Sempre Juntos
1 Capitulo único
Notas iniciais
Estavam estudando a composição da nova musica e se aquela ganharia um vídeo clipe. Khan e Gyeom sorriam e riam com ideias propostas pela equipe. Eles nunca rejeitavam algo sem conversarem antes, sem esclarecem os pontos que achavam positivo ou negativo.
Horas se passavam, papeis eram jogados fora, ideias excluídas e outras aceitas. A maioria já havia ido embora, logo mais o restante se despedia e se retirava.
Khan se jogava no colo de Gyeom, dizendo que estava mais cansado que porco para abate. Gyeom apenas ria, sem se importa com o jeito de Khan, pois estava acostumado ao jeito grudento do companheiro. Acabava por se espreguiça e escorar-se contra o sofá, vendo Khan tentando ajustar seu corpo e a posição no pequeno espaço.
Os cabelos loiros de Khan se esparramavam em seu rosto, mas ele parecia ter adormecido tão rápido. Ria baixo ao se recordar que a poucos dias Khan havia postado um vídeo no twitter, onde Khan o filmava dormindo no ombro dele, fazendo caretas de "o que é isto?", porém não o havia xingado, pois sabia que Khan era assim, brincalhão, sorridente e muito, muito dócil.
O estranho na situação, era olhar Khan e se recordar de como ele havia ficado quando o antigo grupo acabou por disbandar. Ele bebeu, chorou, gritou e até mesmo brigou. Ele dizia que não queria, que achava errado, não queria aceitar... Não queria perder todos. Mas aquilo não dependia de Khan.
Havia ficado ao lado de Khan, havia o escutado todas as vezes, o ajudado em todas as vezes. Havia compreendido ele em todos os momentos.
Khan era muito sentimental, não era nada durão... Mas ele gostava mais ainda de ficar próximo das pessoas. Fossem elas fãs, amigos, a equipe ou alguém desconhecido. Ele gostava de agradar.
Sempre que olhava para Khan, se orgulhava por saber o quanto ele trabalhava, se empolgava em fazer as coisas. Dava cem porcento de si mesmo, em qualquer coisa.
Ao olhar para Khan, mal via seus olhos fechados por causa do cabelo no rosto, olhava a boca entreaberta dele, uma respiração leve passava por entre os lábios. Suas pernas estavam jogadas fora do sofá e um dos braços pendia para fora, o outro estava jogado sobre o ombro. Não aparentava seus vinte e quatro anos, deste modo, parecia uma criança.
Levando a mão as madeixas clara, as retirando do rosto de Khan, observando-o com imenso carinho. Ele possuía um sorriso único... Tão belo...
— Gyeom...
Se sobressaltava ao ouvir ele lhe chamar, retirando a mão, rapidamente, das madeixas.
Khan se acordava uns segundos depois, assustado, olhando tudo ao redor até se dar conta de onde estava, do que usará de travesseiro. Olhava para Gyeom, o rosto achatado de sono. Khan bagunçava os cabelos e se sentava.
— Dormi por muito tempo?
Gyeom negava, evitando o olhar.
— Meu Deus, você não me olha porque eu babei? — Ele perguntava, assustado. – Ronquei? Olho aberto?!
Enquanto Gyeom gargalhava, Khan se escondia com as mãos no rosto.
Gyeom escorava a cabeça no sofá, o rosto voltado para Khan, e ele o imitava, escorando a cabeça e o encarando.
— Deveríamos ir para casa. — Dizia Gyeom.
Khan concordava, fazendo um leve beicinho, mas ainda o olhava.
O coração de Gyeom parecia lhe saltar do peito, o modo como Khan o olhava... Era diferente, era profundo, era quente e muito quente. O olhar de Khan parecia lhe enfeitiçar para mais perto, mais perto e mais perto. Sentia algo que a sociedade era contra, mas queria provar, queria testar, precisava saber se era real. Necessitava saber se era real.
