa garota e perigosa, e a ultima coisa que queria era problemas no seu casamento, ainda mais com sua esquentadinha gravida.
Lavou o rosto, ajeitou os cabelos e após secar o rosto e as mãos saiu do banheiro, péssima ideia, lá estava Vicky, parecia estar lhe esperando, seguiu reto, mas a garota o seguiu.
_ Cabeludinho, está fugindo de mim? — disse colocando as mãos no pescoço do guitarrista.
_ Vicky, eu sou casado, então por favor! — pediu Pedro, tirando as mãos da loira de seu pescoço.
_ Eu não ligo, não sou ciumenta! — disse com um sorriso — É não desisto do que quero, e eu quero você! — disse agarrando o jovem.
_Vicky!! — Chamou, lhe tascando um beijo, Pedro a empurrou, mas era tarde, alguém havia visto a cena, e não acreditava, como pedro poderia ter feito aquilo? era exatamente oque Karina queria saber.
_ Pedro? — Chamou Karina, com lagrimas no rosto, de tristeza e decepção, é, aquela tarde seria longa.
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