Soltava um suspiro, fechava os olhos, respirava fundo. Porque parecia ofegante?
— Gyeom...- A voz de Khan parecia mais um gemido, instigando-o a abrir os olhos e olhá-lo, mas não o fez.
E então, se assustava ao sentir a ponta dos dedos de Khan em seu rosto, nas maças do rosto, no nariz e então, nos lábios. Sem se controlar, entreabria os lábios e ofegava.
Khan aproximava o próprio rosto de Gyeom, olhava cada traço do rosto do mais novo, o decorava... E quando se permitia o prazer de tocar seus lábios nos dele... Era frio. Um friozinho tão bom para seu calor fervente. Se permitia apenas tocar, sentir, decorar e se acostumar com o toque.
Ele era diferente.
O toque era diferente...
Quando Gyeom aproximou seu corpo, Khan deixou que seus braços o rodeassem pela cintura do mais novo, o puxando-o para mais perto. Deixou que sua língua explorasse os lábios e logo sua boca. Os lábios eram frios, mas o interior era tão quente. A língua de Gyeom era macia, delicada, mas com uma vontade de tomar as rédeas, liderar... Mostrar tudo o que sabia.
O beijo não fora guiado nem por Gyeom e nem por Khan, era tão natural que apenas se deixavam levar.
Aquele beijo, sem duvida alguma, era muito apaixonado. Era impossível ser apenas um teste, não ser nada.
Quando o beijo terminou, Khan sorria bobamente, enquanto que Gyeom lhe selava os lábios várias e várias vezes, parecendo querer bem mais beijos.
Gyeom passavam os braços por baixo dos de Khan, enrolando-lhe a cintura do mesmo modo que Khan fazia, logo enterrava o rosto na curva do pescoço do mais velho, inspirando o perfume que ele usava... Mas, adorava a fragrância pura dele. O cheiro era inibidor.
— Me sentia estranho... — Gyeom dizia, a voz levemente emocionada e embaçada, pois ainda se mantinha com o rosto no mesmo lugar. – Sentia meu corpo diferente... Sempre...
Khan fechava os olhos ao ouvir Gyeom, seu coração parecia ter sumido, se encolhido em algum canto. Nada, absolutamente nada parecia lhe fazer sentido. Seu corpo correspondia ao de Gyeom havia um certo tempo... Mas e o dele?
— Enquanto te olhava dormir, — Começava de novo. — eu queria te tocar, te proteger...
Khan olhava para baixo, mas só conseguia ver os cabelos do mais novo.
— Gyeom... — O chamava, mas ele negava com a cabeça, indicando que queria continuar.
Parecia uma criança.
Sentia algo quente no pescoço e entendia que era um suspiro do mais novo, se sentindo levemente deprimido com o jeito dele.
Não havia sido bom para ele?
Havia errado em pensar que ele quisera o mesmo? Mas ele não o havia rejeitado ou empurrado... Mas poderia ter entendido errado, não poderia?
— Quando me olhava, me olhava de verdade... — Gyeom pausava. – Eu queria ficar perto, me aproximar...
— Então o que tem de errado?! — Khan não conseguia aguentar, por isso o interrompera e perguntava.
Gyeom saia do esconderijo, olhando para Khan com a sobrancelha erguida, pensando na pergunta, mas achando a resposta bem óbvia.
Como ele poderia não saber?!
— Não... — Negava, apertando o corpo de Khan entre as mãos. – Não tem nada de errado.
Aproximava o rosto do mais velho, segurando-lhe os cabelos da nuca, sussurrando que não havia nada de errado.
E para sua surpresa, Khan sorria daquele modo que tanto gostava. O sorriso era tão sincero. O sorriso se refletia até no olhar dele.
— Estou tão feliz... — Ele dizia.
Ambos se olhavam, conversavam assuntos diferentes até o cansaço bater e se jogarem no estúdio mesmo, passando a noite ali.
Eles havia descoberto algo novo, porém maravilhoso.
Havia mais vontade de ganharem o mundo.
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